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Pocket Casts está à venda

O grupo de rádios públicas norte-americanas que comprou o Pocket Casts em 2018 colocou o aplicativo à venda. O balanço anual da NPR, uma das rádios detentoras do app, indica o Pocket Casts encerrou 2020 com um prejuízo de US$ 2 milhões. A competição em podcasts cresceu muito nesses dois anos desde que Google e Spotify voltaram suas atenções ao formato. Parece mais um caso de um ótimo app sem um modelo de negócio sustentável. Via Current (em inglês).

Curiosidade: o Pocket Casts é o aplicativo mais popular entre os ouvintes do Guia Prático e Tecnocracia. No ano passado, 33,7% de todas as audições dos dois programas foram por ele.

Ações do Twitter caem 7% após banimento de Trump

A Bolsa de Nova York abriu nesta segunda (11) com as ações Twitter desvalorizadas em ~7% devido ao banimento de Donald Trump da plataforma. (Neste momento, a queda foi amenizada e o papel é negociado a -4,2% em relação a sexta.) O mercado entendeu o movimento como uma decisão eleitoral, o que pode atrair mais regulação à empresa. Não foi à toa que o Twitter anunciou o banimento numa noite de sexta-feira, dia e horário preferido das empresas de capital aberto para dar más notícias ao mercado. Via Reuters (em inglês).

Por que a China se voltou contra Jack Ma?

Jack Ma, fundador do Alibaba (dona do AliExpress) e pessoa mais rica da China, entrou na mira das autoridades regulatórias do seu país. Os meios provavelmente divergem (críticas ferrenhas a Pequim pesam no caso de Ma), mas vemos aqui um raro cenário em que norte-americanos e chineses, ou “capitalistas e comunistas”, concordam: o de que empresas monopolistas são ruins e fomentam a desigualdade social. Via Estadão (com paywall).

O preço dos produtos Xiaomi no Brasil é alto demais para seu desempenho. Traremos produtos melhores com preços melhores. Nosso objetivo no Brasil é desafiar a Motorola como fizemos em outros mercados. Já ultrapassamos a Motorola e LG em muitos mercados e em outros já ultrapassamos a Samsung.

— Crystal Gong, diretora de marketing da Realme Brasil A fala acima foi dada a uma matéria que escrevi no LABS News sobre a ascensão das marcas chinesas de celulares na América Latina. Leia-a na íntegra aqui.

10 estados norte-americanos acusam o Google de monopólio no mercado de anúncios online

O Google enfrenta mais uma ação antitruste nos Estados Unidos, desta vez apresentada por procuradores-gerais de dez estados. Além da acusação óbvia, de que a empresa controla todas as etapas do mercado e abusa desse poder para conseguir condições vantajosas, chama a atenção o conluio com o Facebook, apresentado via documentos internos das duas empresas. Juntas, Alphabet/Google e Facebook dominam o mercado de publicidade online nos EUA (54%). Via New York Times (em inglês).

Ações do Airbnb valorizam 112% no primeiro dia de pregão

Em plena pandemia e após amargar uma queda de 80% nos negócios em abril e maio devido à pandemia, a abertura de capital do Airbnb na Nasdaq ($ABNB) foi um estrondoso sucesso: as ações fecharam o primeiro dia de pregão com valorização de 112%, a US$ 146, dando à empresa um valor de mercado de US$ 86 bilhões. Estadias em locais próximos parecem estar segurando as pontas no Airbnb, que conseguiu lucrar US$ 219 milhões no último trimestre apenas da receita ter caído 19% em relação ao mesmo período de 2019. Via CNBC (em inglês).

Facebook é acusado formalmente de monopólio

Nesta quarta (9), quase ao mesmo tempo, a FTC e um grupo bipartidário de procuradores gerais de 46 estados e 2 distritos norte-americanos acusaram formalmente o Facebook de monopólio. Ambas as acusações pedem que as compras do Instagram (US$ 1 bilhão em 2012) e WhatsApp (US$ 19 bi em 2014) sejam desfeitas, e que haja maior escrutínio a futuras aquisições pelo Facebook. O principal argumento é de que o Facebook abusou do seu poder para comprar rivais em potencial e prejudicar os que não conseguiu, como quando bloqueou o acesso do Vine, do Twitter, à sua API. Em sua defesa, o Facebook diz que a investida é “revisionismo histórico”, pois as aquisições já foram validadas no passado. Os litígios devem se estender por um bom tempo. Via New York Times (2), The Verge, Facebook (em inglês).

LG reestrutura unidade de celulares para competir com chinesas

A LG anunciou que terceirizará o desenvolvimento de celulares de entrada e intermediários. É uma tentativa de cortar custos para fazer frente às marcas chinesas e, ao mesmo tempo, focar os esforços em aparelhos topos de linha, que tendem a ser mais lucrativos. A divisão de celulares da LG teve prejuízo operacional nos últimos 22 trimestres. Em outras palavras, está há cinco anos e meio perdendo dinheiro. Via Reuters.

Uber abandona seu projeto de carro autônomo

A Uber transferiu sua unidade de carros autônomos à Aurora, startup especializada no assunto, em troca de uma participação nela. Até pouco tempo atrás, ter carros autônomos nas ruas era um avanço considerado crítico para que a empresa desse lucro algum dia. A outra alternativa, a que sobra agora, é subir os preços. Via Folha.

