Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

Spotify ganhou usuários pagantes apesar da polêmica com Joe Rogan

As saídas de Neil Young e Joni Mitchell do Spotify, em protesto ao discurso negacionista do podcaster Joe Rogan, exclusivo da plataforma, não abalaram o crescimento da base de usuários pagantes do serviço de streaming.

O Spotify fechou o primeiro trimestre com 182 milhões de assinantes premium, ou seja, pagantes, aumento de 15% em relação ao ano anterior.

O número já considera as perdas com a saída da empresa da Rússia.

Ao todo, a empresa contabiliza 422 milhões de usuários, entre pagantes e gratuitos, no mundo todo. Via Spotify (em inglês).

Em 2021, Spotify aumentou em 40% dinheiro revertido a artistas

O Spotify atualizou seu site Loud & Clear com dados de pagamentos a artistas referentes a 2021. O total pago aumento 40% em relação a 2020, chegando a US$ 7 bilhões, e pela primeira vez mais de 1 mil artistas bateram a marca de US$ 1 milhão em receita no ano, um salto de 20,9% em relação ao ano anterior. Via Spotify (em inglês).

Todos esses dados devem ser encarados com um pé atrás. Afinal, o Spotify é parte interessada em dar a eles uma interpretação favorável e, como sabemos, tem muito artista por aí desanimado com o que recebe das plataformas de streaming

Do arquivo: O árduo caminho entre o meu dinheiro e os músicos em um mundo dominado pelo streaming (4/2021).

A parte de perguntas e respostas traz um debate interessante: o que o Spotify considera artista profissional. O serviço contesta a alegação de que todos os usuários que já enviaram uma música à plataforma, 8 milhões, são profissionais. Usando alguns critérios, como ter pelo menos dez músicas no serviço e o cruzamento de dados com plataformas de ingressos online, a estimativa do Spotify é de que a plataforma hospede 200 mil artistas profissionais.

Essa caracterização aproxima o Spotify do YouTube. E nem sou eu dizendo. Da seção de perguntas e respostas:

É verdade que oito milhões de pessoas já enviaram uma música para o Spotify — mas, da mesma maneira que enviar um ou dois vídeos ao YouTube não significa que essa pessoa esteja tentando ser um youtuber profissional, lançar algumas músicas em Spotify não significa ter uma carreira na música.

Spotify se enrola cada vez mais em sua relação com Joe Rogan

Cerca de 70 episódios do podcast Joe Rogan Experience, pivô da mais recente crise do Spotify, foram tirados do ar. Neles, Joe Rogan usa uma expressão racista. Um compilado desses trechos, feito em 2020 (antes do acordo com o Spotify), voltou a circular na sexta (4) e, ante a repercussão e após conversas entre Joe e a equipe do Spotify, o podcaster teria optado por removê-los. Rogan desculpou-se pelo Instagram.

Nesse meio tempo, outra cantora, a norte-americana India.Arie, juntou-se a Neil Young e Joni Mitchel e também removeu suas músicas do Spotify.

🎧 Ouça o podcast Guia Prático sobre a crise do Spotify.

O Spotify tem tido dificuldade em sustentar a narrativa de que é uma plataforma neutra e que não influencia no Joe Rogan Experience, podcast que desde o início de 2020 é exclusivo graças a um contrato de mais de US$ 100 milhões.

Ao mesmo tempo, a empresa credita a acordos de exclusividade, em especial o de Rogan o sucesso da sua investida em podcasts — hoje, o Spotify é o app do tipo mais popular dos Estados Unidos. Via Bloomberg, The Verge, @indiaarie/Instagram (todos em inglês).

O podcast antivacina do Spotify

Neste Guia Prático, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin debatem a polêmica envolvendo um podcast antivacina do Spotify e o protesto de artistas e outros podcasts. Não é qualquer podcast: é o Joe Rogan Experience, um dos mais populares do mundo e exclusivo do Spotify. O Spotify tem culpa? Pode/Deve fazer alguma coisa? E nós, consumidores, […]

O preço que o Spotify paga por ter um podcast antivacina

Em 2019, quando o Spotify entrou agressivamente no ramo dos podcasts, colocando em risco esse ecossistema, poucos anteciparam os problemas que a plataforma poderia enfrentar.

