Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

A máquina do Steam Deck começa a andar

Já que a Valve prometeu que, sim, claro, agora vai, o Steam Deck começa a chegar em fevereiro. A Valve viu que não dá para depender da Epic Games e sua boa vontade com Linux tendendo a -∞ para fazer o Easy Anti-Cheat funcionar perfeitamente no Steam Deck e teve que meter a mão na […]

Microsoft e Activision Blizzard: Consequências e risco antitruste no negócio de US$ 68,7 bilhões

Em novembro de 2021, à luz do enorme escândalo envolvendo denúncias de assédio sexual e misoginia na Activision Blizzard, o presidente da área de games da Microsoft, Phil Spencer, disse à Bloomberg que a empresa estava “avaliando todos os aspectos da nossa parceria com a Activision Blizzard e fazendo ajustes proativos contínuos”. Corta para janeiro […]

Microsoft compra Activision Blizzard, de Call of Duty e Candy Crush, por US$ 68,7 bilhões

A Microsoft informou nesta terça (18) que adquiriu a Activision Blizzard, uma das maiores empresas de games do mundo, dona de franquias populares como Call of Duty, Overwatch e Candy Crush, e de diversos estúdios de desenvolvimento de jogos em todo mundo que empregam 10 mil pessoas.

A Microsoft pagará US$ 68,7 bilhões, em dinheiro, um prêmio de ~37% sobre a cotação atual da Activision Blizzard (~US$ 50 bilhões). Na nova estrutura, o contestado CEO da empresa adquirida, Bobby Kotick, sob forte pressão por uma série de denúncias de assédio e abusos entre funcionários, seguirá no cargo.

A aquisição posiciona a Microsoft como a terceira maior empresa do setor de games, atrás apenas da Tencent e da Sony, e ainda precisa ser aprovada por órgãos antitruste. Via Microsoft (em inglês).

Lichess custa US$ 420 mil por ano; salário do desenvolvedor é de menos de US$ 5 mil/mês

Quem joga xadrez online conhece e provavelmente usa o Lichess, uma das maiores plataformas de jogos de xadrez do mundo. O Lichess foi lançado em 2010 pelo francês Thibault Duplessis, não tem fins lucrativos, é e sempre será gratuito e sem anúncios e não vende dados dos usuários. Atualmente hospeda ~5,2 milhões de partidas por dia, entre duas pessoas e contra o computador.

Dia desses, Thibault comentou que a operação do Lichess custa US$ 420 mil por ano e postou a tabela de custos detalhada. O valor, ridiculamente baixo, já inclui sua remuneração. Em 2021, seu salário mensal foi de US$ 4.705,88, nada de outro mundo, considerando o alcance e a popularidade do Lichess.

Todas as despesas do Lichess são cobertas por doações dos jogadores/usuários, que só recebem em troca uma figurinha em seus perfis.

Em uma seção de perguntas e respostas no Reddit, em abril de 2021, Thibault foi questionado sobre seu salário. Sua resposta:

Eu poderia ganhar mais vendendo minhas habilidades a quem pagasse melhor? Provavelmente.

Eu seria mais feliz? De jeito algum.

Da maneira como encaro, aquilo [salário] é bastante dinheiro para um trabalho que eu posso fazer no meu ritmo, do conforto da minha casa. E em vez de chefes ou clientes, trabalho para uma comunidade incrível.

Por mais coisas do tipo.

O Manual do Usuário também abre sua contabilidade todo trimestre aos apoiadores do projeto.

Apple remove cópias de Wordle da App Store

A Apple passou o rodo nas cópias do Wordle que infestaram a App Store do iOS nos últimos dias — nenhuma delas do criador original do simpático joguinho. Embora, juridicamente, cópias de jogos sejam difíceis de se proteger, as diretrizes da App Store proíbem cópias descaradas na loja. Uma delas em especial, a de Zach Shakked, causou revolta por ele ficar se gabando do crescimento meteórico do jogo e da sua conta bancária — o clone cobrava uma assinatura anual de US$ 30. Via Ars Technica, Bloomberg (ambos em inglês).

Wordle, o original, não é aplicativo, é jogado no navegador. Acesse-o aqui.

Não é a primeira vez que um jogo sensação é seguido por um exército de cópias, mas é raro a Apple interferir de maneira tão rápida e ampla em casos do tipo. O mais infame talvez tenha sido o de Threes, de 2014, que apesar do pioneirismo, acabou desbancado em popularidade por incontáveis clones do tipo 2048 — a única diferença, uso de múltiplos de dois em vez de três.

Wordle e Termo são belos exemplares da web lenta

Demorei para experimentar o jogo sensação do momento, Wordle (ou sua versão em português do Brasil, Termo). É fascinante. Trata-se de uma nova abordagem ao velho jogo da forca. “Acho que as pessoas meio que gostam que exista essa coisa na internet que só é divertida”, disse Josh Wardle, criador do jogo, ao New York Times. Wardle criou o joguinho em seu tempo livre para divertir-se com sua esposa, Palak Shah.

Wordle e Termo me lembraram muito o manifesto da web lenta, ou slow web. O jogo não tem anúncios anúncios, criação de contas, notificações, nem mesmo tem app — você joga no navegador —, e só pode jogar uma vez por dia, porque só tem uma palavra/jogo disponível por dia. Até o compartilhamento dos resultados do jogo segue essa lógica, sem link ou qualquer chamada. Por mais coisas do tipo.

