Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Elon Musk e China, uma relação complicada

A saga de Elon Musk na China já teve muitos capítulos e estava na hora de trazermos um resumo. O bilionário é extremamente famoso no país asiático pelos seus empreendimentos e também por ter elogiado políticas chinesas e, recentemente, o trabalho excessivo de funcionários da Tesla no país. Sua empresa ficou notória por ser a primeira […]

Elon Musk no Brasil

No dia 20 de maio, sem alarde, apesar dos rumores e questionamentos feitos ao Ministério das Comunicações, Elon Musk desembarcou no Brasil. Na agenda estava um acordo com o governo federal para conectar escolas da Amazônia usando a Starlink, rede de satélites de órbita baixa que polui o céu noturno e leva internet a lugares […]

Elon Musk vem ao Brasil encontrar-se com Bolsonaro

Atualização (14h30): Foi pior do que alguém poderia imaginar. A partir de agora, quando alguém pedir a definição de viralatismo, mostrarei o vídeo abaixo (via Uol):

Elon Musk tem um encontro marcado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (20), em São Paulo.

A agenda oficial, segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, consiste em “tratar com o governo brasileiro sobre conectividade e proteção da Amazônia” — manobra em que o governo interferiu indevidamente na Anatel para acelerar autorizações no Brasil da Starlink, de Musk.

Segundo a Folha de S.Paulo, “empresários de diversos ramos, como telecomunicações, finanças e energia, também foram convidados a comparecer”, e assessores de alguns desses empresários temem que o encontro vire palanque eleitoral para Bolsonaro.

N’O Globo, Lauro Jardim, que deu a notícia em primeira mão, lembrou que Musk virou uma espécie de ídolo da extrema-direita desde que anunciou a intenção de comprar o Twitter. “O bolsonarismo espera que, com Musk no comando, o Twitter fique mais amigável à extrema-direita.” O negócio está “temporariamente suspenso” por iniciativa de Musk, que (supostamente) desconfia do volume de contas falsas na rede social. Via O Globo, Folha de S.Paulo.

Twitter suspende meio milhão de contas de spam por dia

Parag Agrawal, CEO do Twitter, foi à rede explicar como a empresa lida com perfis falsos/de spam. Praticamente uma indireta bem direta a Musk, que na sexta (13) suspendeu temporariamente a compra da empresa para averiguar a situação desse tipo de perfil.

A explicação de Agrawal (em inglês) é bem interessante e, dentro do que um fio no Twitter permite, detalhada. Chama a atenção o fato de que, todos os dias, o Twitter suspende mais de meio milhão de contas e bloqueia preventivamente outras tantas para verificar se são legítimas ou não.

Provando-se detentor de elevado nível de maturidade, Musk respondeu o CEO do Twitter com um emoji de cocozinho (“💩”). Em seguida, prosseguiu: “Então como os anunciantes sabem o que estão recebendo pelo seu dinheiro? Isso é fundamental para a saúde financeira do Twitter.” Via @paraga/Twitter, @elonmusk/Twitter (ambos em inglês).

Musk “suspende temporariamente” compra do Twitter para verificar presença de robôs na plataforma

Elon Musk “suspendeu temporariamente” o acordo de compra do Twitter para, aparentemente, verificar a incidência de contas de spam/falsas na plataforma. No aviso, publicado no Twitter, Musk se referiu a uma notícia da Reuters de 2 de maio em que o Twitter afirma ter menos de 5% de contas de spam/robôs.

Apesar da manifestação de surpresa de Musk, analistas apontam que esse percentual já era conhecido do mercado e que Musk provavelmente o conhecia.

Há quem diga que o argumento das contas falsas pode estar sendo usado por Musk para melar o negócio ou conseguir um desconto no valor de US$44 bilhões que prometeu pagar pelo Twitter. Caso desista do negócio, ele teria que pagar uma multa de US$ 1 bilhão.

O efeito nas bolsas foi imediato. O papel do Twitter desabou quase 20% no pré-mercado (as negociações antes de o balcão da Nasdaq abrir).

