Primeiros aplicativos de terceiros para o Vision Pro da Apple

Janela do aplicativo Tasks, com colunas de listas de tarefas e fundo translúcido, pairando em uma sala de estar.
Imagem: @mufasayc@mastodon.world.

A Apple liberou o SDK do visionOS — as ferramentas para criar aplicativos para o sistema do Vision Pro. Alguns desenvolvedores já estão portando seus apps ou criando pequenas aplicações para se aclimatarem à nova plataforma.

Se a visão da Apple colar, no futuro passaremos +8 horas por dia olhando para janelas flutuantes como essa acima em nossas casas e escritórios. Não sei se isso é muito melhor que as telas retangulares que temos hoje. Via Apple, @mufasayc@mastodon.world (ambos em inglês).

Com Vision Pro, Apple propõe um futuro estranho e solitário

O Vision Pro é o dispositivo eletrônico pessoal mais avançado já feito. As palavras são da Apple, mas a julgar pelas impressões de quem testou o headset de realidade mista da empresa, dá para acreditar que a frase de efeito não é só coisa do marketing.

Há anos objeto de rumores e vazamentos, o Vision Pro, a começar pelo nome, trouxe algumas surpresas ao ser revelado na última segunda (5). A imagem é cristalina, o “passthrough” (ver o exterior via câmeras) é excelente, o software é cheio daqueles detalhes deliciosos que só a Apple sabe fazer.

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Vision Pro: As impressões de quem trabalha com realidade virtual

Neste episódio do Guia Prático, converso com Pedro Kayatt, CEO da VRMonkey, um estúdio de realidade virtual de São Paulo. Pedro assistiu ao anúncio do Vision Pro, o novo headset de realidade mista da Apple, e compartilha conosco nesta entrevista suas impressões iniciais, o que ele viu de diferente no novo produto para outros headsets que já estão no mercado e se, no futuro, o estranhamento que alguns casos de uso do Vision Pro causam hoje será superado.

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Música de abertura: Free Jazz, de Steve Combs.

Vision Pro, o headset de realidade aumentada da Apple.

Confirmando anos de rumores, a Apple apresentou nesta segunda (5) seus óculos de realidade aumentada, o Apple Vision Pro.

O Vision Pro se parece com óculos de ski e tem um cabo que o conecta à bateria, que é externa. A maior inovação parece ser uma espécie de tela externa na frente do headset, que exibe os olhos do usuário e dá pistas a quem está ao redor. A interação, baseada nos olhos e gestos, parece bem azeitada.

O Vision Pro parece um negócio que ainda não tem uma razão de ser. Por exemplo, a primeira aplicação que a Apple mostrou na demonstração foi abrir e ler sites.

Preço sugerido? US$ 3.499 (cerca de R$ 17,2 mil). Lançamento no início de 2024. Em instantes atualizo este post com o preço sugerido. Via Apple, @Apple/YouTube.

Dias antes do headset de realidade mista da Apple, Meta anuncia Quest 3.

A Meta anunciou o Quest 3 (em vídeo) nesta quinta (1º), poucos dias antes de a Apple — caso os rumores estejam certos — mostrar o seu aguardado headset de realidade mista.

É um movimento de defesa, ou reativo. O lançamento do Quest 3 ocorrerá apenas no final do ano, entre setembro e dezembro.

Parece uma evolução notável comparado ao Quest 2: perfil 40% mais fino, novas câmeras e sensores frontais, duas vezes mais rápido. O preço, de US$ 499, é ~66% mais caro que o do Quest 2, porém.

Tudo muito legal, mas: 1) A Meta não vende produtos da linha Quest no Brasil; e 2) É da Meta. Via Meta (em inglês).

Apple e a promessa de popularizar a realidade aumentada/virtual.

Na próxima segunda (5/6), tudo indica que a Apple revelará ao mundo seu headset de realidade aumentada e/ou virtual.

Há grandes expectativas em torno desse possível lançamento.

