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Samsung anuncia Galaxy S22 Note, digo, Galaxy S22 Ultra com caneta S Pen e quatro anos de atualizações do Android

Três Galaxy S22 Ultra, de costas, nas cores preto, branco e cobre, de costas e enfileirados contra uma parede clara.
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung apresentou a linha Galaxy S22 nesta quarta (9) e, de certo modo, ressuscitou o finado Galaxy Note na versão mais cara: o Galaxy S22 Ultra traz a canetinha S Pen embutida e lembra muito os antigos Galaxy Note. Os outros dois modelos, Galaxy S22 e S22+, são atualizações incrementais (leia-se: mesmo visual do ano passado), mas agora o S22 usa vidro em vez de plástico na traseira.

A Samsung aproveitou o evento para mostrar sua nova linha de tablets, aquela com um entalhe na tela. São três modelos, o Galaxy Tab S8 Ultra com um telão de 14,6″.

Outro anúncio, o último, é a ampliação da política de atualizações do Android, que agora alcança quatro anos/versões e cinco de atualizações de segurança. Vale para a linha anterior (S21), aliás. Via Samsung (2) (3) (4).

Sites estrangeiros já publicaram versões resumidas, com menos de 10 minutos, do evento de ~2h30min da Samsung. Veja nos canais do The VergeEngadget.

Datas de lançamento e preços para o mercado brasileiro serão anunciados na próxima terça-feira (15), em um evento local.

Samsung não lançará um novo Galaxy Note em 2021

Em conferência com acionistas em Seul, o co-CEO da Samsung, DJ Koh, sinalizou que a empresa não lançará um novo Galaxy Note em 2021. Embora a empresa esteja sofrendo com a escassez de chips — um problema multisetorial, que afeta de celulares à fabricação de automóveis —, essa não seria a única explicação para a ausência de novo Galaxy Note este ano. Segundo Koh, o objetivo é “simplificar a linha de produtos”, mesmo não se falando (ainda?) em eliminar de vez a linha Note. A princípio, ela deverá voltar em 2022.

Lembrando que o Galaxy S21 Ultra, lançado em janeiro deste ano, trouxe suporte à S Pen, o até então grande diferencial da linha Galaxy Note. Via Bloomberg (em inglês, com paywall), Android Authority (em inglês).

O custo (além do financeiro) do Galaxy Note 7

O Galaxy Note 7 ficará na história como um belo smartphone com uma falha catastrófica que o inviabilizou como produto. É raro, mas acontece. O que importa mais, agora que o caso se encerrou e que o custo financeiro já é mais ou menos sabido (até US$ 10 bilhões), é o que esse erro custará em termos não financeiros à Samsung.

Especialistas divergem sobre os efeitos a longo prazo, mas alguns já são sentidos. Primeiro, na cadeia produtiva e no desperdício de metais raros, obtidos a muito custo ─ pessoal e ambiental, inclusive. É bastante difícil reciclar smartphones e, de qualquer modo, uma parte considerável do impacto ocorre antes da fabricação. Para a Motherboard, toda essa história e a destinação dos aparelhos, apesar dos esforços históricos da Samsung, são uma “piada ambiental”.

O outro efeito já sentido é na percepção da marca. O uso do termo “Galaxy” em toda a linha, que até agora tinha um efeito aglomerante favorável ─ o prestígio dos dispositivos mais caros escorria para os mais baratos à exceção dos muito baratos, tipo Galaxy Pocket ─, passa a jogar contra.

Era no máximo engraçadinho ouvir alguém chamar um desses de “Galaxy 7” ou “Samsung S7”. Agora, essas distinções sutis passam a ser cruciais e corre-se o risco de que a destruição da reputação da marca “Galaxy Note” (RIP) alcance outros “Galaxy”. Já está acontecendo.

A Samsung instalou quiosques em alguns aeroportos, antes das salas de embarque, para permitir a troca do Galaxy Note 7 por outro smartphone e fazer a transferência de arquivos e dados pessoais rapidamente. Em alguns países, o dispositivo foi banido de voos mesmo desligado.

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