Câmeras, comércio eletrônico e aprendizagem de máquina

Mobile significa que, pela primeira vez, praticamente todas as pessoas terão uma câmera e tirarão significativamente mais fotos do que jamais foram tiradas em rolo de filme (“Quantas fotos?”). Isso parece uma mudança profunda, com o mesmo impacto de, digamos… o rádio transistorizado que tornou a música ubíqua. Continue lendo “Câmeras, comércio eletrônico e aprendizagem de máquina”

Resultado do desafio de setembro

Fotografar é uma arte subestimada. A facilidade do ato tira o peso que aspectos menos óbvios, externos à máquina, exercem sobre o resultado. Você pode ter uma Leica nas mãos, uma DSLR caríssima com uma lente que custa o dobro do corpo da câmera, e nada disso o ajudará a fazer um bom enquadramento, encontrar um ângulo original, olhar ao redor e perceber algo que valha a pena ser registrado.

Os filtros, popularizados pelo Instagram e banalizados pelo excesso (alguém ainda usa filtro do Instagram?), se juntam ao maquinário como aspectos circunstanciais. São recursos que podem ajudar no processo criativo, mas raras vezes garantem uma boa foto por si só — até acontece, mas aí é questão de sorte. Por isso, o desafio de setembro para assinantes do Manual do Usuário era mais complicado do que parecia. Continue lendo “Resultado do desafio de setembro”

Imagens, Snapchat e mobile

Pela primeira vez na história, basicamente todas as pessoas do mundo terão uma câmera. Mais de cinco bilhões de pessoas terão um celular, quase todos serão smartphones e quase todos terão câmeras. Muito mais pessoas vão tirar mais fotos do que nunca — mesmo hoje, talvez entre 50 e 100 vezes mais fotos são tiradas por ano do que foram capturadas em rolos de filme até então. Continue lendo “Imagens, Snapchat e mobile”

A hiper-realidade das selfies editadas com o Facetune

Abrir o Instagram é dar um pause na vida e se jogar em pequenos mundos perfeitos com gente bonita em lugares paradisíacos “curtindo a vida” e recebendo presentes de #marcas. Parece um negócio fácil e rentável, tanto que virou meta de vida. A criança dos anos 2010 não quer ser jogadora de futebol, astronauta ou bailarina, ela quer ser youtuber ou blogueira de moda/fitness/[categoria da vez] ou, para colocar todos no mesmo grupo, “influenciadora”. Com esse fim em vista, se espelha nas ações que deram certo para quem se estabeleceu.

Há inúmeros sinais dessa influência que, com frequência, passam despercebidos sob o manto de uma pretensa normalidade. Caso em tela: selfies. Continue lendo “A hiper-realidade das selfies editadas com o Facetune”

Um pequeno universo particular

No dia 25 de janeiro de 2016, São Paulo comemorou 462 anos de uma sofrível existência. Desde seus primeiros registros fotográficos em 1860, quando a então província era habitada por apenas 30 mil almas, chegamos aos dias de hoje numa das maiores metrópoles do mundo em que tirar fotografia é algo banal para qualquer habitante. O que nos faz pensar o seguinte: o que vai sobrar disso tudo? Continue lendo “Um pequeno universo particular”

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