Apple compra streaming de música clássica e promete app para 2022

A Apple adquiriu o streaming de música clássica Primephonic. O valor do negócio não foi informado. De imediato, o Apple Music ganhará playlists e conteúdo exclusivo do Primephonic e, em 2022, um novo aplicativo será lançado. Já o app/serviço independente do Primephonic será encerrado já no próximo dia 7 de setembro. Os atuais assinantes receberão seis meses de gratuidade no Apple Music. Via Apple (em inglês).

A música clássica tem toda uma organização de meta dados própria, que em muitos aspectos é estranha ou incompatível com a da música popular. Nesta matéria de 2019, que destaca Primephonic e um serviço rival, o Idagio, o New York Times explica tais particularidades:

Para a maior parte das músicas no Spotify ou Apple Music, uma listagem do artista, faixa e álbum funciona bem. Mas críticos do status quo [os serviços de streaming especializados] argumentam que a estrutura básica do gênero clássico — com compositores não performáticos e trabalhos compostos por múltiplos movimentos — não é adequada ao sistema construído para o pop.

AirPods Max, de R$ 6,9 mil, não conseguem reproduzir músicas em formato lossless

Nenhum AirPods da Apple, nem mesmo os AirPods Max de R$ 6,9 mil, é capaz de reproduzir as músicas em lossless que chegam ao Apple Music em junho. Mesmo caso dos dois HomePods. A interface Bluetooth é um obstáculo previsível, mas mesmo quando ligados por um cabo Lightning, possibilidade no modelo Max, os caríssimos fones de ouvido da Apple ainda não conseguem reproduzir o formato de áudio sem perdas. Via The Verge (em inglês).

Como lembrou o leitor Gabriel Arruda, é um típico caso de obsolescência percebida: até literalmente ontem, os donos de AirPods não pareciam sentir falta das faixas lossless.

Spotify HiFi, com músicas de alta qualidade, chega até o fim de 2021

Até o fim do ano, o Spotify HiFi, plano com músicas em alta qualidade (ou “qualidade de CD”, ou ainda “lossless”, ou seja, sem perdas decorrentes da compressão de arquivos), estará disponível. O Spotify não divulgou preços nem em quais “mercados selecionados” o HiFi será disponibilizado, porém. Via Spotify (em inglês).

Embora o Spotify afirme que músicas de alta qualidade sejam o recurso mais pedido pelos usuários, considere que poucos ouvidos são capazes de perceber diferenças entre o padrão atual e as versões “lossless”, e que mesmo aos mais sensíveis é necessário um equipamento de ponta (leia-se: caro) para usufruir da experiência. Para quem quiser testar já, Tidal e Deezer oferecem planos do tipo.

Retrospectiva de retrospectivas / Como fazer um Natal remoto

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Combine.fm converte links de álbuns em apps de streaming

Você ouve música no Spotify e descobriu um álbum novo legal. Quer compartilhar com um amigo, mas ele usa o Apple Music. O que fazer? O Combine.fm, um pequeno site criado por Jonathan Cremin, “traduz” links de um serviço para os demais. Suporta Spotify, YouTube Music, Apple Music, Deezer e o (finado) Google Play Music, e, até onde vi, só funciona com álbuns.

Spotify permitirá que músicas sejam “impulsionadas” em seu algoritmo

O Spotify permitirá que artistas e gravadoras sinalizem músicas que gostariam que fossem mais recomendadas pelo algoritmo da plataforma. Parece muito com o impulsionamento de redes sociais, só que em vez de pagar, o artista/gravadora topa receber menos royalties do Spotify. (Lembremos que os royalties do Spotify e de outras plataformas de streaming já são baixos e fonte frequente de reclamações dos artistas.)

Já é palpável como o streaming mudou a maneira como ouvimos músicas de diferentes formas — da prevalência das playlists à duração das músicas (quanto mais curtas, melhor), até à pressão explícita para que artistas produzem mais e num ritmo constante. Como tudo sempre pode piorar, agora entra em cena um componente explicitamente financeiro. Via Spotify, Fader (em inglês).

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