Banner anúncio do Revelo UP, com o logo do programa e o texto 'Financiamento de curso em tecnologia' à esquerda, a frase 'Investir no seu futuro começa agora' no meio e, à direita, a palavra 'UP' vazada, com uma mulher pensativa no 'U' e um homem fazendo anotações no 'P'.

Cinco big techs faturaram US$ 1,2 trilhão em um ano

Nesta semana, as big techs norte-americanas divulgaram seus balanços trimestrais. Levantamento da Shira Ovide, do New York Times, constatou que Amazon, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Facebook faturaram US$ 1,2 trilhão em um ano, valor 25% superior ao mesmo período do ano retrasado, ou seja, imediatamente antes da pandemia começar. Em uma semana, as cinco vendem mais que o McDonald’s vende em um ano inteiro. Via New York Times (em inglês).

Proposta: tratar o FLoC como uma questão de segurança

Os desenvolvedores do WordPress estão debatendo como o software, que está por trás de 41% dos sites da web (incluindo este Manual do Usuário), tratará o FLoC como uma questão de segurança. (FLoC é o projeto do Google para continuar segmentando publicidade sem o auxílio de cookies. Falamos dele no último Guia Prático.) A proposta é que o WordPress saia de fábrica configurado para bloquear a atuação do FLoC. Se um administrador quiser alterar essa configuração, ele poderá. A configuração padrão, como sabemos, é o que importa. Via WordPress (em inglês).

Em paralelo, Microsoft (navegador Edge) e Apple (Safari), embora não tenham se manifestado explicitamente sobre o assunto, já deram sinais de que devem rejeitar o FLoC. Via Bleeping Computer (em inglês).

O FeedBurner vive

O Google, famoso por “matar” produtos e serviços sem cerimônia, anunciou que está “reformulando” o FeedBurner, um serviço que antes de ler esta notícia eu podia jurar que já tinha uma cova no cemitério do Google.

O FeedBurner, caso você não se recorde (e tudo bem se não), foi criado em 2004 e comprado pelo Google em 2007. Ele é uma central de utilidades para feeds RSS — gerava estatísticas de uso de um feed, que leitores recebessem novos posts por e-mail e permitia o encapsulamento de arquivos MP3, criando assim podcasts.

Em julho, o Google migrará o FeedBurner para “uma infraestrutura mais estável e moderna”, o que garantirá que ele continue funcionando, mas eliminará alguns recursos, como o envio de novos posts por e-mail. Via Google.

De curioso, abri a minha conta no FeedBurner. Um dos meus feeds lá, o mais antigo, com 15 anos (!), sempre aponta para o site onde estou escrevendo — atualmente, ele entrega os posts do Manual do Usuário. Surpreendi-me: quase 700 (!!!) endereços de e-mail marcados como “ativos”, registrados entre 2008 e 2012.

Navegadores e extensões anunciam bloqueio ao FLoC, do Google

Não é só o DuckDuckGo que bloqueará o FLoC, novo método de rastreamento de usuários do Google. Nos últimos dias, os navegadores Brave e Vivaldi (ambos baseados no Chromium) e as extensões AdGuard e uBlock Origin também já anunciaram que bloquearão o FLoC.

Por ora, o Google está testando o FLoC em um pequeno grupo de usuários (0,5%) em alguns países, Brasil entre eles. A Electronic Frontier Foundation (EFF) publicou um site que verifica se o FLoC está ativo no seu navegador. Clique aqui para conferir.

Não sabe o que é FLoC? Leia isto.

A lerdeza do Google

Para gravar o último vídeo do site, sobre organização de newsletters, criei uma conta descartável no Gmail. Fazia alguns anos que não usava o serviço, e assustei-me com a lentidão. Mesmo atividades triviais, como listar mensagens de um marcador ou mover uma mensagem de lugar, demoram — literalmente — mais de dez segundos.

O Google Docs, que usamos para editar o Tecnocracia, também me impressiona pela lerdeza. Estava editando o episódio desta semana e lembrei-me do Gmail. Minha digitação é normal (~80 ppm), mas nem se fosse duas vezes mais rápido que isso justificaria ver palavras se formando segundos depois de digitá-las em um editor de texto.

O YouTube é outra lerdeza, em tudo — de renderizar as páginas de vídeos a listar comentários e estatísticas no Studio, o painel de controle dos canais.

Uso um notebook de 2015 equipado com um Core i5 e 8 GB de RAM — nada super rápido, mas longe de ser lento —, e o navegador Safari. Talvez seja algo dessa combinação, mas suspeito que os serviços do Google sejam realmente lentos e quem os use assiduamente acabe não percebendo, como naquela história dos caranguejos que não notam a fervura gradual da água em que são cozidos.

