Sketchbook Pro, Threes e outros 22 apps grátis para Android

A Amazon disponibilizou, de graça, 24 apps que somados e em condições normais custam R$ 330. Não é notícia repetida; dessa vez, aliás, as ofertas são melhores.

Você pode ver todos os apps e jogos aqui. As minhas indicações são essas:

  • Threes: sabe o 2048? Então, este é o original. Arte, áudio e desafio muito superiores, um trabalho fino e de extremo bom gosto.
  • Sketchbook Pro: meu app preferido para desenhar em smartphones e tablets. Tem uma infinidade de pincéis, suporta camadas e o traço fica bem suave.
  • Swype: normalmente ele custa baratinho, mas já que está de graça…
  • Another World: não joguei a versão para Android, mas o original para PC, da década de 1990, é clássico. Você talvez se lembre dele como Out of This World; é o mesmo jogo.
  • Genius Scan+: transforma a câmera do smartphone em um scanner, com redimensionamento e adaptação do material salvo, e integração com serviços de armazenamento na nuvem. Normalmente custa ~R$ 15.
  • OfficeSuite Professional 7: editor de textos, planilhas eletrônicas e apresentações de slides. Algumas fabricantes trazem pré-instalada uma variante apenas para visualização dele em seus dispositivos.
  • Riptide GP2: esse eu nunca joguei, mas sempre tive curiosidade. Se for parecido com o saudoso Wave Race 64, vale o esforço.

A promoção é válida até sábado. Para instalar apps da Amazon Appstore, é preciso liberar a instalação de apps fora da Play Store no seu dispositivo Android. Aprenda como nesta página.

Graças a uma pessoa, o mundo ganhou 12 milhões de fotos históricas digitalizadas

Ilustração de 1873.
Imagem: Internet Archive Book Image/Flickr, 1873.

Contar histórias não é uma exclusividade das palavras. Imagens podem dizer muito também. Assim pensa Kalev Leetaru, da Universidade de Georgetown, responsável por extrair 12 milhões de fotos e ilustrações históricas de uso livre e pesquisáveis a partir de 600 milhões de páginas de livros.

Leetaru alterou o software usado pelo Internet Archive para digitalizar livros, incluindo nele a capacidade de separar, extrair e etiquetar imagens. Até então o programa convertia o texto em PDF e descartava o material visual. Segundo o próprio:

Durante todos esses anos as bibliotecas têm digitalizado seus livros, mas tratado eles como PDFs ou trabalhos de texto pesquisáveis. Elas têm focado nos livros como uma coletânea de palavras. Isso [o software] inverte a situação.

As imagens estão sendo enviadas a um perfil no Flickr, que já conta com quase 3 milhões delas. Ainda há muito trabalho pela frente e Leetaru espera que seu software seja usado por outras bibliotecas ao redor do mundo a fim de preservar e difundir imagens que, de outra forma, estariam fadadas à clausura e degradação do tempo.

Via The Wire.

Gratuito e onipresente, OneNote é a droga de entrada da Microsoft

Não é fácil, para qualquer empresa, mudar seu modelo de negócios. Para uma enorme, com centenas de produtos, milhares de funcionários e anos de estrada como a Microsoft, menos ainda. Apesar de toda a dificuldade, o pessoal de Redmond parece convicto de que o futuro está nos dispositivos e serviços e, pouco a pouco, começa a refletir essa mentalidade nas suas ofertas.

A última? O OneNote. Para quem nunca se deu ao trabalho de abri-lo, é um aplicativo para tomar notas similar ao Evernote. Ele é organizado na forma de cadernos, com “pastas” dentro e dá uma liberdade bem grande ao usuário, que pode escrever, desenhar e colar objetos em qualquer parte da tela, organizando a informação da maneira que preferir.

OneNote: onde você quiser, de graça

Além de ser um dos aplicativos mais novos da suíte Office, o OneNote costuma servir de cobaia para experiências da Microsoft. Ele foi o primeiro desses apps a ser lançado em sistemas móveis concorrentes (iOS e Android no começo de 2012) e o pioneiro e, até o momento, único a ter uma versão moderna no Windows 8 (março de 2013). Agora a Microsoft experimenta novamente com o OneNote ao torná-lo o primeiro pedaço do Office totalmente gratuito.

