Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Ebanx demite e encerra LABS News

O Ebanx, fintech de Curitiba (PR), demitiu 20%, ou 340 funcionários, nesta terça (21), segundo comunicado à imprensa. Trata-se, segundo a empresa, de “uma revisão em sua operação, reforçando o foco no que sempre foi seu ‘core business’: pagamentos internacionais”.

O corte atingiu em cheio o LABS News, iniciativa editorial do Ebanx que cobria o ecossistema de startups e negócios digitais com foco na América Latina. A publicação foi encerrada abruptamente.

Durante quase dois anos, o Manual do Usuário manteve uma frutífera parceria com o LABS News.

Uma pena o LABS News acabar assim. Acima de tudo, era uma ótima publicação.

Agradeço a confiança e a parceria ao longo desse período, em especial à Fabiane Menezes e à Carolina Pompeo. Força nesse momento, contem com a gente para o que precisarem. Via @layoffs-brasil/LinkedIn, @labs_news/Twitter.

Atualização (16h55): Acrescentada a justificativa do Ebanx para o corte e a confirmação oficial do número de funcionários dispensados.

Usuários compram empresa de produtos de casa inteligente prestes a falir

Em abril, a startup californiana Smartlabs, dona da marca de produtos de casa inteligente Insteon, declarou falência. Corta para junho: a Insteon está de volta, comprada por “um pequeno grupo de usuários apaixonados da Insteon”. Apaixonados e endinheirados.

O primeiro ato dos novos donos, segundo comunicado do novo CEO, o investidor Ken Fairbanks, foi religar a conexão dos HUBs da Insteon à internet. “A cada dia, mais clientes estavam perdendo as esperanças, então era crítico restaurar isso o mais rápido possível”, escreveu.

Ainda que uma cara, é uma solução para quando suas quinquilharias de casa inteligente deixarem de funcionar porque a empresa quebrou. O que garante que agora será diferente, porém? Via Insteon, The Register (ambos em inglês).

Fundadores do Substack mergulham de cabeça na guerra cultural

“É preciso haver um limite”: Fundadores do Substack mergulham de cabeça na guerra cultural (em inglês), por Joe Pompeo na Variety:

No post inaugural do Substack, de 17 de julho de 2017, explicando uma visão em que “publicações de notícias e conteúdos similares podem ser lucrativos com pagamentos diretos dos leitores”, Best e McKenzie [co-fundadores do Substack] evocaram a estreia em 1833 do New York Sun de Benjamin Day, que introduziu o modelo sustentado por anúncios à imprensa combinando circulação em massa e um preço baixíssimo. “Benjamin Day alterou radicalmente o futuro do jornalismo com um ajuste no seu modelo de financiamento”, escreveram Best e McKenzie. “Quase dois séculos depois, a indústria jornalística está pronta para outra reinvenção.”

Até certo ponto, o Substack cumpriu essa promessa, pelo menos para um grupo privilegiado de usuários com bases de seguidores substanciais. O serviço se tornou um paraíso para escritores que descobrem, por um motivo ou outro, que os meios de comunicação tradicionais já não funcionam para eles. O Substack nunca poderá oferecer o profundo apoio institucional e a musculatura editorial que vêm com o trabalho num local como o New York Times. Mas é capaz de prestar assistência limitada em apoio de edição, jurídico, em design, bancos de imagens e plano de saúde, sem falar em recursos de bastidores como um sistema de gestão de conteúdos e apoio técnico.

A nova empreitada de Adam Neumann, da WeWork, já levantou US$ 70 milhões

Alguém poderia imaginar que, depois de queimar bilhões de dólares em uma promessa fantasiosa e ser escorraçado da sua própria empresa, Adam Neumann e sua esposa, Rebekah, da WeWork, sossegariam.

Segundo a Reuters, Neumann fundou uma nova startup, a Flowcarbon, para oferecer uma plataforma de comércio de créditos de carbono baseada em blockchain.

Não só: conseguiu levantar US$ 70 milhões, parte (US$ 32 mi) na forma de investimento tradicional, liderado pelo fundo de cripto da Andreessen Horowitz (a16z), e outra (US$ 38 mi) com a venda de “tokens da deusa natureza”. Via Reuters, TechCrunch (ambos em inglês).

O app que busca uma fórmula mais justa para os entregadores

O app que busca uma fórmula mais justa para os entregadores, por Débora Sögur-Hous no Reset:

O volume ainda é pequeno, mas alguns dos pedidos que ele [João, entregador] transporta chegam pelo AppJusto, aplicativo que atua em São Paulo capital e que pretende fazer o que diz no nome: estabelecer uma relação mais justa entre a comodidade para os clientes, as oportunidades de venda para os restaurantes e a remuneração dos entregadores.

O ponto de partida do serviço foram as demandas feitas nos “breques dos apps”, como ficaram conhecidas as greves dos trabalhadores de aplicativo. Para integrar a rede do AppJusto, eles precisam estar formalizados como MEI (microempreendedor individual), o que garante a seguridade social oferecida pelo governo.

Além disso, o aplicativo tem uma parceria com a seguradora Iza contra acidentes pessoais e, como medida de transparência, faz os pagamentos aos entregadores em uma plataforma separada, a Iugu, para demonstrar ao cliente que a taxa de entrega fica toda com o motoboy.

Os entregadores recebem R$ 10 fixos por pedido entregue, mais R$ 2 por quilômetro rodado acima de 5 km. Isso representa um valor médio de R$ 11,56 por corrida.