Estamos vendo um deles se desenrolar agora, com a crise desencadeada pela revolta de Neil Young contra o Joe Rogan Experience, podcast exclusivo do Spotify que tem espalhado desinformação antivacina em meio à pandemia de covid-19.

Este é um problema do Spotify, não do podcast.

Ao fechar contratos de exclusividade, ou seja, ao editorializar sua plataforma, o Spotify abriu um flanco para ataques do tipo. Note que Apple, Google, Automattic (Pocket Casts), Overcast, nenhuma outra empresa que oferece aplicativos de podcasts recebe esse tipo de crítica, mesmo com todas veiculando podcasts abjetos de gente muito pior que Joe Rogan.

Elas escapam por serem de fato aquilo que o Facebook, o Twitter e o YouTube alegam ser, ou seja, plataformas neutras.

Hospedar Joe Rogan com exclusividade trouxe uma série de benefícios ao Spotify — mais usuários, mais tempo gasto no app e mais “superfície” para vender anúncios. Só que trouxe também outro custo, além dos supostos US$ 100 milhões pagos pela exclusividade. É um de imagem, de relações públicas. Não é à toa que o comunicado de Daniel Ek assemelha-se tanto às falas usuais (e vazias) de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook/Meta.

Spotify adota discurso Zuckerberguiano em resposta a protestos de artistas

A cantora Joni Mitchell e a escritora e podcaster Brené Brown se juntaram a Neil Young no protesto contra o Spotify por hospedar e promover o podcast negacionista Joe Rogan Experience. Joni removeu seu acervo musical e Brené, que tem dois podcasts exclusivos no Spotify, disse que não publicará novos episódios por tempo indeterminado. Via Wall Street Journal, @BreneBrown/Twitter (ambos em inglês).

James Blunt ameaçou lançar um novo álbum caso o Spotify não rompa com Joe. (Ele é da zoeira.) Via @JamesBlunt/Twitter (em inglês).

A escalada obrigou o Spotify a se manifestar. No domingo (30), o fundador e CEO Daniel Ek publicou um comunicado explicando como a plataforma lida com podcasts que debatem a covid-19. O texto não menciona Joe Rogan, que fechou um contrato de ~US$ 100 milhões com o Spotify para tornar o seu podcast, à época o mais popular do mundo, exclusivo da plataforma.

O comunicado de Daniel poderia ter sido escrito por Mark Zuckerberg, aquele que certa vez disse que não via problema se o Facebook hospedasse discurso antissemita. Daniel:

Pessoalmente, há muitos indivíduos e pontos de vista no Spotify de que eu discordo fortemente. Sabemos que temos um papel crítico a desempenhar no apoio à expressão do criador, equilibrando-o com a segurança dos nossos usuários. Nesse papel, é importante para mim que não assumamos a posição de censor de conteúdo, ao mesmo tempo em que nos certificamos de que existem regras em vigor e consequências para aqueles que as violam.

Daniel aproveitou a oportunidade para dizer que o Spotify aplicará selos e links para hubs de informação sobre a covid-19 e publicar as regras de comunidade do Spotify, que, segundo ele, já estavam em vigor há anos, só não eram públicas. Incentivar os ouvintes a não se vacinarem contra a covid-19, como Joe Rogan fez em seu podcast, aparentemente não infringe as regras do Spotify.

No Instagram, Joe Rogan postou um vídeo de 10 minutos fazendo um mea culpa, dizendo que a natureza do seu podcast, conversacional, dá margem para que ele fale coisas controversas. “Gostaria de agradecer o Spotify por todo o apoio nesse período e que lamento muito que isso esteja acontecendo com eles e que estejam absorvendo tanto disso.” Via Spotify, @joerogan/Instagram (ambos em inglês).

 

Neil Young remove suas músicas do Spotify em ato contra desinformação

Neil Young conseguiu: seus álbuns não estão mais disponíveis no Spotify. A medida contou com o apoio da sua gravadora, a Warner, que é quem decide no fim das contas onde a música de Neil é disponibilizada. O Spotify representava 60% das audições por streaming das músicas do cantor.

“Percebi que não poderia continuar apoiando a desinformação do Spotify que ameaça a vida do público amante da música”, escreveu Neil no comunicado, em referência ao podcast Joe Rogan Experience, um dos mais populares do mundo e exclusivo do Spotify, responsável por difundir mentiras relacionadas à vacina contra a covid-19.

