Prédio baseado no logo do Manual do Usuário, em perspectiva isométrica, com um recorte na lateral e várias pessoinhas nos andares e terraço. À esquerda: “Manual de dentro para fora”.

Apenas 2,3% dos usuários do Twitter usam a verificação em duas etapas

Em seu relatório de transparência do período de julho a dezembro de 2020, o Twitter revelou que apenas 2,3% dos usuários ativos tem a verificação em duas etapas ativada. E, dentro desse minúsculo universo, 79,6% das contas usam o método por SMS, o mais frágil dos três — 30,9% adotam aplicativos OTP e apenas 0,5% as chaves de segurança físicas. Via Twitter (em inglês).

Caro(a) leitor(a) que está no Twitter: faça um favor a si mesmo(a) e ative a 2FA agora mesmo. E repita isso em todos os serviços que oferecem tal recurso, em especial no seu e-mail e sistema operacional (iCloud para Apple, Google para Android).

Recurso de stories do Twitter será encerrado em agosto

Estamos acostumados a ler notícias de app X que adicionou stories à sua interface. Desta vez, a notícia é no sentido contrário: em 3 de agosto, os “fleets”, nome dado pelo Twitter aos stories da plataforma, serão descontinuados. “Desde que anunciamos o recurso globalmente [em novembro de 2020], não tivemos um aumento no número de novas pessoas participando de conversas com Fleets da forma que esperávamos”, justificou Ilya Brown, vice-presidente de produto do Twitter. Via Twitter.

O que é verdade e o que é mentira no post “Por que tá tão ruim de usar Uber?” do Twitter

No Twitter, o usuário @bubblegui viralizou com uma postagem denunciando supostas alterações no funcionamento da Uber que, segundo ele, explicariam por que “está tão ruim de usar Uber”. Algumas passagens causaram estranhamento, então fui conversar com a Uber para tentar descobrir o que ali é verdade e o que não é.

@bubblegui, ou gui, com sua foto na praia de óculos escuros e o GIF de um meme na descrição do seu perfil, afirma que “a Uber alterou a forma como cobra e distribui as viagens de algumas semanas pra cá”. Agora, além da região do destino da corrida, os motoristas estariam vendo também “uma estimativa do tempo e distância da viagem”, o que os desestimularia de aceitarem corridas demoradas, mas de curta distância.

A Uber nega ter alterado a distribuição de corridas, mas confirma que os motoristas agora dispõem de mais informações. O texto abaixo é da empresa:

A Uber não alterou o sistema de distribuição de viagens. O que ocorreu é que, recentemente, algumas cidades como o Rio de Janeiro passaram a ter um novo cartão de oferta desenhado para atender pedidos de que o motorista parceiro tivesse mais informações sobre a viagem antes de aceitar. O que ele vê no cartão, agora, é: o valor que ele irá receber pela viagem, a distância e tempo de onde ele está até o passageiro, a duração e a quilometragem estimada da viagem (igual ao usuário) e o destino do passageiro. Com isso, cada motorista parceiro fica mais à vontade para escolher as viagens que fazem mais sentido para a rotina dele.

“Outro ponto é que o dinâmico agora é um valor fixo, então para o motorista é muito melhor quando pega uma viagem curta com dinâmico”, diz nosso amigo do Twitter. Segundo a Uber, meia verdade (ênfase deles):

Não, o preço dinâmico continua sendo ativado, temporariamente, em situações de alto desequilíbrio entre oferta e demanda. O que ocorreu é que em algumas cidades, entre elas o Rio de Janeiro, a multiplicação do preço dinâmico foi recentemente substituída pela adição. Pesquisas com os parceiros que usam esse sistema mostraram que eles não viram mudança em seus ganhos ou viram seus ganhos aumentarem, em comparação com quem usa a multiplicação. Na prática, no sistema de adição o montante extra é somado ao preço final da viagem independentemente do tamanho dela. No entanto, mesmo no sistema de adição, o tamanho desse montante continua, sim, variando conforme a demanda por viagens.

No trecho mais estranho, que colocou em xeque a postagem, @bubblegui afirma que “as viagens passaram a ter preço 100% fechado”, ou seja, que “se o passageiro mudar o trajeto, o motorista não ganha um centavo a mais; se pegar transito, idem”. Segundo a Uber, nada mudou nessa área e a informação, portanto, está incorreta:

Não, o sistema de preços da Uber continua realizando ajustes para mais ou para menos nos casos em que o tempo e a distância finais da viagem variam de maneira significativa em relação ao pedido original.

