A apropriação da tecnologia pelas grandes empresas, com Jaydson Gomes

Neste podcast, converso com Jaydson Gomes, da BrazilJS, sobre JavaScript, como as grandes empresas subvertem iniciativas de código aberto e o que fazer com seu evento presencial quando uma pandemia acontece. No final, indicamos um livro e uma série norte-americanos e um filme japonês.

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Na guerra fria entre restaurantes e iFood, o WhatsApp come pelas beiradas

Em 1955, o mineiro Juscelino Kubitschek foi eleito presidente do Brasil. Seu governo (1956–1961) foi marcado por um slogan, “cinquenta anos em cinco”, que acelerou a industrialização do país e tirou do papel Brasília, a nova capital federal encravada no Planalto Central.

O programa desenvolvimentista de JK tem sido lembrado nos últimos meses como alusão ao processo de digitalização, igualmente célere, a que muitos pequenos negócios tiveram que se submeter para não quebrarem no enfrentamento da pandemia de COVID-19. Quando o coronavírus transformou a proximidade física em uma ameaça à vida, a importância da internet para os negócios cresceu enormemente, antecipando um movimento que muitos acreditavam que seria gradual e ainda levaria alguns anos para se consolidar.

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O mundo pós-COVID-19: há pouco de novo no “novo normal”

O escritor argentino Julio Cortázar publicou em 1969 o conto que melhor sintetiza a passagem de tempo na literatura mundial, segundo a minha opinião. Chama-se A auto-estrada do Sul e está num livro chamado Todos os fogos o fogo”. No conto, uma multidão de carros avança por uma estrada que liga o interior da França a Paris numa tarde de domingo até que todos são obrigados a parar em um congestionamento. Naquele anda e para conhecido por qualquer um que já tenha passado horas em um engarrafamento, os carros seguem por quilômetros até que param completamente.

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Celulares Nokia voltam ao Brasil: Os celulares da pandemia

A HMD Global escolheu um domingo para voltar a vender celulares Nokia no Brasil. O Nokia 2.3, modelo de entrada com preço sugerido de R$ 900, não é o melhor que os finlandeses têm a oferecer, mas é o primeiro passo de um retorno que já seria difícil de qualquer maneira, e que ficou ainda mais em meio a uma pandemia.

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A SoftBank colocou os unicórnios em coma e o coronavírus desligou os aparelhos

No basquete, há uma expressão chamada “heat check”. A Luciana Gimenez vai explicar para você. (Seria ótimo se agora entrasse a Luciana real explicando, mas eu não tenho contatos na high society, então quem vai ter que explicar o que é sou eu.) Basicamente, o “heat check” é quando um jogador percebe que está num daqueles dias em que tudo dá certo e vai checando o quanto a mão está quente (por isso “checagem de calor”). Arremessar uma bola num aro distante não é fácil. Na linha de três pontos, é ainda pior. Mesmo com anos de treino e seguidas horas diárias repetindo o movimento dos braços e das mãos, os melhores arremessadores têm uma média próxima a 50% de acertos de bolas de três, ou seja, a cada dois arremessos, um entra. A média de todos os jogadores está quase em 30%.

Um dos atletas com mais momentos de “heat check” na NBA se chama Klay Thompson e ainda joga — quer dizer, ele sofreu uma lesão horrenda em 2019 e só deverá voltar às quadras no fim do ano. Um dos maiores “heat checks” do Klay aconteceu em 12 de maio de 2016, quando o time dele, o Golden State Warriors, jogava contra o Indiana Pacers na Califórnia. De qualquer lugar que ele arremessasse a bola caía. Em 29 minutos em quadra (vamos lembrar que jogo de basquete são 4 tempos de 12 minutos, num total, claro, de 48 minutos), Klay Thompson fez 60 pontos. Chegou um momento da noite em que a torcida sabia que a bola que saísse das mãos dele ia entrar. Era o clássico dia em que tudo dá certo. Por mais que você treine, ainda assim um dia ruim pode impactar sua habilidade de executar o que você vem treinando sua vida toda para.

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