Ainda é possível ouvir algumas músicas de Neil Young no Spotify, faixas presentes em compilações e trilhas sonoras de filmes. Aos órfãos dos álbuns, Neil os convida a migrarem para outros serviços. E com um bônus: vários deles, como Amazon e Apple Music, oferecem versões em alta definição, “como foram concebidas para serem ouvidas”, enquanto o Spotify ainda oferece músicas em qualidade padrão. Via Neil Young Archives (em inglês).

Quero que você informe imediatamente ao Spotify HOJE que quero todas as minhas músicas fora da plataforma. Eles podem ter [Joe] Rogan ou Young. Os dois, não.

— Neil Young, em carta enviada a seus agentes e gravadora. A demanda do músico canadense é um protesto contra o podcast de Joe Rogan, um dos mais populares do mundo. Rogan é um notório negacionista da vacina contra a covid-19. Em maio de 2020, Joe Rogan e o Spotify firmaram um acordo para tornar […]

YouTube e Spotify testam planos mais baratos com e sem anúncios

YouTube e Spotify estão testando planos intermediários e mais baratos das suas assinaturas.

O YouTube Premium Lite, em testes em alguns países europeus, custa € 6,99, redução de 41,7% em relação ao preço do Premium convencional (€ 11,99). A única vantagem do novo plano mais barato é a remoção dos anúncios. Os outros recursos, como YouTube Music, download de vídeos para execução offline e com a tela do celular apagada, não entram no pacote. Mantida o mesmo desconto, o YouTube Premium Lite custaria R$ 12,20 no Brasil (o preço do Premium regular, aqui, é de R$ 20,90). Via Resetera (em inglês).

Já o Spotify Plus, também em testes, vai no sentido contrário: é uma oferta super barata que mira em usuários do plano gratuito do serviço. Por US$ 0,99, ou 10% do preço da assinatura regular do Spotify Premium nos EUA (US$ 9,99), os usuários continuam ouvindo anúncios sonoros entre as músicas, mas têm acesso a todas as funções da assinatura convencional, como ouvir qualquer música a qualquer momento e poder pular quantas faixas quiserem. No Brasil, mantido o desconto percentual, o Spotify Plus custaria R$ 1,99. Via The Verge (em inglês).

Zoom e Spotify lançam novos recursos para eventos virtuais

A reabertura nos países onde a vacinação contra a COVID-19 avança já preocupa empresas que oferecem ferramentas de comunicação remota e viram, na pandemia, seus negócios se expandirem exponencialmente. Para evitar um impacto similar ao do início da pandemia, mas em sentido contrário, elas estão lançando novos recursos.

O Zoom vai expandir sua solução de eventos online, chamada anteriormente de OnZoom. No novo desenho, o Zoom Events suportará grande eventos, com sessões paralelas, conversas por texto informais e métricas diversas. Ainda sem data para chegar. Via Zoom (em inglês).

O Spotify também tem novidades nessa frente. O streaming começou a vender ingressos para “uma experiência de shows virtuais”. Toda quinta-feira, com horário marcado (mas vídeos gravados), exibirá um show de 40–75 minutos. O ingresso custa US$ 15 e já há agendas até 24 de junho. O primeiro será do The Black Keys, nesta quinta (27). Via Spotify (em inglês).

Spotify permite compartilhar trechos específicos de podcasts

O Spotify agora permite compartilhar trechos específicos de podcasts, da mesma maneira que o YouTube faz. Ao tocar no botão de compartilhamento enquanto um podcast está tocando, um seletor para compartilhar o áudio a partir daquele momento aparece acima dos botões dos outros apps. É o tipo de coisa útil e que só é possível em plataformas. Via Spotify (em inglês).

Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.

— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente. Para o Spotify, […]

Spotify fica mais caro no Brasil

Nesta segunda (26), o Spotify anunciou um reajuste dos seus planos premium no Brasil. Abaixo, um “antes e depois”:

Plano Preço antigo Preço novo % reajuste
Individual R$ 16,90 R$ 19,90 17,7%
Duo R$ 21,90 R$ 24,90 13,7%
Estudante R$ 8,50 R$ 9,90 16,5%
Família R$ 26,90 R$ 34,90 29,7%

Quem já é cliente terá dois meses de carência com os preços antigos. O Spotify é a primeira plataforma de streaming musical que sai da faixa dos R$ 16,90, praticamente padrão no setor. Via TechTudo.

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