Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Google agora permite remover dados de contato e outros do buscador

O Google ampliou a política de remoção de informações de identificação pessoal dos resultados do seu buscador.

Agora, além de poder solicitar a remoção de dados bancários e tentativas de doxxing (divulgação de dados pessoais com o objetivo de atingir alguém), o Google permite que as pessoas solicitem a remoção de outros dados pessoais, como CPF, endereços físicos, número de telefone e e-mail, sem que haja risco iminente. Veja a lista completa.

Para fazer a solicitação, é preciso preencher um formulário e aguardar a análise do Google. Via Google (em inglês).

Google não permitirá mais aplicativos que gravam ligações no Android

O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.

Extensões da Chrome Web Store ganham emblemas de confiabilidade

O Google lançou emblemas para extensões que atendam a certos critérios na Chrome Web Store. O objetivo, segundo a empresa, é facilitar aos usuários a descoberta de ótimas extensões e dar reconhecimento a quem as cria.

São dois emblemas: o de destaque (“featured”), concedido a desenvolvedores que seguem boas práticas de programação e as diretrizes de apresentação da loja, e o de editor estabelecido (“established publisher”), concedido a quem tem a identidade verificada pelo Google e um bom histórico de relacionamento com a empresa.

O Firefox já oferecia essa funcionalidade há tempos. Via Google (em inglês).

Brave e DuckDuckGo bloquearão páginas no formato AMP do Google

Parece que todo mundo resolveu virar as costas ao AMP, o cavalo de Troia do Google para dominar a web. Brave e DuckDuckGo anunciaram que vão bloquear páginas AMP e redirecionar os usuários às versões convencionais dos sites que ainda usam a tecnologia.

É uma boa medida, ainda que tardia. O próprio Google meio que desistiu do AMP no final de 2020, quando o formato deixou de ser condição para um site ter destaque nos resultados do buscador. Desde então, várias grandes publicações abandonaram o barco.

Para quem usa Firefox ou Safari, existem extensões para ignorar as páginas AMP — Redirect AMP to HTML (gratuito) para o Firefox, e Amplosion (R$ 16,90) e Overamped (R$ 10,90) para o Safari. Se você usa Chrome, deveria considerar outro navegador. Via WP Tavern (em inglês).

Orlando Silva se irrita com investida da big tech contra PL das Fake News — de novo

Foto de uma página de jornal, com anúncio do Google de página inteira. Lê-se na chamada: “O Projeto de Lei 2630 pode obrigar o Google a financiar notícias falsas.”
Foto: @orlandosilva/Twitter

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do PL 2630/2020, o PL das Fake News, está revoltando com a campanha da big tech contra o projeto — de novo.

Neste domingo (3), o Google emplacou em alguns jornais um anúncio de página inteira dizendo que “O PL 2630 pode obrigar o Google a financiar notícias falsas”, uma referência ao artigo 38, que obriga as plataformas digitais a remunerarem sites jornalísticos pelo uso de seu conteúdo. (Como se o Google nunca tivesse financiado fake news, né?)

O artigo 38 está longe de ser unanimidade. Entidades setoriais, como a Associação de Jornalismo Digital (Ajor; o Manual do Usuário é associado) também criticaram a nova regra.

No Twitter, o deputado compartilhou uma foto do anúncio do Google dizendo que a empresa “gastou os tubos, abusando do poder econômico, para MENTIR sobre o PL das Fake News”. E prosseguiu:

A verdade é que o Google usa conteúdo alheio para enriquecer, não tem ética e nem solidariedade com quem produz informação. Querem ganhar sozinhos. TUBARÕES DA INTERNET!

Não é a primeira vez que Orlando se manifesta contra um desses anúncios de página inteira. No início de março, o deputado criticou um da Meta (ex-Facebook) de tom similar.

O relatório final do PL 2630/2020 foi apresentado na última quinta-feira (31) e deve ser votado no plenário nos próximos dias. Via @orlandosilva/Twitter.

