A tecnologia aprende com os cigarros e os cassinos

Janeiro de 1964. O Surgeon General, o chefe de uma das divisões de saúde pública do governo norte-americano, conduziu um estudo para revisar mais de 7 mil pesquisas que investigavam os efeitos nocivos do cigarro na saúde humana. O esforço resultou em um relatório chamado Fumo e Saúde: Relatório de Comitê de Aconselhamento do Cirurgião Geral (em tradução livre), que concluía que fumantes tinham chances de 9 a 20 vezes maiores de ter câncer no pulmão que os não fumantes. Para a gente parece óbvio. Na época, não era.

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O comercial da GoPro HERO4 Black Edition filmado inteiramente com ela própria

A linha 2014 de câmeras de ação da GoPro foi finalmente anunciada e a nova topo de linha, a HERO4 Black Edition, parece espetacular com seus vídeos em 4K a 30 fps (quadros por segundo) ou, em Full HD, a 120 fps.

O vídeo de divulgação é composto por quatro minutos de paisagens espetaculares, totalmente filmado com a nova câmera. Um deleite:

O único problema dela, aparentemente, é o preço. A GoPro HERO4 Black Edition custa, nos EUA, US$ 500. No Brasil, o modelo anterior, a HERO3+ Black Edition, que lá fora custa US$ 400, começa em ~R$ 1.700 nas lojas do varejo mais tradicionais. Faça a conta.

Além da HERO4 Black Edition, a GoPro lançou outras duas novas câmeras de ação. A HERO4 Silver é basicamente a HERO3+ Black Edition com algumas melhorias — tela sensível a toques, modo noturno, Bluetooth e sistema de áudio aprimorado. Até o preço é idêntico à da sua antecessora, US$ 400.

O modelo mais simples entre os novos é chamado simplesmente HERO. Custa US$ 130, tem qualidade de vídeo menor, nada de touchscreen, Wi-Fi e uma série de outros recursos legais, e alcança a resolução máxima de 1080p (Full HD) a 30 fps. O lado bom? Além de ser barata, a própria câmera é à prova d’água, dispensando o case que acompanha os modelos superiores.

O Gizmodo publicou um hands-on bem completo das novas câmeras. Nos EUA, elas serão lançadas dia 5 de outubro.

As renderizações 3D no catálogo da Ikea

Mais uma peça do catálogo da Ikea.
Imagem: Ikea.

O site CGSociety bateu um papo com Martin Enthed, gerente de TI da agência interna da Ikea, e descobriu que 75% dos produtos no catálogo da fabricante é representado por renderizações 3D em vez de fotos tradicionais. Entre a primeira imagem do tipo, em 2006, e o número expressivo de hoje, passaram-se oito anos. Há dois, em 2012, as renderizações correspondiam a 25% do catálogo segundo apresentação do próprio Enthed na SIGGRAPH. A computação gráfica não é promessa, é realidade na publicidade — e a imagem acima, feita em computadores, prova isso.

O que parece ineditismo é, na prática, bem mais comum do que se imagina. Não é de hoje que várias indústrias recorrem ao poder dos computadores para retocar ou mesmo criar, do nada, o material publicitário dos seus produtos. Ou vai me dizer que você acreditava que esses Ashas dançando e se multiplicando na tela eram apenas aparelhos bem adestrados ou obra de alguma engenhoca? Continue lendo “As renderizações 3D no catálogo da Ikea”

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