Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

A aposta do Kwai em mini-novelas para crescer no Brasil

Com 45,7 milhões de usuários no Brasil, o Kwai, aplicativo chinês de vídeos curtos similar ao TikTok, tem apostado no apoio a mini-produções dramáticas, ou mini-novelas, para continuar crescendo por aqui.

A iniciativa, chamada TeleKwai, estabele parcerias com agências, produtoras e criadores de conteúdo audiovisual que produzem o conteúdo exclusivo para o Kwai, com um espaço dedicado de promoção no app. Em três meses, já são 180 parceiros e 3 bilhões de visualizações.

Os vídeos em si do TeleKwai são… curiosos. Um deles, da produtora Fora das Telas e destacado pela Exame, mostra uma esquete em que uma influenciadora debocha de um morador de rua com fome enquanto faz uma foto com ele para bombar nas redes, para em seguida levar um puxão de orelha da amiga, que, sensibilizada, doa algumas centenas de reais ao morador de rua.

A julgar pela campanha institucional do Kwai (vídeo acima), os exageros do dramalhão não são apenas esperados, como também desejados. Via Exame.

TSE e plataformas digitais firmam acordo para combater desinformação nas eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parcerias com as principais plataformas digitais que atuam no Brasil para combater a desinformação nas eleições gerais de outubro: Facebook (e Instagram), Google (e YouTube), Kwai, TikTok, Twitter e WhatsApp.

A ausência notável no rol de plataformas foi o Telegram, que continua ignorando o TSE e outras autoridades brasileiras. Via justicaeleitoral/YouTube.

Melodrama de Kwai: app rival do TikTok espalha vídeos caseiros com reviravoltas e lições de moral

Melodrama de Kwai: app rival do TikTok espalha vídeos caseiros com reviravoltas e lições de moral, por Rodrigo Ortega no G1.

Produções amadoras como essa, com dois minutos em que cabem reviravoltas, atuações carregadas e sempre uma lição de moral, fazem sucesso no app de vídeos curtos Kwai. A empresa ficou gigante na China com estes conteúdos populares e exagerados, e replica a estratégia no Brasil.

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À primeira vista, a chave parece ser o gosto latino pelo melodrama. Mas a estratégia é chinesa. O Kwai cresceu em cidades menores e rurais da China. Nas metrópoles ele é considerado pouco refinado. Em vez de celebridades, mirou pessoas comuns. Hoje a empresa vale US$ 220 bilhões.

Eles vão pelo mundo atrás de criadores menos visados, passam o modelo de vídeos chineses, dão apoio, pagam por resultado de audiência e buscam um retorno massivo. A mecânica do app é bem parecida à do rival chinês TikTok, mas o público é diferente.

O Kwai já tem 45,4 milhões de usuários no Brasil. Esta página reúne os vídeos do Telekwai, o projeto citado acima de tropicalização dos vídeos melosos chineses para o mercado brasileiro. São surreais.

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