Três imagens de pessoas, sem mostrar o rosto, com roupas básicas/essenciais, com os escritos (um em cada imagem) “Esporte”, “Dia a dia” e “Underwear”. À direita, as frases “O básico que você precisa tem na Insider” e “Clique aqui e use o cupom de 12% off: MANUALDOUSUARIO12”.

FIFA e EA encerram parceria; video game será rebatizado de “EA Sports FC”

Em julho de 2023, a longeva série de jogos de futebol da EA ganhará um novo nome: EA Sports FC.

O acordo com a FIFA, que licenciava seu nome à EA há cerca de 30 anos, chegou ao fim. A FIFA queria receber mais royalties da EA (no mínimo o dobro dos US$ 150 milhões anuais que recebia, segundo o New York Times) e ter o direito de licenciar a marca para outras editoras. A EA, sem surpresa, não concordou.

A EA parece sair melhor dessa separação amigável. Ela leva toda a tecnologia e décadas de refinamento no motor do jogo, 150 milhões de jogadores e 300 acordos de licenciamento com times, ligas e confederações, ou seja, as principais perdas da EA são o nome FIFA e a marca oficial da Copa do Mundo. Via EA, New York Times (ambos em inglês).

Inteligência artificial confunde careca de bandeirinha com bola e arruina transmissão de partida de futebol

https://www.youtube.com/watch?v=9zoJP2FkpgU

O Inverness Caley Thistle, time de futebol da segunda divisão da Escócia, protagonizou um episódio paradigmático das consequências acidentais do uso de inteligência artificial. Em meados de outubro, a equipe anunciou o sistema de câmera Pixellot, uma inteligência artificial “camera man”, que substituiria operadores humanos atrás das câmeras nas transmissões das partidas do time pelo Escocêszão. A lógica desse trabalho, afinal, é relativamente simples: basta que a câmera acompanhe a bola, certo?

Só não contavam com a careca do bandeirinha no jogo do Inverness contra o Ayr United, no dia 24 de outubro. Aos “olhos” da inteligência artificial, a cabeça do auxiliar de arbitragem era interpretada como uma bola de futebol e… bem, isso meio que arruinou a transmissão robótica. Via IFLScience (em inglês).

Adidas lança bola de futebol inteligente

https://www.youtube.com/watch?v=VJwR4C9QjKM

Talvez este um daqueles momentos onde paramos e nos perguntamos se fomos longe demais.

A miCoach Smart Ball sincroniza com o iPhone via Bluetooth e mensura a força, distância e os giros dos chutes, colocando tudo isso em gráficos e ajudando o atleta de fim de semana a melhorar suas habilidades. Como tem bateria, precisa ser recarregada. Sim, você recarrega… uma bola.

O que mais chama a atenção é que a Adidas direciona essa bola inteligente a jogadores de fim de semana, não aos profissionais. Na matéria do Engadget, Christian DiBenedetto, diretor de inovações sênior da Adidas, vislumbra um futuro onde bolas do tipo serão usadas em jogos profissionais, fornecendo dados em tempo real para deleite de torcedores e técnicos.

Os números não previram o resultado de Brasil vs. Alemanha

Nate Silver:

O preditor de partidas Soccer Power Index (ISP), que usa uma distribuição de Poisson para estimar a variedade de placares possíveis, deu à Alemanha apenas 0,022% de probabilidade (cerca de uma chance em 4500) de marcar sete ou mais gols. Da mesma forma, o SPI deu à Alemanha 0,025% de probabilidade (uma chance em 4000) de derrotar o Brasil por seis ou mais gols.

Nate ficou famoso por cravar previsões com base em números. A previsão do FiveThirtyEight para a semi-final era de 65% de chances do Brasil ganhar.

Mais uma vez o fator humano subverteu a lógica e a frieza dos números.

Na conclusão ele diz que o mercado de apostas ofereceu previsões mais certeiras, nesse caso, que os índices costumeiramente usados (ISO e ELO), além de alguns números que, como a ele, também me surpreenderam. Ou vai dizer que você sabia que o Brasil deu mais chutes a gol e teve mais posse de bola?

Brasil e Alemanha, em números.
Imagem: FIFA.

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