O usuário do Twitter diz, por fim, que o Uber Promo prejudica o motorista, pois a diferença de preço para o UberX normal seria custeada por quem dirige. Perguntei à Uber se é verdade. Resposta:

Não. O Uber Promo oferece viagens a preços menores, portanto os usuários pagam menos, a Uber ganha menos e os motoristas parceiros também. Os motoristas parceiros são livres para escolher se querem ou não atender essa modalidade, que só fica disponível em algumas horas do dia (fora dos horários de pico, quando a quantidade de chamados de UberX cai e o parceiro fica mais tempo esperando entre uma viagem e outra).

@bubblegui não está de todo errado, mas… né, também não está 100% correto. Talvez ele seja motorista da Uber? Não sei. Eu não morro de amores pela Uber, tenho severas ressalvas à empresa, mas é preciso ser justo, especialmente na crítica.

Este post não alcançará uma fração mínima da repercussão do fio original do Twitter — no momento desta publicação, com 3,9 mil retuítes e 27,5 mil curtidas só no primeiro post. Vida que segue.

Apresentando Twitter Blue: o primeiro serviço de assinatura do Twitter

O Twitter lançou seu plano de assinatura paga, o Twitter Blue, na Austrália e no Canadá nesta quinta (3). Por US$ 2,99 (no Brasil, há indícios de que custará R$ 15,90), o usuário pagante tem acesso a um “desfazer” tuítes, organização por pastas de tuítes salvos, “Modo Leitor” para fios, cores diferentes no app e no ícone e suporte prioritário — embora, disse o Twitter ao The Verge, esse suporte não inclua reclamações de assédio e abusos. É bem provável que novos recursos apareçam no futuro, mas para uma estreia, achei os recursos bem tímidos para justificar a assinatura. Via Twitter, The Verge (em inglês).

Twitter relança programa de verificação de perfis

O Twitter relançou o programa de verificação de contas, suspenso desde 2017. No anúncio, a empresa explica que “[o] selo azul é uma forma de ajudar as pessoas a identificar contas autênticas de grande interesse público”, o que “leva a conversas mais saudáveis ​​e esclarecedoras”. Há uma lista categorias elegíveis — a saber: poder público; empresas, marcas e organizações sem fins lucrativos; jornalismo; entretenimento; esportes; ativistas e outros indivíduos influentes. Via Twitter.

Por esses critérios, eu e o Manual somos elegíveis, e embora ter um selo de verificado nunca tenha sido uma prioridade ou mesmo um desejo, vou nos candidatar. Para você que usa Twitter, faz alguma diferença dialogar/seguir perfis verificados ou não?

TweetShelf é boa alternativa ao finado Nuzzel

O TweetShelf é uma alternativa aos órfãos do Nuzzel, que parou de funcionar no último dia 6. Ambos os apps coletam links compartilhados por quem você segue nas redes sociais e listam eles numa interface bonita, com menos foco nos tuítes, mais nos links em si. A principal diferença é que o TweetShelf só conversa com o Twitter — o Nuzzel se comunicava com o Facebook também. Por outro lado, achei a interface do TweetShelf mais simples e direta.

O TweetShelf é gratuito, com uma versão “Premium” disponível por ~R$ 30 (compra única). Além da web, tem apps para Android e iOS. Dica do leitor Robson Sobral.

Em abril, downloads do Clubhouse despencaram 90,4% — e a versão para Android ainda está longe

Em abril, o app do Clubhouse foi baixado 922 mil vezes. É pouco comparado ao pico de fevereiro, de 9,6 milhões de downloads (queda de 90,4%), e mesmo em relação a março, quando o app teve 2,7 milhões de downloads (-65,8%). Os dados são da consultoria Sensor Tower. Via Insider (em inglês).

Nesta segunda (3), começaram os testes da versão para Android do Clubhouse. Segundo a empresa, ainda é um “beta rudimentar”. No mesmo dia, o Twitter oficializou o Spaces, seu clone do Clubhouse: agora ele pode ser usado por qualquer usuário com mais de 600 seguidores. No iOS e no Android. Via The Next Web (em inglês), Twitter.

Twitter compra Scroll; Nuzzel será encerrado

O Twitter anunciou a compra do Scroll nesta terça (4). O serviço, lançado ano passado, é uma espécie de “Netflix de jornais/sites”: o usuário paga uma mensalidade de US$ 5 que é repartido entre os sites participantes que ele visita. Por sua vez, o usuário deixa de ver anúncios nesses sites — mas passa a ser monitorado pelo próprio Scroll, que precisa conhecer seus hábitos de leitura para fazer o rateio.

É a segunda aquisição de startups focadas em “leituras de fôlego” que o Twitter faz em 2021. Em janeiro, foi a vez do Revue, um serviço de newsletters similar ao Substack. De imediato, o Scroll não aceita mais usuários e segundo Tony Haile, fundador do serviço, ele deverá ser integrado ao Twitter em uma assinatura paga, que deve ser lançada até o final do ano.

