Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

Melhore um bocado o “copiar e colar” do seu computador

Antes da dica, uma breve explicação: “área de transferência” (ou “clipboard”, no inglês) é um espaço na memória do computador ou celular que armazena temporariamente algo copiado ou recortado. Por padrão, a maioria dos sistemas operacionais só lida com um item por vez na área de transferência. Você provavelmente está acostumado(a) a essa limitação. Só […]

Dispositivos “livres de distrações” podem alterar a maneira como escrevemos?

Dispositivos “livres de distrações” podem alterar a maneira como escrevemos? (em inglês), por Julian Lucas na The New Yorker:

Mas o modo focado em um dispositivo generalista é uma sala de meditação dentro de um cassino. De que adianta separar a escrita da edição, formatação e interfaces atulhadas se você não consegue separá-la da internet? Mesmo um computador desconectado oferece muitas oportunidades de distração […]. E assim como os empresários experientes ressuscitaram o “dumb phone” [celular simples] como um dispositivo de comunicação monotarefa premium, talvez fosse inevitável que alguém revivesse o processador de texto dedicado.

Microsoft Notion

Foto de um notebook com uma página do Loop aberta, muito parecida com o Notion.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

A Microsoft anunciou o Loop na Ignite, sua conferência de tecnologias para o trabalho. Baseado no conceito de componentes Fluid, anunciado há um tempo, o resultado tem uma semelhança chocante com o Notion, o novo queridinho da produtividade. Chega aos assinantes do Microsoft 365 nos próximos meses.

Além do Loop, a empresa revelou sua versão de metaverso corporativo (um metainferno?) e uma série de outras novidades para o Microsoft 365. Veja tudo no blog corporativo, no link ao lado. Via Microsoft (em inglês).

O caminho para o Basecamp 4

Em agosto, o Basecamp anunciou que a sua próxima grande versão, o Basecamp 4, seria disponibilizada de modo diferente do tradicional. Em vez de prepararem todos os recursos e entregá-los de uma vez só, as novidades seriam implementadas aos poucos e, quando chegassem a um volume satisfatório, trocariam o “3” pelo “4” e boa.

Já foram duas rodadas de atualizações. A última, desta quarta-feira (27), trouxe dois recursos muito legais: tarefas recorrentes (uma omissão inexplicável até então) e lembretes (“Don’t forget”), que cria uma lista de notificações à parte e persistente.

A primeira safra, no início de setembro, trouxe uma renovada sutil no visual, duplicação dos componentes dos projetos e uma série de pequenas alterações e melhorias.

O Manual do Usuário usa a versão gratuita do Basecamp para se organizar.

A melhor novidade do iOS 15 são os sons de fundo

Três prints de um iPhone, mostrando o passo a passo para acessar e configurar os sons de fundo via Central de Controle no iOS 15.

Costumo aguardar algumas semanas para atualizar meus dispositivos para novas grandes versões (já falei isso, né?), porém abri uma exceção ao iOS 15 por conta de um recurso que não foi sequer mencionado na apresentação do sistema (acho?) e que só entrou no meu radar nesta semana, após o lançamento da versão final: os sons de fundo.

Os sons de fundo ficam em Ajustes, Acessibilidade, Áudio/Visual, mas a melhor maneira de acessá-los é acrescentando um atalho à Central de Controle — como na imagem acima.

Como o próprio nome diz, são… sons de fundo, barulhinhos constantes que ajudam a te isolar do mundo externo. O iOS 15 oferece seis: ruído equilibrado, ruído brilhante, ruído escuro, oceano, chuva e riacho. Não há quaisquer opções disponíveis fora o volume.

Muitos anos atrás, fiz uma peregrinação nas lojas de aplicativos atrás de apps do tipo. Pode parecer bobeira (talvez seja), mas são raros os realmente bons para esse fim. Um problema comum e chato: como esses barulhos costumam ser um arquivo de áudio curto repetido indefinidamente, em muitos casos a lacuna entre o fim e o reinício dele fica bem perceptível. Se o objetivo é concentrar-se, rupturas mínimas como essa saltam aos olhos — ou melhor, aos ouvidos.

Os sons de fundo da Apple parecem ser de ótima qualidade! (Mais uma categoria de apps que foi “sherlockada”?) Eles só ficam devendo em personalização. Se para você isso é importante, minha recomendação — derivada daquela peregrinação de anos atrás — é o Noisli (Android, iOS). Custa uns trocados (entre R$ 8 e 11, dependendo da plataforma), mas vale cada centavo: a qualidade dos sons é altíssima, a variedade é grande e é possível combiná-los com volumes independentes para cada tipo de som.

Google usa o Gmail como base para solução de produtividade em nuvem

Print de uma tela do Gmail/Workspace, com um “espaço” selecionado e duas colunas de conversas em destaque.
Imagem: Google/Divulgação.

O Google liberou os “espaços” no Workspace nesta quarta (8) e algumas outras novidades para a sua suíte de produtividade, como chamadas de voz a partir do app do Gmail. Não sem razão, tem muita gente dizendo por aí que o Gmail está ficando parecido com o Outlook da Microsoft.

O que chama a atenção nessa investida (por vezes confusa) do Google é que ela está sendo toda feita em cima do Gmail, talvez o (único?) produto de comunicação mais bem sucedido do Google. Há uma demanda real, motivada primeiro pela pandemia, agora e ao menos no futuro próximo por arranjos de trabalho híbrido, por soluções mais robustas de produtividade em ambiente corporativo, mas vale questionar se essa investida não alienará a fatia de usuários que só quer ver seu e-mail — e qual o tamanho dela. Via Google (em inglês).

LibreOffice 7.2 traz melhorias na compatibilidade com arquivos da Microsoft

A The Document Foundation (TDF) liberou, nesta quinta (19), o LibreOffice 7.12 Community. O maior destaque é o trabalho de compatibilidade com os formatos de arquivos proprietários da Microsoft — mais de 60% dos “commits”, ou mexidas no código, foram por este motivo.

No comunicado publicado em seu blog oficial, a TDF explica que “os arquivos da Microsoft ainda são baseados no formato proprietário descontinuado pela ISO em abril de 2008, e não no padrão aprovado pela ISO, então eles [a Microsoft] incorporam uma grande quantidade de complexidade oculta artificial”. E depois acham ruim quando levam processos antitruste.

Outra novidade legal da versão 7.2 é a inclusão de um buscador interno para os menus do LibreOffice, acessível pelo atalho Shift + Esc, muito parecido com o recurso nativo e universal do macOS (Command + Shift + /).

Mais detalhes do que há de novo no link ao lado. Via The Document Foundation (em inglês).

Como o Manual do Usuário é feito

Apoie o Manual do Usuário. Se preferir, assista no YouTube. No vídeo de hoje, parte da campanha “Manual de dentro para fora”, falo dos bastidores do Manual do Usuário, ou de como o site é feito: as ferramentas, os processos editoriais e alguns bastidores curiosos e/ou interessantes da nossa operação. Links citados no vídeo: Daily […]

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