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Austrália emenda projeto de lei e Facebook promete restaurar notícias em sua plataforma

Não durou uma semana o bloqueio a notícias na Austrália promovido pelo Facebook, medida imposta na última quarta (17) em retaliação a um projeto de lei que obriga as plataformas de tecnologia a pagarem publicações jornalísticas pelo seu conteúdo e links. O governo australiano emendou a lei e o Facebook, satisfeito com as mudanças, disse que as notícias serão restauradas “nos próximos dias”. Via Folha, Governo da Austrália (em inglês).

Facebook inflou alcance potencial de anúncios por anos e rejeitou correção

E-mails internos do Facebook revelados pela Justiça dos Estados Unidos mostraram que o chamado “potencial de alcance” dos anúncios em sua plataforma, uma métrica exibida quando os anunciantes estão configurando seus anúncios e que é determinante na decisão do valor a ser investido, estava “profundamente errada”. A direção do Facebook soube do erro por anos e quando uma correção foi proposta por um gerente de produtos, rejeitou-a porque o “impacto no faturamento” do Facebook seria “significativo”. Via @jason_kint/Twitter, Financial Times (em inglês, com paywall).

Facebook pedirá aos usuários de iOS que se deixem ser rastreados

Dois prints do Facebook em um iPhone, mostrando o pedido e o popup do App Tracking Transparency da Apple.
Imagem: Facebook/Divulgação.

O Facebook vai se antecipar e pedir aos usuários de iPhone que permitam que sejam rastreados em outros apps. O novo recurso, chamado App Tracking Transparency (ATT), estreou no iOS 14 e será obrigatório no iOS 14.5, que teve o primeiro beta foi liberado nesta segunda (1). Via CNBC (em inglês).

Na mensagem que o Facebook disparará aos usuários (acima), a empresa diz que o rastreamento a ajuda a fornecer anúncios mais personalizados e a apoiar pequenos negócios que dependem de anúncios para alcançarem seus clientes.

Apple e Facebook vêm se bicando não é de agora, mas o clima esquentou desde a introdução do ATT no iOS 14, em novembro de 2020, que obriga apps que queiram rastrear o comportamento do usuário em outros apps e em sites a obterem o consentimento expresso dele. A medida deve impactar diretamente o faturamento do Facebook, cujo principal negócio, o da publicidade, está calcado na coleta e processamento de grandes quantidades de dados dos usuários.

Semana passada, em um evento virtual organizado pela União Europeia, Tim Cook, CEO da Apple, teceu duras críticas direcionadas ao Facebook — sem mencionar o nome da empresa —, como a de que priorizar engajamento em detrimento da privacidade leva à violência e polarização. Via 9to5Mac (em inglês).

Comitê de Supervisão independente defende permanência de post favorável à cloroquina no tratamento da COVID-19

Na primeira rodada de decisões do Comitê de Supervisão independente do Facebook, vimos resultados meio esquisitos. Em um dos casos julgados, o Comitê reverteu a exclusão de um post em Mianmar em que alguém dizia que muçulmanos têm algo errado na cabeça por não reagirem ao tratamento dado pela China aos uigures muçulmanos com a mesma intensidade com que reagem a caricaturas de Maomé na França. “Embora o post possa ser considerado ofensivo, ele não atingiu o nível de discurso de ódio,” diz a decisão. Via Comitê de Supervisão.

A grande polêmica, porém, foi a reversão na exclusão do post de um homem na França, publicado em um grupo em outubro de 2020, que reclamava do governo pela falta de autorização para o uso de hidroxicloroquina combinada com azitromicina no tratamento da COVID-19. O texto também questionava o que a sociedade tinha a perder ao permitir que médicos receitassem um “remédio inofensivo” quando os sintomas da doença aparecessem. O Facebook havia justificado a exclusão com as suas regras específicas de COVID-19 e de risco iminente de dano físico — o que, e o Brasil é prova disso, está correto.

Surpreendentemente, o Facebook informou, por nota, que não acatará a decisão do Comitê relacionada ao post da COVID-19. Provavelmente a coisa certa a ser feita, mas já na largada esse caso coloca em xeque o poder do Comitê.

Em tempo: é esse Comitê que decidirá o futuro de Donald Trump nas plataformas do Facebook.

“Está circulando muita informação errada sobre o WhatsApp”, diz presidente da empresa

Will Cathcart, presidente do WhatsApp, concedeu uma entrevista à Folha como parte do controle de danos que a empresa vem fazendo após o desastre da nova política de privacidade do aplicativo. A mensagem é confusa, por mais habilidoso que ele ou qualquer outro seja com as palavras: o WhatsApp continua criptografado de ponta a ponta nas conversas e grupos com indivíduos, mas deixa de sê-lo nos contatos com grandes empresas que usem a Business API do serviço. O que diferencia um do outro é um selo, daqueles que aparecem quando se inicia uma conversa e que, suspeito, pouca gente lê.

