Os números do Spotify no Brasil

Agora em maio o Spotify completa um ano no Brasil. No iG, a Emily publicou uma matéria interessante sobre o estado do serviço aqui, pautada por entrevistas com profissionais locais e diversos números que dão uma ideia do perfil do brasileiro que assina o Spotify.

Alguns dos mais curiosos:

  • 80% dos usuários que hoje são Premium (pagam assinatura) foram Free.
  • 70% dos usuários têm entre 18 e 24 anos.
  • 104 minutos (pouco menos de 2h) é o tempo médio de uso diário do brasileiro.
  • 11 milhões de playlists foram criadas pelos brasileiros em um ano.
  • O consumo de música nacional saltou de 14% para 37%, um aumento de 160%.

Alguns pontos altos da matéria são a luta contra a pirataria (o maior “rival” do Spotify) e o papel das playlists criadas e do algoritmo de indicação na receptividade e descoberta de novas músicas pelos usuários. Leia lá.

A Last.fm está de cara nova

A Last.fm é um site musical que já teve várias funções ao longo dos seus 13 anos (!) de história. A única persistente e o motivo pelo qual muitos ainda usam o serviço é o “scrobbling,” o monitoramento que ela faz dos seus players de música. Com base nisso o sistema indica novos artistas e cria rankings do que você ouve. Como é uma rede social também, fica fácil comparar seus hábitos com os dos amiguinhos e, dizem (nunca aconteceu comigo), até fazer amizades a partir de gostos mútuos.

Sim, são coisas que atualmente qualquer Spotify ou Rdio da vida fazem, mas há uns dez anos, a Last.fm era única. Tenho comigo que é o seu “acervo histórico” misturado com uma afeição bem específica por parte dos usuários o que mantém o site no ar. Tipo aquela foto que um dia cai na sua área de trabalho, você não sabe para que vai usar, mas é tão boa e/ou significativa e única que não vai nem para a lixeira, nem para o abismo das outras milhares de fotos guardadas em pastas mais profundas. Tenho conta lá há nove anos e mais de 82 mil scrobbles; é muita coisa!

Para quem temia pelo seu futuro, afinal o site não era atualizado desde 2008, uma nova versão, ainda em beta, foi revelada. A maioria das novidades são estéticas: página inicial, player (que, e eu não sabia disso, se conecta ao Spotify1), perfil e as páginas dos artistas estão todas de cara nova. E ficaram bonitas, viu. Continue lendo “A Last.fm está de cara nova”

MixRadio é a melhor opção para ouvir música de graça desconectado

Ouvir música por streaming já é algo corriqueiro para muita gente. Para boa parte dos que ainda não aderiram a serviços como Spotify, Rdio e Deezer, ter que pagar é, geralmente, apontado como fator decisivo ao não uso. Afinal, mesmo baratos eles ainda são mais caros que “de graça.”

Por isso alguns desses serviços oferecem planos gratuitos com inserção de publicidade entre as faixas tocadas. Só que eles não são as melhores opções para quem quer ouvir música sem botar a mão no bolso. O MixRadio é. Continue lendo “MixRadio é a melhor opção para ouvir música de graça desconectado”

O Radiooooo é uma viagem musical pelo tempo e espaço

Spotify, Rdio e outros serviços de streaming de música são incríveis por mais motivos que a mera comodidade. Além de oferecerem milhões de músicas para ouvir ao alcance de alguns toque, eles dão bastante atenção à parte social. Numa analogia falha, porém válida, é como se esses serviços também transportassem para o digital as feiras de vinis e as estantes recheadas de CDs nas casas de amigos que costumavam gerar conversas e trocas de referências. Continue lendo “O Radiooooo é uma viagem musical pelo tempo e espaço”

Uma breve história de como ouvimos música

A música é onipresente em nosso cotidiano e é difícil imaginar que nem sempre foi assim. Raramente paramos para pensar em como os ouvintes usufruíam da música no passado e como a inovação tecnológica moldou nossas expectativas e hábitos de audição. No século XIX, ouvir música (tocada profissionalmente) exigia que o ouvinte visitasse um espaço dedicado, como uma igreja ou uma sala de concertos, num horário específico.

