Microsoft removerá nomes da “pontuação de produtividade” do Microsoft 365

A repercussão daquela notícia de que o Microsoft 365 atribui uma “pontuação de produtividade” aos funcionários, acessível ao empregador, pegou mal. Graças a ela, a Microsoft anunciou mudanças no produto. Jared Spataro, VP corporativo de Microsoft 365, disse em um post que os nomes dos funcionários serão removidos, e que daqui em diante a “pontuação de produtividade somente agregará dados no nível da organização”, ou seja, que “ninguém na organização conseguirá acessar dados de como um usuário específico está usando apps e serviços no Microsoft 365.” Via Microsoft (em inglês).

Clientes do Microsoft 365 monitoram atividades individuais dos funcionários

Print do painel da pontuação de produtividade do Microsoft 365, com vários gráficos e a nota, 58% nesse caso.
Clique para ampliar. Imagem: @WolfieChristl/Twitter.

O Microsoft 365 tem uma “pontuação de produtividade” que monitora de perto os hábitos de uso dos funcionários, oferecendo-os ao empregador em um painel cheio de gráficos e que os comparam aos de outros funcionários. Não é muito difícil imaginar os impactos que saber quantos e-mails, edições em documentos colaborativos e outras métricas vazias do tipo, e compará-las às de outros funcionários, pode causar no dia a dia de uma empresa.

O recurso pode ser desativado, mas vem ativado por padrão, e a Microsoft incentiva que as empresas compartilhem esses dados com ela, para que possam compará-los aos de outras empresas, centralizando dados sensíveis de trabalho numa Big Tech.

O pesquisador Wolfie Christl, que soou o alarme no Twitter, resumiu bem o grande problema desse tipo de coisa: “A Microsoft ganha o poder de definir métricas altamente arbitrárias que podem afetar as vidas de milhões de trabalhadores e até remodelar como as empresas funcionam”. Por exemplo, um funcionário que manda muito e-mail aparece muito melhor no painel do chefe que aquele menos sociável, mesmo que esse último entregue mais ou melhores resultados, gerando impactos em salários, demissões e em toda a cultura de trabalho do local. Via @WolfieChristl/Twitter e The New Republic, em inglês.

Microsoft lança versão final da atualização de outubro do Windows 10

GIF animado mostrando o antes e depois do menu Iniciar do Windows 10.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

A Microsoft começou a distribuir a atualização de outubro de 2020 do Windows 10. São pouquíssimas novidades, fora as correções de falhas e outras melhorias internas, com destaque ao menu Iniciar, agora com blocos semi-transparentes. Com as pessoas confiando mais em seus PCs domésticos e levando em conta os desastres catastróficos de algumas atualizações recentes do Windows 10, a Microsoft informa que vai liberar esta atualização ao pouco, nas próximas semanas, “para garantir uma experiência de atualização confiável”. Melhor assim. Via Microsoft (2) (em inglês).

No início de setembro, quando anunciei meu novo trabalho, sofri ataques de todos os tipos, […] até ameaças de estupro, morte e julgamentos por expor situações mais tensas. […] Devido a todos esses ataques, a Microsoft encontrou como melhor opção me desligar do cargo de apresentadora para que eu não esteja mais exposta a situações como essas que se passaram.

— Isadora Basile, ex-apresentadora do canal Xbox Brasil. Conceito curioso, esse da Microsoft, de prejudicar a vítima para “defendê-la”. No Twitter, o perfil oficial do Xbox disse que a demissão se deu por “algumas mudanças em nossa estratégia de conteúdo original de Xbox no Brasil”. Ainda que seja o caso (uma infeliz coincidência), continua zoado, […]

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