Atualize agora o Chrome para corrigir a segunda falha “dia zero” do navegador em 2022

O Google liberou uma atualização emergencial do Chrome (versão 99.0.4844.84) a fim de corrigir uma falha grave do tipo “dia zero” descoberta na sexta-feira (26), código CVE-2022-1096. A falha atinge o motor JavaScript V8. Ao ser explorada (e segundo o Google, ela já está sendo), a falha pode travar o navegador e abrir brechas para a execução remota de códigos.

É a segunda vez em 2022 que o Google libera uma atualização de emergência devido a uma falha do tipo “zero dia” no Chrome. A outra, código CVE-2022-0609, foi corrigida em fevereiro.

Apple TV+ do Android TV e Google TV perdem recurso de compra e aluguel de vídeos

A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).

Google Docs ganha modo “sem páginas”

O Google Docs agora tem uma opção “sem páginas”, que troca a metáfora de páginas de papel físicas, tipo a do Microsoft Word, por uma tela em branco infinita.

Para ativá-la, clique no menu Arquivo, depois em Configuração da página e selecione a opção Sem páginas. Via Google (em inglês).

Essa novidade parece uma resposta a novos produtos de edição de texto, como o Notion, que rompem por completo com a metáfora de folhas de papel. A Microsoft também tem explorado esse caminho, mas com uma estratégia diferente: em vez de mexer no Word, lançou um produto novo, o Loop.

Facebook/Meta, Google, Mercado Livre e Twitter manifestam preocupação com PL das fake news

Facebook/Meta, Google, Mercado Livre e Twitter divulgaram, nesta quarta (24), uma carta aberta criticando o projeto de lei 2630/2020, o chamado PL das Fake News. No texto, as quatro empresas dizem que o PL deixou de tratar de fake news e que “passou a representar uma potencial ameaça para a Internet livre, democrática e aberta que conhecemos hoje”.

O PL das fake news deve ser votado em breve na Câmara dos Deputados, no que depender da vontade do presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL). No dia 15 de fevereiro, ele afirmou que o Plenário poderá votar o requerimento de urgência a qualquer momento. Via G1, Propmark, Câmara dos Deputados/YouTube.

Empresas de mídia planejam abandonar o AMP do Google

Grandes empresas de mídia norte-americanas planejam desativar as versões AMP de seus sites, a plataforma de sites rápidos imposta pelo Google em 2015. O Washington Post já deu esse passo. Depois que o Google abriu o carrossel de destaques a páginas não-AMP e tornou-se público que a empresa sabotava páginas não-AMP para proteger seu negócio de anúncios, faltam motivos para justificar essa venda de alma ao Google. As empresas consultadas pela reportagem do Wall Street Journal esperam mais controle e melhorar as vendas de anúncios em seus sites. Via Wall Street Journal (em inglês).

Google Drive estava sinalizando arquivo comum do macOS como material pirata

Dos riscos de nuvens comerciais: o Google Drive estava sinalizando alguns arquivos .DS_Store como infração a direitos autorais. Esses arquivos são ocultos e gerados automaticamente pelo macOS para registrar definições do diretório onde estão. Imagine perder o acesso à conta Google por um não-problema como esse?

Ao Bleeping Computer, que reportou o problema, o Google informou que ele afetou um pequeno número de usuários e foi corrigido em janeiro, mas que alguns “casos isolados” ainda persistem e estão sendo atualizados. Via Bleeping Computer (em inglês).

“Não acho bom que a única forma de moderação de conteúdo seja a remoção”: Uma conversa com Francisco Brito Cruz, do InternetLab

Um dia, todos os programas do podcast Guia Prático serão transcritos. Esse dia ainda não chegou, mas decidimos transcrever esta entrevista com o Francisco Brito Cruz, do InternetLab, pela importância e urgência do tema. (Você pode ouvi-la nos podcasts Guia Prático e Tecnocracia ou assisti-la no YouTube.) Na conversa, conduzida por mim, Jacqueline Lafloufa e […]

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