A internet brasileira é feita de ciclos — e estamos saindo de um

Sístole, diástole. Se você faltou na aula de biologia, esses são os dois movimentos mecânicos do seu coração, repetidos milhões de vezes de quando ele começa a bater, entre a terceira e sexta semanas de gestação, a quando seu corpo é acomodado nem tão confortavelmente na sepultura. É um processo extremamente repetitivo e é ótimo que assim seja. Quando ele perde essa repetitividade, meu amigo… eu tenho más notícias.

Sístole é quando os músculos cardíacos se apertam para mandar o sangue pelo corpo.

Diástole, quando eles relaxam para que as cavidades se encham de sangue.

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Bicicletas e patinetes nas calçadas, carros autônomos na vizinhança e a inevitabilidade do Algoritmo

Em uma famosa imagem dos protestos da Praça da Paz Celestial em 1989, um homem confronta uma fila de tanques de guerra para protestar contra um governo autoritário que declarou lei marcial em parte para afirmar seu controle sobre o espaço público. Em 2018, no Arizona, Estados Unidos, outro homem se impôs:

Charles Pinkham, 37, estava parado na rua em frente a um veículo da Waymo, em Chandler, em uma noite de agosto, quando foi abordado pela polícia.

“Pinkham estava muito intoxicado e seu comportamento variava de calmo a agressivo e agitado durante o meu contato com ele”, escreveu o policial Richard Rimbach em seu relatório. “Ele afirmou que estava cansado dos veículos da Waymo rodando em sua vizinhança e aparentemente achou que a melhor ideia para resolver o problema era ficar parado na frente desses veículos.”

Seu protesto não foi inteiramente em vão:

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Música de pegar

As plataformas de streaming musical trouxeram muitas vantagens ao consumidor. Elas são baratas, têm vastos acervos e funcionam em diversos dispositivos. Para uma parte do público, porém, carecem de algo vital. A resiliência do vinil, um mercado que já pareceu condenado, mas que voltou a crescer nos últimos anos, prova que ainda há espaço — literalmente; espaço físico — para a música. Foi pensando em ocupá-lo que a Dvflix surgiu. Continue lendo “Música de pegar”

Esta empresa oferece hologramas para ajudar políticos a se elegerem

Em 2018, santinhos, caminhadas com apoiadores e programas de rádio e TV estão recebendo reforços tecnológicos na corrida eleitoral. Fala-se muito em posts patrocinados no Facebook e correntes no WhatsApp como táticas de vanguarda neste pleito, mas a Holo Ahead apresentou algo ainda mais futurista para os candidatos dialogarem com os eleitores: hologramas. Continue lendo “Esta empresa oferece hologramas para ajudar políticos a se elegerem”

MeWe e Vero, as (não tão) novas redes sociais anti-Facebook

O Facebook é a maior rede social do mundo. Nunca tanta gente esteve conectada, debatendo pontos importantes, fechando negócios, rindo de memes e arruinando democracias. Esse sucesso se deve, em parte, a práticas questionáveis no que toca à privacidade, algoritmos opacos e mudanças frequentes nas regras do jogo. Não à toa, muita gente está insatisfeita com o Facebook. Continue lendo “MeWe e Vero, as (não tão) novas redes sociais anti-Facebook”

WisePlus, a empresa brasileira que quer lançar um smartphone Windows, tem sérios problemas

Em julho, a WisePlus se revelou ao mundo com uma proposta quase anacrônica: lançar, no Brasil, um smartphone rodando Windows. A inusitada promessa foi suficiente para chamar a atenção de consumidores carentes do sistema móvel da Microsoft em um dispositivo mais moderno e de parte da imprensa nacional. O Manual do Usuário, em parceria com o Pinguins Móveis, investigou os bastidores da empresa para saber os detalhes da operação. Continue lendo “WisePlus, a empresa brasileira que quer lançar um smartphone Windows, tem sérios problemas”

Não basta pensar, é preciso ser como os bilionários

Existem inúmeras medidas de sucesso, embora sejamos bombardeados por algumas poucas: emagrecer, ser popular e, disparada a maior delas, ter dinheiro. Não há fórmulas para conquistar esses sucessos ou seríamos todos magros, requisitados e ricos, mas vender a ideia de que eles estão ao alcance de qualquer um é, em si mesmo, um negócio rentável. Pode ser um esquema suspeito que privilegia uns poucos em detrimento de muitos, como os de pirâmide, ou, de uma forma menos danosa e mais opaca, um discurso que normaliza situações especiais. Continue lendo “Não basta pensar, é preciso ser como os bilionários”

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