Prédio baseado no logo do Manual do Usuário, em perspectiva isométrica, com um recorte na lateral e várias pessoinhas nos andares e terraço. À esquerda: “Manual de dentro para fora”.

Claro altera formulário de cessão de dados para facilitar negativa dos clientes

Print do novo formulário da Claro, com a opção “Não aceito” ao lado dos itens.
Imagem: Claro/Reprodução.

Após denúncia do Manual do Usuário, a Claro alterou o formulário em que pede permissão a seus clientes para coletar dados de uso de celulares e de geolocalização.

Anteriormente, não existia uma opção para negar a cessão dos dados. Clientes que não quisessem compartilhá-los precisavam tocar no link “Lembrar mais tarde” toda vez que acessavam a área. No novo layout, a opção “Não aceito” aparece ao lado de cada item, permitindo a negativa explícita à cessão dos dados à Claro.

Plano da Azul é oferecer Wi-Fi de graça para todos os passageiros

A Azul pretende oferecer Wi-Fi gratuito a todos os passageiros. A iniciativa seria bancada por parceiros publicitários, que pagariam a conta em troca de “publicidade a bordo e por meio de todos os canais de contato com o passageiro”, segundo o site Aeroin, que ouviu a notícia no podcast oficial da Azul.

Com a internet cada vez mais próxima de se tornar ubíqua, será que teremos o autocontrole para nos desconectarmos vez ou outra, ou, ainda, se nos lembraremos de que essa possibilidade existe e que, às vezes, negar a internet pode fazer um bem danado? Via Aeroin.

Ministro manda ofício às empresas pedindo remoção de ícone 5G para redes DSS

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, enviou um ofício às operadoras móveis que atuam no Brasil sugerindo que elas removam o ícone do 5G da tela do celular de quem já tem acesso ao 5G DSS, uma tecnologia que combina antenas 4G para aumentar a velocidade. Via TeleTime.

Acontece que, como o TeleTime explica aqui, o 5G DSS é 5G segundo os padrões internacionais de telecomunicações. Por que, então, o ícone 5G preocupa tanto o ministro? No ofício, ele mesmo explica:

Assim, a população brasileira é induzida a concluir, erroneamente, que: (i) a tecnologia 5G já foi implantada no Brasil; (ii) não resultou em melhoria significativa da qualidade dos serviços móveis; e (iii) é injustificado o empenho do Governo federal na realização da maior licitação de autorização de uso de radiofrequências da história do Brasil.

Huawei deverá estar no 5G brasileiro; na dúvida, Michel Temer ajudará com o lobby

Um auxiliar da Presidência da República teria dito que o caminho da Huawei para participar da implementação do 5G no Brasil está liberado. Os custos para trocar os equipamentos em uso da chinesa, somado à derrota de Donald Trump nos Estados Unidos, teriam frustrado o discurso ideológico do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Via Estadão.

Na dúvida, a Huawei fez uma contratação de peso para fazer seu lobby em Brasília: o ex-presidente Michel Temer. A informação é do colunista d’O Globo Lauro Jardim.

Além da ideologia: Operadoras defendem participação da Huawei no 5G brasileiro

As operadoras de telefonia brasileiras estavam tranquilas com a guerra ideológica quixotesca do governo federal contra a participação da Huawei no 5G do Brasil. Cometeram o mesmo erro de muitos: o de acreditar que a loucura cessaria quando a conta ficasse cara. Mas aí não seria loucura, certo?

Acendeu-se o alerta nas operadoras após a famigerada reunião entre diretores da Anatel e membros do Ministério da Comunicação com o presidente Jair Bolsonaro, na última terça (24), aquela que antecedeu o disparate de Eduardo Bolsonaro no Twitter que gerou uma crise diplomática com a China. Agora, o governo prepara um decreto com base em normas recentes do Gabinete de Segurança Institucional que exclua a Huawei sem citá-la, um esquema manjado em fraudes de licitações.

