Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Facebook vai recomendar mais conteúdo de gente que você não segue — tipo o TikTok

Um memorando da Meta assinado por Tom Alison, responsável pelo Facebook, e vazado pelo The Verge, revelou a próxima grande mudança prevista para o Facebook: mais conteúdo recomendado de perfis e páginas que o usuário não segue. Sem surpresa, a rede social original da empresa ficará mais parecida com o TikTok.

O que poderia dar errado?

Outra novidade, também inspirada no TikTok, é trazer de volta o Messenger para o aplicativo principal do Facebook. (Há oito anos, numa decisão controversa, a empresa separou as duas áreas em aplicativos distintos.)

Nem o memorando, nem Tom especificam quando as mudanças chegarão ao Facebook, mas a julgar pela urgência da Meta em transformar os aplicativos da casa numa tentativa desesperada de conter o avanço do TikTok, não deve demorar muito. Via The Verge (em inglês).

Criadores do TikTok poderão oferecer assinaturas pagas a seguidores

O TikTok anunciou o lançamento, para esta quinta (26), da ferramenta de assinaturas pagas para seus criadores. Similar ao de outras plataformas, como YouTube e Twitch, o TikTok, sempre muito copiado pelos outros, afinal começa a copiar também.

O assinante terá direito a distintivos, emotes exclusivos e acesso a um chat com o(a) criadora(a). Segundo o TechCrunch, os valores da assinatura no TikTok serão similares aos de outras plataformas, como a Twitch, o que significa a partir de US$ 4,99.

Esta é mais uma iniciativa do TikTok para remunerar seus criadores. No início de maio, a rede social anunciou que passaria a dividir receita de publicidade com “criadores selecionados”. Via @tiktoklive_creator/TikTok, TikTok, TechCrunch (Todos em inglês).

A tiktokzação do Instagram

Em novembro de 2013, o Wall Street Journal revelou que o Snapchat havia rejeitado uma oferta de US$ 3 bilhões do Facebook. Tentar comprar um concorrente direto era uma das armas de Mark Zuckerberg, co-fundador e CEO do Facebook, para neutralizar a concorrência. Já a havia empregado no Instagram, um ano antes, e voltaria a […]

Estamos levando o Instagram a um lugar onde o vídeo é uma parte maior da experiência principal, onde o conteúdo é mais imersivo — ele ocupa mais espaço da tela —, onde uma parte maior do feed é de recomendações, coisas que você talvez ame, mas que ainda não conhece, e onde você tem mais controle sobre a experiência.

— Adam Mosseri, head do Instagram. Mosseri deu a declaração acima ao anunciar um teste para o feed do Instagram que exibe fotos e vídeos que ocupam a tela inteira, bem parecido com o… TikTok. Esse lugar aonde estão levando o Instagram é estranho e, sei lá, não parece um bom lugar. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

Shorts, os vídeos curtos do YouTube, em breve terão anúncios

Lançado em 2020, os Shorts são a resposta do Google/YouTube ao fenômeno TikTok. Os vídeos curtos não tinham anúncios até agora, mas isso está prestes a mudar.

Philipp Schindler, diretor de negócios, disse a investidores que os primeiros testes com o formato têm sido bem sucedidos: “Ainda estamos no começo, mas encorajados com os primeiros feedbacks e resultados dos anunciantes.”

Em outro momento, Sundar Pichai, CEO do Google, disse que os Shorts têm em média 30 bilhões de visualizações por dia, número quatro vezes maior que o de um ano atrás. Via Bloomberg, TechCrunch (ambos em inglês).

Instagram quer que você pare de republicar TikToks

Adam Mosseri, diretor responsável pelo Instagram na Meta, anunciou algumas novidades para a plataforma. A principal? Conteúdo original terá maior peso no algoritmo do feed.

Com a mudança, o Instagram mira os vídeos do TikTok repostados no Reels, nome que o recurso clonado da rede chinesa ganhou no Instagram.

E a ironia dessa história, talvez você já tenha sacado, é que a cópia do TikTok está menos tolerante com conteúdo copiado do TikTok. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

Nos EUA, Meta/Facebook pagou por campanha para difamar TikTok

O Washington Post descobriu que a Meta, que antes se chamava Facebook, pagou uma consultoria republicana para orquestrar uma campanha difamatória contra o TikTok nos Estados Unidos.

O jornal revisou e-mails trocados por funcionários da consultoria, a Targeted Victory, uma das mais poderosas e que tem o partido Republicano como um dos seus principais clientes.

Nas mensagens, funcionários bolavam abordagens para pintar o TikTok como uma ameaça às crianças norte-americanas e à sociedade e, ao mesmo tempo, insuflar um suposto risco do fato de ser um aplicativo de origem chinesa.

