Três imagens de pessoas, sem mostrar o rosto, com roupas básicas/essenciais, com os escritos (um em cada imagem) “Esporte”, “Dia a dia” e “Underwear”. À direita, as frases “O básico que você precisa tem na Insider” e “Clique aqui e use o cupom de 12% off: MANUALDOUSUARIO12”.

Ministério da Justiça quer saber por que motoristas da 99 e da Uber estão cancelando corridas

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou as empresas 99 e Uber para que prestes esclarecimentos a respeito do suposto alto volume de cancelamentos de corridas por parte dos motoristas.

A motivação da Senacon, segundo o G1, é a repercussão na imprensa. O problema existe, é fato, mas as empresas já têm políticas para isso — até meio draconianas, dependendo a quem se pergunte.

As empresas têm até quinta-feira (30) para responderem. Via G1.

Uber e Lyft, sem ideias, aumentam preços desesperadamente em busca de lucro

Uber e Lyft, sem ideias, aumentam preços desesperadamente em busca de lucro (em inglês), por Aaron Gordon na Vice:

Desde que foram fundadas em 2009 e 2012, Uber e Lyft levantaram mais de US$ 30 bilhões de dólares em financiamento privado, de acordo com o Crunchbase. Mesmo com essa montanha de dinheiro, nenhuma das duas empresas conseguiu apresentar lucro real e consistente, apenas lucros “ajustados” que excluem um punhado de despesas reais que elas têm, como impostos e pagamentos de juros. E isso quando os cenários econômico e trabalhista mais amplos tornavam mais fácil a lucratividade com [o negócio de] táxis do que hoje.

Uber passa a exigir selfie de passageiros que pagam em dinheiro

A Uber anunciou um piloto voltado à segurança dos motoristas da plataforma: a exigência de selfies de alguns passageiros. Ela será exigida de passageiros que desejem pagar em dinheiro pelas corridas, imediatamente antes da solicitação do carro.

Não se trata, aqui, de validação biométrica. A Uber explica, em nota à imprensa, que a selfie ficará armazenada em seus servidores, “à disposição para consulta posterior das autoridades em caso de necessidade, seguindo a previsão legal”. Via Uber.

Em outra frente, a Uber agora aceita pagamentos em Pix. O recurso estava em testes em Curitiba (PR) e Recife (PE) desde novembro do ano passado. Os pagamentos passam pela plataforma, ou seja, não são para o motorista.

Uber corta gastos em marketing e desacelera contratações

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, enviou um e-mail no domingo (8) a todos os funcionários para avisar que vai a empresa vai reduzir gastos com marketing e incentivos (adeus, cupons) e limitar as contratações, que agora passam a ser encaradas como privilégios. “Seremos ainda mais rigorosos com cortes de custos em todas as áreas”, escreveu.

As empresas de tecnologia têm sofrido nas bolsas norte-americanas. O receio de que a era de dinheiro barato chegou ao fim tem afastado os investidores do setor, o que se traduz em quedas generalizada.

Segundo a CNBC, a Nasdaq bateu cinco semanas consecutivas de baixas, algo que não acontecia desde 2012. Nesta segunda (9), as maiores empresas de tecnologia perderam, juntas, mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Só a Apple, a maior delas, desvalorizou US$ 220 bilhões.

A Uber não passa incólume por essa “mudança sísmica”, como definiu Dara. Embora os números da empresa já tenham voltado ao patamar pré-pandemia, ela ainda sangra dinheiro e também sofre com a debandada dos investidores. Em 2022, os papéis da Uber acumulam uma desvalorização de mais de 40%. Via CNBC (2) (em inglês).

Como a Uber se blinda na justiça contra vínculo trabalhista de motoristas

Como a Uber se blinda na justiça contra vínculo trabalhista de motoristas, por Paulo Victor Ribeiro no The Intercept:

Com uso de jurimetria, uma sofisticada análise de dados de tribunais do trabalho brasileiros, a Uber criou uma estratégia para evitar perder processos de motoristas. O método utilizado é complexo, mas a ideia é simples. Ainda não existe uma decisão consolidada sobre o vínculo de trabalho entre motoristas e aplicativos de transporte, abrindo espaço para interpretações dos magistrados, que recorrem às decisões judiciais anteriores para balizar sua decisão atual. Isto é: na hora de julgar um processo do tipo, o responsável olha o que outros juízes na mesma situação fizeram. Isso não determina sua escolha, mas serve como um parâmetro. A Uber, então, analisa a propensão de um determinado magistrado ou tribunal específico julgar casos em favor do motorista – e não da empresa.

Se existe chance de a empresa perder, um acordo é oferecido ao motorista, evitando o registro de uma derrota no tribunal. Se a possibilidade maior é de a plataforma sair vitoriosa, a empresa não se mexe e espera o julgamento. Com isso, sentenças contrárias ao reconhecimento de vínculo de trabalho são sempre registradas, enquanto possíveis sentenças a favor do vínculo são antecipadas por um acordo, evitando a formação de jurisprudência.

No Rio, Uber ganhará botão para acionar a Polícia Militar

Em breve, o aplicativo da Uber ganhará um novo botão, “Ligar para a Polícia”, que ao ser acionado entrará em contato com a Polícia Militar e repassará, automaticamente, dados do carro, da corrida e do passageiro e motorista.

