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TechDirt remove todo o código do Google de seu site

O TechDirt, site de tecnologia norte-americano fundado em 1997, livrou-se do Google Analytics e da plataforma de publicidade programática do Google. Parabéns e bem-vindo ao grupo!

No post em que anuncia o feito, Mike Masnick, fundador do TechDirt, relata algumas das dificuldades que tiveram para remover o Google Analytics. Outras plataformas de publicidade que eles testaram para substituir a do Google traziam seus próprios códigos do Google Analytics, sintoma (um dos vários) do estado de uma indústria moralmente falida e totalmente dependente da Big Tech. Por ora, o TechDirt está sem qualquer tipo de publicidade.

(O código do site ainda carrega um arquivo CSS do Google Fonts, porém. Imagino que alguém dará um toque a eles, porque de todos os recursos que o Google fornece, fontes web são o mais fácil de abdicar.)

Como manter um diário no digital / A confusão do Google Workspace

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Google Fotos: Último dia para enviar fotos e vídeos sem descontar espaço da conta

Hoje (31) é o último dia para enviar fotos e vídeos ao Google Fotos sem descontar espaço no armazenamento da sua conta Google. A partir desta terça (1), toda foto enviada ao serviço será contada contra o espaço em nuvem, que para usuários não pagantes é de 15 GB.

O Google Fotos surgiu em 2015 com uma proposta interessante: espaço ilimitado para fotos e vídeos na nuvem, desde que elas fossem otimizadas a 16 megapixels (fotos) e 1080p (vídeos), coisa que o Google chama de “alta qualidade”. Em novembro de 2020, o Google anunciou mudanças no serviço, as que entram em vigor nesta segunda (31), acabando com o espaço ilimitado. Fotos e vídeos enviados antes de 1º de junho não serão contados no espaço do usuário, porém. Você pode gerenciar seu espaço no Google Fotos nesta página. Via Google (2) (em inglês).

É quase impossível impedir o Google de coletar seus dados de localização

Documentos internos do Google revelados em um processo movido pelo advogado geral do estado do Arizona, em 2020, mostram que é quase impossível a um usuário deixar de compartilhar dados de localização com o Google, e que essa dificuldade é intencional. Além da coleta explícita, o Google faz uso de outros meios para obter o mesmo dado, como sinais de Wi-Fi e dados de outros sites sem ligação direta com a empresa.

Os documentos revelam, também, que quando o Google testou uma versão do Android com opções mais simples de privacidade, os usuários fizeram uso delas e tal comportamento foi encarado como um “problema”. Via Insider (em inglês).

Alphabet, Amazon, Apple e Facebook lucraram US$ 154,6 bilhões em 2020

Gráfico em barras, com divisórias, mostrando a lucratividade de Alphabet, Amazon, Apple e Facebook de 2007 até 2020.
Dados: FactSet, documentos das empresas. Gráfico: Axios/Reprodução.

Desde 2018, a preocupação com o poder crescente e aparentemente sem limites da big tech tem aumentado. Apesar disso, o chamado “techlash” não se nota nos balanços trimestrais dessas empresas, como se nota por este levantamento da lucratividade das quatro mais criticadas — Alphabet, Amazon, Apple e Facebook. Em 2020, primeiro ano da pandemia, elas lucraram juntas US$ 154,6 bilhões. Via Axios (em inglês).

Em paralelo, a OCDE discute um imposto mínimo global para multinacionais, a fim de evitar uma corrida ao fundo do poço entre os países, que baixam os impostos locais do tipo a fim de atraírem as maiores empresas estrangeiras. Na última quinta (20), os Estados Unidos propuseram que a taxa seja de no mínimo 15% — lá, a taxa é de 21%, mas o presidente Joe Biden quer aumentá-la para 28%. A notícia foi bem recebida por outros países, como a Alemanha. Via Associated Press (em inglês), CNBC (em inglês).

Isso significa que o uso do formato AMP não é mais obrigatório e que qualquer página, independentemente da pontuação nas Principais métricas da Web ou do status da experiência na página, estará qualificada para aparecer no carrossel de notícias principais.