Os melhores apps e jogos de 2021, segundo a Apple

Depois do Google/Android, hoje é a vez da Apple revelar os melhores apps das suas plataformas em 2021. O ganhador na categoria apps é Toca Life: World, uma espécie de ~metaverso infantil da desenvolvedora Toca Boca — que, lembra o TechCrunch, acabou de completar 10 anos de vida. O jogo do ano no celular da Apple foi League of Legends: Wild Rift. Na página da premiação estão os apps e jogos do ano para iPad, Apple Watch e macOS, e apps da “tendência do ano”: aqueles que nos unem. Via Apple, TechCrunch (em inglês).

Veja, também, as listas de apps mais populares (dois chineses no topo da de gratuitos) e a dos jogos (Free Fire segue líder).

Netflix lança jogos no Android

A partir desta quarta (3), o aplicativo da Netflix para Android passa a oferecer jogos. São apenas cinco títulos, todos sem publicidade, compras in-app ou pagamentos extras, mas o acesso está condicionado à assinatura do streaming. Para iOS, os jogos chegam “em breve”.

A corrida para dominar a nossa atenção se intensifica. Via Netflix (em inglês).

GeForce Now, streaming de games da Nvidia, chega ao Brasil com plano gratuito

Nesta quinta (14), mais um streaming de games chegou ao Brasil: o GeForce Now, da Nvidia. Ele tem diferenças importantes em relação ao da Microsoft, como o plano gratuito (acesso “standard”/com fila de espera, sessões de 30 minutos) e o acesso aos jogos. No Xbox Cloud Gaming da Microsoft, a assinatura engloba um acervo de jogos. No GeForce Now, o usuário precisa ter os jogos em lojas parceiras, como Epic Games e Steam, para jogá-los. (E os jogos precisam ser compatíveis com o serviço; no momento, a Nvidia informa que são +800.) É como se a Nvidia estivesse alugando servidores poderosos remotos para rodar os jogos em dispositivos “fracos”, PCs Windows, Macs, celulares Android, iPhone e iPad.

O plano padrão, com maior qualidade de imagem e sessões sem limite de tempo, custa R$ 44,90 por mês. Via Nvidia, Abya.

Atualização piora (mais) desempenho do Windows 11 em processadores AMD Ryzen

Semana passada, a AMD alertou que o Windows 11 podia piorar o desempenho em games de alguns processadores da linha Ryzen em até 15%. A solução viria em uma atualização do sistema, prometida pela Microsoft. Na terça (12), a Microsoft liberou uma cumulativa, que… piorou o desempenho, segundo o TechPowerUp.

Pelas redes sociais, a AMD divulgou novas datas para duas atualizações que, essas sim, corrigem a perda de desempenho. Elas devem ser liberadas nos dias 19 e 21 de outubro. Via TechPowerUp (em inglês).

Xbox Cloud Gaming chega ao Brasil

A Microsoft lançou, nesta quinta (30), o Xbox Cloud Gaming no Brasil. O serviço é uma espécie de “Netflix de games”: por streaming, o assinante pode usufruir de mais de 100 jogos em diversos dispositivos — computadores com Windows, Macs, iPhone e celulares com Android. O Xbox Cloud Gaming ainda está em beta. Para acessá-lo, é preciso assinar o Xbox Game Pass Ultimate, que custa R$ 44,99 por mês. Via @XboxBR/Twitter.

Antes de GTA V, já existia um simulador de entregador do iFood no jogo infantil da holding do iFood

Uma correção: GTA V não foi exatamente o primeiro jogo transformado pelo iFood em peça de propaganda. O leitor Juliano César apontou que já existia algo similar no jogo de mundo aberto PK XD. Não encontrei notícias ou comunicados oficiais, mas uma consulta no YouTube revela vários vídeos em que os jogadores vestindo mochilas do iFood participam de “missões” que consistem em entregar pizza para outros personagens em troca de moedas.

A parte mais intrigante: o PK XD nasceu como um jogo do PlayKids, uma plataforma de streaming e atividades infantis, e foi desenvolvido pela Afterverse, que posteriormente o incorporou ao seu portfólio. As duas empresas, PlayKids e Afterverse, são da Movile, a holding que também é dona do… iFood.

PK XD é fortemente baseado em Roblox. O jogo completou dois anos neste mês de setembro. Os dois títulos da Afterverse, PK XD e Crafty Lands (clone de Minecraft), têm 50 milhões de usuários ativos.

iFood permitirá que você “atue” como entregador no game GTA V

O iFood inovou e lançou o primeiro simulador de emprego precarizado do mercado. A experiência funciona dentro de um servidor brasileiro do jogo GTA V, o Cidade Alta. Nela, o jogador assume o papel de um entregador e pode receber cupons em troca do trabalho — de dinheirinho virtual e de dinheiro de verdade, para usar no app do iFood.

Segundo Paulo Benetti, CEO da Outplay, dona do servidor onde a dinâmica do iFood acontece, “as experiências e os desafios são muito similares ao dia a dia de um entregador da vida real”. Curioso para saber se o entregador virtual passa fome caso sofra um acidente e fique impossibilitado de trabalhar, se ele pode ser desligado a qualquer momento sem explicações ou se tem que fazer mais horas com o tempo porque o valor das entregas vai minguando na medida em que mais entregadores são recrutados. Via Canaltech.

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