Ressalvas ao site para bloqueio de telemarketing das operadoras, o Não Me Perturbe

Foi lançado nesta terça (16) um site das operadoras de telefonia e TV brasileiras para que consumidores que não quiserem ser importunados por telemarketing dessas empresas de cadastrem. O bloqueio só se aplica ao telemarketing das próprias operadoras que integram a iniciativa (Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo), não valendo para empresas de outros segmentos.

O Não Me Perturbe, nome dado ao novo banco de dados, pode ser acessado aqui:: https://www.naomeperturbe.com.br, um .com.br registrado pela ABR Telecom.

O cadastro pede os seguintes dados: nome completo, CPF e e-mail, além dos números telefônicos (até cinco) a serem incluídos na lista de opt-out. O bloqueio passa a valer 30 dias após a solicitação.

A política de privacidade do site Não Me Perturbe (não tem link direto; está no rodapé do site) tem algumas cláusulas que chamam a atenção negativamente:

  • 3.1. Os dados poderão ser usados também para processos administrativos — não só judiciais, como é praxe.
  • 3.6. Pessoas (autorizadas, mas ainda assim) poderão acessar diretamente os dados.
  • 5.1. Retificação e exclusão do cadastro só pode ser feita por e-mail ou formulário de contato. O termo “exclusão” aparece no título da cláusula, mas não no texto.
  • 6.1. Alterações na política de privacidade só serão comunicadas na página inicial do site (para que pedir o e-mail, então?).

Então, a lógica é que devemos fornecer mais dados em outro banco de dados apenas para que as operadoras parem de nos incomodar. Não faz sentido. Isso deveria ser opt-in, ou seja, partir da premissa de que não é permitido ligar sem autorização e só fazê-lo àqueles que expressamente permitirem esse tipo de coisa.

O que o TIM Beta tem de bom?

Reza a lenda que, em blogs e canais de vídeo brasileiros especializados em tecnologia, alguns assuntos não têm leitores/espectadores, mas sim fãs. O leque é variado, vai muito além de celulares e computadores. Chega até a produtos e empresas inusitados, como fintechs de cartão de crédito. O segmento de telefonia móvel, longe de ser um queridinho do público — há duas empresas do ramo entre as cinco com mais reclamações da plataforma ReclameAqui —, tem defensores fervorosos nesses espaços graças a um plano em particular: o TIM Beta.

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O que esperar do 5G e qual a participação do Brasil no desenvolvimento do novo padrão

Nossos computadores são rápidos e portáteis, nunca tivemos tantos smartphones em uso como agora e, aos poucos, começamos a nos deparar com as “coisas” mais improváveis conversando com a Internet. O cenário, que já é outro em relação àquele de alguns anos atrás, quando o padrão 4G foi fechado, será ainda mais diferente em breve, quando o 5G for comum. Embora ainda distante da disponibilidade comercial, prevista para ter início em 2020, muita gente já pensa e trabalha em cima do novo padrão.

É assim que as gerações das telecomunicações móveis surgem: com bastante cuidado, pesquisa e antecedência. E desta vez o benefício não será apenas celulares com conexões mais rápidas; muitas e diferentes coisas, de carros a geladeiras, passando por sensores e coisas que ainda sequer imaginamos serão conectadas à Internet através do 5G. Continue lendo “O que esperar do 5G e qual a participação do Brasil no desenvolvimento do novo padrão”

TIM Protect: Cobranças indevidas e mensagens sobre “vírus” irritam clientes

É normal uma empresa diversificar a oferta de produtos e serviços, mais ainda quando essas novas opções têm alguma relação com seu principal. Operadoras de telefonia móvel são um bom exemplo. Além dos antigos serviços baseados em SMS, com a popularização do smartphone elas passaram a oferecer soluções complementares, como backup na nuvem, antivírus, streaming de música… até Twitter por SMS, por mais antiquado que algo assim seja em 2015.

Nada errado nisso, mas a maneira com que uma delas, a TIM, vem empurrando seus serviços TIM Protect aos clientes está ultrapassando alguns limites do bom senso e das boas práticas comerciais. Continue lendo “TIM Protect: Cobranças indevidas e mensagens sobre “vírus” irritam clientes”

Coloque créditos no seu celular com o Recarga.com

O Recarga.com é um app/serviço bem prático que só descobri agora. Ele permite colocar créditos em celulares pré-pagos de maneira descomplicada e direta. Funciona no Brasil e, além da praticidade, tem alguns recursos extras bem interessantes, como o sistema de referência que concede créditos gratuitos a quem indica e ao indicado. Continue lendo “Coloque créditos no seu celular com o Recarga.com”

Leilão do 4G na faixa dos 700 MHz fica aquém do que esperava a Anatel

Sem empresas estrangeiras e com três das que já atuam no Brasil fora da disputa (Nextel, Sercomtel e Oi, essa endividada), a arrecadação com o leilão da faixa de 700 MHz do 4G no Brasil ficou abaixo do esperado pela Anatel.

Da Folha:

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) conseguiu vender apenas quatro dos seis lotes oferecidos para expansão da internet 4G no país. Com isso, a arrecadação do governo é de R$ 4,9 bilhões, 36,3% a menos do que o esperado.

Inicialmente, o governo estimava que todos os seis grandes lotes oferecidos seriam arrematados pelo lance mínimo. Assim, a arrecadação alcançaria R$ 7,7 bilhões.

Claro, TIM e Vivo arremataram os três lotes nacionais (1, 2 e 3) com um ágio de apenas 1%. A Algar ficou com um lote regional (5), que abrange 87 municípios do interior de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, pagando apenas R$ 7 mil a mais que o piso estipulado pela Anatel.

As quatro empresas ainda terão que investir na “limpeza” da faixa dos 700 MHz, atualmente em uso por emissoras de TV analógicas. Elas ficaram também com a responsabilidade sobre os dois lotes regionais (4 e 6) que não foram arrematados, mas o valor dessa limpeza será abatido do total a ser pago pelos lotes que cada uma levou.

Ainda há um longo caminho até a exploração, de fato, do 4G em 700 MHz. De acordo com o UOL, “o desligamento [da TV analógica] começa em 2016 e termina em 2018. Portanto, apenas em 2019 deve começar a ter a exploração comercial do 4G na faixa de 700 MHz.”

Telefônica fecha acordo para comprar GVT por R$ 21,9 bilhões

Da Folha:

A Vivendi anunciou nesta sexta-feira (19) que chegou um acordo para vender a GVT, sua operadora no Brasil, para os espanhóis da Telefônica, em um acordo avaliado em € 7,2 bilhões [R$ 21,9 bilhões].

Serão € 4,7 bilhões (R$ 14,3 bilhões) em dinheiro e o restante em ações da Telefônica e e Telecom Italia (TIM), 7,4% e 5,7%, respectivamente. A venda ainda está sujeita à aprovação do Cade e da Anatel.

Sou cliente da GVT há seis anos e pelo que ouço e leio de relatos, ela parece ser uma ilha em meio a serviços absurdamente ruins. Aquela história de garantir no mínimo 10% da velocidade contratada, por exemplo, parece tão surreal… Sempre tive 100% do plano contratado. E o pior é que isso nem deveria ser mérito, afinal, é o que foi acordado entre as partes.

Enfim, agora é esperar e torcer para que a boa qualidade que a GVT sempre teve, de quando era independente e na gestão da Vivendi, seja mantida.

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