Já as ações da Tesla, que vêm sofrendo com o próprio negócio envolvendo Musk e o Twitter somado à queda generalizada dos papéis de tecnologia nos EUA, subiam ~6%. Via @elonmusk/Twitter, Reuters (2), New York Times (todos em inglês).

Twitter é vendido a Elon Musk por quase US$ 44 bilhões

Confirmando os rumores, o Twitter aceitou a oferta de Elon Musk e foi vendido ao bilionário nesta segunda (25). Musk pagará US$ 54,20 por ação, o que significa uma aquisição de quase US$ 44 bilhões. Após a conclusão do negócio, prevista para o final de 2022, o Twitter voltará a ser uma empresa de capital fechado.

O que será do Twitter? A essa altura, ninguém sabe. Em nota, Musk disse:

A liberdade de expressão é a base de uma democracia funcional e o Twitter é a praça digital da cidade onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade. Também quero tornar o Twitter melhor do que nunca, melhorando o produto com novas funcionalidades, abrindo o código fonte dos algoritmos para aumentar a confiança, acabando com os robôs de spam e autenticando todos os seres humanos. O Twitter tem um potencial tremendo — estou ansioso para trabalhar com a empresa e com a comunidade de usuários a fim de desbloqueá-lo.

Via PR Newswire (em inglês).

Elon Musk assegura dinheiro para comprar Twitter; negócio é iminente, diz Reuters

Depois de assegurar o dinheiro necessário para honrar a proposta de aquisição do Twitter — US$ 25,5 bilhões em empréstimos bancários e US$ 21 bilhões do próprio bolso —, Elon Musk está cada vez mais próximo de alcançar seu objetivo.

De acordo com fontes da Reuters, o conselho do Twitter se reuniu na manhã de domingo (24) e decidiu recomendar a venda para o bilionário da Tesla.

O anúncio da recomendação de venda pode ser feito ainda nesta segunda (25), mas “é sempre possível que o acordo colapse no último minuto”, segundo uma fonte. Via Reuters, CNBC (ambos em inglês).

O que acontece se Elon Musk comprar o Twitter?

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Twitter aciona “poison pill” para dificultar tentativa de aquisição hostil por Elon Musk

O Twitter optou por não ceder — ao menos, não sem lutar — à investida de Elon Musk para adquirir 100% da empresa por US$ 43 bilhões e torná-la privada outra vez.

Na sexta-feira (15), o conselho de administração do Twitter votou por unanimidade a favor do uso da “poison pill” (“pílula venenosa”, em tradução livre) para dificultar a vida de Musk.

A “poison pill” é um mecanismo de defesa contra aquisições hostis previsto no estatuto de empresas listadas na bolsa. Ao engolir a pílula envenenada, as regras acionárias mudam.

Se um indivíduo ou grupo adquirir mais de 15% das ações do Twitter no mercado aberto, ou seja, sem o aval do conselho, outros acionistas ganharão o direito de comprar ações com desconto.

Essa manobra compra tempo para o conselho negociar a aquisição com o proponente da aquisição hostil e encarece o prêmio sobre o valor das ações que ele teria que desembolsar para comprar toda a empresa.

A “poison pill” do Twitter tem validade até 14 de abril de 2023. Via Seu Dinheiro, Valor Investe.

Elon Musk quer o Twitter

Deve ser monótona a vida da pessoa mais rica do mundo. O que fazer quando se pode fazer tudo? Serve de indício a que leva Elon Musk, o empresário sul-africano radicado nos Estados Unidos que ocupa o posto no momento, com uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 260 bilhões (~R$ 1 trilhão).

Elon Musk quer comprar o Twitter por US$ 43 bilhões

O empresário Elon Musk fez uma proposta de aquisição hostil da totalidade das ações do Twitter por US$ 54,20/ação, um negócio de US$ 43 bilhões.

O valor representa um prêmio de 54% sobre o preço das ações da empresa no dia 28 de janeiro, véspera da primeira compra de ações feita por ele.

Após o anúncio, as ações do Twitter sobem 11% no pré-mercado.

