Este site apaga seus posts antigos no Twitter de graça, mas só se você não curte fascistas

Quando o Cardigan encerrou suas atividades, deixei de apagar automaticamente posts antigos no meu perfil pessoal no Twitter. Foi uma decisão pragmática: somente alguém lacônico e extremamente organizado conseguiria apagar seus próprios posts de uma rede social em intervalos regulares. O Cardigan fazia isso, tão bem que eu havia pago uns trocados pelo serviço. Após […]

Aos gigantes da tecnologia, que parem de explorar a fragilidade humana, as vulnerabilidades das pessoas, para obter lucros

— Papa Francisco, no Twitter. O papa Francisco tirou o sábado (16) para pedir que grandes grupos econômicos e pessoas de poder tenham mais consciência sobre seus poderes. Antes do comentário acima, feito em um fio no Twitter (que não foi publicado como um fio), Francisco cutucou o capitalismo sem dar nome aos bois dizendo […]

Os posts do Twitter que desaparecem da timeline no meio da leitura

Na condição de alguém que não lê o Twitter pelos apps oficiais, às vezes me choca o estado lastimável da experiência que eles proporcional. Nesta semana, o Twitter prometeu atacar um problema crônico: impedir que a timeline atualize e tire de foco o post que o(a) usuário(a) está lendo.

A rede social reconheceu o óbvio, que essa “é uma experiência frustrante”, mas aparentemente não é tão simples manter menos de 280 caracteres parados na tela por tempo suficiente para que alguém consiga lê-los: “Nos próximos dois meses, liberaremos atualizações da maneira como mostramos tuítes a você de modo que eles não desapareçam.” Obrigado? Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

Twitter libera gorjetas no Brasil em parceria com o PicPay

O Twitter expandiu o recurso de gorjetas (no Brasil, traduzido como “bonificações”). Agora, é possível incluir um botão no perfil que leva os seguidores a um dos parceiros do Twitter que fazem efetivamente a transação. No Brasil, o Twitter firmou parceria com o PicPay. Também é possível enviar/receber pagamentos em bitcoin. Por ora, a configuração e o envio de bonificações só estão disponíveis no aplicativo para iOS. Via Twitter, Ajuda do Twitter.

Twitter e Google: ordens de Moraes contra bolsonaristas são desproporcionais e podem ser censura prévia

Às vésperas do 7 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (SFT), ordenou que Facebook, Instagram, Twitter e YouTube removessem perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) envolvidos na organização das manifestações de teor golpista do feriado. As plataformas atenderam ao pedido, mas na terça (21) Twitter e Google (YouTube) manifestaram desconforto junto ao STF.

A decisão de Moraes estaria em desacordo com o que prevê o Marco Civil da Internet, “podendo configurar-se inclusive como exemplo de censura prévia”, segundo o Twitter.

O Google apontou dois problemas: a ausência do apontamento dos conteúdos ilegais, e a falta de apreciação prévia das ilicitudes pelo Judiciário. Via Folha de S.Paulo.

“Bons robôs” poderão ser identificados como tais no Twitter

Não é de hoje que muita gente pede ao Twitter para que identifique robôs na plataforma a fim de melhorar o nível do debate. Infelizmente, existem fortes incentivos para que o Twitter não faça isso. Explicitar que grande parte da sua base de usuários é, na realidade, formada por robôs, não cairia bem junto aos anunciantes — pelo menos enquanto robôs não puderem consumir.

Ainda assim, nesta quinta (9) o Twitter deu mais um pequeno passo nessa direção. Cumprindo uma promessa feita em dezembro de 2020, robôs identificados como tais exibirão um selo público em seus perfis. É “opt-in”, ou seja, identifica o robô e coloca o rótulo quem quiser. O Twitter alega que a medida visa identificar os “bons robôs”, seja lá o que isso signifique.

Na prática, a novidade não atinge aquele tipo de robô que realmente precisa ser exposto: o que se passa por humano para tentar legitimar pautas e pontos de vista por vezes absurdos ou impopulares entre os usuários de carne e osso. Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

Twitter inicia teste de comunidades, sua versão dos grupos abertos do Facebook

O processo de “facebookzação” do Twitter segue firme. A rede social lançou as comunidades, áreas temáticas onde apenas membros convidados podem tuitar e responder, mas que podem ser lidas por qualquer pessoa. É como se fossem grupos abertos do Facebook. Por ora, apenas usuários do iOS e da web podem interagir (postar/respoder) e somente contas em inglês podem criar comunidades. Via Twitter.

Twitter testa novo visual da timeline e “soft block”

Dois prints do Twitter no iOS, mostrando o “antes e depois” no visual borda a borda da timeline.
Imagem: Twitter/Divulgação.

O Twitter segue lançando novos recursos e testes públicos em ritmo acelerado. Nesta terça, dois novos testes foram apresentados: o novo visual “borda a borda” da timeline, que estende o conteúdo dos tuítes a toda a tela do celular (no iOS), e a remoção manual de seguidores, um tipo de “soft block” (web). Não há prazo nem certeza de que esses recursos serão oficializados e estendidos a outras platformas. Via @TwitterSupport/Twitter (2) (em inglês).

