A impossibilidade de uma selfie perfeita

Não tiro selfies. Não gosto. Acho sem graça. Sinto uma baita vergonha e quando tiro é a contragosto. Não quero ser fotografado por outros e isso inclui a mim mesmo. É uma opção pessoal que vai contra o que faz a maioria. E de tudo que já pode ter sido dito sobre as selfies, não sou eu que vou demover você de fazê-las. Não é esse o propósito desse texto, inclusive.

Muito pelo contrário: escrevo para que você as faça cada vez mais e melhores! Na verdade, você faz o que quiser da sua vida — e isso inclui as selfies. Só que, às vezes, alguém pode se irritar tanto com elas a ponto de transformá-las em outra coisa, uma coisa bem diferente do que você pretendia quando as fez, diga-se. O ato de fazer um autorretrato com o smartphone deixa de ser algo corriqueiro e se transforma em algo totalmente condenável. Daí, talvez valha uma reflexão breve sobre como a fotografia amadora atual passou a ser tão importante para todos nós. Continue lendo “A impossibilidade de uma selfie perfeita”

Os vários caminhos que cursos de pós-graduação em tecnologia abrem

A tecnologia conta com grandes histórias protagonizadas por pessoas únicas. Embora muitos avanços sejam creditados a visionários específicos, e entre esses haver até certa celebração daqueles que abandonaram o estudo formal para se dedicarem às suas ideias, grande parte da inovação, incluindo a fundação que sustenta essa indústria até hoje, veio de trabalhos de pesquisa na academia. Continue lendo “Os vários caminhos que cursos de pós-graduação em tecnologia abrem”

Como eram os gadgets quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez

O Estadão publicou uma matéria intitulada “Como eram os carros quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez”. Cumprindo com meu dever jornalístico, averiguei que isso aconteceu em 1994 e que a matéria se justifica devido à forte probabilidade do time paulista ser, 22 anos depois, mais uma vez campeão brasileiro de futebol.

Confesso que gastei mais tempo pensando na lógica do jornal do que no conteúdo — que nem traz detalhes, só fotos dos carros; clássico clickbait. Concluí que não tem nexo algum, o que a torna sensacional! Continue lendo “Como eram os gadgets quando o Palmeiras foi campeão brasileiro pela última vez”

Guia Prático #99: As derrocadas de BlackBerry, Motorola e Nokia

No programa de hoje, eu (Rodrigo Ghedin) e Emily Canto Nunes falamos sobre o fim que tiveram as grandes da telefonia móvel da era pré-iPhone — BlackBerry, Motorola e Nokia. Os erros de gestão e estratégicos, a confiança exagerada em produtos que estavam com os dias contados e os anos se arrastando na difícil concorrência com Apple e Samsung.

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Sobre um site que (não) deu certo

Há cinco anos, lancei um site sobre tecnologia. Estava cheio de expectativas, com gente muito boa ao meu lado e aquela empolgação em querer fazer diferente, de querer somar. O site não deu certo, seis meses mais tarde ele acabou. Mas nem tudo foi fracasso. As lições e os encaminhamentos que partiram dele foram muito valiosos e reverberam até hoje. Inclusive aqui, no Manual do Usuário. Continue lendo “Sobre um site que (não) deu certo”

A Central do Textão ajuda a manter vivos os blogs pessoais

Em algum ponto do passado recente, cedemos o controle das nossas presenças virtuais em troca de gratuidade, facilidade e excelência técnica. Se até meados dos anos 2000 estar na Internet equivalia a ter um site, o que exigia uma carga de conhecimento mínimo, hoje é comum vermos empresas que resumem sua presença digital a uma página no Facebook. Para pessoas físicas, é raro encontrar quem se dispõe a ter um blog ou qualquer coisa fora das redes sociais estabelecidas. Mas elas existem. Quem se identifica com a web das antigas, com o modo mais artesanal de se manifestar no ambiente online, acaba se juntando. E dessas reuniões nascem coisas como a Central do Textão. Continue lendo “A Central do Textão ajuda a manter vivos os blogs pessoais”

Mobile, smartphones e retrospectiva

Esta noite estou viajando para Barcelona para a MWC deste ano, a principal feira anual da indústria móvel. Tenho ido à MWC desde 2001, entra ano e sai ano, quando era na (fria e chuvosa) Cannes e tinha um décimo do tamanho — no ano passado havia 85 mil pessoas.

O ano de 2001 foi o seguinte ao leilão europeu do espectro de 3G, quando as operadoras móveis, bem no topo das bolhas de Internet e do mobile, gastaram € 110 bilhões em alguns meses. Elas passaram anos se recuperando da ressaca. Grande parte da justificativa para aqueles valores era a promessa de serviços de dados a serem entregues neste espectro. Mas demorou até 2005 para os primeiros celulares com 3G que não fossem tijolos chegarem ao mercado europeu e até 2007, é claro, para os serviços de dados entregues por esse espectro se tornarem interessantes. Continue lendo “Mobile, smartphones e retrospectiva”

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