Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

Compartilhamento de dados do Google é assustador

Compartilhamento de dados do Google é assustador, por Parmy Olson na Bloomberg Línea:

Cada vez que você abre um aplicativo em seu telefone ou navega na web, um leilão pela sua atenção acontece nos bastidores, graças a um próspero mercado de dados pessoais. O tamanho desse mercado sempre foi difícil de definir, mas um novo relatório do Conselho Irlandês para as Liberdades Civis, que faz campanha agressiva há anos nos Estados Unidos e na Europa para limitar o comércio de dados digitais, agora trouxe um número. O relatório, que o conselho compartilhou com a Bloomberg Opinion, afirma que as plataformas de anúncios transmitem os dados de localização e os hábitos de navegação de americanos e europeus cerca de 178 trilhões de vezes por ano. De acordo com o relatório, o Google transmite o mesmo tipo de dados mais de 70 bilhões de vezes por dia em ambas as regiões.

É difícil para os humanos visualizarem esses números, mesmo que as máquinas os calculem confortavelmente todos os dias – mas se o uso de nossos dados pessoais pudesse ser visto da mesma forma que a poluição, estaríamos cercados por uma névoa quase impenetrável que fica mais espessa à medida que interagimos com nossos telefones. Quantificando de outra maneira: por meio de atividade online e dados de localização, uma pessoa nos EUA é exposta 747 vezes por dia a anúncios em tempo real, de acordo com os dados. O conselho diz que sua fonte não identificada tem acesso especial a um gerente de uma campanha publicitária realizada pelo Google (esse número não inclui dados pessoais transmitidos pelo Facebook da Meta Platform (FB) ou pelas redes de anúncios da Amazon (AMZN), o que significa que a verdadeira medida de todos os dados de transmissão é provavelmente muito maior).

YouTube vai expandir transcrições, legendas e capítulos automáticos em vídeos

O Google anunciou, durante o Google I/O, seu evento anual para desenvolvedores, algumas novidades para o YouTube com foco em acessibilidade.

O poder do DeepMind, a startup de inteligência artificial britânica que o Google comprou em 2014, será empregado para gerar mais transcrições, criação de capítulos e legendas traduzidas automaticamente.

O Google parece ter ouvido o pessoal que prefere tutorial em texto em vez de ter que ver vídeos de 10 minutos em que mais da metade é gasto com groselhas — “curta o canal, ative o sininho” etc. Via Android Central (em inglês).

O que chamou a atenção no Google I/O 2022

Em software: O Beta 2 já dá uma cara ao Android 13: depois das enormes mudanças do Android 12, uma versão que promete ser mais de refinamento e menos de mudanças (embora, ao que parece, vem aí mais uma tentativa de acabar com a surpresa do resultado do gesto de voltar), com uma exceção: o […]

Google anuncia novos gadgets e recursos de inteligência artificial no Google I/O 2022

Nesta quarta (11), aconteceu a abertura do Google I/O 2022, a conferência anual para desenvolvedores do Google, que a empresa aproveita para anunciar novidades.

Novo Android 13, um monte de celulares e outros gadgets que não chegam ao Brasil e vende pouquíssimo lá fora, recursos de inteligência artificial cada vez mais complexos e, paradoxalmente, cada vez menos impressionantes (e com aplicação limitada e/ou duvidosa), uma ou outra coisa realmente legal, mas… né, acaba diluída em meio a tanta coisa.

Destaques para o relógio inteligente (bonitão, mas será que vende?), um tablet que parece saído de 2014 e uma versão menos esquisita e capaz do Google Glass.

Além do vídeo acima, que condensa +2 horas de evento em 12 minutos, o blog do Google tem um espaço dedicado a todas as novidades anunciadas. Via Blog do Google (em inglês).

Google agora permite remover dados de contato e outros do buscador

O Google ampliou a política de remoção de informações de identificação pessoal dos resultados do seu buscador.

Agora, além de poder solicitar a remoção de dados bancários e tentativas de doxxing (divulgação de dados pessoais com o objetivo de atingir alguém), o Google permite que as pessoas solicitem a remoção de outros dados pessoais, como CPF, endereços físicos, número de telefone e e-mail, sem que haja risco iminente. Veja a lista completa.

Para fazer a solicitação, é preciso preencher um formulário e aguardar a análise do Google. Via Google (em inglês).

Google não permitirá mais aplicativos que gravam ligações no Android

O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.

Extensões da Chrome Web Store ganham emblemas de confiabilidade

O Google lançou emblemas para extensões que atendam a certos critérios na Chrome Web Store. O objetivo, segundo a empresa, é facilitar aos usuários a descoberta de ótimas extensões e dar reconhecimento a quem as cria.

