Como consumimos vídeo online, segundo a Adobe

No início de junho a Adobe divulgou um relatório sobre consumo de vídeo online. Ele se baseia em números massivos: 201 bilhões de vídeos começados e 285 bilhões de autenticações em mais de 300 apps do tipo TV Everywhere, obtidos anonimamente via Adobe Analytics e Primetime.

A apresentação, acima, está recheada de dados interessantes, mas três chamam a minha atenção.

  1. A dominação da Apple. Quase um em cada quatro vídeos exibidos (24%) no primeiro trimestre de 2015 teve origem num dispositivo da empresa.
  2. Tablet. A frequência de vídeos vistos em tablets se igualou à de desktops (embora esse ainda ganhe em vídeos longos). Do relatório: “Na medida em que os dispositivos se tornam cada vez mais especializados, parece que um grande caso de uso para o tablet é atividades derivadas de lazer como consumo de vídeo.”
  3. Crescimento do conceito de “TV Everywhere,” ou seja, vídeo por streaming autenticado. Em relação ao ano passado, foi de 282%, puxado por dispositivos Apple e set-top boxes e sticks, como Apple TV e Roku.

Preço do Galaxy S6 cai quase 10% na loja oficial — ou seja, compensa esperar

O TudoCelular reparou que o Galaxy S6 está saindo por R$ 2.999 na loja oficial da Samsung, ou R$ 300 mais barato em relação ao preço de lançamento. O smartphone entrou em pré-venda no Brasil no dia 16 de abril e foi lançado no dia 25, ou seja, há pouco mais de um mês, por R$ 3.299.

A diferença, em pontos percentuais, é de 9,09%. Ela bate com os resultados aferidos num estudo realizado pelo comparador de preços Zoom a pedido da Veja, publicada no começo de abril, que dizem que o “preço dos smartphones cai a partir do segundo mês após lançamento” e que essa queda costuma ser de 10%.

O conselho é antigo, mas sempre vale a pena reforçá-lo: a menos que você esteja interessado num iPhone, compensa esperar um ou dois meses para adquirir um modelo de smartphone novo. Os descontos compensam e o varejo ajuda — numa pesquisa rápida, encontrei o mesmo Galaxy S6 por R$ 2.463 na Girafa, valor 25,3% menor que o sugerido pela Samsung na pré-venda.

Atualização (27/5, às 14h15): A assessoria da Samsung entrou em contato para esclarecer que o preço do Galaxy S6 não baixou. Segundo o que me foi passado, o valor de R$ 2.999 na loja oficial da empresa e em algumas tradicionais do varejo é uma promoção do Dia dos Namorados, válida até 14 de junho e exclusiva para donos de cartão de crédito bandeira MasterCard.

Questionei a ausência dessas informações na referida página da loja (ela só aparece nesta, de promoções), e o assessor me disse que elas estão sendo providenciadas. Um PDF (?) detalha as condições e lojas participantes. (Detalhe: a Girafa não está entre delas.)

O leitor do Manual do Usuário é jovem, tem boa formação, trabalha com tecnologia, adora o blog e quer mais posts

Há duas semanas pedi aos leitores do Manual do Usuário que respondessem a um pequeno questionário. Eram 13 perguntas sobre você, leitor, e sua opinião acerca do blog. Foram 556 envios que me ajudarão a entender melhor o que abordar por aqui. Antes disso, porém, compartilho uns pedacinhos dessa massa de dados. Continue lendo “O leitor do Manual do Usuário é jovem, tem boa formação, trabalha com tecnologia, adora o blog e quer mais posts”

O que dizem os estudos que comparam ler no Kindle e em papel

De um lado, a praticidade da pesquisa por termos, do acesso rápido, da ubiquidade. Do outro, o feedback tátil, maior facilidade para focar e a familiaridade de centenas de anos. Hoje a Amazon começou a vender livros físicos no Brasil, o que torna desse um bom momento para retomarmos a discussão papel vs. bits. Não que eles sejam mutuamente exclusivos; e-books e livros impressos podem conviver lado a lado. Mas quando eles colidem, qual se sai melhor?

Sobram estudos comparativos que tentam elucidar essa questão e eles não devem cessar tão cedo. O último, liderado por Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega, deu uma história curta de Elizabeth George a 50 leitores. Metade leu as 28 páginas dela em papel, metade, no Kindle. Depois, quando perguntados sobre a história, ambos os grupos se saíram bem ao relembrarem aspectos como personagens, objetos e outros detalhes. O grupo do papel, porém, ganhou em um: na reconstituição da ordem cronológica de 14 eventos da história.

Para Anne, o bom desempenho dos leitores de papel se deve ao fato de que o livro oferece um feedback tátil e mais evidente de progresso. Na medida em que avançamos na leitura, o lado esquerdo do suporte (o livro) cresce em volume e o direito, diminui. Em dispositivos digitais isso se perde e as alternativas para compensar a diferença, como barras de progresso, não exercem o mesmo efeito sobre a nossa memória espacial.

A amostragem da pesquisa é pequena e, importante notar, apenas dois dos 25 leitores do Kindle tinham familiaridade com o dispositivo. De qualquer forma, estudos passados reforçam a tese de que existem, sim, diferenças entre as experiências. Esta reportagem de Ferris Jabr na Scientific American, de abril de 2013, faz uma compilação deles.

Cada passo dado pela tecnologia no sentido de aperfeiçoar os suportes digitais para leitura visa diminuir esse intervalo cognitivo que existe em relação ao livro impresso. As telas de e-ink, sem retroiluminação, e o aumento notável da resolução ajudaram a tornar a leitura digital mais fluída.

Mais estudos estão sendo feitos para entender o impacto dessa mudança de hábito na nossa cognição. Eles extrapolam essa questão, inclusive; ao Guardian, Anne disse que alguns pesquisadores têm estudado a relação entre tipos de textos e a melhor forma de lê-los. Talvez um calhamaço de 500 páginas com enredo intrincado e cheio de personagens seja mais indicado ao papel, mas uma história menos exigente  e com elementos interativos pode se tornar mais atraente quando digitalizada. Como Jabr conclui, “texto [escrito] não é a única forma de ler”.

Hyperlapse suaviza time lapses filmados em primeira pessoa

https://www.youtube.com/watch?v=6Mugq0CF0tg

Apresentamos um método para converter vídeos em primeira pessoa capturados, por exemplo, com uma câmera no capacete durante atividades como escalada e ciclismo, em vídeos hyper lapse, ou seja, vídeos em time lapse com um movimento de câmera suavizado.

Algumas similaridades com o Photosynth são gritantes e não é por acaso: dois do trio de pesquisadores responsável pelo Hyperlapse, Richard Szeliski e Johannes Kopf, trabalharam na tecnologia. O outro, Michael Cohen, também tem experiência na área — entre outras coisas, criou o Photo Fuse, do (finado?) Windows Live Galeria de Imagens.

Mais informações (vídeos, papers e explicações) na página da Microsoft Research. E, importante: “Estamos trabalhando duro para tornar o algoritmo do Hyperlapse disponível na forma de um app para Windows. Fique ligado!”

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