Por que computadores modernos parecem mais lentos que os antigos?

Você já teve a sensação de que computadores antigos pareciam mais rápidos que os modernos? Dan Luu, sim. Como ele “não confia nesse tipo de sensação porque já se provou por estudos empíricos que a percepção humana é falível”, ele conduziu uma série de testes ao longo dos últimos meses, com uma câmera lenta, a fim de mensurar a latência entre apertar uma tecla e o caractere ser exibido na tela. O resultado é este longo e detalhado texto.

O dispositivo com menor latência (30 ms) foi o Apple IIe, um computador de 1983. O segundo, com latência de 40 ms, foi um Texas Instruments 99/4a, de 1981. Só na terceira posição aparece um moderno, de 2014, com latência de 50 ms — mas a quarta é do mais antigo dos 21 sistemas testados, um Commodore Pet 4016, de 1977. A exceção entre os modernos são os dispositivos iOS: o iPad Pro de 10,5 polegadas com o Apple Pencil, lançado em 2017, iguala a latência do antigo Apple IIe.

Luu explica os vários aspectos que nos levaram a essa situação e atribui à “complexidade” a maior parcela da culpa:

Muito da complexidade nos concede algo, direta ou indiretamente. Quando olhamos o input de um teclado moderno estiloso e o do teclado do Apple II, vemos que usar um processador de uso geral caro e relativamente poderoso para lidar com os toques em um teclado pode ser mais lento que um lógico dedicado ao teclado, que poderia ser mais simples e mais barato. Porém, usar o processador dá às pessoas a possibilidade de personalizar o teclado e também transfere o problema de “programar” o teclado do hardware para o software, o que reduz os custos de fabricação do teclado. O chip mais caro aumenta o custo de fabricação, mas considerando quanto do custo desses teclados artesanais de pequeno volume é o custo do projeto, parece vantajoso trocar o custo de fabricação pela facilidade de programar.

Quanto à baixa latência dos iPhones e iPads, a explicação é uma antiga: graças à integração, a Apple consegue implementar otimizações que, em outros cenários, com partes genéricas desenvolvidas por fornecedores distintos, são extremamente difíceis. Ou, nas palavras dele, através de um foco na experiência do usuário de ponta a ponta por parte da Apple.

Por que isso é importante? Porque diferenças em latência são perceptíveis, mesmo que, questionados, muitos de nós não consigam apontá-la como a fonte de um desconforto ou problema. Segundo Luu:

Para tarefas muito simples, as pessoas conseguem perceber latências de até 2 ms ou menos. Mais que isso, o aumento da latência não só é perceptível para os usuários; ele faz com que a execução de tarefas simples seja menos precisa.

A leitura (em inglês) é um tanto fascinante e mostra como foi preciso fazer algumas concessões em latência para que alcançássemos outras conquistas, como telas sensíveis a toques e monitores LCD. Pelo menos agora você saberá a quem amaldiçoar quando abrir o Slack e tudo parecer meio… lento.

E se tablets foram só uma modinha, tal qual os netbooks?

Há produtos que mudam o mundo e outros que parecem ter potencial para fazer isso. Quando surgiu, em 2011, o tablet moderno imediatamente despontou como um desses. Uma tela enorme para navegar na web e experimentar os apps mais malucos? A ideia era atraente. Passados seis anos do seu surgimento, o clima parece outro — o de oportunidade perdida. Talvez o posicionamento do tablet na história deva ser revisto. Continue lendo “E se tablets foram só uma modinha, tal qual os netbooks?”

Smartwatches e a busca pela próxima grande tendência

O smartphone moderno está prestes a completar dez anos. Desde esse início, muito se fala sobre qual será a próxima grande tendência da tecnologia. Afinal, a curva em “S” do smartphone está quase completa e é do interesse da indústria, inclusive das empresas que mais lucraram nesse segmento (ou das poucas que lucraram), encontrar um produto alternativo que a fim de manter o crescimento. Mas como é difícil… Continue lendo “Smartwatches e a busca pela próxima grande tendência”

Use o iMyfone Umate para liberar espaço no seu iPhone ou iPad

Fazer malabarismos para não atingir o limite de memória no smartphone não é algo exclusivo a quem tem aparelhos mais baratos. É verdade que os topos de linha Android já oferecem no mínimo 32 GB, porém quem prefere Apple e, por motivos que não nos competem, opta pela versão de entrada, acaba se vendo com apenas 16 GB para guardar apps, fotos, músicas e outros dados. É pouco. Antes que você perceba, será preciso dar atenção para continuar usando o iPhone sem esbarrar no alerta chato sobre falta de espaço. Continue lendo “Use o iMyfone Umate para liberar espaço no seu iPhone ou iPad”

Mobile, ecossistemas e a morte dos PCs

Uma das formas pelas quais a tecnologia progride é por mudanças geracionais em escala. Tivemos mainframes, então minicomputadores, então workstations e PCs e, agora, o mobile; cada geração dá mais um passo de mudança em escala. Essa escala significa que ela se torna o novo ecossistema e o novo centro de inovação. Sozinhos, smartphones com iOS e Android já superam as vendas de PCs em 5:1 (sem nem mesmo contar os tablets) e isso chegará perto do 10:1 nos próximos anos. Então, este é o novo ecossistema em escala. Continue lendo “Mobile, ecossistemas e a morte dos PCs”

Tablets com teclados acopláveis — ou notebooks com teclados destacáveis — são o futuro da computação

A ascensão e declínio nas vendas de tablets foram bastante abruptas. Em menos de cinco anos o segmento, que nasceu com pompa e a força da Apple, em 2010, desacelerou e pôs em xeque sua própria existência. Em paralelo, uma nova tendência aponta para um possível cenário mais animador aos tablets. Com um acessório eles podem virar o futuro da computação pessoal. Continue lendo “Tablets com teclados acopláveis — ou notebooks com teclados destacáveis — são o futuro da computação”

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