Bolhas de tecnologia estão estourando em todos os lugares

Bolhas de tecnologia estão estourando em todos os lugares (em inglês), Na The Economist:

Um passatempo favorito no Vale do Silício, atrás apenas de inventar a próxima tendência, é detectar bolhas. Mesmo “insiders” da indústria tendem a dar opiniões espetacularmente erradas. “Você verá alguns unicórnios mortos este ano”, previu Bill Gurley, um conhecido capitalista de risco, em 2015, o ano em que a incubação dessas startups que valem mais de US$ 1 bilhão realmente disparou.

O jogo ficou muito mais fácil: o barulho de bolhas estourando pode ser ouvido em todos os lugares. Ações de tecnologia, ofertas iniciais públicas de ações (IPOs), empresas de cheques em branco (conhecidas como SPACs), “valuations” de startups e até criptomoedas: todos esses ativos que alcançaram altas estonteantes nos últimos anos estão voltando à terra. É difícil dizem quão barulhento será o estouro — e quais podem inflar novamente.

Dark kitchens, delivery e plataformas digitais

Matéria produzida em parceria com a fogo baixo, uma newsletter independente sobre alimentação, culinária e gastronomia. Toda produção em escala requer simplificação — otimizar processos, reduzir custos, diminuir variáveis, testar fluxos e tornar o processo mais ágil. Mas entre os pontos extremos do modo de produção — o artesanal e o industrial —, existem tantas […]

QuintoAndar, Loft e Facily: Após rodadas milionárias, unicórnios brasileiros demitem em massa

Nos últimos dias, três unicórnios brasileiros demitiram em massa.

O QuintAndar, que em agosto de 2021 levantou US$ 120 milhões na mesma rodada que em maio havia injetado US$ 300 milhões na empresa, mandou embora 4% da sua força de trabalho, segundo a própria empresa em resposta a rumores de que 20% dos funcionários haviam sido demitidos.

Na segunda (18), foi a vez da Loft, que atua no mesmo setor e concorre com o QuintoAndar. A empresa, que levantou US$ 425 milhões em março de 2021 — um recorde brasileiro à época —, demitiu 159. Em nota, a empresa afirmou que as demissões foram consequência da integração com a CrediHome, adquirida pela Loft oito meses antes.

E a Facily, uma plataforma de e-commerce social que em dezembro levantou US$ 135 milhões, demitiu em massa também. O número exato ainda não é conhecido, mas já rola no LinkedIn uma planilha com informações de contato dos profissionais mandados embora que, até o momento, contém 85 nomes. Via Estadão, InfoMoneyNicole Oliveira/LinkedIn.

Atualização (12h05): Segundo o Startups, 30% dos funcionários da Facily (260 pessoas) foram demitidos.

Linktree, serviço de “link na bio”, recebe investimento e já vale US$1,3 bilhão

Quanto vale um “link na bio”? Para o serviço pioneiro do tipo, o australiano Linktree, muito dinheiro. Nesta quarta-feira (16), o Linktree anunciou uma extensão da rodada de investimento série B liderada pela Index Ventures e Coatue Management que injetou mais US$ 110 milhões no negócio. Com o novo aporte, o Linktree foi avaliado em US$ 1,3 bilhão. (Encare essas avaliações com um pé atrás.)

É bem maluco pensar que um negócio de US$1,3 bilhão existe e dependa exclusivamente de um recurso (ou limitação) de três redes sociais — Instagram, TikTok e Twitter. Nelas, os usuários só têm espaço para inserir um link, daí o caso de uso do Linktree e seus vários clones. Para contexto, em 2012 o próprio Instagram foi comprado por US$1 bilhão pelo Facebook (hoje, Meta). Via TechCrunch (em inglês).

Elizabeth Holmes, da Theranos, é condenada por fraude e conspiração

Saiu nesta segunda (3) o veredito do julgamento de Elizabeth Holmes, fundadora e CEO da Theranos, startup do Vale do Silício que prometia revolucionar o mercado de exames médicos, levantou quase US$ 1 bilhão de gente rica e poderosa e, no fim, era uma enorme fraude desmascarada por reportagens de John Carreyrou no Wall Street Journal. O júri considerou Elizabeth culpada de três acusações de fraude e uma de “conspiração para fraudar investidores”. Ela pode pegar até 20 anos de prisão. A sentença ainda não foi proferida e não tem data marcada. Via BBC Brasil (com um bom histórico do caso) e The Verge (em inglês).

Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?

Vai acabar a “febre” dos unicórnios brasileiros em 2022?, por Ralphe Manzoni Jr. no Neofeed:

O resultado é um recorde. Desde que o aplicativo de transporte 99 se tornou o primeiro unicórnio brasileiro, em 2018, nunca surgiram tantos em apenas um ano no Brasil. Até então, o melhor ano havia sido em 2019, quando Gympass, Loggi, QuintoAndar, Wildlife Studios e Ebanx atingiram avaliações bilionárias.

Não se trata de um fenômeno brasileiro. No mundo, 338 startups se tornaram unicórnios no ano passado, segundo dados da consultoria Pitchbook. Em 2020, foram 100. Em 2016, o fenômeno era raro: apenas 21 startups atingiram tal feito. Mas será que essa febre de unicórnios, que nasceram da enorme liquidez do mercado de venture capital no Brasil e no mundo, vai durar em 2022?

Do arquivo do Manual: A matemática dos unicórnios (fev/2020).

Este post é exemplo de um novo formato/categoria que estreia em 2022, a de indicações. Em vez de concentrar links de boas reportagens, artigos e colunas de opinião de outros sites na newsletter da quinta-feira, eles agora aparecem no site.

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