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Facebook Papers abalou satisfação dos funcionários do Facebook/Meta

O escândalo do Facebook Papers não foi capaz de abalar a maioria das métricas importantes do Facebook/Meta, como geração de receita, lucro e tamanho da base de usuários. Mas teve uma métrica em específico que, ao que parece, sofreu: o moral dos funcionários. Na última edição da pesquisa de satisfação dos funcionários, realizada todo ano pela Glassdoor, o Facebook/Meta despencou para a 47ª posição. Foi a pior classificação da empresa em todas as edições da pesquisa.

A título de contexto, em 2020 o Facebook/Meta havia ficado em 11º lugar. E em três edições, foi eleito o melhor lugar para se trabalhar nos Estados Unidos. Via Bloomberg (em inglês).

Os smartphones dos entregadores

Os smartphones dos entregadores, por Bruno Romani e Tiago Queiroz no Estadão: Esqueça o iPhone ou o Galaxy S: sob essa perspectiva, o negócio bilionário das plataformas de delivery está escorado num mar de modelos básicos, e quase nunca novos, de Motorola e Samsung — é um retrato mais fiel também do mercado brasileiro de […]

Funcionários do Facebook confiam menos na liderança da empresa, revela pesquisa interna

A cada semestre, o Facebook (agora chamado Meta) faz uma pesquisa interna junto aos funcionários, chamada Pulse, para saber a percepção deles em relação à empresa. O Insider obteve a última, divulgada internamente neste mês de novembro, e o moral está baixo nos domínios de Mark Zuckerberg.

Pouco menos da metade (49%) dos funcionários confiam na liderança da empresa, um tombo de 7 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre. Outro dado curioso é que a fatia dos funcionários que pretendem continuar trabalhando no Facebook segue caindo, agora é de 47%, queda de 2 pontos percentuais.

Respostas positivas em relação ao Facebook, como “otimismo” e “orgulho”, também caíram — “otimismo” capotou 11 pontos percentuais para 51% e orgulho, caiu 7 pontos para 55%.

Perguntas relacionadas a superiores diretos divergiram do padrão e receberam respostas bem positivas — 85% positivas para pessoal, 83% para colaboração e 85% para impacto das equipes. Via Insider (em inglês).

TikTok paga menos de um salário para brasileiros transcreverem vídeos

Algumas estimativas dão conta de que até 75% dos usuários do TikTok acessam o aplicativo sem som, o que pode ser um problema para um de vídeos. A ByteDance, dona do TikTok, contornou esse obstáculo oferecendo legendas automáticas – ou assim se pensava.

Reportagem do The Intercept Brasil publicada neste domingo (3) revelou que as legendas dos vídeos em português brasileiro são feitas por um exército de trabalhadores precarizados, contratados por empresas subcontradas pela ByteDance. Recrutadores gerenciam os trabalhadores em grupos de WhatsApp, exercendo pressão para que eles aumentem a produção.

Havia a promessa de pagar até US$ 14 por hora trabalhada, mas apenas aos trabalhadores que alcançcassem uma meta diária que, realisticamente, exigiria que eles se dedicassem 20 horas por dia. Na prática, ganhavam menos de meio salário mínimo.

Não é a primeira, nem a segunda – e provavelmente não será a última vez – em que “inteligência artificial” é usado como eufemismo para trabalho precarizado. Via The Intercept Brasil.

Bezosismo

Neste excerto do livro recém-lançado Arriving today: From factory to front door (sem tradução no Brasil), Christopher Mims propõe que o modelo de trabalho nos centros de distribuição da Amazon, onde +750 mil funcionários humanos fazem tarefas repetitivas e enfadonhas, de pé, em turnos de 10 horas, com 30 minutos de almoço e dois intervalos de 15 minutos para irem ao banheiro, auxiliados por robôs e sempre vigiados e guiados pelo algoritmo, representa uma mudança tão profunda quanto as de Henry Ford e Frederick Winslow Taylor promoveram no início do século XX. Para Mims, Jeff Bezos deixará também este legado, ao lado da revolução do e-commerce e da corrida espacial na esfera privada: o Bezosismo. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

Greve de streamers

No final de julho, a Twitch, plataforma de streaming audiovisual da Amazon, regionalizou os valores cobrados na América Latina das assinaturas de canais (“subs”, no jargão do meio). No Brasil, o valor do sub, antes de R$ 22,90 e atrelado ao dólar (US$ 4,99), passou a ser de R$ 7,90. Para muitos streamers, foi a […]

Você não acredita realmente no lance de urinar em garrafas, né? Se isso fosse verdade, ninguém trabalharia para nós.

— @AmazonNews, perfil oficial da Amazon no Twitter, em resposta a um congressista do Wisconsin. Exceto que fazer xixi em garrafas é, sim, uma prática (e bem documentada) comum entre entregadores que trabalham para a Amazon nos Estados Unidos. A Vice reuniu alguns relatos.

Uber com salário mínimo, férias e aposentadoria: a decisão que pode influenciar milhões de trabalhadores pelo mundo

Depois de perder uma batalha judicial de cinco anos, nesta quarta (17) a Uber passou a tratar seus motoristas como funcionários no Reino Unido. Com isso, eles terão direito a salário mínimo, férias remuneradas e aposentadoria. Até o momento, a empresa não quebrou e, segundo um porta-voz, a mudança não deverá acarretar aumento nos preços aos consumidores. Via BBC News.

Suprema Corte do Reino Unido decide que motoristas têm vínculo trabalhista com a Uber

Na sexta (18), a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que motoristas da Uber têm direitos trabalhistas, como salário mínimo e férias remuneradas. (Por lá, existe ainda a figura do funcionário, que é distinta e tem mais direitos, como licença maternidade e contestar demissões.) A Uber diz que a decisão só se aplica aos dois motoristas que moveram a ação julgada, em 2016, mas o precedente deve afetá-la e a outras plataformas de bicos no país. Via G1, The Guardian (em inglês).

Funcionários do Google criam sindicato nos Estados Unidos

Pouco mais de 200 funcionários da Alphabet, a holding do Google, anunciaram nesta segunda (4) a criação de um sindicato. Batizado de Alphabet Workers Union, o objetivo do sindicato é um pouco diferente daqueles clássicos: este pretende estruturar e dar base para o ativismo crescente dentro do Google, já visível em casos como a paralisação de 20 mil funcionários contra denúncias de assédio sexual dentro da empresa em 2018 e a manifestação pública após a controversa demissão da cientista de dados Timnit Gebru, em dezembro. O sindicato dos funcionários do Google pode se tornar paradigmático em um ambiente (Vale do Silício) e setor (tecnologia) sempre avesso à sindicalização. Tomara que a moda pegue. Via New York Times (em inglês), tradução na Folha.

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