Em documento enviado à Securities and Exchange Commission (SEC, espécie de CVM dos Estados Unidos), Musk disse que o Twitter “não irá prosperar nem servir ao imperativo social [da liberdade de expressão] em sua forma atual. O Twitter precisa ser transformado como uma empresa privada”.

E deu um ultimato: “Se o negócio [aquisição] não funcionar, visto que não tenho confiança na diretoria nem acredito que consiga fazer as mudanças necessárias no mercado aberto, precisaria reconsiderar minha posição como acionista.”

“O Twitter tem um potencial extraordinário. Eu o liberarei”, finalizou Musk. Via SEC, Bloomberg (ambos em inglês).

Musk, Thiel, Andreessen e a “current thing”

Musk, Thiel, Andreessen e a “current thing” (em inglês), por Brad Stone na Bloomberg:

Quinta-feira passada, em uma conferência de criptomoedas em Miami, Peter Thiel disparou contra os inimigos percebidos do bitcoin. Em um discurso sinuoso, chamou Warren Buffett de “vovô sociopata de Omaha” e apelidou os CEOs do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, e da BlackRock, Larry Fink, de “gerontocracia financeira” que reprime a ascensão de jovens cripto-inflamados. Ele também se opôs ao ESG — a lógica de investir com base em critérios socialmente conscientes como impacto ambiental, justiça social e boa governança.

[…]

Nas últimas duas semanas, [Marc Andreessen,] o co-fundador da Netscape e da empresa de capital de risco Andreessen Horowitz, postou surpreendentes 350 vezes ou mais no Twitter. Os posts são enquadrados principalmente em termos elípticos, mas condenatórios, que se referem à “the current thing”, um meme popular entre os membros da direita extremamente virtual.

[…]

O que se passa? Aqui estão três tecnólogos de alto nível, exorbitantemente ricos, que parecem buscar uma satisfação da meia-idade no shitposting — o ato de escrever “comentários deliberadamente provocativos ou fora do assunto nas redes sociais, geralmente para perturbar os demais ou divergir do debate principal”, segundo o dicionário Oxford.

Elon Musk desiste de assento no conselho do Twitter

O empresário Elon Musk não terá mais um assento no conselho de administração do Twitter. A notícia foi dada por Parag Agrawal, CEO da empresa, na madrugada desta segunda (11).

A desistência teria ocorrido a pedido do próprio Musk.

Musk foi apontado para o conselho no início da semana (5), um dia depois de comunicar ao mercado que havia comprado 9,2% das ações do Twitter, tornando-se seu maior acionista.

O assento no conselho de administração impunha um teto ao total de ações com direito a voto que Musk poderia ter, de 14,9%, o que impediria Musk de tentar controlar a empresa. Fora do conselho, Musk pode comprar quantas ações quiser. E dinheiro é algo que não falta à pessoa mais rica do planeta. Vi TechCrunch, @paraga/Twitter (ambos em inglês).

Elon Musk é indicado ao conselho de administração do Twitter

Um dia depois de anunciar ter comprado 9,2% do Twitter, o empresário Elon Musk foi indicado como novo membro do conselho da empresa. Essa foi rápida.

O lado mais ou menos positivo é que, enquanto estiver no conselho, Musk só pode possuir até 14,9% das ações com direito a voto da empresa, o que impossibilita uma aquisição hostil, algo que se especulava desde ontem.

Parag Agrawal, CEO do Twitter, se disse empolgado com o novo conselheiro. “Pelas conversas com Elon nas últimas semanas, ficou claro que ele traria muito valor ao nosso Conselho”, escreveu no Twitter. Já Musk disse que espera, ao lado do CEO e do restante do conselho, “fazer melhorias significativas no Twitter nos próximos meses”.

Segundo fontes da Reuters, Musk procurou Parag e Jack Dorsey, o co-fundador arrependido, logo após comprar as ações, em 14 de março, com o pedido explícito de um assento no conselho de administração. Via Reuters, @paraga/Twitter, @elonmusk/Twitter (todos em inglês).

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