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Extensões do Chrome serão proibidas de transferir ou usar dados dos usuários para fins controversos

A partir de 18 de janeiro de 2021, as extensões do Chrome exibirão, na Chrome Web Store, detalhes de quais tipos de dados elas coletam “em linguagem clara e fácil de entender”, parecido com o que já rola nas lojas de apps para celulares. Outra mudança importante é que passa a ser proibido usar ou transferir dados dos usuários para personalizar anúncios, fazer análise de crédito e repassá-los a qualquer espécie de data broker.

São medidas tardias, mas bem-vindas. O histórico de navegação web contém dados muito sensíveis; é possível inferir muita coisa apenas com base nele. Além do impacto no desempenho do navegador, a instalação de extensões abre brechas à privacidade — um alerta que fiz no último Guia Prático.

Note que é bastante difícil ao Google aplicar as novas diretrizes que impedem os donos de extensões de transferirem ou usarem dados do usuário para fins proibidos. Na dúvida, a recomendação é instalar o mínimo possível de extensões. Via Chromium Blog/Google (em inglês).

Google não exigirá mais AMP para destacar resultados na busca

Pressão funciona? Sem alarde, o Google anunciou recentemente que a partir de maio de 2021 deixará de privilegiar a páginas AMP nos resultados da busca. “Toda página que estiver de acordo com as Políticas de conteúdo do Google Notícias será qualificada, e priorizaremos páginas com ótima experiência, implementadas usando AMP ou qualquer outra tecnologia da Web, conforme classificamos os resultados”, diz o anúncio.

AMP, ou Accelerated Mobile Pages, é um padrão criado pelo Google que limita os tipos de código que um site pode usar na construção de páginas e passa todas elas pelo cache do Google, o que gera acessos quase instantâneos. (Se estiver com tempo, leia este ensaio maravilhoso para entender o problema.) Até agora, apenas páginas AMP apareciam naqueles carrosséis de notícias nos resultados do Google, uma medida controversa e que tem cheiro, aparência e gosto de anticompetitiva. Via Google.

YouTube colocará anúncios mesmo em vídeos de canais que não querem veiculá-los

Somente canais de parceiros do YouTube, canais com uma quantidade mínima de inscritos e horas visualizadas e que sinalizam interesse no programa, veiculavam anúncios na plataforma de vídeos do YouTube. Isso mudou. Uma atualização dos termos de serviço publicada nesta quarta (18) informa que, aos poucos, o YouTube passará a inserir anúncios mesmo em canais que não são monetizados — e sem dividir a receita gerada por eles com seus proprietários.

O YouTube diz que esta medida “é parte dos nossos investimentos contínuos em novas soluções que ajudem os anunciantes a alcançar, com responsabilidade, a escala total do YouTube para se conectarem com suas audiências e aumentarem seus negócios”.

Uma semana depois de anunciar o fim da gratuidade do Google Fotos, o Google faz outro movimento similar no YouTube. Via Social Media Today, YouTube (em inglês).

Google Fotos deixará de ter armazenamento ilimitado em 2021

Um dos grandes diferenciais do Google Fotos é o armazenamento ilimitado de fotos “de alta qualidade” (limitadas a 16 megapixels, mais que suficiente para fotos amadoras/feitas em celulares). Essa vantagem deixará de existir no dia 1º de junho de 2021. A partir dessa data, todas as novas fotos enviadas ao serviço serão descontadas do espaço na nuvem disponível ao usuário — por padrão, 15 GB na conta gratuita.

Qualquer serviço corre o risco de se tornar menos amigável ou mais caro ao usuário; com os gratuitos, o risco é maior. O Google revelou que armazena, hoje 4 trilhões (!) de fotos, e que a cada semana são acrescentadas 28 bilhões de fotos a seus servidores. É muita coisa e não é de graça. Via Google.

Facebook, Google e Twitter e a liberdade de expressão / Os (muitos) golpes de WhatsApp

Na volta do Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa comentam a audiência no Senado norte-americano em que os CEOs Jack Dorsey (Twitter), Mark Zuckerberg (Facebook) e Sundar Pichai (Alphabet/Google) foram questionados sobre a maneira com que lidam com liberdade de expressão e moderação em suas plataformas. No segundo bloco, falamos dos muitos, alguns bem novos, […]

As Big Tech vão bem na pandemia, obrigado

Alphabet (Google), Amazon, Apple e Facebook divulgaram nesta quinta (29) seus balanços fiscais referentes ao terceiro trimestre fiscal (quarto, no caso da Apple) de 2020. Todas tiveram crescimento expressivo:

  • Alphabet faturou US$ 46,17 bilhões (aumento de 14% em relação ao ano anterior), com US$ 11,25 bilhões de lucro.
  • Amazon faturou US$ 96,15 bilhões (+37%), com US$ 6,3 bilhões de lucro.
  • Apple faturou US$ 64,7 bilhões (+1,1%), com US$ 12,7 bilhões de lucro.
  • Facebook faturou US$ 21,47 bilhões (+22%), com US$ 7,85 bilhões de lucro.

