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Office 2021, em compra única (sem assinatura), chega no final do ano

Faz alguns anos que a Microsoft mudou o modelo de negócio do Office, passando a vendê-lo em uma assinatura no Office/Microsoft 365. Em paralelo e com menos destaque, porém, aquela versão com preço fechado, pago uma única vez, continua disponível e sendo atualizada em um ritmo mais fraco. A próxima versão será o Office 2021, para usuários domésticos e pequenas empresas, que deve chegar ao mercado até o fim do ano, junto ao Office LTSC, esse vendido para grandes empresas e com prazo de suporte estendido (cinco anos).

Pode parecer tentador livrar-se de uma assinatura, mas será que vale a pena? Para usuários domésticos, o Office 2019 Home & Student (versão mais recente) custa R$ 499 comprando direto da Microsoft. Em promoções do varejo, dá para encontrar cartões de anuidade do Microsoft 365 por menos de R$ 100 — e, além dos aplicativos do Office sempre atualizados, o pacote ainda inclui 1 TB de espaço no OneDrive e 60 minutos por mês no Skype. Sei não. Via Microsoft (em inglês).

O&O ShutUp10: Configurações detalhadas para o Windows 10

O O&O ShutUp10 é um pequeno utilitário com mais de uma centena de opções para tornar o Windows 10 menos bisbilhoteiro. Ele permite desativar recursos de telemetria e “inteligentes”, que embora possam ser convenientes, por vezes só o são à custa da privacidade do usuário. O app é gratuito para usuários domésticos e não precisa ser instalado, e oferece botões simples para fazer configurações em lote (“ativar configurações recomendadas” ou “ativar tudo”, por exemplo). Download aqui.

Edge Chromium ganha sincronia de dados e temas

Em janeiro, o navegador Edge baseado no Chromium completa um ano. Para celebrar, a Microsoft lançou uma grande atualização. Entre outras novidades, destaque para a expansão da sincronia multiplataforma, que agora contempla abas abertas e histórico, e o suporte a temas — mesmo que o esquema de temas seja dos mais simples; só muda a cor das abas e a imagem de fundo da tela inicial. Via Microsoft (em inglês).

Versão vazada do Windows 10X mostra sistema parecido com Chrome OS e iPadOS

Menu Iniciar do Windows 10X ocupando a tela toda com barra de pesquisa, apps e sites e arquivos usados recentemente.
O novo menu Iniciar em tela cheia. Imagem: The Verge/Reprodução.

Vazou uma versão preliminar do Windows 10X e o The Verge pôs as mãos nela rodando em um dispositivo de uma tela só. (O 10X, inicialmente, seria destinado apenas a dispositivos com duas telas.) O sistema parece ser uma resposta ao Chrome OS — e ao iPadOS e, não que isso seja algo bom, lembra bem o finado Windows RT.

O menu Iniciar perde os bloquinhos e ocupa a tela toda, aquele monte de ícones no canto direito da barra inferior desapareceu, e um toque/clique no relógio expande Central de Ações. As janelas dos apps abrem sempre em tela cheia e podem ser postas lado a lado, como no iPadOS. Outra coisa intrigante é a simplificação do Explorador de Arquivos: ele gerencia arquivos do OneDrive, baixados e de pen drives, mas “não há como acessar arquivos locais,” segundo a reportagem porque o 10X é um sistema feito para a nuvem. Para fechar, aplicativos desktop/clássicos não devem ser suportados. Sei não, hein… Veja mais fotos e GIFs animados no The Verge (em inglês).

100 milhões de Windows 7 em 2021

Não há um número exato de computadores com Windows 7 em uso. Estimativas apontam pelo menos 100 milhões de PCs com esta versão do sistema, lançada no longínquo 2009 e há quase um ano sem suporte da Microsoft. Não é só por preguiça: sistemas legados incompatíveis, preferência pela interface e agilidade no tempo de resposta e custos seguram muita gente na versão defasada. Via ZDNet (em inglês).

Nesta equipe, você trabalhará com nossa plataforma chave, Surface, e parceiros OEM para orquestrar e entregar um rejuvenescimento visual abrangente das experiências do Windows para sinalizar aos nossos clientes que o Windows VOLTOU e garantir que o Windows seja considerado a melhor experiência de sistema operacional do usuário para os clientes.