Maneiras melhores de acessar YouTube, Instagram e Twitter

Se preferir, veja no YouTube. A mudança na interface do Twitter, dia desses, causou algum alvoroço. Isso me lembrou dos front-ends alternativos, ou interfaces para serviços populares, como o Twitter, que não mudam tanto e têm outras vantagens em desempenho e privacidade. Neste vídeo, falo de três delas: Nitter (Twitter), Bibliogram (Instagram) e Invidious (YouTube). […]

Twitter testa ferramenta de denúncias de desinformação relacionada à COVID-19

Um ponto cego muito comum no debate da moderação em plataformas digitais é que, regra geral, não é proibido mentir nelas. Twitter, YouTube, Facebook e afins não preveem, em seus termos de uso, proibições amplas para a disseminação de mentiras. Essas redes proíbem apenas mentiras que possam ter consequências graves, como danos físicos a terceiros. Sim, tem muita mentira que indigna, mas talvez não seja do nosso interesse que essas empresas se tornem árbitras da verdade.

O Twitter cruzou essa linha nesta terça (17). Em testes, a rede social está permitindo que usuários da Austrália, Coreia do Sul e Estados Unidos denunciem “conteúdo enganoso”. Há duas categorias disponíveis, “Política” e “Saúde”, e dentro da última, uma subdivisão entre COVID-19 e outros assuntos.

Todas as grandes redes sociais, Twitter entre elas, já proibiam desinformação relacionada à COVID-19 com base na política de danos a terceiros. A diferença é que, agora, esse tipo de abuso tem previsão oficial no fluxo de denúncias da plataforma. Ainda bem que foram rápidos — não é como se a pandemia tivesse começado a… sei lá, um ano e meio?

O Twitter não promete muita coisa, porém. “Estamos avaliando se essa abordagem é efetiva, por isso estamos começando em pequena escala”, informou no perfil @TwitterSafety. “Podemos não tomar medidas e não podemos responder a cada denúncia neste experimento, mas as contribuições de vocês nos ajudarão a identificar tendências para que possamos melhorar a velocidade e a escala do nosso trabalho mais amplo em desinformação.” Via @TwitterSafety (em inglês), @Sci_Phile (em inglês).

Curtidas e compartilhamentos ensinam as pessoas a manifestarem mais indignação na internet

O que era apenas uma impressão tem, agora, respaldo científico: curtidas e compartilhamentos em redes sociais condicionam seres humanos a demonstrarem mais indignação na internet.

Pesquisadores da Universidade de Yale desenvolveram um software que analisou 12,7 milhões de postagens no Twitter de 7.331 usuários. Aqueles que receberam mais curtidas e retuítes quando expressaram indignação apresentaram uma tendência maior a repetir tal comportamento em postagens futuras. “É a primeira evidência de que algumas pessoas aprendem a expressar mais indignação com o tempo porque elas são recompensadas pelo desenho básico das redes sociais”, disse William Brady, doutor e pesquisador do departamento de Psicologia de Yale e um dos líderes da pesquisa.

Uma conclusão curiosa é que pessoas moderadas seriam mais suscetíveis à influência algorítmica. “Nossos estudos descobriram que pessoas com amigos e seguidores politicamente moderados são mais sensíveis ao feedback social que reforça suas manifestações de indignação. Isto sugere um mecanismo para como grupos moderados podem se tornar politicamente radicais com o tempo — as recompensas das redes sociais criam um ciclo de feedbacks positivos que exacerba a indignação”, disse Molly Crockett, professora associada de Psicologia e outra líder da pesquisa.

O estudo não visa fazer juízo moral, ou seja, dizer se essa indignação gerada pelas redes é boa ou ruim, mas Molly afirma que ele pode ter implicações para líderes que usam essas plataformas e legisladores que estejam considerando regular as empresas do setor. Via YaleNews (em inglês).

Apenas 2,3% dos usuários do Twitter usam a verificação em duas etapas

Em seu relatório de transparência do período de julho a dezembro de 2020, o Twitter revelou que apenas 2,3% dos usuários ativos tem a verificação em duas etapas ativada. E, dentro desse minúsculo universo, 79,6% das contas usam o método por SMS, o mais frágil dos três — 30,9% adotam aplicativos OTP e apenas 0,5% as chaves de segurança físicas. Via Twitter (em inglês).

Caro(a) leitor(a) que está no Twitter: faça um favor a si mesmo(a) e ative a 2FA agora mesmo. E repita isso em todos os serviços que oferecem tal recurso, em especial no seu e-mail e sistema operacional (iCloud para Apple, Google para Android).

Recurso de stories do Twitter será encerrado em agosto

Estamos acostumados a ler notícias de app X que adicionou stories à sua interface. Desta vez, a notícia é no sentido contrário: em 3 de agosto, os “fleets”, nome dado pelo Twitter aos stories da plataforma, serão descontinuados. “Desde que anunciamos o recurso globalmente [em novembro de 2020], não tivemos um aumento no número de novas pessoas participando de conversas com Fleets da forma que esperávamos”, justificou Ilya Brown, vice-presidente de produto do Twitter. Via Twitter.

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