É curioso o esforço que Cathcart faz para distanciar o WhatsApp do modelo de redes sociais (“acreditamos que o WhatsApp deve se manter um aplicativo para conversas entre duas pessoas, um espaço privado, para pequenos grupos”), o que significa distanciá-lo de problemas, ao mesmo tempo em que tenta passar aos usuários um ruptura tão dramática quanto, a que transforma o WhatsApp em um SAC genérico para empresas e, com isso, abre uma brecha na criptografia de ponta a ponta. Via Folha.

Quais dados seus o WhatsApp compartilha com Facebook, Instagram e outros?

Atualizado (14 de janeiro): Publiquei uma análise aprofundada da nova política de privacidade do WhatsApp. Leia-a clicando aqui.

Como diria o Tino, o Facebook sentiu. Pelo Twitter, o perfil do WhatsApp publicou um infográfico para explicar quais dados não compartilha com o Facebook. Novamente, o Facebook se apega à criptografia de ponta a ponta como se fosse uma panaceia da privacidade, o que não é verdade. O infográfico só conta metade da história, omitindo os muitos dados que são compartilhados com Facebook, Instagram e outras propriedades do grupo.

Segundo esta página de perguntas e respostas do WhatsApp, são compartilhados com outras empresas do Facebook “informações de registro de sua conta (como seu número de telefone), dados de transações, informações relacionadas ao serviço, informações sobre como você interage com outras pessoas (incluindo empresas) ao usar nossos Serviços, informações do aparelho móvel, seu endereço de IP.”

Não só. Ela diz, ainda, que o “compartilhamento também pode incluir outras informações identificadas na seção ‘Informações que coletamos’ da nossa Política de Privacidade.” Aqui está a política de privacidade atualizada. O trecho “informações que coletamos” traz, entre outras coisas:

  • “Os recursos que você usa, como nossos recursos de grupos, Status, ligações ou mensagens (incluindo nome do grupo, imagem do grupo e descrição do grupo), recursos comerciais e de pagamentos; foto de perfil; recado; se você está online; quando usou nossos Serviços pela última vez (seu ‘visto por último’).”
  • “Modelo de hardware, informações do sistema operacional, nível da bateria, força do sinal, versão do aplicativo, informações do navegador, rede móvel, informações de conexão como número de telefone, operadora de celular ou provedor de serviços de internet, idioma e fuso horário, endereço IP, informações de operações do dispositivo e identificadores.”
  • Ao contrário do que diz o infográfico, dados de localização são compartilhados, mesmo que vocês não os use: “Mesmo se você não utiliza nossos recursos relacionados à localização, usamos endereços IP e outros dados como códigos de área de número de telefone para calcular sua localização geral (por exemplo, cidade e país).”

A maioria dos itens da lista acima não é nova. Desde 2016, quem não optou, naquela época, por não compartilhar dados do WhatsApp ou criou sua conta no WhatsApp depois, já os compartilha com outras propriedades do Facebook. A nova política de privacidade expande os dados compartilhados e suprime do texto o trecho em que na anterior citava a exceção ao compartilhamento.

Atualização (13/1, às 6h30): Inserção de um parágrafo, o último, com mais informações sobre o compartilhamento de dados do WhatsApp com outras propriedades do Facebook.

Aumenta a pressão contra o compartilhamento de dados obrigatório do WhatsApp

Os novos termos de uso do WhatsApp já estão dando dor de cabeça ao Facebook. Na Turquia, o conselho antitruste do país abriu uma investigação para apurar a obrigatoriedade, a partir de 8 de fevereiro, de os usuários compartilharem dados do WhatsApp com as outras propriedades do grupo, como Facebook e Instagram. Via Bloomberg (em inglês).

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) estuda medidas jurídicas e administrativas para impedir que o compartilhamento obrigatório de dados do WhatsApp. Via Folha.

Não é um pedido de outro mundo: a nova regra não valerá na Europa, por exemplo. Em maio de 2017, a União Europeia multou o Facebook em € 110 milhões por enganar órgãos reguladores em 2014 sobre a possibilidade desse compartilhamento entre WhatsApp e outras redes. Via The Irish Times (em inglês) e G1.

Acreditamos que os riscos de permitir que o Presidente [Donald Trump] continue usando o nosso serviço durante este período são simplesmente grandes demais. Portanto, vamos prolongar o bloqueio que fizemos de suas contas no Facebook e no Instagram por tempo indeterminado e durante pelo menos as próximas duas semanas até que a transição pacífica do poder esteja concluída.

— Mark Zuckerberg Fácil depois que o cara deixou o poder e, portanto, não tem mais a influência que poria em risco seu negócio. Via Facebook. Mais cedo, o Snapchat havia anunciado a suspensão por tempo indefinido de Trump. Facebook copiando outra vez. Via Engadget (em inglês).

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