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Windows 10 virtualizado num Mac com chip M1 tem desempenho surpreendente

Criaram um utilitário, o ACVM, que permite rodar o Windows 10 para ARM em uma máquina virtual nos novos Macs com chip M1. O resultado impressiona: mesmo rodando o sistema da Microsoft virtualizado, o chip da Apple se sai melhor que o Surface Pro X, notebook da Microsoft com chip ARM (Snapdragon 8cx, da Qualcomm). No Geekbench, um bechmark sintético, o M1 com Windows 10 virtualizado foi 91% mais rápido no teste de um núcleo e 60,5% mais rápido no teste com vários núcleos. Via Martin Nobel/YouTube (em inglês).

Os primeiros reviews do chip M1, da Apple

O embargo caiu e várias publicações soltaram suas análises dos novos computadores da Apple com o chip M1, também da Apple. A primeira impressão é ótima: desempenho superior ou equivalente ao do dos chips topos de linha da Intel e AMD e baixo consumo energético (leia-se: maior duração da bateria e, mesmo nos modelos com ventoinha, silêncio).

Para quem quer números e tabelas, indico a análise do Mac mini feita pelo Anandtech. Para tarefas mais mundanas com ênfase no (não) barulho das ventoinhas, este vídeo dos novos MacBook Air e Pro do Wall Street Journal. Ambos em inglês.

Os novos Macs com chip Apple M1

Mac mini, MacBook Air e MacBook Pro de 13,3 polegadas são os primeiros computadores da Apple com o M1, chip ARM desenvolvido internamente e que substitui os x86 da Intel. Praticamente não há mudanças externas ou visuais, mas a interna promete saltos de desempenho e eficiência energética raramente vistos na indústria — segundo a Apple, em comparação com os chips Intel usados até então, o M1 tem CPU até 3,5x mais rápida, GPU até 6x mais rápida, machine learning até 15x mais rápido e autonomia da bateria até 2x maior. Via Apple.

Outros detalhes:

  • O MacBook Air com chip M1 é “fanless”, ou seja, sem ventoinhas e, portanto, completamente silencioso.
  • Lá fora, os novos computadores com chip M1 chegam semana que vem. No Brasil, ainda não há previsão, mas já sabemos os preços: MacBook Air começa em R$ 13 mil, Mac mini em R$ 8,7 mil e MacBook Pro de 13,3″ em R$ 17,3 mil.
  • O macOS Big Sur será disponibilizado nesta quinta-feira (12).

O novo MacBook Pro e o caso de pensar no futuro sem esquecer o presente

Desde que a Apple anunciou o novo MacBook Pro, um grande debate surgiu no âmago da comunidade mais fervorosa de usuários do produto. Desenvolvedores e outros profissionais que esperavam uma máquina mais poderosa e versátil se decepcionaram com o que foi apresentado. O futuro do computador profissional da Apple é menos “pro” que os disponíveis até então.

As principais queixas são em relação ao desempenho (limitado a 16 GB de RAM) e, principalmente, às portas e conexões — ou a falta delas. A versão de entrada, carente da nova Touch Bar, tem duas portas USB-C/Thunderbolt 3 e uma saída de áudio analógica (de 3,5 mm, a mesma removida do iPhone 7). As mais caras elevam o número de USB-C/Thunderbolt 3 para quatro.

Não há dúvida de que essa conexão é futuro, mas ainda não chegamos nele. Quem compra um MacBook Pro desses novos hoje, precisa necessariamente de um ou alguns adaptadores. É inevitável em qualquer período de adaptação, e nem é o ponto a se discutir. A questão é se essa investida não foi prematura. Manter uma porta USB tradicional ou o slot de cartões SD não tiraria o aspecto “forward thinking” do novo MacBook Pro e seria um facilitador de quem ainda depende deles — e é difícil imaginar alguém que já não dependa de nenhuma das conexões sacrificadas. Seria pensar no futuro sem esquecer do presente.

Não falemos da remoção do MagSafe ou do novo teclado. Soam como retrocessos.

Para fechar, dois links:

  • Um compilado de várias reações de desenvolvedores e jornalistas sobre o novo MacBook Pro. Não me lembro de uma revolta tão grande entre os usuários mais emotivos da marca.
  • Maciej Cegłowski invoca o espírito de Benjamin Button e escreve sobre o velho MacBook Pro como se ele fosse sucessor do novo. O pior? Faz sentido.

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