O FeedBurner vive

O Google, famoso por “matar” produtos e serviços sem cerimônia, anunciou que está “reformulando” o FeedBurner, um serviço que antes de ler esta notícia eu podia jurar que já tinha uma cova no cemitério do Google.

O FeedBurner, caso você não se recorde (e tudo bem se não), foi criado em 2004 e comprado pelo Google em 2007. Ele é uma central de utilidades para feeds RSS — gerava estatísticas de uso de um feed, que leitores recebessem novos posts por e-mail e permitia o encapsulamento de arquivos MP3, criando assim podcasts.

Em julho, o Google migrará o FeedBurner para “uma infraestrutura mais estável e moderna”, o que garantirá que ele continue funcionando, mas eliminará alguns recursos, como o envio de novos posts por e-mail. Via Google.

De curioso, abri a minha conta no FeedBurner. Um dos meus feeds lá, o mais antigo, com 15 anos (!), sempre aponta para o site onde estou escrevendo — atualmente, ele entrega os posts do Manual do Usuário. Surpreendi-me: quase 700 (!!!) endereços de e-mail marcados como “ativos”, registrados entre 2008 e 2012.

Reeder 5 tem sistema próprio de sincronia via iCloud

Silvio Rizzi lançou o Reeder 5. Trata-se de um app de RSS para iOS e macOS, e dos mais polidos. A principal novidade é que agora o Reeder tem seu próprio sistema de feeds que sincroniza entre dispositivos via iCloud, ou seja, não precisa mais usar um externo como o Feedly (mas se quiser, pode). E também tem um “read later” nativo, tipo o Pocket. No iOS 14, ele ganhou widgets.

A exemplo das versões anteriores, o Reeder 5 é uma compra única no iOS (R$ 18,90) e no macOS (R$ 37,90). Para quem pegou o Reeder 4 antes do lançamento de hoje, de graça, os incentivos para atualizar são poucos. E ele agora concorre com o NetNewsWire, que pode não ser tão elegante, mas é gratuito, open source e multiplataforma.

O site recebe uma comissão quando você clica nos links abaixo antes de fazer suas compras. Você não paga nada a mais por isso.

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