— Google. A atualização do algoritmo do buscador do Google, prevista para junho, acaba com o privilégio do AMP de aparecer em certos locais das páginas de resultados. Agora, os critérios para a veiculação passam a ser os “web vitals” (em inglês). Para entender o que é o AMP e por que ele é nocivo à […]

Google e o “greenwashing” da privacidade

Depois de passar em branco em 2020 por causa da pandemia, o Google retomou seu grande evento anual para desenvolvedores, o Google I/O, nesta semana. (Um resumo de 16 minutos.) Na abertura, a empresa apresentou uma nova identidade visual para seus produtos, o Android 12 e, curiosamente, recursos de privacidade. Sim, o Google.

Google e Samsung fundem seus sistemas para relógios — Wear OS e Tizen

Talvez a maior surpresa neste Google I/O tenha sido o anúncio de que Google e Samsung se uniram e fundiram seus sistemas para relógios inteligentes, Wear OS e Tizen. As duas empresas estão trabalhando junto e já mostraram alguns avanços. E o sistema final não será exclusivo delas, qualquer fabricante poderá adotar.

O novo sistema (será chamado Wear OS? Tizen? Ambos?) também tem a Fitbit na mistura, empresa de gadgets vestíveis comprada pelo Google. E conta com a promessa de melhorias drásticas a apps básicos do Google — Mapas, Pay, YouTube Music e Assistente.

A barreira estava bem baixa com o antigo WearOS, mas parece que temos avanços significativos nessa frente após anos de negligência. Se vai colar com os consumidores e gerar relógios competitivos no nível do Apple Watch, aí é outra história. Via Google (em inglês).

Android 12 trará nova linguagem visual, a Material You

O Android 12 trará a maior reformulação visual dos últimos anos ao sistema do Google. Anunciado nesta terça (18), durante a sessão de abertura do Google I/O, o sistema traz uma nova linguagem visual, chamada Material You, uma “nova maneira radical de pensar o design”. A empresa diz que, nessa linguagem, a forma não segue apenas a função, mas também a sensação. Na prática, elementos visuais se adaptam à tela e as cores, ao papel de parede — um processo chamado de “extração de cores”. Parece bonito.

O Android 12 e o Material You chega primeiro aos celulares Pixel, no “outono” (lá; aqui, na primavera). Via Material.io (em inglês), Google (em inglês).

Todos os vídeos do YouTube podem ser remixados em vídeos curtos do Shorts

Nova opção no YouTube. Lê-se: Permissões dos Shorts Permite que pessoas criem Shorts usando partes do vídeo. Desativar esta opção excluirá permanentemente todos os Shorts que usam este conteúdo. Não é possível desativar essa permissão em todos os vídeos. Saiba mais.
Imagem: YouTube/Reprodução.

O YouTube anunciou uma forte investida para barrar o crescimento do TikTok usando seus Shorts, vídeos na plataforma de até um minuto e filmados na vertical. Para isso, a empresa criou um fundo de US$ 100 milhões para distribuir a quem cria conteúdo do tipo e tornou todos os vídeos da plataforma aptos a serem “remixados” em Shorts. Essa última é, no mínimo, controversa.

O item “Permissões dos Shorts” (na imagem acima), cujo seletor está marcado por padrão em todos os vídeos públicos hospedados no YouTube, permite que qualquer pessoa pegue trechos de um vídeo e o utilize na criação de um Short. Além dos vídeos que já estão no YouTube, esse seletor vem marcado por padrão nos novos, durante o envio, e fica escondido atrás de um link “Mostrar mais”.

No anúncio oficial, o YouTube se limita a dizer que “criadores e artistas estão no controle e poderão rejeitar a opção [‘opt-out’] caso não queiram que seus vídeos longos sejam remixados”. O problema é que não existe um botão geral, que desligue essa função em todos os vídeos. É necessário entrar em cada um e desmarcar a opção, o que seria um trabalho enorme, quiçá inviável, para quem tem centenas ou milhares de vídeos hospedados no YouTube.

Mais uma vez, uma grande plataforma coloca os seus interesses acima do respeito aos participantes. Esse assunto ainda vai render. Via Search Engine Journal (em inglês), YouTube (em inglês).

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