Três imagens de pessoas, sem mostrar o rosto, com roupas básicas/essenciais, com os escritos (um em cada imagem) “Esporte”, “Dia a dia” e “Underwear”. À direita, as frases “O básico que você precisa tem na Insider” e “Clique aqui e use o cupom de 12% off: MANUALDOUSUARIO12”.

Snapchat lança assinatura paga

Depois de Twitter e Telegram, o Snapchat é a última rede social a embarcar no modelo de negócio de versão paga. Anunciado nesta quarta, o Snapchat+ custa US$ 3,99 (~R$ 20) e está disponível em alguns países — o Brasil ficou de fora.

Em troca da mensalidade, a Snap promete “uma coleção de recursos exclusivos, experimentais e em pré-lançamento”. O rol de recursos é meio precário, porém, e quase todos cosméticos: ícones diferentes, ver quem assistiu aos stories mais de uma vez e afixar um “melhor amigo” no topo da lista de contatos.

Ah, e mesmo pagando, o Snapchat ainda exibe anúncios — tal qual o Twitter Blue. Via Snap, The Verge (ambos em inglês).

A crise chegou no Snapchat

Na segunda (23), Evan Spiegel, CEO da Snap, dona do Snapchat, comunicou funcionários e investidores de que a empresa não conseguirá bater as metas (criadas por ela mesma) de geração de receita e EBITDA no segundo trimestre.

A notícia caiu como uma bomba no preço da ação, que despencou 43,1% naquele pregão e continua caindo até agora. No acumulado de 2022, a desvalorização já é de 69,7% até esta quinta (25).

O comunicado de Evan ainda trouxe outras más notícias: a Snap vai diminuir o ritmo de contratações até o fim do ano e tentar cortar custos.

A queda do valor dos papéis respingou em outras empresas do setor. Na segunda, nomes como Pinterest (-23,6%), Meta (-7,6%), Twitter (-5,6%) e Alphabet (-5%) também perderam valor, com os investidores receosos de que elas compartilham dos mesmos desafios da Snap. Via CNBC (2) (em inglês).

Recurso de privacidade do iOS impacta faturamento do Snapchat, mas para o CEO, está tudo bem

A Snap, empresa dona do Snapchat, reportou faturamento de US$ 1,07 bilhão no terceiro trimestre nesta quinta (21.out), abaixo das expectativas dos analistas de Wall Street, de US$ 1,1 bilhão.

A culpa pelo desempenho aquém do esperado foi do recurso Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS, justificou o CEO Evan Spiegel.

O ATT, implementado no iOS 14 e tornado obrigatório pela Apple no iOS 14.5, exige que apps que rastreiam o usuário em outros apps e na web obtenham o consentimento expresso dele para continuarem fazendo isso. Sem surpresa, a maioria das pessoas rejeitou tais pedidos, o que tem causado impactos significativos em negócios baseados em publicidade segmentada, casos do Snapchat e do Facebook, por exemplo.

Spiegel disse que, por conta do ATT, “as ferramentas [de mensuração da publicidade] ficaram no escuro”, mas classificou a baixa como temporária, dizendo que “leva tempo” para se adaptar à nova realidade e que o impacto a longo prazo da do ATT ainda é desconhecido. Diferentemente do Facebook e de seu CEO, Mark Zuckberberg, que encamparam uma batalha de relações públicas contra o recurso de privacidade da Apple, Spiegel acha que se trata de uma boa ideia. Via TechCrunch (em inglês).

Tempo gasto no Snapchat disparou após apagão do Facebook

O Telegram não foi o único que capitalizou sobre a indisponibilidade do Facebook na segunda-feira (4), nem o maior beneficiado dependendo da métrica analisada.

Dados da consultoria Sensor Tower divulgados pela Bloomberg apontam que o Snapchat teve o maior salto no tempo gasto no app para Android, de 23% em relação à semana anterior. O Telegram apareceu em segundo lugar, com aumento de 18%, seguido por Signal (+15%), Twitter (+11%) e TikTok (+2%).Via Bloomberg (em inglês).

O novo Spectacles da Snap permite que você veja o mundo em realidade aumentada

Mulher usando os óculos avantajados da Snap. Ao fundo, algumas árvores desfocadas e o céu azul.
Foto: Snap/Divulgação.

Há de ser reconhecido o esforço da Snap em criar óculos cada vez mais feios. Desta vez, a empresa apresentou um Spectacles de realidade aumentada. Não está à venda, é só para criadores de conteúdo em RA, e… sim, se isso chegar ao mercado, provavelmente terá um visual menos “óculos 3D de cinema”. Esse “se”, porém, ainda é forte: o modelo atual só dura 30 minutos antes da bateria morrer. Veja em vídeo o que o usuário vê nas lentes. Via The Verge (em inglês).

Instagram copia Snapchat que copia YouTube que copia Instagram que copia TikTok…

Quem cobre plataformas de redes sociais precisa estar muito atento a dois fatores: celeridade e mesmice. Há poucos dias, o escritor Chris Stokel-Walker publicou uma coluna no Business Insider reclamando do fato de que todos os apps de redes sociais estavam copiando recursos uns dos outros. Caso em tela: os “fleets” do Twitter, ou sua versão dos famigerados stories.

No texto, Chris exalta o Snapchat que, apesar de uma ou outra escorregada, seguia apegado às suas virtudes e peculiaridades. Nesta segunda (23), quatro dias depois da coluna ir ao ar, o Snapchat ganhou o “Holofote”, que é… uma cópia do TikTok. Via Snapchat.

O fim do feed de notícias

Quando me casei, minha futura esposa e eu tínhamos certeza de que faríamos uma cerimônia pequena e tranquila — nada dessas festas gigantescas e extravagantes com centenas de pessoas! Convidaríamos apenas familiares e amigos próximos. Então, fizemos uma lista de “familiares e amigos próximos” e… constatamos por que as pessoas convidam 100 ou 200 pessoas […]

Milhões de adolescentes estão revoltados com a nova atualização do Snapchat

Foi difícil, tanto que demorou anos, mas finalmente o Snapchat conseguiu completar a sua missão e tornar seu app difícil também para os públicos adolescente e de jovens adultos, os únicos que até então conseguiam usá-lo.

Segundo o The Daily Beast, milhões estão reclamando da atualização e retweetando pedidos para que ela seja revertida, incluindo uma petição no Change.org com mais 600 mil assinaturas.

Parabéns, Snap!

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