Consistência contra clareza nos novos ícones do Google

Duas fileiras de ícones do Google. Na de cima, os novos sob a inscrição "O que o Google vê'". Na de baixo, retângulos idênticos, com cores alteradas, com a inscrição "O que eu vejo".
Na linha de cima, “O que o Google vê”. Na de baixo, “O que eu vejo”. Imagem: r/google.

Os apps do Google Workspace (antigo G Suite, antigo-antigo Google Apps) ganharam novos ícones no início de outubro, todos eles com as mesmas quatro cores. Teve quem gostou do design devido à consistência, mas — e isso é só evidência anedótica, embora não só minha — sobram reclamações à dificuldade criada para distingui-los, algo que a brincadeira acima evidencia.

Segundo o Google, “a nossa nova marca do Google Workspace reflete essa experiência mais conectada, útil e flexível, e nossos ícones refletirão o mesmo”. Goste ou não, parece que esses ícones novos também serão usados nos apps dos usuários doméstico — o Gmail do iOS já o adotou. Via r/google.

Mozilla apoia ação antitruste contra o Google, desde que não atinja seu acordo financeiro com o Google

A Mozilla manifestou-se a respeito da ação antitruste contra o Google movida pelo Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos. Em linhas gerais, a Mozilla apoia a iniciativa, mas pede para que o acordo que mantém com o Google, que lhe paga ~US$ 400 milhões por ano (cerca de 90% do seu faturamento) para ser o buscador padrão do Firefox nos EUA, não seja afetado. (O acordo foi citado na ação do DoJ como um exemplo de prática anticompetitiva do Google.) Era questão de tempo para que discurso e prática na empresa Mozilla entrassem em rota de colisão. Agrava a situação o fato de que o caso antitruste não versa sobre navegadores web, mas sim buscadores e publicidade em buscadores. Via MozillaThe Register (em inglês).

O contexto de redes sociais servindo como amplificadores para idiotas e gente doida não era a nossa intenção.

— Erich Schmidt, ex-CEO do Google A declaração foi dada em uma conferência virtual do Wall Street Journal. Schmidt comandava o Google quando a empresa adquiriu o YouTube, em 2006. Na mesma fala, o ex-executivo disse que é preciso ter cuidado com a acusação de monopólio contra o Google, porque a empresa ainda não tem […]

Governo dos EUA abre contra o Google maior processo antitruste em 20 anos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e 11 estados do país entraram com uma ação antitruste contra o Google nesta terça (20). Eles acusam a empresa de monopolizar os setores de buscadores e publicidade em buscadores, impedindo que outras empresas tenham chances de competir. É uma das maiores ofensivas da história norte-americana contra uma empresa do setor. O caso já é comparativo ao da Microsoft, nos anos 1990, e ao da AT&T, nos anos 1970. Entre outras coisas, a ação acusa o Google de ter se tornado o “porteiro” da internet mediante acordos vultuosos para se colocar como mecanismo de busca padrão em celulares, computadores e outros serviços, o que lhe confere +80% do mercado norte-americano. Via Folha e The Verge (em inglês).

Google Chat ficará gratuito e substituirá o Hangouts

Vem aí mais uma mudança nos apps de mensagens do Google. O Hangouts será substituído pelo Google Chat no primeiro semestre de 2021. Com isso, o Google Chat se tornará gratuito e acessível a usuários domésticos, que não estão no Google Workspace. Lembre-se que, em paralelo, o Google ainda oferece o Google Mensagens (para SMS/RCS), e que nenhum dos dois com criptografia de ponta a ponta. Via 9to5Google (em inglês).

Google tira Zoom como padrão no Gmail para privilegiar Google Meet

A partir de 16/11, o Google tornará o Google Meet, sua solução de videochamadas, a opção padrão para os usuários do Google Workspace (antigo G Suite). A mudança é “opt-out”, ou seja, se uma empresa quiser continuar usando outra solução como padrão nos novos agendamentos, terá que desmarcar um item nas configurações.

O Google Meet ainda come poeira do Zoom, líder no segmento — são 100 milhões de usuários contra 500 milhões do rival. É nesse tipo de comportamento, quando uma empresa usa o poder que tem em um segmento para alavancar seu produto menos popular de outro, que configura o abuso. Via Forbes (em inglês).

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