Tinderização do sentimento

Nota do editor: ano passado publicamos um texto em defesa do Tinder. Havia sinais, ou melhor, casais formados pelo app apontando para um uso melhor frente às incontáveis reclamações sobre a maneira negativa com que o app supostamente afeta os relacionamentos. Este outro, publicado na The New Inquiry e agora traduzido e republicado no Manual, serve de contraponto. Porque, apesar dos casos de sucesso, alguns destacados pelo próprio Tinder em seu site oficial, eles não são uma regra. Talvez sejam até exceções. Deixo a discussão em aberto.

Por Alicia Eler e Eve Peyser


Os mecanismos binários do Tinder podem ser um modelo para todo um modo de vida no qual tudo é uma opção e o processo se torna mais atraente que a escolha.

Viver com uma sensação de sobrecarga de escolhas significa fazer uma força emocional descomunal na tomada das decisões mais banais. O que assistir na Netflix essa noite? Posta no Facebook pedindo por recomendações. Pergunta aos seguidores do Twitter. Depois de refletir por uma hora, resolve confortavelmente assistir a Seinfeld, já visto e revisto um milhão de vezes. Enquanto isso, se pergunta se foi uma má escolha. Faz igual, de qualquer forma. Há algum conforto na mesmice. Continue lendo “Tinderização do sentimento”

O que é (e o que pode ser) o Tinder

Em 2015, o Tinder comemorou o seu terceiro aniversário e, aparentemente, todo mundo resolveu pensar no modo como esse aplicativo baseado em “swipes” mudou o cenário de namoros e rolos entre os jovens. Por causa da sua rápida explosão e grande quantidade de adeptos, um clique ocorreu na cabeça de muita gente. Começamos a nos perguntar por que o Tinder é tão popular e, mais importante, como ele afeta os relacionamentos. Continue lendo “O que é (e o que pode ser) o Tinder”

Como o jovem brasileiro vê e usa as redes sociais

Tornou-se comum ver em sites estrangeiros de tecnologia artigos condenando o Facebook ao ostracismo por causa da suposta falta de interesse dos jovens pela rede social1. A ideia é que se gente com menos de 20 anos não estiver usando seu app ou serviço, nada mais importa e o destino dele é a ruína.

Nos últimos tempos o assunto se intensificou, embora praticamente toda a Internet — incluindo os que estão chegando agora — continue, se não vivendo dentro dos muros azuis de Mark Zuckerberg, pelo menos com um perfilzinho lá. Isso me intriga um bocado, por vários fatores. Continue lendo “Como o jovem brasileiro vê e usa as redes sociais”

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