São dois emblemas: o de destaque (“featured”), concedido a desenvolvedores que seguem boas práticas de programação e as diretrizes de apresentação da loja, e o de editor estabelecido (“established publisher”), concedido a quem tem a identidade verificada pelo Google e um bom histórico de relacionamento com a empresa.

O Firefox já oferecia essa funcionalidade há tempos. Via Google (em inglês).

Brave e DuckDuckGo bloquearão páginas no formato AMP do Google

Parece que todo mundo resolveu virar as costas ao AMP, o cavalo de Troia do Google para dominar a web. Brave e DuckDuckGo anunciaram que vão bloquear páginas AMP e redirecionar os usuários às versões convencionais dos sites que ainda usam a tecnologia.

É uma boa medida, ainda que tardia. O próprio Google meio que desistiu do AMP no final de 2020, quando o formato deixou de ser condição para um site ter destaque nos resultados do buscador. Desde então, várias grandes publicações abandonaram o barco.

Para quem usa Firefox ou Safari, existem extensões para ignorar as páginas AMP — Redirect AMP to HTML (gratuito) para o Firefox, e Amplosion (R$ 16,90) e Overamped (R$ 10,90) para o Safari. Se você usa Chrome, deveria considerar outro navegador. Via WP Tavern (em inglês).

Orlando Silva se irrita com investida da big tech contra PL das Fake News — de novo

Foto de uma página de jornal, com anúncio do Google de página inteira. Lê-se na chamada: “O Projeto de Lei 2630 pode obrigar o Google a financiar notícias falsas.”
Foto: @orlandosilva/Twitter

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do PL 2630/2020, o PL das Fake News, está revoltando com a campanha da big tech contra o projeto — de novo.

Neste domingo (3), o Google emplacou em alguns jornais um anúncio de página inteira dizendo que “O PL 2630 pode obrigar o Google a financiar notícias falsas”, uma referência ao artigo 38, que obriga as plataformas digitais a remunerarem sites jornalísticos pelo uso de seu conteúdo. (Como se o Google nunca tivesse financiado fake news, né?)

O artigo 38 está longe de ser unanimidade. Entidades setoriais, como a Associação de Jornalismo Digital (Ajor; o Manual do Usuário é associado) também criticaram a nova regra.

No Twitter, o deputado compartilhou uma foto do anúncio do Google dizendo que a empresa “gastou os tubos, abusando do poder econômico, para MENTIR sobre o PL das Fake News”. E prosseguiu:

A verdade é que o Google usa conteúdo alheio para enriquecer, não tem ética e nem solidariedade com quem produz informação. Querem ganhar sozinhos. TUBARÕES DA INTERNET!

Não é a primeira vez que Orlando se manifesta contra um desses anúncios de página inteira. No início de março, o deputado criticou um da Meta (ex-Facebook) de tom similar.

O relatório final do PL 2630/2020 foi apresentado na última quinta-feira (31) e deve ser votado no plenário nos próximos dias. Via @orlandosilva/Twitter.

Atualize agora o Chrome para corrigir a segunda falha “dia zero” do navegador em 2022

O Google liberou uma atualização emergencial do Chrome (versão 99.0.4844.84) a fim de corrigir uma falha grave do tipo “dia zero” descoberta na sexta-feira (26), código CVE-2022-1096. A falha atinge o motor JavaScript V8. Ao ser explorada (e segundo o Google, ela já está sendo), a falha pode travar o navegador e abrir brechas para a execução remota de códigos.

É a segunda vez em 2022 que o Google libera uma atualização de emergência devido a uma falha do tipo “zero dia” no Chrome. A outra, código CVE-2022-0609, foi corrigida em fevereiro.

Apple TV+ do Android TV e Google TV perdem recurso de compra e aluguel de vídeos

A Apple atualizou o aplicativo do Apple TV+ no Google TV e Android TV e removeu o recurso de aluguel e compra de vídeos. Segundo fontes da Apple que falaram a John Gruber, do blog Daring Fireball, o que motivou tal degradação nesses aplicativos do Apple TV+ foi o fim de um acordo com o Google que isentava a Apple de pagar taxas da Play Store — a mesma que a Apple defende ser válida na sua App Store e arrastou a empresa para uma barulhenta disputa judicial com a Epic Games, do jogo Fortnite.

Até aí, como observa Gruber, tudo certo: a Apple agiu como orienta desenvolvedores insatisfeitos com a taxa da App Store a agir, ou seja, tirou a venda digital de circulação da loja de aplicativos do Google. O problema é que, no lugar dos botões de compra e aluguel, a Apple colocou um tutorial ensinando os usuários a comprarem e alugarem esses itens em seus dispositivos Apple ou na web. As diretrizes da App Store proíbem esse tipo de abordagem. Via FlatpanelHD, Daring Fireball (ambos em inglês).

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