Em nenhum caso havia menção ao investimento feito pela Meta ou à empresa em si. Via Washington Post (em inglês).

TikTok agora tem uma distribuidora de música

O TikTok lançou uma distribuidora de música digital, a SoundOn. Por ela, músicos podem distribuir seu trabalho nas plataformas da ByteDance — o próprio TikTok, o streaming de música Resso e o aplicativo de edição de vídeo CapCut —, além de plataformas rivais populares, como Spotify, Apple Music e Deezer.

Nas plataformas da ByteDance, os músicos recebem 100% dos royalties. Nas rivais/de terceiros, o repasse é de 100% no primeiro ano e 90% depois.

Além de cuidar da burocracia da distribuição, a SoundOn promete colocar as músicas dos seus representados à disposição da audiência gigantesca do TikTok e do seu poder de viralização. A proposta tem mais apelo junto a músicos novatos.

A SoundOn está disponível no Brasil, Estados Unidos, Indonésia e Reino Unido. Via TechCrunch (em inglês).

TikTok estende limite de vídeos para 10 minutos

Prepare-se para perder (ainda) mais tempo no TikTok. A rede social de vídeos curtos liberou o envio de vídeos de até 10 minutos. É o segundo incremento no limite de tempo da plataforma — em julho de 2021 o teto subiu de 60 segundos para 3 minutos.

Em nota não relacionada, a Meta anunciou que encerrará agora em março o aplicativo próprio do IGTV, a investida do Instagram em vídeos longos que nunca colou. O alvo, em ambos os casos, é o YouTube. Será que o TikTok terá melhor sorte que o IGTV? Via @stokel/Twitter e Android Central (ambos em inglês), Instagram para Creators.

TSE e plataformas digitais firmam acordo para combater desinformação nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parcerias com as principais plataformas digitais que atuam no Brasil para combater a desinformação nas eleições gerais de outubro: Facebook (e Instagram), Google (e YouTube), Kwai, TikTok, Twitter e WhatsApp.

A ausência notável no rol de plataformas foi o Telegram, que continua ignorando o TSE e outras autoridades brasileiras. Via justicaeleitoral/YouTube.

TikTok amplia proibições a conteúdos nocivos e inicia testes de classificação etária para vídeos

O TikTok ampliou suas diretrizes de conteúdo na tentativa de mitigar comportamentos nocivos na plataforma. Em comunicado à imprensa, o aplicativo explicou as alterações, que envolvem atos e desafios perigosos, alimentação de forma transtornada e proibição de “ideologias odiosas” (“deadnaming”, “misgendering” e misoginia).

Em outra frente, o TikTok começou a testar um sistema de classificação etária para conteúdo, similar àquele que vários países empregam na veiculação de filmes e video games, com o intuito de impedir que conteúdos adultos cheguem aos adolescentes da plataforma. Por ora, a classificação fica a cargo dos criadores de vídeos. Via TikTok, LABS News.

O RT do TikTok é meio diferente

O TikTok está testando um botão de compartilhamento similar, mas diferente, ao do retuíte do Twitter. O botão tem o rótulo “Repost” e só aparece em vídeos vistos na aba “Para Você”. Quando um vídeo é repostado, ele não fica no perfil do usuário que o repostou; ele aparece na aba “Para Você” de contatos mútuos, ou seja, aqueles a quem o usuário segue e é seguido de volta. Essa dinâmica é uma tentativa do TikTok de evitar abusos, como esquemas de recomendação cruzada, muito comuns no Instagram.

O Repost ainda está em testes e é uma rara exceção no modelo de recomendação de conteúdo da plataforma, quase que totalmente baseado em algoritmos. Via TechCrunch (em inglês).

TikTok paga menos de um salário para brasileiros transcreverem vídeos

Algumas estimativas dão conta de que até 75% dos usuários do TikTok acessam o aplicativo sem som, o que pode ser um problema para um de vídeos. A ByteDance, dona do TikTok, contornou esse obstáculo oferecendo legendas automáticas – ou assim se pensava.

Reportagem do The Intercept Brasil publicada neste domingo (3) revelou que as legendas dos vídeos em português brasileiro são feitas por um exército de trabalhadores precarizados, contratados por empresas subcontradas pela ByteDance. Recrutadores gerenciam os trabalhadores em grupos de WhatsApp, exercendo pressão para que eles aumentem a produção.

Havia a promessa de pagar até US$ 14 por hora trabalhada, mas apenas aos trabalhadores que alcançcassem uma meta diária que, realisticamente, exigiria que eles se dedicassem 20 horas por dia. Na prática, ganhavam menos de meio salário mínimo.

Não é a primeira, nem a segunda – e provavelmente não será a última vez – em que “inteligência artificial” é usado como eufemismo para trabalho precarizado. Via The Intercept Brasil.

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