Contas automatizadas (robôs) serão identificadas no Twitter

No anúncio da retomada da verificação de perfis, o Twitter disse também que pretende identificar robôs, ou bots, perfis que postam automaticamente. Desde o ano passado, também segundo o anúncio, desenvolvedores têm que identificar contas do tipo; em 2021, o Twitter explorará “um novo tipo de conta opcional que tornará mais fácil para os donos desses perfis divulgarem essas informações.” Aparentemente, a identificação não será compulsória, mas dependerá da boa vontade dos criadores dos robôs, o que deve limitar a identificação àqueles criados de boa-fé. O ideal, como sugerido aqui há dois anos, seria uma identificação automática baseada em padrões de uso e postagem. Via Twitter.

Twitter encerrará Periscope em março de 2021

Se todas as Big Tech tivessem o histórico desastroso de aquisições do Twitter, não estariam hoje tão enroladas com os órgãos antitruste. Nesta terça (15), o Twitter anunciou que encerrará o Periscope em março de 2021, app para transmissões em vídeo ao vivo que comprou em 2015 e deixou à míngua desde então, no mesmo período em que outros contemporâneos, como o Twitch, deslancharam. O Twitter já havia falhado com outra aquisição promissora, o Vine, que era basicamente o que o TikTok é hoje. Via Periscope (em inglês).

Facebook notificará usuários que interagiram com desinformação da COVID-19

O Facebook avisará os usuários, via notificações, de posts equivocados a respeito da COVID-19 que eles tenham curtido, comentado ou compartilhado. No texto da notificação, lê-se: “Removemos um post que você curtiu com informações falsas e potencialmente danosas a respeito da COVID-19.” Ao tocar nela, o usuário é levado a uma tela que aponta onde o post foi publicado (um grupo ou página, por exemplo) e dá a opção de deixar de seguir a fonte da desinformação. Para não constranger os usuários, o Facebook não recupera detalhes do post falso, nem explica o que havia de errado com ele. Medida tardia e incompleta, para variar. Via FastCompany (em inglês).

Sleeping Giants é formado por casal de 22 anos do interior do Paraná

O perfil brasileiro Sleeping Giants revelou sua identidade. É um casal de Ponta Grossa (PR), Leonardo de Carvalho Leal e Mayara Stelle, ele ex-motorista de Uber, ela vendedora de maquiagem — ambos com 22 anos, afetados pela pandemia e recebendo o auxílio emergencial. Já sabíamos que eram estudantes de direito, mas não que eram um casal.

Teorias mil se seguiram à revelação, feita com exclusividade pela Mônica Bergamo. Perfis bolsonaristas alegam que o casal é um “laranja”, como se fosse necessário uma mega-operação para ficar no Twitter citando perfis de marcas que aparecem em anúncios. Um disse que a revelação seria falsa porque “não existe motorista de Uber de esquerda.” Sintomático que perfis afeitos a notícias falsas tenham dificuldade em aceitar verdades singelas — ou no mínimo, para manter algum ceticismo, informações verossímeis.

De volta ao mundo são, ainda não entendo as razões para terem decidido revelar a identidade. Leonardo disse, na entrevista, que “a gente acredita que é o momento de mostrar o rosto para nossos seguidores, antes que um site de fake news descubra quem a gente é.” Eles se mudaram para São Paulo para proteger os familiares; essa confiança no distanciamento geográfico não resolve muita coisa com a internet. Pode parecer paradoxal, mas o anonimato fortalecia o projeto, e não o contrário. Nos Estados Unidos, Matt Rivitz, o criador do Sleeping Giants original, teve a sua identidade revelada por um site de extrema direita.

Instagram copia Snapchat que copia YouTube que copia Instagram que copia TikTok…

Quem cobre plataformas de redes sociais precisa estar muito atento a dois fatores: celeridade e mesmice. Há poucos dias, o escritor Chris Stokel-Walker publicou uma coluna no Business Insider reclamando do fato de que todos os apps de redes sociais estavam copiando recursos uns dos outros. Caso em tela: os “fleets” do Twitter, ou sua versão dos famigerados stories.

No texto, Chris exalta o Snapchat que, apesar de uma ou outra escorregada, seguia apegado às suas virtudes e peculiaridades. Nesta segunda (23), quatro dias depois da coluna ir ao ar, o Snapchat ganhou o “Holofote”, que é… uma cópia do TikTok. Via Snapchat.

Eleições nos Estados Unidos: Os números da desinformação no Facebook e Twitter

Na semana em que o Twitter agiu e rotulou o tuíte de um político brasileiro — uma política, no caso —, números das eleições norte-americanas ajudam a dar a dimensão do desafio que temos pela frente.

O BuzzFeed News conseguiu dados de um relatório interno do Facebook sobre as postagens rotuladas de Donald Trump se autodeclarado vencedor da eleição presidencial. Os rótulos ajudaram a reduzir os compartilhamentos em 8%, mas a redução não se refletiu em menor alcance/engajamento. “Entretanto, dado que Trump tem muitos compartilhamentos em qualquer post, a diminuição não altera os compartilhamentos em ordens de magnitude”, disse um cientista de dados da empresa. Ele emenda que o objetivo dos rótulos não é diminuir o espalhamento de desinformação, mas sim “oferecer informações factuais no contexto do post”.

Dias antes, o Twitter fez o mesmo exercício, só que publicamente. Foram 300 mil tuítes rotulados entre 27 de outubro e 11 de novembro, ou 0,2% do total de tuítes relacionados às eleições. Do total de visualizações desses tuítes, 74% ocorreram após a aplicação dos rótulos, e houve uma redução de 29% nos retuítes comentados.

Note-se que o Twitter aplica restrições ao alcance de alguns tuítes rotulados, desativando o retuíte direto e as curtidas — apenas o retuíte comentado fica disponível. O Facebook não age nesse sentido.

Facebook e Twitter rotulam posts de Donald Trump declarando vitória antes da hora

Tuítes de Trump com um rótulo dizendo que a mensagem pode conter informações incorretas a respeito das eleições.
Imagem: @realDonaldTrump/Twitter.

Sem surpresa nem fundamento, Donald Trump já se declarou vencedor da eleição presidencial dos Estados Unidos. A autodeclaração de vitória não tem valor lá, mas pode causar tumulto, motivo pelo qual Facebook e Twitter rotularam e reduziram o alcance das mensagens de Trump. Mais um capítulo da série “não somos árbitros da verdade”. Via The Verge.

O site recebe uma comissão quando você clica nos links abaixo antes de fazer suas compras. Você não paga nada a mais por isso.

Nossas indicações literárias »

Manual do Usuário