Com a realidade batendo à porta, as operadoras se manifestaram publicamente em defesa da Huawei. E não sem justificativa: algumas estimativas calculam em US$ 200 bilhões o custo de trocar toda a infraestrutura da Huawei em uso no Brasil por equipamentos de outras empresas, sem falar que exclui-la do 5G encareceria e atrasaria ainda mais a chegada da tecnologia. E ninguém, com exceção da ala ideológica do governo federal, quer isso.

Dia desses, por coincidência, li uma bela definição de ideologia escrita por Judith Williamson no livro Decoding Advertisements, de 1978 (tradução livre):

Só é ideologia enquanto não a percebemos como tal. E como ela se torna “invisível”, o que a mantém oculta de nós? O fato de que estamos ativos nela, de que não a recebemos de cima: nós constantemente a recriamos. Ela opera através de nós, não em nós. Não somos enganados por alguém “enfiando” falsas ideias: a ideologia funciona de maneira mais sutil. Ela é baseada em falsas suposições.

Isso ajuda a entender o raciocínio do atual governo, aquele que se elegeu prometendo governar “sem ideologia”.

Os Estados Unidos, a quem o governo federal do Brasil tenta agradar com a oposição à China e outros movimentos de vassalagem, não mede esforços para prejudicar a Huawei sob a alegação — ainda não provada — de espionagem. Que os mesmos Estados Unidos espionavam a presidente do Brasil há menos de uma década, ninguém diz nada. Via Telesíntese (2).

Anatel quer garantir o “downgrade de plano” por app ou site da operadora

A Anatel abriu uma consulta pública para a revisão do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC). O objetivo é atualizá-lo às práticas de consumo modernas, como o foco no digital. O conselheiro Emmanoel Campelo destacou a garantia do “downgrade do plano” na revisão, ou seja, facilitar a migração para ofertas com valores mais baixos, algo que algumas operadoras dificultam. Via Anatel.

É uma boa. Em março, a Justiça obrigou a Telefônica (Vivo) a oferecer o downgrade de plano por atendimento eletrônico (app ou site). Já está funcionando. Há pouco mais de um mês, consegui migrar meu plano para um mais simples. A ironia: liguei à central de atendimento e, lá, fui orientado pela atendente a fazer o downgrade pelo app Meu Vivo.

Dica para economizar com o plano de celular

A propósito, uma dica para economizar com o plano de celular: vez ou outra, acesse o site da sua operadora e dê uma olhada nos planos que ela está oferecendo a novos clientes. Compare com o seu e, se houver diferença (mais vantagens e/ou menor custo), ligue no SAC e peça a troca. Fiz isso há algumas semanas e troquei por um mais simples e barato, que não existia quando contratei o meu agora antigo. Com isso, vou economizar ~R$ 180 por ano.

O soluço na pandemia dos planos pós-pago de telefonia móvel no Brasil

Gráfico em barras da evolução dos planos pré e pós de telefonia móvel no Brasil, de 2005 a 2020.
Gráfico: Guilherme Felitti/Twitter.

O processo de inversão no gráfico de planos pré-pagos e pós-pagos/controle de telefonia móvel no Brasil, que vem se desenhando desde meados de 2015, teve um soluço na pandemia. Em abril, talvez por estarmos usando menos o celular ou para segurar os gastos ante a crise que se avizinhava (ou os dois), o Brasil perdeu 500 mil contas no pós e 170 mil no pré. Em junho, os planos pós voltaram a crescer. Os pré seguem encolhendo. Gráfico do @gfelitti/Twitter com dados da Anatel.

Os brasileiros vão pagar um preço mais alto pelos serviços [de 5G]. Acho que qualquer tipo de banimento contra a Huawei só vai trazer impactos negativos e nenhum ponto positivo.

— Sun Baocheng, presidente da Huawei do Brasil A entrevista de Sun à Folha não traz novidades. É uma resposta quase que necessária depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter sinalizado, outra vez, que poderá banir a Huawei do país às vésperas da implementação do 5G.

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