Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

NFTs chegam ao Instagram

NFTs chegaram ao Instagram. A rede social da Meta começou a testar o compartilhamento dos famigerados tokens não-fungíveis com alguns criadores norte-americanos.

Em um vídeo, Mosseri explicou que usuários poderão exibir NFTs que criaram ou compraram no Instagram — no feed, nos stories e nas mensagens. Essa é, segundo ele, uma maneira de ajudar uma parte dos “criadores” da plataforma a ganharem a vida fazendo o que amam.

O anúncio do Instagram acontece poucos dias após uma reportagem do Wall Street Journal apontar uma queda expressiva no volume de negócios envolvendo NFTs.

Entre setembro de 2021, quando a febre dos NFTs atingiu seu pico, e a semana que compreendeu o fim de abril e início de maio, o volume de transações despencou 92%, de 225 mil por dia para 19 mil. O número de carteiras com NFTs ativas também caiu drasticamente, 88%, das 119 mil em novembro para 14 mil agora.

Na linha fina, o Wall Street Journal questiona se estamos presenciando o início do fim dos NFTs. Será que o Instagram consegue reverter essa tendência? Via @mosseri/Twitter, Wall Street Journal (ambos em inglês).

O futuro que nos prometeram no SXSW 2022

Nesta semana, debatemos as tendências e promessas de futuro apresentadas no South by Southwest, evento anual de tecnologia, música e cultura que acontece em Austin, no Texas, Estados Unidos, e que a Jacqueline Lafloufa cobriu remotamente. Os assuntos mais quentes da edição 2022, a primeira com a presença de público desde 2019, já estão na […]

O que muda com a regulação de criptoativos no Brasil

O crescimento vertiginoso em valor de mercado do bitcoin, a partir de 2017, e uma profusão de novos negócios baseadas na tecnologia blockchain, incluindo aí os ilícitos, chamaram a atenção dos poucos brasileiros ainda com dinheiro para investir. Agora, na esteira do “boom” dos criptoativos — e dos golpes envolvendo esse tipo de bem digital […]

Estamos trabalhando para levar NFTs ao Instagram a curto prazo. Não estou pronto para anunciar o que será isso exatamente, mas nos próximos meses [teremos] o recurso de trazer alguns dos seus NFTs para dentro [do Instagram], e depois tornar possível gerar novos NFTs dentro daquele ambiente.

— Mark Zuckerberg, em painel no South by Southwest. A ideia de trabalhar com NFTs, já ventilada em 2021 por outros executivos da Meta, conecta-se com o alardeado metaverso. Em outro momento da conversa, Zuckerberg explicou que roupinhas de avatares no metaverso da companhia poderão ser geradas e negociadas como NFTs. Via O Globo, Engadget (em inglês).

A maioria das pessoas falando de metaverso não faz a menor ideia do que estão falando. E, aparentemente, nunca jogaram um MMO. Eles pensam: ‘Oh, você terá este avatar personalizável’. E é como, bem… entra em La Noscea no Final Fantasy 14 e me diga se este não é um problema resolvido há uma década, e não uma coisa incrível que você está inventando.

— Gabe Newell, co-fundador e CEO da Valve. Em outra parte da entrevista, Gabe foi mais direto: “Tem um monte de esquemas ‘fique rico rápido’ em torno do metaverso.” E sobre a tendência de executivos de empresas de tecnologia de adotarem ideias distópicas da literatura e as repaginar como algo bom ou desejável: “Sou amigo […]

O ecossistema de NFTs é um completo desastre

Para quem lê este Manual do Usuário não há nada novo no artigo de Edward Ongweso Jr., na Vice, a respeito do “completo desastre” que é o ecossistema de NFTs, mas vale pescar alguns eventos recentes que explicitam esse desastre. Dois trechos de lá me chamaram a atenção:

Tomemos a OpenSea, o marketplace de NFTs mais popular. Semana passada, a OpenSea limitou o número de vezes que os usuários poderiam cunhar NFTs gratuitamente em sua plataforma, porque mais de 80% dos que foram criados com a ferramenta “eram obras plagiadas, colecções falsas e spam”. Ela reverteu a decisão em 24 horas, porém, graças à choradeira de criadores de projetos NFT.

Do outro lado do balcão, artistas têm sofrido com a apropriação indevida e ilegal de seus trabalhos para a criação de coleções de NFTs:

Para os artistas do DeviantArt, que hospeda mais de 500 milhões de peças de arte digital, o problema ficou tão grave que a plataforma implementou um sistema de alerta de fraudes que procura por NFTs de cópias de obras na blockchain Ethereum. O DeviantArt emitiu 80 mil alertas desde agosto de 2021, duplicou esse número entre outubro e novembro, e viu um novo aumento de 300% entre novembro e meados de dezembro.

Na Web3, o rei está nu

Dos mesmos especuladores que garantem que as crioptomoedas nos libertarão (do quê?) e que NFTs salvarão a arte (de quem?), vem aí a Web3, um novo ambiente digital que revolucionará a internet e o modo de fazer negócios em rede. Ou assim estão nos prometendo.