Nas últimas décadas, a Apple fez fama como uma espécie de Midas corporativo, capaz de transformar em ouro tudo o que toca, mesmo em categorias de produtos que outras empresas não conseguem emplacar sucessos, como tablets e relógios inteligentes.

Não será tarefa fácil. Grandes empresas, como Meta e Microsoft, há anos investem pesado no setor, sem grandes retornos até aqui.

Quando se fala em software, o grande (único?) sucesso de realidade aumentada de que se tem notícia é Pokémon Go, joguinho de celular de 2016.

Ainda assim, há quem argumente que a grande sacada da Niantic não foi a realidade aumentada, mas sim a geolocalização. Não era raro, no auge da febre, ver celulares com o jogo aberto, mas a câmera fechada, porque a experiência era mais ou menos a mesma, com o bônus de preservar bateria.

O fato de a Niantic nunca mais ter emplacado outro jogo, mesmo com franquias do mesmo nível de Pokémon — NBA, Harry Potter —, é um sinal de alerta.

No início de maio, a Niantic lançou Peridot, seu primeiro jogo de realidade aumentada original, uma espécie de bichinho virtual moderno, no celular. Embora porta-vozes da empresa afirmem que o jogo teve boa receptividade, na frieza dos números Peridot não empolgou — as avaliações de parte dos jogadores é negativa e os downloads, poucos.

Talvez uma versão para o vindouro headset da Apple — caso o toque de Midas ainda esteja funcionando — possa reverter esse cenário.

Os óculos de realidade aumentada da Xiaomi

Homem branco, de cabelo curto e camiseta bege, usando um par de óculos enorme, com bordas prata e preta, enquanto segura um celular branco em frente ao rosto.
Foto: XDA-Developers/Reprodução.

Este é o Xiaomi Wireless AR Smart Glass Explorer Edition, protótipo de óculos de realidade aumentada (RA) da fabricante chinesa. Ele foi exibido Ben Sin (e somente a ele), do site XDA-Developers, no MWC 2023, em Barcelona.

Feio que dói, os óculos de RA da Xiaomi não têm previsão de serem comercializados. Sin especula que isso se deve à bateria (dura ~30 minutos), mas talvez um Google Glass mais desengonçado, ainda que tecnicamente melhor, não tenha muito apelo junto ao grande público?

Há quem argumente que estamos vivendo a fase “celulares Nokia/Motorola pré-iPhone” desses óculos, e que, se a história se repete, nos próximos meses ou anos a Apple lançará um modelo super legal, que validará o segmento e será copiado por empresas como a própria Xiaomi. É uma aposta, mas hoje não temos sequer um óculos equivalente ao “Nokia/Motorola pré-iPhone” da analogia com celulares. Via XDA-Developers (em inglês, com várias fotos).

O plano da Meta para colocar óculos de realidade aumentada nos nossos rostos.

A Meta (ex-Facebook) quer estar vendendo “dezenas de milhões” de óculos de realidade virtual até o fim da década, e os primeiros modelos comerciais desse ambicioso plano devem chegar ao mercado em 2024.

Os detalhes foram revelados pelo The Verge, que obteve o cronograma da empresa.

Mark Zuckerberg, co-fundador, CEO e manda-chuva da Meta, encara os óculos de realidade aumentada como um “novo momento iPhone” e está disposto a arriscar bilhões de dólares e o futuro da empresa neles.

“O ego de Zuck está interligado [aos óculos]”, disse uma fonte anônima à reportagem. Via The Verge (em inglês).

Da inevitabilidade do metaverso

Dia desses a Samsung anunciou um novo tipo de memória, a LPDDR5X. Ela traz vantagens como consumir 20% menos energia sendo 30% mais rápida que o modelo anterior, e deverá ser usada em celulares e outros dispositivos conectados. Embora seja um negócio legal, é enfadonho. O tipo de coisa que jamais seria destaque no Manual, não fosse por um detalhe: de algum modo, a Samsung enfiou o termo “metaverso” no comunicado à imprensa da memória LPDDR5X.