Obviamente, o caráter de evento implicava que o ouvinte não tinha influência alguma no programa e nos artistas que se apresentavam, nos horários do concerto ou seu local. Mais que isso, não havia alternativa para compartilhar a experiência de ouvir música com uma plateia, nem a opção de ouvir repetidamente a execução de uma mesma canção. Embora ainda hoje apreciemos shows, concertos, a maior parte da nossa experiência enquanto ouvintes não tem relação com apresentações ao vivo. Continue lendo “Uma breve história de como ouvimos música”

Quem salvará a indústria da música?

A viabilidade do modelo de negócios dos serviços de streaming de música voltou a ser o centro das atenções essa semana. Culpa de Taylor Swift, que removeu todo o seu acervo do Spotify e boicotou o novo álbum, 1989, de todos os serviços do tipo. Ganância, mal entendido ou a cantora tem razão nas críticas que vem fazendo?

Não foi a primeira vez que Swift se posicionou contrariamente à ideia de ouvir quanta música quiser pagando menos de dez dólares por mês. No começo do ano ela escreveu um editorial no Wall Street Journal dizendo acreditar que o apoio dos fãs (e a venda de álbuns completos) é o que sustenta artistas como ela. Talvez, pelo menos no seu caso, seja verdade: só na semana de lançamento, 1989 vendeu 1,2 milhão de cópias, número estratosférico para os padrões atuais. Para colocar isso em perspectiva, Random Access Memory do Daft Punk vendeu 339 mil cópias em seus primeiros sete dias e PRISM, da Kary Perry, 286 mil cópias no mesmo período. Ambos foram  os mais vendidos no ranking da Billboard em suas respectivas semanas de lançamento. Continue lendo “Quem salvará a indústria da música?”

Do Orkut ao WhatsApp, como a música brasileira retrata os apps e redes sociais que todos usamos

Desde que os primeiros batuques foram ouvidos a música tem sido usada para, entre outras coisas, exaltar as paixões humanas. Traduzimos em ritmo e poesia as maravilhas naturais do mundo, nossas musas, os grandes heróis e seus feitos; descrevemos épocas, histórias e comportamentos dos mais diversos. Muita gente não vive sem música; não seria exagero dizer que o contrário também é verdadeiro.

Se estendermos o conceito de “tecnologia” para além de bits e pastilhas de silício, o barulho (com o perdão do trocadilho) da sua participação na música é ouvido de longe. Do aprimoramento dos primeiros tambores aos sintetizadores e editores digitais de hoje, essas áreas sempre foram indissociáveis. Não há música sem a tecnologia garantindo a execução, captação e reprodução nos bastidores.

Capa do álbum Leandor & Leonardo Vol. 4, de 1990.
Leandro & Leonardo.

Eventualmente os papéis se misturam e de um suporte ou auxílio, a tecnologia passou a ser o motivo da arte, a temática da narrativa. Isso nos remete ao início do texto: cantamos sobre tudo. É algo tão óbvio que não raramente nos escapa. Quando Leandro & Leonardo cantaram pela primeira vez “Pense em mim, chore por mim, liga pra, não, não liga pra ele”, em 1990, eles colocaram no cancioneiro popular brasileiro uma tecnologia super avançada que, de tão massificada, passou despercebida: o telefone. Àquela altura, fazer ligações já era algo trivial e tal papel coadjuvante, apesar do grande avanço que essa tecnologia representou, se repetiu na letra da música.

A tecnologia de consumo, essa embarcada em smartphones, tablets e outros gadgets contemporâneos, evoluiu a passos largos nas últimas décadas. Nos anos recentes, sua popularidade teve uma guinada sem precedentes. Embora quase 1/3 da população mundial já use smartphones, ele ainda não está tão enraizado como o telefone estava na época em que Pense em mim foi composta. Esse detalhe, porém, não impediu que os compositores começassem a explorar essa nova realidade criando músicas sobre os apps e redes sociais que tanto usamos. Continue lendo “Do Orkut ao WhatsApp, como a música brasileira retrata os apps e redes sociais que todos usamos”

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