Twitter ganha suporte a NFTs; Facebook e Instagram podem ser os próximos

Nesta quinta (20), o Twitter liberou suporte a NFTs como imagens de exibição aos assinantes pagantes do Twitter Blue – o produto digital da rede social que dá mais recursos aos assinantes. Por ora, só no iOS. Horas depois, o Financial Times reportou que o Facebook estuda abraçar NFTs também.

Neymar, o jogador de futebol, foi um dos primeiros a adotar um NFT como imagem de exibição no Twitter. Escolheu um dos dois desenhos de macacos, recém-comprados por quase R$ 6 milhões.

Não por coincidência, também na quinta o Financial Times publicou um rumor de que o Facebook/Meta está trabalhando para suportar NFTs nas suas duas redes, Facebook e Instagram. Fontes do jornal disseram que estão nos planos suporte a imagens de exibição, como ocorre no Twitter, e talvez a criação de um marketplace para a compra e venda de NFTs.

Não sabe o que é NFT? Esta imagem resume, este textão explica em profundidade.

Via @TwitterBlue/Twitter, Financial Times (ambos em inglês).

Descentralização e ausência de confiança dos NFTs são postas em xeque

Defensores de criptomoedas, NFTs e Web3 têm na descentralização e na não necessidade de confiança talvez os melhores argumentos para justificar a existência dessas aberrações. Ambas têm problemas intrínsecos, mas, não bastasse isso, a prática tem demonstrado que tais características não são absolutas e, portanto, falaciosas. Um estudo publicado em outubro de 2021 por pesquisadores […]

Em 2022, a Samsung apresentará a primeira TV do mundo com um explorador e marketplace de NFTs, uma plataforma revolucionária que lhe permitirá navegar, comprar e exibir suas artes favoritas — tudo em um só lugar.

— Comunicado à imprensa da Samsung. Em outras palavras, a linha 2022 de TVs da Samsung terá um visualizador de imagens que você pode comprar, porém com blockchain envolvida. Via The Verge (em inglês). As novas TVs da Samsung parecem legais, como sempre, e trarão outra novidade em software mais interessante: suporte às plataformas de […]

É possível “piratear” NFTs com o botão direito do mouse?

“É possível ‘piratear’ NFTs com o botão direito do mouse?”, pergunta Bruno Ignácio no Tecnoblog. Ele mesmo responde depois que, não, não é possível, porque embora as obras sejam arquivos digitais reproduzíveis por qualquer pessoa (expliquei aqui), “esse arquivo não possui nenhum valor e tampouco configura um ativo digital, com autenticidade garantida por um registro em rede blockchain”.

A resposta parte da premissa de que a rede blockchain é uma garantia absoluta e inquestionável de autenticidade apenas por registrar, de modo público, imutável e insubstituível, um certificado de autenticidade — que, sabemos, é um emaranhado de códigos que não tem muito a ver com a obra em si e que está sujeito à manutenção do servidor/da blockchain onde foi registrado.

Em momento algum essa premissa extremamente frágil é questionada, ainda que sejam dadas algumas pistas ao(à) leitor(a) mais atento. Por exemplo, Bruno reconhece que NFTs não têm respaldo legal e que podem ser exploradas por qualquer um, ou seja, a falta de regras dos criptoativas permite que alguém se aproprie do trabalho alheio e o venda como NFT. Parece maluco, mas já aconteceu.

“Se um caso desses chegar a justiça, por mais confuso que seja, o autor terá mais chances de provar a posse e autoria do arquivo, algo que não muda por um simples segundo clique do mouse”, escreve ele, sem explicar a parte “confusa”. Há jurisprudência nesse sentido? De que modo, juridicamente falando, a posse de um NFT ajudaria num caso desses?

Aqui, na minha ignorância (porque custo a entender essa bobagem), a pergunta a ser feita não seria a do título do artigo, mas sim por que alguém iria querer piratear um NFT — NFT que, reforço, não tem nada a ver com a obra em si, mas se trata apenas de um emaranhado de código colocado numa blockchain e que, só por isso, atribui “propriedade” e tem “valor”, segundo as pessoas que acreditam em NFTs. Sigo sem resposta. Via Tecnoblog.

O delírio dos NFTs nos levará ao fim do mundo

Fosse vivo hoje, Walter Benjamin teria muito o que pensar e escrever a respeito da digitalização da cultura, de serviços como os de streaming e dos vários modelos de negócio que gravitam a arte, como os NFTs. Na ausência do pensador alemão do século XX ou de alguém mais capacitado, você terá que se contentar […]

Dinheiro por nada

O recente falatório sobre NFTs produziu, em grande medida, muita confusão. Em quase todos os artigos, NFTs são enquadrados como um fenômeno tecnológico incrivelmente complicado que exige uma explicação cuidadosa, em vez de uma blablablá entediante que nos impede de focar. Essa dissonância gera dúvidas. Você pode dizer a si mesmo(a): “Ok, o que entendi […]

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