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Huawei lança oficialmente o HarmonyOS, seu novo sistema operacional

A Huawei anunciou nesta quarta (2) o HarmonyOS, seu novo sistema operacional para celulares, tablets e outros dispositivos conectados. Gestado desde 2016, o projeto ganhou uma importância maior depois que a empresa foi proibida de fazer negócios com parceiros norte-americanos em maio de 2019. A medida unilateral do governo dos Estados Unidos impede até hoje que a Huawei use o Android do Google, o que freou o movimento de expansão global da marca. Via Bloomberg (em inglês, com paywall).

Veja os destaques da apresentação da Huawei (em inglês).

O HarmonyOS chega primeiro no tablet Mate Pad Pro e no relógio inteligente Watch 3, ambos anunciados junto ao sistema. Cerca de 100 dispositivos já lançados serão atualizados para o HarmonyOS. A previsão da Huawei é de que o sistema esteja em 200 milhões de aparelhos até o final de 2022.

O visual do HarmonyOS é bastante familiar — lembra o Android, mas com elementos visuais do iOS. Embora a Huawei afirme que se trata de um sistema totalmente novo, análises independentes apontam que o HarmonyOS é baseado no Android. Via Ars Technica (em inglês).

Usando o Apple Watch com um braço

A Apple anunciou, nesta quinta (20), diversos novos recursos em acessibilidade para seus produtos. O mais impressionante é o AssistiveTouch para Apple Watch: uma nova maneira de interagir com o relógio usando apenas um braço/uma mão. Veja o vídeo acima para entender. Chega “até o fim do ano”. Via Apple (em inglês).

Curiosidade: nos prints do iOS desse comunicado, aparece um novo layout das telas de configurações, com leves diferenças. Primeiro vislumbre do iOS 15? Via @sdw/Twitter (em inglês).

Google e Samsung fundem seus sistemas para relógios — Wear OS e Tizen

Talvez a maior surpresa neste Google I/O tenha sido o anúncio de que Google e Samsung se uniram e fundiram seus sistemas para relógios inteligentes, Wear OS e Tizen. As duas empresas estão trabalhando junto e já mostraram alguns avanços. E o sistema final não será exclusivo delas, qualquer fabricante poderá adotar.

O novo sistema (será chamado Wear OS? Tizen? Ambos?) também tem a Fitbit na mistura, empresa de gadgets vestíveis comprada pelo Google. E conta com a promessa de melhorias drásticas a apps básicos do Google — Mapas, Pay, YouTube Music e Assistente.

A barreira estava bem baixa com o antigo WearOS, mas parece que temos avanços significativos nessa frente após anos de negligência. Se vai colar com os consumidores e gerar relógios competitivos no nível do Apple Watch, aí é outra história. Via Google (em inglês).

No futuro, Apple Watch poderá ter medidores de glicose e álcool no sangue

O caminho é longo, mas venha comigo. A Rockley Photonics, uma startup do Reino Unido, enviou a papelada à SEC, nos Estados Unidos, para abrir seu capital em Nova York. No material, a Rockley revelou que sua maior cliente é a Apple. A startup é especializada em desenvolver “sensores ópticos não-invasivos”, aqueles usados no Apple Watch para aferir dados biométricos do usuário.

Dito isso, e considerando a escala do Apple Watch e a importância da Apple nos balanços da Rockley, já se especula que o relógio da Apple deva ganhar, no futuro próximo, recursos como medidores de pressão sanguínea e dos níveis de glicose e álcool no sangue. O Apple Watch se torna cada vez mais um robusto auxiliar de saúde preventiva àqueles que podem comprar um — o mais barato no Brasil neste momento, o Series 3, sai por R$ 2,6 mil (e precisa de um iPhone para funcionar) . Via MacRumors (em inglês).

Relógios inteligentes podem detectar COVID-19 no período pré-sintomático

Pesquisas independentes descobriram que relógios inteligentes, como o Apple Watch, conseguem detectar a COVID-19 no período pré-sintomático, ou seja, antes do infectado apresentar sintomas. A variabilidade da frequência cardíaca é o que aponta a infecção: variações muito elevadas coincidem com o dia da infecção. Não confundir com frequência cardíaca acelerada; são duas métricas distintas. Nos aplicativos, a variabilidade da frequência cardíaca costuma ser indicada pela sigla HRV. Via CBS News (em inglês).

Quem quer um relógio modular?

A Blocks Wearables, que tinha me escapado totalmente na última CES, foi a Taiwan apresentar os últimos progressos do seu smartwatch modular. Ele rodará Android normal (nada do Wear) e usará o onipresente Snapdragon 400, mesmo SoC que a maioria dos smartwatches já à venda usa.

Não sei se é uma coisa minha, mas um relógio, que já é um negócio pequeno, composto por peças ainda menores como se fosse um jogo de Lego parece-me uma ideia ruim. Continue lendo “Quem quer um relógio modular?”

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