Nessa, o que importa para (parte de) nós é que o Nuzzel, um agregador de redes sociais que envia uma newsletter automatizada diária com os links mais populares, será encerrado dia 6 de maio. Pena. Via Scroll (em inglês), Axios (em inglês), @arctictony/Twitter (em inglês).

Twitter permitirá que usuários cobrem por tuítes e outros recursos

O Twitter avisou, em um  evento para acionistas, que em breve oferecerá suporte a perfis pagos, ou “Super Follows”. Muitas comparações foram feitas com o OnlyFans, mas o potencial é um tanto maior. Além de tuítes exclusivos, contas pagas poderão oferecer newsletters, criar comunidades (grupos, outra novidade para breve) e iniciar conversas por áudio ao vivo entre os apoiadores. Em uma tacada só, o Twitter substituiria Clubhouse, OnlyFans, Substack e Patreon. Ainda sem data de lançamento. Via The Verge (em inglês).

Twitter considera cobrar assinatura por Tweetdeck e conteúdo exclusivo

Sem grandes perspectivas de crescimento nos Estados Unidos e com uma fatia de apenas 0,8% do mercado global de publicidade digital, seu principal negócio, novos rumores sugerem que o Twitter em breve terá serviços pagos em sua plataforma. Dois caminhos são considerados: oferecer “gorjetas” dentro da plataforma, para que os usuários mais prolíficos sejam pagos para oferecer conteúdo exclusivo (cedendo um percentual ao Twitter), e cobrar por recursos avançados, como “desfazer envio” e o acesso ao Tweetdeck, o surpreendente bom cliente web do próprio Twitter livre de anúncios e de interferências do algoritmo na timeline. Via Bloomberg (em inglês).

Twitter entra no segmento de newsletters com a compra da Revue

Sem divulgar valores, nesta semana o Twitter anunciou a compra da Revue, um serviço de newsletters, e imediatamente implementou mudanças: liberou os recursos “Pro” para usuários gratuitos e baixou a comissão cobrada das newsletters pagas para 5%, metade da do Substack. O modelo de negócio da Revue é similar ao do Substack, rival que teve um crescimento meteórico em 2020. Para mudar essa história, o Twitter vai alavancar sua rede social para promover as newsletters da Revue. O histórico da empresa com aquisições do tipo não é bom, porém — lembra dos fiascos que foram as do Periscope e do Vine? Via Twitter (em inglês), @wongmjane/Twitter (em inglês).

Tweetbot 6 para iOS muda para sistema de assinaturas

O novo Tweetbot 6 para iOS, lançado nesta terça (26), atualiza o melhor aplicativo para acessar o Twitter à nova API do Twitter e implementa com um novo modelo de negócio, agora baseado em assinatura. É o destino de todos os aplicativos, embora aqui me pareça um bom negócio: no plano anual, o Tweetbot 6 sai por ~R$ 2/mês, uma pechincha em troca do Twitter com a timeline cronológica e livre de “tuítes que fulano curtiu” e anúncios.

Duas coisas: 1) o contraste do tema padrão do Tweetbot 6 é baixíssimo (felizmente, existem outros melhores nas configurações; e 2) não há previsão para a Tapbots atualizar o Tweetbot para macOS.

Com Birdwatch, Twitter joga o problema da desinformação aos usuários

O Twitter anunciou uma nova iniciativa de combate à desinformação em sua plataforma. Chamada Birdwatch, ela joga para a comunidade a tarefa de contextualizar tuítes incorretos via anotações e votações feitas pelos usuários. Por ora, o Birdwatch só funciona nos Estados Unidos e não tem efeito prático, ou seja, as anotações não aparecem no app do Twitter para todos os demais usuários. O objetivo, neste momento, é entender como isso pode funcionar.

O Birdwatch pode vir a suprir uma lacuna da ferramenta de denúncia do Twitter, que não contempla desinformação. Embora essa ausência por vezes seja alvo de críticas, ela está alinhada à postura do Twitter na moderação de conteúdo: suas regras não proíbem a publicação de mentiras e, portanto, a empresa nunca age em conteúdos falsos por si só, exceto quando a mentira desemboca em uma das proibições previstas, como risco à saúde pública durante a pandemia de COVID-19, por exemplo — o que levou às rotulações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do Ministério da Saúde.

Visto de outro modo, o Birdwatch permite que qualquer um seja um verificador de fatos e tenta fazer com que a “comunidade” (termo estranho para se referir às muitas bolhas do Twitter) se autorregule. O guia do serviço traz algumas explicações importantes, como requisitos para se candidatar (dificultam o uso de robôs para melar as anotações) e tutoriais ilustrados com prints.

Ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa, salvo que o Twitter finalmente está tentando alguma coisa nessa frente. Entre isso e não fazer nada, já é um progresso. Via Birdwatch Guide (em inglês), @TwitterSupport/Twitter (em inglês).

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