— Microsoft O trecho acima estava na descrição de uma vaga de emprego da Microsoft para engenharia de software. Depois que alguns sites notaram-no, a empresa suprimiu algumas partes. Desde o Windows 8, de 2012, os usuários do sistema da Microsoft convivem com partes modernas e legadas na interface, e mesmo as modernas parecem não […]

Salesforce compra Slack por US$ 27,7 bilhões

A Salesforce anunciou a compra do Slack por US$ 27,7 bilhões — a maior aquisição já feita pela empresa. O Slack, a quem não está familiarizado, é uma ferramenta de comunicação para empresas primariamente por texto, com uma busca e relatórios poderosos e que aceita robôs que se integram a outros serviços e auxiliam os funcionários humanos a desempenharem suas tarefas. Tipo o antigo IRC, mas com mais recursos e aplicativos pesados.

O Slack, fundado em 2010 por Stewart Butterfield, é um queridinho do setor, mas vem sofrendo nos últimos anos com a concorrência ferrenha do Microsoft Teams, lançado em 2017. Em número de usuários, o Slack tem 12 milhões (dado de um ano atrás) contra 115 milhões da Microsoft. Em julho deste ano, o Slack fez uma reclamação formal da Microsoft à Comissão Europeia, acusando-a de abusar da sua posição com o Office para embutir o Teams e ganhar mercado. Desde que abriu seu capital em abril de 2019, as ações do Slack nunca ultrapassaram o preço do IPO. Agora, sob as asas de outra gigante (a Salesforce vale US$ 219 bilhões), talvez se torne mais competitiva. Via New York Times (em inglês, com paywall).

Microsoft removerá nomes da “pontuação de produtividade” do Microsoft 365

A repercussão daquela notícia de que o Microsoft 365 atribui uma “pontuação de produtividade” aos funcionários, acessível ao empregador, pegou mal. Graças a ela, a Microsoft anunciou mudanças no produto. Jared Spataro, VP corporativo de Microsoft 365, disse em um post que os nomes dos funcionários serão removidos, e que daqui em diante a “pontuação de produtividade somente agregará dados no nível da organização”, ou seja, que “ninguém na organização conseguirá acessar dados de como um usuário específico está usando apps e serviços no Microsoft 365.” Via Microsoft (em inglês).

Clientes do Microsoft 365 monitoram atividades individuais dos funcionários

Print do painel da pontuação de produtividade do Microsoft 365, com vários gráficos e a nota, 58% nesse caso.
Clique para ampliar. Imagem: @WolfieChristl/Twitter.

O Microsoft 365 tem uma “pontuação de produtividade” que monitora de perto os hábitos de uso dos funcionários, oferecendo-os ao empregador em um painel cheio de gráficos e que os comparam aos de outros funcionários. Não é muito difícil imaginar os impactos que saber quantos e-mails, edições em documentos colaborativos e outras métricas vazias do tipo, e compará-las às de outros funcionários, pode causar no dia a dia de uma empresa.

O recurso pode ser desativado, mas vem ativado por padrão, e a Microsoft incentiva que as empresas compartilhem esses dados com ela, para que possam compará-los aos de outras empresas, centralizando dados sensíveis de trabalho numa Big Tech.

O pesquisador Wolfie Christl, que soou o alarme no Twitter, resumiu bem o grande problema desse tipo de coisa: “A Microsoft ganha o poder de definir métricas altamente arbitrárias que podem afetar as vidas de milhões de trabalhadores e até remodelar como as empresas funcionam”. Por exemplo, um funcionário que manda muito e-mail aparece muito melhor no painel do chefe que aquele menos sociável, mesmo que esse último entregue mais ou melhores resultados, gerando impactos em salários, demissões e em toda a cultura de trabalho do local. Via @WolfieChristl/Twitter e The New Republic, em inglês.

Microsoft lança versão final da atualização de outubro do Windows 10

GIF animado mostrando o antes e depois do menu Iniciar do Windows 10.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

A Microsoft começou a distribuir a atualização de outubro de 2020 do Windows 10. São pouquíssimas novidades, fora as correções de falhas e outras melhorias internas, com destaque ao menu Iniciar, agora com blocos semi-transparentes. Com as pessoas confiando mais em seus PCs domésticos e levando em conta os desastres catastróficos de algumas atualizações recentes do Windows 10, a Microsoft informa que vai liberar esta atualização ao pouco, nas próximas semanas, “para garantir uma experiência de atualização confiável”. Melhor assim. Via Microsoft (2) (em inglês).

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