Como a In Loco consegue saber por onde você anda sem infringir a LGPD

Muitos brasileiros descobriram a existência da In Loco, uma startup de Recife (PE), no final de março. Especializada em geolocalização e atuante no segmento B2B, a In Loco usou os dados de localização dos mais de 60 milhões de celulares que monitora para criar o Índice de Isolamento Social (IIS), um mapa dinâmico que mostra quais estados estão mais ou menos comprometidos com o distanciamento social na luta contra a COVID-19.

O mapa é impressionante. Ele demonstra precisamente quando o Brasil passou a levar a sério a pandemia (20/3) e como o pico daquele fim de semana (69,6% no dia 22), que teve na sexta-feira discurso do presidente Jair Bolsonaro se referindo à COVID-19 como “uma gripezinha” e uma entrevista sua no Programa do Ratinho, do SBT, jamais se repetiu. O mapa também é um pouco inquietante e, não bastasse isso, a In Loco firmou acordos com pelo menos 20 estados para repassar dados anonimizados e agregados para ajudar no combate à COVID-19. Em meio a tudo isso, a pergunta que fica é: como uma empresa relativamente desconhecida acumulou tantos dados de tantos celulares no país sem chamar a atenção do grande público?

Continue lendo “Como a In Loco consegue saber por onde você anda sem infringir a LGPD”

Mapa de calor do Strava aponta áreas mais “fitness” das cidades

O Strava, um app que monitora exercícios físicos, tem um mapa global de calor com os trajetos dos seus usuários. A base para o gráfico consiste em um bilhão de atividades desenvolvidas em 27 bilhões de quilômetros, o equivalente a 200 mil anos de atividades. Outros números enormes e os detalhes técnicos da versão, que foi atualizada recentemente e está mais precisa e bonita, estão neste post. (O mapa existe desde 2015.)

O mais legal é descobrir, na sua cidade, quais as áreas mais usadas pelos  usuários do Strava para a prática de exercícios. Em Maringá, interior do Paraná, os contornos do bosque, parque do Ingá e do estádio de futebol da cidade ficam mais intensos. O velódromo, ao lado do estádio, se destaca — mas por ter mais praticantes ou porque os praticantes usam, em maior proporção e por mais tempo, o app do Strava?

Detalhe do mapa de calor do Strava fechado na região central de Maringá-PR.
Imagem: Strava/Reprodução.

Detalhe curioso: o Strava recorreu ao Mapbox e ao OpenStreetMap para gerar os mapas. Há vida além do Google Maps.

10 anos do OpenStreetMap

Quase passou batido, mas o Gizmodo lembrou: no último sábado o OpenStreetMap completou 10 anos de vida.

O projeto tem a ambiciosa meta de mapear o mundo e oferecer essas informações gratuitamente a quem quiser usá-las. Empresas como Foursquare e Apple, e ONGs como Médicos Sem Fronteiras e a Cruz Vermelha estão na lista de beneficiários desse trabalho que não costuma ganhar manchetes, mas funciona muito bem e é um belo exemplo de colaboração na Internet.

O vídeo abaixo mostra a evolução dos mapas do OpenStreetMap nos últimos sete anos:

E neste endereço dá para fazer comparações entre os mapas de 2007 e os atuais.

Agora o Google Maps informa distâncias independente de rotas

Medir distância no Google Maps agora é super simples.
Imagem: Google.

Daqueles recursos que você podia jurar que existiam, mas não, um desses para mim era a medição da distância entre dois pontos na versão web do Google Maps. Parece que isso existia como um recurso do Lab na versão antiga, mas na nova, sumiu. Tanto que não faz muito tempo fui tirar uma dúvida e… nada. No máximo, dava para fazer uma rota entre os pontos “A” e “B”, o que não é nada prático.

Desde ontem, porém, o recurso passou a existir. Basta clicar com o botão direito e, em seguida, Medir distância. Dá para colocar vários pontos no traçado, e esse não se limita a ruas — pode passar no meio das quadras, invadir rios e oceanos e tomar qualquer forma.

Via The Verge.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!