De uma vez só, foram anunciadas várias novidades para o OneNote:

  • Lançamento da versão para OS X, gratuita e distribuída via Mac App Store. Com ela, o OneNote passa a ser acessível de oito maneiras diferentes: app para Windows, app moderno para Windows 8, Windows Phone, OS X, iPad, iPhone, Android e web.
  • Distribuição gratuita e independente do Office na versão Windows. O OneNote agora é gratuito, sem anúncios e com (quase) todos os recursos — só ficam de fora alguns de cunho corporativo, como integração com Outlook e SharePoint, e histórico de versões, que seguem atrelados ao Office 365.
  • Novas formas de salvar conteúdo. O OneNote Clipper é um bookmarklet que envia páginas web para um caderno do OneNote e funciona com os quatro principais navegadores. O Office Lens (apenas para Windows Phone) fotografa, ajusta e manda para os cadernos do serviço imagens de textos “físicos”. É bem maluco, e parece funcionar bem. Por fim, agora dá para mandar conteúdo ao OneNote via email, via me@onenote.com.
  • API para integração com outros serviços. De cara, grandes nomes já estão disponíveis, como Feedly, IFTTT e Livescribe.

Por que o OneNote agora é gratuito?

OneNote chega ao Mac de graça.
Imagem: Microsoft/Reprodução.

Pouca gente está disposta, em 2014, a pagar por software — o boom de apps freemium é prova disso. Modelos gratuitos suportados por benefícios extras (e pagos) e o de assinatura têm barreiras menores de entrada, atraem mais usuários. O que você prefere: pagar mais de R$ 1.000 em uma licença do Office ou R$ 21 por mês para ter o Office 365, sempre atualizado, podendo cancelá-lo quando for conveniente? Pois é.

Forças externas, personificadas por analistas e investidores, reforçam o coro dos usuários e pressionam a Microsoft em direção a essa tendência. Na índia, duas fabricantes locais firmaram um acordo que lhes garantiu o licenciamento gratuito do Windows Phone. O Office 365, lançado ano passado, é o Office por assinatura: atualizado constantemente, com recursos que vão além dos apps da suíte.

O próximo passo é o OneNote. Ele faz (ou fazia?) parte do Office, o que à primeira vista pode dar a sensação de que essa estratégia é suicida. Afinal, só no último trimestre fiscal a Divisão de Negócios, onde o Office está alocado, faturou US$ 7,2 bilhões, quase 10% de todo o faturamento da Microsoft no período. Sendo o Office uma das franquias mais lucrativas, por que ceder e distribuir um pedaço atraente dele gratuitamente? Pelo ganho indireto e a longo prazo.

OneNote gratuito e onipresente.
Imagem: Microsoft/Reprodução.

A ideia da Microsoft é continuar lucrando em cima de clientes corporativos, que já formam o grosso dos usuários do Office mesmo e que continuarão pagando para ter o OneNote. A gratuidade atinge os usuários domésticos. É nesse público, que nunca pagou pelo Office ou não tem lá muito interesse nele, que esse esforço se concentra.

Com as novidades, que podem ser resumidas em presença total e gratuita nas principais plataformas atuais e extensibilidade, o OneNote diminui a distância que tem para o Evernote como ferramenta de “terceirização do cérebro” e deixa concorrentes menos robustos, como Google Keep e Simplenote (da Automattic) para trás. Ele sempre foi um bom produto; agora, ficou ainda melhor.

O Evernote, com uma base de 75 milhões de usuários e a ambição de chegar a um bilhão deles, recebeu críticas pesadas não faz muito tempo pela inconsistência e perda de dados — pecados capitais para um app do seu gênero. O timing desse anúncio foi muito bom, coisa rara em se tratando de Microsoft.

A oportunidade para o OneNote está aí. Capturar esse público, apresentar-se a outro que não o conhece e nem ao Evernote e, com o uso maciço, retê-los nos domínios da Microsoft e levá-los a outros produtos da casa. Ele deve fazer o papel, como alguém comentou, de “droga de entrada”. Se o usuário gostar, se sentirá mais compelido a partir para coisas mais pesadas como uma assinatura do Office 365, ou a expansão paga do espaço de armazenamento do OneDrive. Para a Microsoft, a nova Microsoft de dispositivos e serviços, tudo isso se traduz em novas fontes de faturamento e, o mais importante, entrando do jeito que ela quer, ou seja, via serviços.

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