Em 2019, a briga para manter os monopólios se tornou explícita

Roger McNamee é um dos sujeitos mais impactantes do mercado de tecnologia de quem você nunca ouviu falar. No seu primeiro trabalho na área, no começo da década de 1980, ele liderou investimentos na Electronic Arts. Quando foi trabalhar em um dos fundos mais tradicionais do Vale do Silício, o Kleiner Perkins, McNamee se envolveu em investimentos feitos em um navegador chamado Netscape e em uma loja online chamada Amazon. Ambos os negócios se tornaram gigantescos, mas é sempre bom frisar que quem começou o frenesi financeiro da internet foi o Netscape, o primeiro navegador gráfico para usuário final da história.

O histórico de acertos do McNamee era tão sólido que ele fez o que qualquer um com naquela posição faz em sua área: para que trabalhar para os outros se eu posso colher os frutos todos para mim? Em 1999, ele fundou a Silver Lake Partners com outros sócios e passou a farejar o mercado atrás de negócios com potencial.

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Facebook promete salvar o jornalismo (de novo); A aceleração dos celulares com o Moto G8

No programa de hoje, Rodrigo Ghedin e os amigos do Gizmodo Brasil, Guilherme Tagiaroli e Giovanni Santa Rosa, falam da nova aba de notícias do Facebook, o Facebook News. É mais uma tentativa da rede social de Mark Zuckerberg de “ajudar” os jornais e dissipar a fumaça de desinformação que paira sobre a plataforma. Vai funcionar?

No segundo bloco, voltamos a nossa atenção ao mercado de celulares e à Motorola, que recentemente lançou o Moto G8, a segunda grande atualização em 2019 da sua principal linha de celulares — algo inédito. A aceleração nos lançamentos de novos aparelhos, comum na China, é o novo normal do setor? Não temos todas as respostas a essas perguntas, mas algumas boas teorias. Ouça aí!

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Pessoas ouvem o que você diz ao celular; Startups que abrem capital sem dar lucro

Neste Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Guilherme Tagiaroli e Giovanni Santa Rosa, ambos do Gizmodo Brasil, falam da sucessão de revelações de que basicamente todas as empresas com assistentes de voz inteligentes empregavam seres humanos para ouvirem uma fatia mínima das frases que dizemos a eles e a sinuca de bico que startups bilionárias, mas que não dão lucro, enfrentam quando resolvem abrir capital, casos recentes de Uber e WeWork.

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As patentes do Facebook que mostram como a rede influencia e molda as suas emoções

Selo de republicação da Agência Pública.Esta matéria foi produzida pela Agência Pública, a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil.

“O Facebook ajuda você a se conectar e compartilhar com as pessoas que fazem parte da sua vida.” É essa mensagem que aparece na sua tela ao se fazer o login na rede social — ou antes de criar a sua conta, se você não for um dos 130 milhões de brasileiros que usam o Facebook.

Mas, além de se conectar com amigos e família, ao criar uma conta ou logar na plataforma, você está compartilhando suas informações com a empresa. O uso dos dados pessoais sempre esteve descrito nos Termos de Utilização e na Política de Dados — para quem tivesse paciência de lê-los. Mas a extensão e as consequências desse uso só começaram a vir à tona com o escândalo da empresa Cambridge Analytica, que mostrou como dados de usuários do Facebook foram usados na segmentação de anúncios para a campanha eleitoral de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Um estudo inédito da pesquisadora Débora Machado, da Universidade Federal do ABC (UFABC), revela que o uso de informações pessoais pode ir além. O Facebook tem tecnologias suficientes para saber o que estamos sentindo em cada momento que logamos na plataforma. E mais: a partir disso, pode moldar as nossas emoções em benefício próprio.

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Facebook remove exportação/sincronia de aniversários dos contatos

Pergunte-se a si mesmo: o que te prende no Facebook? Desde que encerrei o meu perfil lá, esse assunto tem aparecido com maior frequência em conversas. Em muitas delas, meus interlocutores revelam que são detalhes que os seguram no cercado azul de Mark Zuckerberg. Exemplo? O lembrete diário de aniversário dos amigos.

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Sobre a moedinha do Facebook

Nota do editor: Este texto foi publicado originalmente na newsletter do blog. Cadastre-se gratuitamente para receber reflexões e indicações de leitura toda sexta-feira no seu e-mail.


As aparições públicas robóticas, sempre com um semblante desprovido de emoções, fala monótona e piadas constrangedoramente ruins, colocaram Mark Zuckerberg sob a suspeita de ter algum grau de psicopatia. Isso explicaria, por exemplo, alguém pressionado por sucessivos escândalos de privacidade e deslizes éticos anunciar uma moeda global como se: 1) precisássemos; 2) alguém tivesse lhe pedido; e 3) o Facebook fosse a melhor empresa para empreender ambicioso plano neste momento.

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