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Os óculos do Facebo… digo, Ray-Ban Stories.

O Facebook anunciou, em parceria com a Luxxotica, dona da marca Ray-Ban (e de praticamente todas as outras de óculos), um par de óculos inteligentes chamado Ray-Ban Stories. Notou a falta de algo? Pois é, nenhuma menção a Facebook ou Instagram ou qualquer coisa do tipo. Também tiveram o cuidado de criar um app específico para receber as fotos e vídeos feitos com os óculos do Faceb… digo, Ray-Ban Stories, chamado View. Apesar disso, é preciso logar com o Facebook.

Mark Zuckerberg, homem branco de cabelo curto claro, usando óculos escuros, de frente para a câmera.
Estilera ?. Foto: Ray-Ban Films/YouTube.

Se a ideia de um óculos com câmera do Facebook já soa surreal demais a você, continue comigo. Os Ray-Ban Stories têm um indicador luminoso, próximo à câmera, para alertar as pessoas de que o esquisitão usuário está filmando. Essa luz não pode ser apagada de jeito nenhum, mas a repórter Katie Notopoulos, do BuzzFeed News, recorreu ao bom e velho dedão para tapá-la. Resolve, certo? Calma aí! Alex Himel, vice-presidente de realidade aumentada do Facebook Reality Labs, disse a ela que esconder o LED é uma violação dos termos de uso dos óculos, que proíbem adulterações.

Termos de uso dos óculos.

Óculos com câmera do Facebook.

Em que realidade paralela esse povo vive? Via BuzzFeed News (em inglês), @internetofshit/Twitter (em inglês).

O novo Spectacles da Snap permite que você veja o mundo em realidade aumentada

Mulher usando os óculos avantajados da Snap. Ao fundo, algumas árvores desfocadas e o céu azul.
Foto: Snap/Divulgação.

Há de ser reconhecido o esforço da Snap em criar óculos cada vez mais feios. Desta vez, a empresa apresentou um Spectacles de realidade aumentada. Não está à venda, é só para criadores de conteúdo em RA, e… sim, se isso chegar ao mercado, provavelmente terá um visual menos “óculos 3D de cinema”. Esse “se”, porém, ainda é forte: o modelo atual só dura 30 minutos antes da bateria morrer. Veja em vídeo o que o usuário vê nas lentes. Via The Verge (em inglês).

Nunca é demais enfatizar: esta pulseira não pode ler seu cérebro.

— Andrew “Boz” Bosworth, VP do Laboratório de Realidade do Facebook

O Facebook está desenvolvendo uma “pulseira neural” capaz de ler sinais elétricos enviados às suas mãos e reenviá-los a uma interface de realidade aumentada. O que poderia dar errado? Via BuzzFeed News (em inglês).

Realidades aumentada e virtual: faltam apps e pé no chão de quem as promovem

Enquanto executivos da Qualcomm e de parceiros falavam à plateia de jornalistas no Snapdragon Summit, com frequência algum slide ao fundo exibia pessoas usando equipamentos de realidade aumentada ou virtual. Mesmo após os fracassos do Google Glass e dos Spectacles e a lentidão para engrenar dos headsets de realidade virtual, o entusiasmo e os investimentos da indústria nessas tecnologias não parecem ter diminuído. Continue lendo “Realidades aumentada e virtual: faltam apps e pé no chão de quem as promovem”

A realidade como um serviço

Sempre vi a realidade como mista, então quando soube que a Microsoft lançaria uma linha de Headsets Windows de Realidade Mista, fiquei animado. Todo mundo que colocasse esse capacete, presumi, veria o mundo exatamente como eu vejo. Era um sonho tornado realidade. A subjetividade seria finalmente resolvida, e a meu favor. Aqui, finalmente, um gadget — de ninguém menos que da Microsoft — que eu poderia endossar. Continue lendo “A realidade como um serviço”