Extensão do DuckDuckGo bloqueará FLoC, novo método de rastreamento do Google

O DuckDuckGo (DDG) declarou guerra ao FLoC, novo método de rastreamento que o Google usará para direcionar anúncios no lugar do rastreamento individual, via cookies. Todas as ações no buscador do DDG serão blindadas do FLoC e sua extensão oficial estenderá a proteção a toda a web. Outra forma de escapar da vigilância do Google é usando qualquer navegador que não seja o Chrome, até agora único compatível com a nova tecnologia. Via DuckDuckGo (em inglês).

Veja também:

Globo anuncia parceria estratégica de co-inovação e migração para nuvem com Google Cloud

A Globo fechou um acordo de sete anos com o Google Cloud. Além de mover toda a sua infraestrutura de internet para os servidores do Google, processo que deve levar 24 meses para ser finalizado, a parceria integrará o app do Globoplay no Android TV e resultará na criação de novos produtos digitais com a aplicação de tecnologias como inteligência artificial e aprendizado de máquina. Para o Google, que no mercado de nuvem fica atrás da Amazon (AWS) e Microsoft (Azure), ganhar a conta da maior empresa de comunicação da América Latina é uma grande vitória. Via Globo, Valor.

A privacidade dos seus arquivos armazenados no Google Drive

No Twitter, a cientista da computação e pesquisadora Nina Da Hora publicou um fio questionando as práticas de privacidade do Google em relação ao conteúdo dos usuários guardado no Google Drive.

O assunto é antigo. Em 2012, quando o Google unificou suas políticas de uso e privacidade, levantamos a questão no Gizmodo Brasil. O texto dava margem à interpretação de que os direitos sobre arquivos enviados ao Drive fossem compartilhados com o Google. Não era bem assim.

Ao longo dos anos, o texto da documentação do Google foi refinado. Hoje, a parte que se refere ao conteúdo do usuário armazenado pelo Google está mais fácil de ler. De qualquer modo, o alerta da Nina é válido; sobram histórias de arquivos apagados e contas Google excluídas sem aviso prévio ou chance de revisão.

Google remove extensão ClearURLs do Chrome

O Google removeu a extensão ClearURLs da loja do Chrome. Esta extensão remove automaticamente elementos de rastreamento das URLs, comuns no buscador do Google e em newsletters (não na do Manual), o que aumenta a privacidade dos usuários. Os motivos alegados pelo Google são vários e alguns deles, segundo o desenvolvedor, Kevin Roebert, contraditórios. Ele já preparou uma atualização e a submeteu ao Google. Até a publicação desta nota, a extensão ainda não havia sido restabelecida. Ela pode ser usada, porém, no Firefox e no Edge. Via Bleeping Computer (em inglês).

Em 2020, 2/3 das pesquisas no Google terminaram sem cliques

Em 2020, 64,82% das buscas feitas no Google terminaram no próprio Google, ou seja, não levaram o usuário a outro site. É o que, no jargão, se chama “zero-click searches”, ou pesquisas sem clique. Em celulares, o percentual foi ainda maior: 77,22%. Via Sparktoro (em inglês)

Por que isso importa? O Google é uma espécie de HUB da web, o ponto de partida para que negócios, publicações (como o Manual) e toda a sorte de sites sejam descobertos pelos usuários. O Google é, afinal, um buscador. Ao moldar a experiência para que o usuário permaneça em seus domínios, o Google consegue exibir anúncios mais rentáveis, sem ter que dividir receita com parceiros.

Levantamentos do tipo pegam mal para o Google, tanto que esse motivou uma resposta direta da empresa questionando dados e conclusões. Como diria o Tino, “sentiu”. Via Google (em inglês).

Google cortará pela metade taxa cobrada de desenvolvedores na Play Store

A partir de 1º de julho, o Google passará a cobrar 15% sobre itens digitais e serviços de apps distribuídos pela Play Store até US$ 1 milhão em vendas em cada ano. A nova política, que representa um corte de 50%, vale para todos, do desenvolvedor indie que vive do app à Netflix e ao Spotify. O que passar de US$ 1 milhão no ano será taxado em 30% (e somente o excedente, ou seja, o primeiro milhão continuará taxado em 15%). Via Android Developers Blog (em inglês).

Eu esperaria algo assim da Apple, dado o histórico das duas empresas. A solução que a Apple inventou para aliviar a pressão sobre o monopólio da App Store é super complicada e coloca desenvolvedores cujo faturamento anual ronda US$ 1 milhão em um dilema que poderia ser evitado — cessar as vendas para não furar o teto e perder o benefício, ou furá-lo e ter todo o faturamento do ano taxado em 30%?

Mais melhorias de desempenho no Chrome 89

Nesta quinta (11), o blog da equipe do Chromium publicou um post detalhando avanços na economia de memória e outros recursos do computador rodando o Chrome 89. Faz alguns anos que não uso o Chrome e, quando o usava, não tinha problemas com uso excessivo de memória. Tenho a sensação de que todo mês/toda nova versão do navegador do Google traz “melhorias de gerenciamento de memória e de desempenho”. A quem o usa, tem surtido efeito? Via Chromium Blog (em inglês).

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