O que já sabemos sobre o Android Go

Nota do editor: Cesar Cardoso toca o Pinguins Móveis por e-mail, uma newsletter semanal que acompanha as idas e vindas do Linux e alguns derivados, como o o Android, em eletrônicos de consumo. Em uma edição recente, ele fez um ótimo “perguntas e respostas” do Android Go, a versão mais leve do Android destinada a mercados emergentes. Leia-o abaixo e não deixe de assinar (gratuitamente!) a newsletter do Cesar. Continue lendo “O que já sabemos sobre o Android Go”

Google usa inteligência artificial para combater mensagens de “bom dia” do WhatsApp

Há muitas similaridades entre Brasil e Índia quando o assunto são hábitos em tecnologia. Um deles é a preferência pelo WhatsApp. Outra, o modo de uso do app.

Segundo o Wall Street Journal, o Google desenvolveu um algoritmo com base em inteligência artificial e um grande banco de imagens para usar no app Files Go a fim de detectar e apagar automaticamente as famosas mensagens de “bom dia”. Segundo a empresa, elas contribuem para a escassez de espaço nas memória dos celulares indianos.

Em entrevista ao jornal, Josh Woodward, gerente de produtos do Google, disse que “Tentamos desconstruir o que é o DNA de uma boa mensagem de ‘bom dia’ por meses. Deu muito trabalho para acertarmos”.

Uma pesquisa da Western Digital apontou que cerca de 33% dos smartphones em uso na Índia ficam sem espaço de memória diariamente. Nos Estados Unidos, esse percentual cai para 10%. Na Índia, smartphones com 8 GB de memória — consequentemente, muito baratos — são muito populares, o que motivou o Google a investir na criação de uma variante adaptada a hardware fraco do Android, chamada Android Go, e uma suíte de apps “Go”, mais leves e com menos recursos.

O Files Go está disponível no Brasil também. Para dicas de como lidar com a falta de memória no smartphone, dê uma lida nesta matéria.

Notícia atualizada em 5/2/2019 com um link patrocinado do EmotionCard.

Guia Prático #66: As ameaças à Internet como a conhecemos

Nesta semana eu (Rodrigo Ghedin), Emily Canto Nunes e Paulo Higa falamos de Internet. Na Índia, o Facebook sofreu uma grande derrota na sua tentativa de privatizar a Internet pelo Free Basics e, no Brasil, a Vivo ligou o sinal de alerta ao sinalizar que poderá bloquear a navegação de conexões fixas que estourarem a franquia. A Internet que conhecemos está ameaçada.

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Em defesa da neutralidade da rede, Índia bane Free Basics do Facebook. O que fará o Brasil?

O Facebook sofreu uma grande derrota política e com implicações potencialmente sérias para seu crescimento na Índia. A Autoridade Reguladora de Telecomunicações da Índia (TRAI, na sigla em inglês), publicou ontem (8/2) regras que proíbem os provedores de Internet do país de cobrarem preços diferentes para o acesso a sites e serviços no país. Em outras palavras, a Índia garantiu a neutralidade da rede, barrando a grande investida do Facebook por lá através do programa Free Basics, parte da iniciativa Internet.org. Continue lendo “Em defesa da neutralidade da rede, Índia bane Free Basics do Facebook. O que fará o Brasil?”

Na Índia, usuários do YouTube poderão baixar e rodar vídeos offline

Em meio aos anúncios do Android One, um em especial chamou a atenção: a versão especial (ou no mínimo diferente) do YouTube que será lançada lá, capaz de baixar e rodar vídeos offline.

Ainda não está claro como isso funcionará na prática, mas pelos relatos de BBC e Android Central, será preciso assistir ao vídeo uma vez para baixá-lo e, depois disso, sob demanda, deixá-lo salvo na memória do smartphone. Ao Android Central, Ceasar Sengupta, executivo do Android, disse:

O YouTube é popular aqui [na Índia]. Você vê alguns vídeos várias vezes. Não será incrível se você pudesse continuar vendo eles sem ter que pagar pelo tráfego de dados, e levar os vídeos aonde você for? Nas próximas semanas, boa parte do YouTube estará disponível offline na Índia. Isso é importante, e nossos usuário ficarão muito satisfeitos. Você pode baixar o vídeo uma vez, salvá-lo em seu smartphone e revê-lo quantas vezes quiser.

A justificativa para essa permissão é a instabilidade no fornecimento de banda larga móvel. E… bom, não é só a Índia que tem esse problema, se é que você me entende.

O Google é bem rígido com o ato de baixar vídeos do YouTube. Quando a Microsoft lançou um cliente completo do YouTube para Windows Phone, recebeu uma intimada do Google para removê-lo da loja de apps devido a, entre outras coisas, a capacidade de baixar videos. Os termos de uso do YouTube são bem claros nesse sentido (grifo meu):

O Conteúdo é oferecido a Você NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA. Você pode acessar o Conteúdo para sua informação e uso pessoal exclusivamente dentro da funcionalidade fornecida pelo Serviço e, conforme permitido nestes Termos de Serviço. Você não poderá baixar qualquer conteúdo, a menos que você veja um “download” ou por um link similar exibido pelo YouTube no Serviço para esse Conteúdo.

Ou seja, download do YouTube, só com a bênção do Google — ainda que isso não impeça a proliferação de apps e mecanismos de download, como o TubeMate.

A capacidade de baixar vídeos do YouTube seria algo muito bem-vindo no Brasil. O tanto de vídeos que são mostrados e compartilhados via WhatsApp dá uma boa dimensão de como gostamos desse formato que, em geral, é incompatível com as condições estruturais e financeiras da maioria da população que usa conexões móveis. Quem sabe no futuro?

Atualização (8h40): pelo Twitter, o Rafa lembrou deste post no blog oficial do YouTube. Nele, o Google promete para novembro (do ano passado!) um recurso que permitiria aos usuários baixar vídeos para consumo offline. Esse download não seria eterno, o post fala em “um curto período”, mas já quebraria um galhão durante viagens curtas ou na ida/volta do trabalho. Não parece ser o mesmo caso de uso anunciado na Índia, mas aumenta as esperanças de que algo assim seja lançado globalmente.

Com o Android One, Google quer levar os smartphones a toda a humanidade

Na madrugada de domingo para segunda, o Google revelou mais detalhes da iniciativa Android One, na Índia. O projeto para levar smartphones ao resto da humanidade, embora não alcance os menores valores do mercado, parece bem fechado e promissor.

Funciona assim: o Google testa, certifica e em alguns casos até subsidia componentes de qualidade para a construção de um smartphone e oferece esse “menu” a fabricantes locais — no caso da Índia, país de estreia do programa, Micromax, Karbonn e Spice. Essas montam os aparelhos e se comprometem a não estragar a experiência Android com skins e software extra. O Google ainda se responsabiliza por manter o software atualizado e, através de acordos com operadoras locais, a garantir tráfego livre para atualizações do sistema e download de apps da Play Store (até 200 MB/mês, durante seis meses). Continue lendo “Com o Android One, Google quer levar os smartphones a toda a humanidade”

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