O código Bill Gates

O código Bill Gates (trailer), novo documentário de Davis Guggenheim lançado recentemente pela Netflix, faz jus ao título original — numa tradução livre, algo como “por dentro do cérebro de Bill”.

O documentário se divide em três partes de pouco menos de uma hora cada, todas com uma estrutura que costura os desafios atuais do filantropo Gates com sua biografia, incluindo alguns momentos-chave dentro da Microsoft. Guggenheim se vale — e faz bom uso — do amplo acesso que teve a Gates, sua esposa Melinda, as irmãs do bilionário e amigos e colaboradores, alguns de longa data.

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O celular da Microsoft e a única pergunta possível — por quê?

Em julho de 2017, a Microsoft jogou a toalha no mercado de celulares. Foi o desfecho melancólico de uma longa história, que precedeu às de iPhone e Android, mas na qual a empresa jamais conseguiu qualquer fatia significativa da popularidade ou da receita que Apple, Google e Samsung ainda extraem da telefonia móvel. Só que aquele fim, sabemos agora, era temporário: nesta quarta-feira (2), a Microsoft voltou ao jogo com o Surface Duo, curioso celular dobrável com duas telas de 5,6 polegadas cada (e fixas; as telas em si não dobram) anunciado em um evento cheio de notebooks e tablets em Nova York.

Mesmo antes de abandonar o mercado de celulares, havia rumores de que a Microsoft trabalhava em um “Surface Phone”, um super celular que emprestaria o prestígio da marca dos computadores da casa, lançada em 2012, e que de alguma forma a colocaria de volta no jogo. Sempre pareceu um devaneio de entusiastas, mas para a incredulidade de muitos ele se materializou. Mas daí a colocar a tornar a Microsoft relevante em celulares são outros quinhentos.

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O clube dos fundadores arrependidos

Em 2010, o desenvolvedor alemão Christian Reber iniciou uma busca por parceiros para uma empreitada digital: criar um pequeno aplicativo de listas de tarefas. Um ano depois, com um sócio e investimentos de grupos locais, ele deu à luz o Wunderlist, fruto da startup recém-criada 6Wunderkinder.

O Wunderlist poderia ter sido apenas mais um entre os milhares de apps do gênero que infestam lojas de aplicativos, mas ele se destacou por antecipar recursos úteis ainda raros e pela execução impecável. Em 2015, já com 13 milhões de usuários, a Microsoft comprou o app. O valor exato da transação jamais foi revelado, mas segundo o Wall Street Journal foi algo entre US$ 100 e 200 milhões. Até aquele momento, a 6Wunderkinder havia levantado US$ 35 milhões em capital de risco. Não foi um saída do nível de um Google ou Facebook da vida, mas deve ter rendido uns bons trocados para fundadores e investidores.

As duas partes, Microsoft e 6Wunderkinder, na época garantiram que nada mudaria de imediato no Wunderlist e que a nova casa, com recursos quase infinitos e um batalhão de profissionais de primeira classe, ajudaria a aperfeiçoar o app. Dois anos depois, a Microsoft anunciou que o Wunderlist seria descontinuado para dar lugar a um novo app criado do zero, o Microsoft To-Do, para ser integrado a outros produtos da empresa. Até hoje o já não tão novo app continua pior que o abandonado em muitos aspectos e apesar da sentença de morte dada ao Wunderlist, ele segue — junto aos seus usuários mais fiéis — em uma agonizante espera pelo dia em que um funcionário da Microsoft puxará o fio do servidor que o mantém funcionando.

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Os problemas mais urgentes que as empresas de tecnologia precisam resolver para dar mais segurança e privacidade aos usuários

Nota do editor: Nesta quarta-feira (3), o WhatsApp anunciou uma novidade há muito esperada: a opção que dá ao usuário o poder de escolha para ser adicionado ou não a um grupo. Era algo básico e espanta que tenha demorado tanto para ser implementado. Não é o único caso do tipo na indústria.

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Após 33 anos, Bloco de Notas do Windows ganha primeira grande atualização

O Bloco de Notas é um dos aplicativos do Windows mais antigos ainda em uso. Ele precedeu o próprio sistema — dois anos antes de lançar o Windows 1.0, a Microsoft já tinha uma versão do Bloco de Notas para MS-DOS. Agora, 33 anos depois de debutar no Windows e aparecer em rigorosamente todas as versões do sistema, o Bloco de Notas finalmente ganhará uma atualização digna de nota. Continue lendo “Após 33 anos, Bloco de Notas do Windows ganha primeira grande atualização”

Google lança app para Windows que serve apenas para baixar o Chrome

O declínio do Windows como plataforma dominante explicitou o descaso do Google com a Microsoft. A empresa jamais se deu ao trabalho de adaptar seus apps à Microsoft Store (loja de apps do Windows) e faz software para o sistema no estrito limite do que mantém os usuários em seus domínios. Daí o próprio Chrome (web/buscador) e o app de backup do Google Drive. Continue lendo “Google lança app para Windows que serve apenas para baixar o Chrome”

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