[Review] Kobo Aura H2O, o e-reader à prova d’água

Um dos primeiros comerciais do Kindle, e-reader da Amazon, mostrava uma mulher à beira da piscina lendo um e-book sem ser atrapalhada pelo Sol. Era uma alfinetada na tela do iPad, que sofre com a incidência de luz solar direta. Quisesse, a Kobo poderia aproveitar a deixa para promover seu último e-reader, o Kobo Aura H2O. Com ele, você pode ler dentro da piscina.

O segmento de e-readers passa, desde a sua concepção, por transformações leves e previsíveis. Toda nova versão sempre traz alguma novidade e melhora características inerentes do formato, mas nada que o afaste tanto dos primeiros modelos de quase dez anos atrás. Foram-se os botões em prol de telas sensíveis a toques, por exemplo. O contraste e a velocidade de transição das páginas, sempre aumentam. As mais recentes mudanças foram o lançamento de produtos premium, com telas de alta definição e iluminação — uma carência notável dos primeiros modelos –, em paralelo aos modelos baratos de entrada.

O Kobo Aura H2O dá, de certa forma, mais um passo nesse sentido. Além de tudo o que seus antecessores trouxeram de mais sofisticado, ele é à prova d’água, classificação IP67 (entenda). Faz a diferença? É o que tentei descobrir lendo O Curioso Caso de Benjamin Button, um pedaço de Misto Quente e vários artigos salvos no Pocket. Continue lendo “[Review] Kobo Aura H2O, o e-reader à prova d’água”

Converta seus arquivos PDF para lê-los com mais conforto no Kindle ou Kobo

E-readers modernos funcionam com formatos de arquivo específicos — AZW ou MOBI no Kindle, ePub no Kobo, Lev, Nook e outros. Eles têm inúmeras vantagens sobre o PDF, mas esse ganha em disponibilidade. A oferta de livros, teses, dissertações, monografias e documentos em geral no formato da Adobe é bem grande.

Com telas de 6 polegadas e outras limitações, os e-readers nem sempre recebem bem arquivos PDF. Uma das características do formato, a fidelidade da sua formatação não importa em qual dispositivo seja exibido, acaba jogando contra. Nisso, é comum abrirmos arquivos PDF em e-readers e nos depararmos com letras miúdas e páginas maiores que a tela, o que obriga a movimentações e uso intensivo do zoom, ações desengonçadas em e-readers que acabam tornando a leitura cansativa.

O Lev, da Saraiva, tem um recurso que visa amenizar esses contratempos, o PDF Reflow. A promessa é de que o sistema adapte a exibição de arquivos PDF à tela do dispositivo em tempo real. É um diferencial bacana e exclusivo, mas com um pouco de trabalho dá para ter resultados similares com qualquer e-reader convertendo ou otimizando o PDF antes da leitura. Continue lendo “Converta seus arquivos PDF para lê-los com mais conforto no Kindle ou Kobo”

Lev, o novo e-reader da Saraiva

Lev, o e-reader da Saraiva.A Saraiva lançou hoje o Lev, seu e-reader. Ele chega para competir com a linha Kindle da Amazon, e a Kobo, no Brasil atrelada à Livraria Cultura.

O projeto do Lev é baseado no Cybook Odissey, e-reader da francesa Booken, e a localização do software foi feita pela Saraiva com a ajuda do Centro de Estudos Avançados do Recife (C.E.S.A.R). Ele tem um formato arredondado que pelas fotos parece um tanto esquisito e chega por aqui em duas versões, uma de R$ 299 e outra, com iluminação na tela, por R$ 479 — até o final de agosto em promoção, por R$ 399. Além das lojas físicas e virtual da própria Saraiva, o Lev também será comercializado no Walmart.

As aparentes vantagens em relação ao quase irretocável Kindle Paperwhite são o suporte a arquivos ePub, unanimidade fora dos domínios da Amazon, slot para cartão microSD e um recurso chamado PDF Reflow, que adapta arquivos PDF aos limites da tela de 6 polegadas do Lev. Na teoria é uma ideia pra lá de interessante, resta ver se ela se sustenta na prática. O Lev ainda vem com 14 e-books de graça e se integra à loja e ao app Saraiva Reader, disponível para Android, iOS, Windows e OS X.

O mercado editorial brasileiro é bastante restrito e o dos e-readers, embora em expansão, responde por menos de 3% dele. Não sei  se há espaço para um terceiro concorrente, mas a Saraiva aposta que sim. É esperar para ver — o e-reader e se haverá demanda por ele.

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