Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Google e Samsung fundem seus sistemas para relógios — Wear OS e Tizen

Talvez a maior surpresa neste Google I/O tenha sido o anúncio de que Google e Samsung se uniram e fundiram seus sistemas para relógios inteligentes, Wear OS e Tizen. As duas empresas estão trabalhando junto e já mostraram alguns avanços. E o sistema final não será exclusivo delas, qualquer fabricante poderá adotar.

O novo sistema (será chamado Wear OS? Tizen? Ambos?) também tem a Fitbit na mistura, empresa de gadgets vestíveis comprada pelo Google. E conta com a promessa de melhorias drásticas a apps básicos do Google — Mapas, Pay, YouTube Music e Assistente.

A barreira estava bem baixa com o antigo WearOS, mas parece que temos avanços significativos nessa frente após anos de negligência. Se vai colar com os consumidores e gerar relógios competitivos no nível do Apple Watch, aí é outra história. Via Google (em inglês).

Alguém quer um relógio inteligente?

Kevin Roose, na New York:

Apesar de todo o barulho em torno dos [gadgets] vestíveis, não está claro quem deveria estar comprando eles. Menos da metade dos entrevistados em uma recente pesquisa da Accenture disseram que considerariam comprar um relógio inteligente, e mesmo os analistas mais otimistas preveem apenas 20 milhões de relógios do tipo vendidos esse ano, número insignificante comparado aos das vendas de smartphones e tablets. O ceticismo do mercado talvez seja em função do quão cedo os primeiros relógios inteligentes saíram de cena (poucos duraram mais do que um ou dois anos antes de serem tiradas das prateleiras). Mas o mais provável é que os relógios inteligentes atuais continuam sendo gadgets misteriosos e de certa forma redundantes. Até os modelos mais sofisticados não fazem nada que um celular não consiga, exceto ficar confortavelmente no seu pulso. E o fator novidade ainda é alto. Os caras dos códigos do Vale do Silício podem apreciar a capacidade de pedir pizza a partir do próprio pulso (o que é, por sinal, um app real do Android Wear), mas o resto de nós não tem muita necessidade de outro dispositivo para carregar por aí, manter carregado e se preocupar em não quebrar.

Em certo sentido o ceticismo é parecido com o que acometeu o iPad, mas isso não garante que o Android Wear e outros relógios inteligentes terão o mesmo destino.

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