Watson: uma voz para a arte ou uma cara para a tecnologia?

Vale muito visitar a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Vale, inclusive, se você mora em outra cidade que não São Paulo e pode reservar um tempo para vir até aqui. Mesmo quando a Pinacoteca não abriga uma grande exposição com obras que não lhe pertencem, a visita é oportuna. Com a presença do Watson, da IBM, então, torna-se quase imperdível.

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Superinteligência: a ideia que devora pessoas espertas

Nota do editor: Maciej é um programador que vive em San Francisco, escreve o blog Idle Words, tem um perfil divertidíssimo no Twitter e é fundador e único funcionário do Pinboard, um serviço de favoritos na web. Ele faz palestras ao redor do mundo e, depois, as transcreve e publica em seu site. Já traduzimos outras duas — “A crise de obesidade dos sites” e “Web design: os 100 primeiros anos”.


Em 1945, enquanto físicos americanos se preparavam para testar a bomba atômica, ocorreu a alguém perguntar se um teste desse tipo poderia incendiar a atmosfera.

Essa era uma preocupação legítima. O nitrogênio, que corresponde à maior parte da atmosfera, não é energeticamente estável. Colida dois átomos de nitrogênio com bastante força e eles vão se combinar em um átomo de magnésio, uma partícula alfa e liberar um bocado de energia. Continue lendo “Superinteligência: a ideia que devora pessoas espertas”

Destaques da apresentação “O mobile está devorando o mundo”, de Benedict Evans

Ao longo do ano publicamos, aqui no Manual do Usuário, vários posts assinados por Benedict Evans, analista da firma de capital de risco Andreessen Horowitz (a16z), no Vale do Silício. Ele traz insights interessantes sobre a tecnologia e, em paralelo aos seus textos e comentários no Twitter, mantém uma grande apresentação intitulada “O mobile está devorando o mundo”1. A nova versão dela saiu há pouco e merece alguns destaques. Continue lendo “Destaques da apresentação “O mobile está devorando o mundo”, de Benedict Evans”

Câmeras, comércio eletrônico e aprendizagem de máquina

Mobile significa que, pela primeira vez, praticamente todas as pessoas terão uma câmera e tirarão significativamente mais fotos do que jamais foram tiradas em rolo de filme (“Quantas fotos?”). Isso parece uma mudança profunda, com o mesmo impacto de, digamos… o rádio transistorizado que tornou a música ubíqua. Continue lendo “Câmeras, comércio eletrônico e aprendizagem de máquina”

Thiago Rotta, da IBM: “Não vejo uma área que não possa ser beneficiada por inteligência artificial”

Inteligência artificial é um dos temas mais quentes do momento. Empresas como Google, IBM e Microsoft estão praticamente se refazendo em torno dessa ideia. Não é à toa: os ganhos da aplicação de técnicas baseadas em aprendizagem de máquina e big data são assombrosos — das melhorias dramáticas nos sistemas de tradução de idiomas ao reconhecimento de imagens sem qualquer classificação prévia feita por humanos. É difícil pensar em uma área que não se beneficie desses avanços.

Já discutimos isso bastante por aqui. E continuaremos, porque há muitas implicações que transcendem a tecnologia — éticas, políticas, psicológicas. Para enriquecer o debate, tive a oportunidade de entrevistar Thiago Rotta, líder da IBM Watson Solutions na América Latina. Como o próprio me explicou, sua tarefa é monitorar o mercado e o que a IBM está produzindo na área, a fim de levar aos clientes as melhores soluções para seus problemas.

Thiago é uma das atrações do Wired Festival Brasil 2016, o primeiro da tradicional revista norte-americana por aqui, que começa amanhã (2/12) no Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro. Gentilmente, ele se dispôs a responder oito perguntas sobre inteligência artificial para o Manual do Usuário. Suas respostas, muito pertinentes, nos ajudam a entender a questão por um ponto de vista raro de ser lido por aí: o de quem cria essas soluções. Continue lendo “Thiago Rotta, da IBM: “Não vejo uma área que não possa ser beneficiada por inteligência artificial””

Terceirização do discurso ─ ou do que nos faz humanos

O grande diferencial do Allo, um app de bate-papo que ignora as boas práticas de privacidade vigentes, é um intruso na conversa, o Google Assistant. Ele participa ativamente do diálogo, fazendo buscas a pedido dos interlocutores e, o que é mais preocupante, sugerindo respostas pré-fabricadas.

O Facebook Messenger também trabalha com robôs, mas em conversas paralelas, ou seja, não os traz para as conversas que mantemos com outros seres humanos — ainda, pelo menos. Mas é bobagem acreditar que isso se deva a um princípio humanista no âmago de Mark Zuckerberg.

É uma decisão de negócios. O Google quer se tornar uma entidade única nas nossas vidas digitais; o Facebook ainda depende de terceiros. Isso não o impede, porém, de experimentar com bizarrices. A última é sugerir tópicos de conversação com base no que seus amigos fizeram (ou confessaram ao Facebook terem feito) recentemente.

O problema disso tudo é que terceirizamos traços que nos são, até agora, exclusivos. A escolha das palavras e sobre o que falar são coisas muito humanas. Queremos terceirizar isso? Se sim, estamos cientes do custo?

Evan Selinger, professor de filosofia do Instituto Rochester de Tecnologia, e Brett Frischmann, professor da Faculdade de Direito Cardozo, estão escrevendo um livro intitulado Ser Humano no Século XXI (tradução livre). Um pequeno excerto publicado no Medium responde, de maneira limitada, mas didática, essas perguntas:

Terceirizar, então, não afeta apenas como uma tarefa é realizada. Quando decidimos ou não por terceirizar, precisamos considerar se vale a pena abdicar da ação, responsabilidade, controle, intimidade e possivelmente conhecimento e habilidade. Se não, provavelmente deveríamos realizar essa tarefa nós mesmos.

A conversa por texto já é bastante pobre. Ela normatiza o discurso de uma forma sutil, mas poderosa. Percebe como conversar com pessoas distintas pelo WhatsApp oferece menos nuances, como se todas fossem mais ou menos parecidas? Que as particularidades de cada um se revelam com mais facilidade, de modo inescapável, até, quando o contato é pessoal em vez de mediado por texto escrito em uma tela? Se nem esse fragmento de humanidade nos apps de bate-papo estamos dispostos a resguardar, aí tudo bem querer que o Allo escolha as suas frases e que o Facebook determine o assunto da conversa.

Pixel, o primeiro smartphone do Google, é um terminal para inteligência artificial

Confirmando o que já sabíamos, graças a vazamentos em baldes, o Google anunciou seus smartphones próprios, batizados Pixel e Pixel XL. Junto à dupla, a empresa também deu mais detalhes do Google Home, uma caixa de som Bluetooth inteligente; mostrou o Daydream View, óculos de realidade virtual que funcionarão com os Pixel; o Google Wifi, roteadores modulares que se conectam uns aos outros para ampliar o alcance da rede sem fio; e o Chromecast Ultra, agora com suporte a vídeo em 4K. Continue lendo “Pixel, o primeiro smartphone do Google, é um terminal para inteligência artificial”

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