Warner decide ignorar cinemas e lançar todos os filmes direto no streaming

A Warner decidiu lançar seus blockbusters de 2021 no HBO Max, seu serviço de streaming, nos mesmos dias das estreias nos cinemas. A estratégia, que já havia sido anunciada para Mulher Maravilha 1984, previsto para 25 de dezembro, valerá para grandes 17 produções de 2021 (no vídeo acima), incluindo títulos como Duna e Matrix 4. Os filmes ficarão disponíveis por um mês na plataforma de streaming a partir de cada lançamento, sem custo adicional.

Os cinemas não gostaram, por óbvio: o anúncio marca uma ruptura histórica no modelo de distribuição de filmes comerciais e é mais um golpe contra esse sistema — Disney e Universal já deram outros, como lançar Mulan diretamente no Disney+ e diminuir a janela de exclusividade dos cinemas, respectivamente.

O HBO Max ainda não está disponível no Brasil — por ora, o serviço só existe nos Estados Unidos. Em locais como aqui, os filmes continuarão exclusivos dos cinemas. Questionado sobre uma possível expansão internacional, Jason Kilar, CEO da WarnerMedia, disse que “estão trabalhando muito duro nisso.” Via Folha, Recode (em inglês)

Com o Anchor, Spotify já controla a maior parte da cadeia de podcasts global

O Anchor, serviço de produção e hospedagem de podcasts comprada pelo Spotify por US$ 100 milhões em 2019, representou 80% dos novos podcasts no Spotify em 2020. Em números absolutos, isso representa mais de 1 milhão de podcasts. Ao todo, no mesmo período, podcasts criados no Anchor representam ~70% do catálogo disponível no Spotify, ou 1,3 milhão de um total de 1,9 milhão de programas. Ainda segundo o Spotify, somados, os podcasts do Anchor são os mais ouvidos na plataforma. Via The Verge (em inglês).

O sucesso do Anchor se deve, em parte, porque ele é completamente gratuito, enquanto outras hospedagens de podcasts (SoundCloud, Buzzsprout, Libsyn) são cobradas.

Lembra bastante o domínio do YouTube sobre vídeos online, só que em vez de concentrar produção/hospedagem e distribuição na mesma marca, o Spotify (distribuição) diluiu seu controle com a ajuda do Anchor (produção/hospedagem). Vai se desenhando, assim, um cenário em que o Spotify controla toda a cadeia do podcast — exatamente como previmos um ano e meio atrás.

Salesforce compra Slack por US$ 27,7 bilhões

A Salesforce anunciou a compra do Slack por US$ 27,7 bilhões — a maior aquisição já feita pela empresa. O Slack, a quem não está familiarizado, é uma ferramenta de comunicação para empresas primariamente por texto, com uma busca e relatórios poderosos e que aceita robôs que se integram a outros serviços e auxiliam os funcionários humanos a desempenharem suas tarefas. Tipo o antigo IRC, mas com mais recursos e aplicativos pesados.

O Slack, fundado em 2010 por Stewart Butterfield, é um queridinho do setor, mas vem sofrendo nos últimos anos com a concorrência ferrenha do Microsoft Teams, lançado em 2017. Em número de usuários, o Slack tem 12 milhões (dado de um ano atrás) contra 115 milhões da Microsoft. Em julho deste ano, o Slack fez uma reclamação formal da Microsoft à Comissão Europeia, acusando-a de abusar da sua posição com o Office para embutir o Teams e ganhar mercado. Desde que abriu seu capital em abril de 2019, as ações do Slack nunca ultrapassaram o preço do IPO. Agora, sob as asas de outra gigante (a Salesforce vale US$ 219 bilhões), talvez se torne mais competitiva. Via New York Times (em inglês, com paywall).

Abrasel propõe “open delivery” para aumentar a competitividade entre apps de entrega de refeições

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) está propondo uma padronização dos serviços de entrega por aplicativos. O “open delivery” facilitaria a entrada de novos players nesse mercado e o trabalho dos restaurantes, que em vez de cadastrar seus produtos várias vezes em múltiplas plataformas, faria apenas um cadastro só. Para o usuário final, a experiência nos apps não mudaria e ele ainda teria promoções exclusivas em cada um; a única diferença é que haveria mais opções.

O open delivery ainda está longe de virar realidade e, para virar, terá que superar a resistência do iFood, que detém 70% do mercado brasileiro de entregas de refeições por aplicativo. Mês passado, a Rappi fez uma denúncia contra o iFood no Cade, alegando que os contratos de exclusividade que a rival fecha com restaurantes prejudica a competitividade do setor. Nesta quarta (25), a Abrasel pediu ao Cade para ingressar no processo como terceiro interessado. Via Infomoney, Folha.

Instagram copia Snapchat que copia YouTube que copia Instagram que copia TikTok…

Quem cobre plataformas de redes sociais precisa estar muito atento a dois fatores: celeridade e mesmice. Há poucos dias, o escritor Chris Stokel-Walker publicou uma coluna no Business Insider reclamando do fato de que todos os apps de redes sociais estavam copiando recursos uns dos outros. Caso em tela: os “fleets” do Twitter, ou sua versão dos famigerados stories.

No texto, Chris exalta o Snapchat que, apesar de uma ou outra escorregada, seguia apegado às suas virtudes e peculiaridades. Nesta segunda (23), quatro dias depois da coluna ir ao ar, o Snapchat ganhou o “Holofote”, que é… uma cópia do TikTok. Via Snapchat.

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