Facebook promete salvar o jornalismo (de novo); A aceleração dos celulares com o Moto G8

No programa de hoje, Rodrigo Ghedin e os amigos do Gizmodo Brasil, Guilherme Tagiaroli e Giovanni Santa Rosa, falam da nova aba de notícias do Facebook, o Facebook News. É mais uma tentativa da rede social de Mark Zuckerberg de “ajudar” os jornais e dissipar a fumaça de desinformação que paira sobre a plataforma. Vai funcionar?

No segundo bloco, voltamos a nossa atenção ao mercado de celulares e à Motorola, que recentemente lançou o Moto G8, a segunda grande atualização em 2019 da sua principal linha de celulares — algo inédito. A aceleração nos lançamentos de novos aparelhos, comum na China, é o novo normal do setor? Não temos todas as respostas a essas perguntas, mas algumas boas teorias. Ouça aí!

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Prevendo o futuro da notícia: a perspectiva de um diretor de tecnologia

Nota da Editora: convidado recente do Guia Prático #113, Fabricio Vitorino está de volta ao Manual do Usuário para compartilhar conosco seus conhecimentos sobre jornalismo & tecnologia. E fica a sua dica: “Invista nos seus jornalistas, pois meu software pode ajudá-los a produzir mais”. 

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Smartphones e o futuro do jornalismo de tecnologia em alto-mar

Em alto-mar, a bordo do MSC Preziosa, a Asus reuniu imprensa e influenciadores digitais por um fim de semana para anunciar e promover seus produtos do primeiro semestre para o mercado brasileiro. Foram três smartphones, um em cada dia do cruzeiro. E foi um evento bastante… peculiar. Mais do que os promissores celulares, o que realmente chamou a atenção foram as circunstâncias. O que é o Asus Onboard? O que fomos fazer lá, afinal? Continue lendo “Smartphones e o futuro do jornalismo de tecnologia em alto-mar”

Discutindo o noticiário, “o mais influente meio de educar populações”

Existe um tipo de formação continuada que nos arrebata na juventude e, raríssimas exceções, atendemos até a morte. É o noticiário. Alain de Botton, em seu livro Notícias: Manual do Usuário, diz que ele é “de longe o mais influente meio de educar as populações”. Há indagações e sugestões interessantes ali, todas pautadas por uma questão maior: a finalidade das notícias. Continue lendo “Discutindo o noticiário, “o mais influente meio de educar populações””

Sobre um site que (não) deu certo

Há cinco anos, lancei um site sobre tecnologia. Estava cheio de expectativas, com gente muito boa ao meu lado e aquela empolgação em querer fazer diferente, de querer somar. O site não deu certo, seis meses mais tarde ele acabou. Mas nem tudo foi fracasso. As lições e os encaminhamentos que partiram dele foram muito valiosos e reverberam até hoje. Inclusive aqui, no Manual do Usuário. Continue lendo “Sobre um site que (não) deu certo”

Emergent acompanha e verifica rumores na Internet

Três seios? Mentira.

Semana passada a história de uma mulher que implantou o terceiro seio, com fotos e uma justificativa de fundo minimamente convincente, viralizou. Outra, de um estudante paranaense que morreu após estudar 12 horas seguidas, também foi compartilhada à exaustão. No fim, descobriu-se que ambas eram mentira.

A tentação de compartilhar algo inusitado, engraçado, revoltante ou que de qualquer forma mexe conosco faz com que compartilhemos coisas sem verificar sua autenticidade. Essa responsabilidade é maior para quem se propõe a informar (jornais, portais, blogs), mas em menor grau todos, mesmo aquele perfil com dois seguidores no Twitter é importante. É o bolo de referências que cria um viral, afinal. Continue lendo “Emergent acompanha e verifica rumores na Internet”

O iPhone 5c de menos de US$ 1 d’O Globo

*Suspira*

Vez ou outra alguém levanta o argumento do iPhone barato nos EUA para criticar os preços (caros, de fato) brasileiros. Ontem foi a vez d’O Globo soltar a matéria acima.

Ela não está errada. O Walmart realmente baixou o preço do iPhone 5c, de US$ 29 para US$ 0,97. É quase uma tradição por lá essa queima em agosto, já que tradicionalmente a Apple lança um novo iPhone no mês seguinte.

Se você está ligado, notou que o preço anterior era de US$ 29, o que ainda assim é muito barato. Smartphone em geral, nos EUA, passa essa impressão — lançamentos custam US$ 199, no máximo US$ 299. A pegadinha para quem leu e se impressionou e compartilhou o post d’O Globo ou outros que citam o mítico “iPhone barato” norte-americano são as letras (não tão) miúdas: esses preços são atrelados a um plano de operadora de dois anos. Você leva um iPhone quase de graça, mas se compromete a pagar 24 mensalidades a uma AT&T da vida. E isso não sai barato.

O iPhone 5c desbloqueado, como o que é vendido por aqui, custa US$ 549 na loja oficial da Apple dos EUA. Convertendo para a nossa moeda e somando o imposto de… digamos… Nova York (8,875%), o preço final fica em R$ 1.357. Repito: é mais barato do que aqui, mas está longe de ser de graça.

A título comparativo, o mesmo modelo de iPhone custa R$ 1.999 na loja oficial da Apple brasileira e, no momento, está em promoção na Saraiva, saindo por R$ 1.444 — salvo engano, o valor mais baixo que ele já atingiu aqui.

US$ 0,97? Experimente US$ 549.

A respeito da promoção do Walmart, O Globo faz apenas uma tímida menção ao GRANDE asterisco da questão do contrato:

A oferta começou nesta quinta-feira em todas as lojas da rede nos EUA e vale para todas as opções de cores, mas precisam de contrato de dois anos com alguma operadora local.

Na Quartz, uma publicação norte-americana, o título do post diz: “Não compre o iPhone de US$ 0,97” e traz, no final, uma explicação que lá todo mundo meio que sabe e que eu esperaria de qualquer site brasileiro ao se referir ao “iPhone de um dólar”:

De qualquer forma, é importante lembrar que US$ 0,97 — ou mesmo US$ 29 — não é o custo real do iPhone. Ambos os preços exigem a assinatura de um contrato com operadora móvel de dois anos, que normalmente varia de US$ 60 a US$ 100 por mês — facilmente mais de US$ 1.000 ao longo do contrato, quase sempre acima dos US$ 2.000. Nesse contexto, economizar US$ 28,03 não é um negócio tão bom assim.

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