O botão é fruto de uma parceria da empresa com a Secretaria de Estado da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Inicialmente, ele será disponibilizado na Baixada Fluminense, como projeto-piloto. Depois, será expandido para todo o Estado.

Esta é a primeira parceria do tipo que a Uber fecha no Brasil. Via assessoria de imprensa da Uber.

Rafael Grohmann: A questão do trabalho plataformizado

Na semana em que a Agência Pública revelou o trabalho sujo do iFood em sabotar o movimento dos entregadores que demandam melhores condições de trabalho, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin recebem o pesquisador Rafael Grohmann, professor da Unisinos, diretor do laboratório de pesquisas Digilabour e coordenador da Fairwork no Brasil, para falar de trabalho plataformizado. […]

Uber dá mais detalhes das corridas a motoristas, mas novidade desagrada

A partir de agora, os motoristas da Uber terão mais informações de antemão para ajudá-los na decisão de aceitar ou não uma corrida, como o valor da corrida e da tarifa dinâmica, e os endereços exatos de partida e chegada. A novidade, que já vinha sendo testada em algumas cidades, foi expandida nesta terça (5) para “municípios de médio e grande porte de todas as regiões do país, inclusive São Paulo, Brasília e outras capitais”.

Embora a Uber diga, em comunicado à imprensa, que não mexeu nos valores repassados aos motoristas, esses têm reclamando que o novo modelo, agora com preço fixo, tem rendido menos. A consequência deve ser sentida logo pelos passageiros: mais cancelamentos e demora para pegar um carro. Via Uber, G1, Extra.

Uber quer todos os táxis do mundo em sua plataforma até 2025

Na última quinta-feira (24), a Uber anunciou um acordo com os aplicativos de táxis da cidade de Nova York. Todos eles, 14 mil táxis, serão integrados à plataforma da Uber e poderão ser chamados pelo aplicativo. Os preços do táxis na Uber serão similares às da categoria UberX, mas os taxistas poderão ver os valores de antemão e recusarem corridas sem prejuízo.

Em entrevista ao Wall Street Journal, Andrew Macdonald, diretor de mobilidade global da Uber, afirmou que o objetivo da empresa é ter todos os táxis do mundo em sua plataforma até 2025. “É certamente [um objetivo] ambicioso, mas acho que é possível”, disse.

Embora não seja uma novidade (a Uber já havia firmado acordos pontuais com taxistas em outros países), o acordo em Nova York marca uma guinada para a empresa que, por anos, polarizou disputas acirradas, às vezes violentas, com taxistas. Via Wall Street Journal (em inglês).

99, iFood e Uber anunciam aumentos nos preços, reflexo da inflação e alta dos combustíveis

Nos últimos dias, plataformas digitais anunciaram reajustes nos preços para refletir a inflação e a alta no preço dos combustíveis:

  • 99: Aumento de 5% no preço do quilômetro rodado.
  • iFood: Aumento de 13% na rota mínima (de R$ 5,31 para R$ 6) e de 50% no quilômetro rodado (de R$ 1 para R$ 1,50).
  • Uber: Aumento temporário de 6,5% no preço das corridas.

Os reajustes de 99 e Uber já estão valendo. Os do iFood entram em vigor no dia 2 de abril.

A remuneração de motoristas e entregadores foi apontada como um dos problemas mais graves no relatório da Fairwork. Das seis plataformas analisadas, apenas a 99 garantia o salário mínimo aos trabalhadores. Via LABS.

Uber, 99, Rappi e iFood têm notas pífias em avaliação sobre trabalho decente no Brasil

Uber, 99, Rappi e iFood têm notas pífias em avaliação sobre trabalho decente no Brasil, por Tatiana Dias no The Intercept:

Nessa edição do relatório [da Fairwork], a primeira feita no Brasil, foram avaliadas seis empresas — e a nota máxima foi 2, colocando o país entre os piores lugares do mundo para os trabalhadores de plataformas.

Rappi, GetNinjas e Uber Eats zeraram — isso significa que não pontuaram absolutamente nada nos critérios de “trabalho decente”. O Uber atingiu a mísera nota 1. O iFood e a 99, as empresas melhor avaliadas, conseguiram uma risível nota 2 — e isso depois de se movimentarem, ao saberem da existência do ranking, para cumprir alguns dos critérios levantados pelos pesquisadores.

A íntegra do relatório pode ser baixada no site da Fairwork.

Agora você pode ver, em detalhes, as avaliações que motoristas da Uber fizeram de você

A Uber lançou nesta quarta (16) uma atualização em seu app para permitir que os usuários passageiros vejam detalhes da sua nota no aplicativo. Na nova Central de Privacidade, é possível ver os volumes totais de avaliações — quantos motoristas te deram cinco, quatro, três, duas ou uma estrelas.

As avaliações não são atualizadas em tempo real, a fim de previnir que o usuário possa associar avaliações aos motoristas.

A Uber diz que o recurso está disponível no mundo inteiro, a todos os usuários. A Central de Privacidade fica nas configurações do aplicativo. (Aqui, ainda não apareceu.) Via Uber (em inglês).

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