Os problemas mais urgentes que as empresas de tecnologia precisam resolver para dar mais segurança e privacidade aos usuários

Nota do editor: Nesta quarta-feira (3), o WhatsApp anunciou uma novidade há muito esperada: a opção que dá ao usuário o poder de escolha para ser adicionado ou não a um grupo. Era algo básico e espanta que tenha demorado tanto para ser implementado. Não é o único caso do tipo na indústria.

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Como o lobby pode ser uma arma para suprimir inovação

Organizar um grupo grande é difícil. Você já deve ter percebido isso quando tentou brindar em uma mesa cheia. Quando estão só você e dois amigos numa mesa de bar, é fácil. Grupos maiores são mais difíceis de gerir. Um brinde entre todas as possibilidades numa mesa com 16 pessoas demora um certo tempo. O papo aqui não é etílico, mas organizacional. Conforme um grupo vai crescendo em tamanho — e a complexidade vai crescendo junto —, é preciso uma forma de organizar as pessoas para que todas elas consigam executar o que devem sem que a complexidade atrapalhe. Foi por isso que nasceram as organizações.

“Nós usamos a palavra ‘organização’ para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — ‘nossa organização organiza a conferência anual’. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo”. Parece um trava-língua, um exercício de um programa infantil da TV Cultura, mas a explicação do Clay Shirky prepara o terreno para entendermos um conceito tão familiar a todos nós que nem paramos para pensar direito. O Tecnocracia desta semana vai falar sobre empresas, especificamente sobre a sobrevivência de empresas. Mais à frente você vai entender.

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O grande plano focado em privacidade do Facebook não tem nada a ver com privacidade

Não existe Carnaval nos Estados Unidos, mas Mark Zuckerberg aguardou a Quarta-feira de Cinzas para anunciar seu grandioso plano de colocar a privacidade no centro da estratégia do Facebook. Uma iniciativa questionável desde a largada porque, nos diz o histórico do Facebook, privacidade sempre foi um assunto acessório e incômodo aos objetivos da empresa, tratado como mais como um fardo do que como ponto forte. Nas entrelinhas, há motivos de sobra no textão de Zuckerberg para no mínimo suspeitar de que desta vez não será diferente.

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No dicionário do Facebook, “deletar” tem outro significado

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Em maio de 2018, no auge da crise da Cambridge Analytica que expôs a torneira pela qual dados pessoais dos usuários do Facebook vazavam até uns anos antes, Mark Zuckerberg prometeu, na abertura da F8, a conferência anual da empresa para desenvolvedores, uma ferramenta, até então inimaginável, que permitiria ao usuário excluir todos os dados que o Facebook capturou de apps e sites com os quais você já interagiu. Veja o trecho em vídeo.

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A internet de hoje não foi feita para conversar

Nas últimas décadas, houve um movimento de trocar cartas com pessoas aleatórias no mundo. Muito antes de existir o PayPal, a plataforma de pagamento, existia o penpal (“amigo de caneta”, em tradução livre). Alguém fazia a intermediação (escolas de inglês, por exemplo) e você saía escrevendo e recebendo cartas de um sujeito em outro país, talvez do outro lado do mundo. Era uma forma ótima de treinar o inglês (por isso as escolas de inglês entravam na jogada). Eu tive uma penpal italiana chamada Anna. Troquei três cartas com ela até que um dia o diálogo terminou, mas a lembrança continua forte.

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Chegou a hora de sair das redes sociais?

Na semana em que o Facebook completa 15 anos de existência, tocamos na pergunta que muitos têm se feito ao se depararem com desinformação, polarização e brigas nas redes sociais: está na hora de sair delas?

Eu (Rodrigo Ghedin) e os convidados especiais Alexandre Inagaki e Jacqueline Lafloufa debatemos essa questão sob diversos pontos de vista. Os argumentos para se fazer no mínimo uma “dieta” mais rigorosa das redes são fortes, mas será que vale a pena perder o que o Facebook e companhia oferecem de bom? E o que é esse bom? Há esperança para redes sociais melhores, que pensem primeiro no usuário e só depois nos acionistas e anunciantes? Ouça, descubra e, depois, participe nos comentários.

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Qual será a gota d’água que te fará sair do Facebook?

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No final de 2018, Ryan Mac do BuzzFeed News publicou uma lista com todos os vacilos do Facebook ao longo do ano. “Literalmente apenas uma grande lista dos escândalos do Facebook em 2018” era o título da matéria, que elenca mais de 30 tópicos. Fazendo uma conta simples, ela revela que o Facebook protagonizou ou viabilizou alguma coisa errada uma vez a cada dez dias.

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