Mark Zuckerberg está no lado errado da história

Em 1954, a Suprema Corte dos Estados Unidos julgou inconstitucional, por unanimidade, a segregação racial nas escolas do país. Até então, os governos estaduais definiam se alunos brancos e negros seriam misturados ou se cada um iria para uma escola diferente — em sua maioria esmagadora, as escolas frequentadas pelos brancos não eram as mesmas escolas frequentadas pelos negros. Estudos feitos nas décadas seguintes mostraram que as escolas dos brancos recebiam mais dinheiro do governo e eram melhores em qualidade educacional que as escolas dos negros.

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Boicotar empresas resolve alguma coisa?

Neste podcast, reflito sobre os boicotes deste início de julho aos aplicativos de entregas (iFood e cia.) e das grandes empresas à plataforma de anúncios do Facebook. No final, recomendo dois filmes brasileiros.

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Em carta aberta, ex-funcionários do Facebook cobram outra postura da empresa ao lidar com discursos violentos de políticos

Na última sexta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu em um post nas suas redes sociais que responderia com violência as ações de cidadãos do seu próprio país que protestavam pela morte de George Floyd. O Twitter ocultou o post e limitou sua disseminação, alegando que ele feria suas diretrizes por “glorificar a violência”. O Facebook nada fez e seu CEO, Mark Zuckerberg, está desde então tentando justificar sua decisão, que precede o episódio e data de meados de 2019, quando o Facebook anunciou que não moderaria posts de políticos. A carta abaixo, assinada por algumas dezenas de ex-funcionários, explica muito bem a contradição desse posicionamento com os (supostos) valores da rede social e, em última análise, com os de qualquer país que se diga democrático. Ela foi publicada originalmente no New York Times.

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Instagram não permite mais que pessoas sem conta vejam fotos e vídeos no computador

O Instagram subiu o muro que separa pessoas que não têm conta na rede social das que sim. Desde pelo menos o último dia 20 de abril, a rede social de fotos do Facebook passou a impedir que pessoas não logadas visualizem fotos e vídeos de perfis públicos em computadores e tablets.

Perfis públicos, ou seja, que não têm o cadeado que restringe o conteúdo somente a seguidores, sempre foram acessíveis independentemente do login. Agora, não mais.

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Pixels de rastreamento: Como o Facebook e outras empresas sabem quais sites você visita

Passei algum tempo explicando a um repórter como anunciantes rastreiam as pessoas na internet. Nós nos divertimos muito olhando juntos as ferramentas de desenvolvimento do Firefox (não sou especialista em privacidade na internet, mas sei como usar a aba de rede nas ferramentas de desenvolvimento!) e aprendi algumas coisas sobre como o rastreamento de pixels funciona na prática!

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Monopólios sempre emperraram a inovação — e não é diferente com as Big Tech

Dois mil e dez foi um ano movimentado em tecnologia. A Apple lançou o iPhone 4 e o iPad, comprou a startup Siri (que viraria seu assistente pessoal) e Steve Jobs voltou a aparecer após meses longe dos olhares do mundo. A Microsoft foi atrás da AWS com o Azure e ainda tentava entrar na guerra dos smartphones com o Windows Phone 7. A Amazon já ensaiava atacar outras frentes, mas a venda de livros ainda era seu negócio principal — em 2010, pela primeira vez, os e-books venderam mais que as cópias físicas. A Intel comprou a McAfee, Yahoo, Nokia e HTC eram relevantes e surgiram as primeiras informações sobre o smartphone que o Facebook estava fabricando (três anos depois descobriu-se que era por uma parceria com a HTC). Só o fato de ter o iPhone 4 e o iPad já dariam importância ao ano: o primeiro lançou essa tendências de smartphones “embalados” em vidro, o segundo desengatilhou uma outra tendência — ainda viva, mas de menor fôlego, é verdade —, de tablets como substitutos de notebooks.

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