Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

Microsoft, enfim, apresenta o novo Outlook

Print do novo Outlook para Windows, com um e-mail aberto, demonstrando a integração com elementos do Loop.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

Quase dois anos depois de apresentar uma visão da “evolução do Outlook”, a Microsoft, enfim, liberou o primeiro vislumbre dela na forma de um beta do novo Outlook.

A ideia é similar à do Google, embora a execução pareça um tanto diferente: transformar o Outlook numa área de trabalho, com várias ferramentas além do e-mail e calendário, como listas de tarefas e integração com elementos do Loop, o Notion da Microsoft.

O novo Outlook é um aplicativo, mas baseado em tecnologias web. Para testá-lo, é preciso ingressar nos canais beta (“Insider”) do Office. Via Microsoft (em inglês).

Substack lança aplicativo próprio para ler newsletter

O Substack lançou seu esperado aplicativo para leitura de newsletters, cumprindo promessa feita no final de 2020. É um erro — se não para o próprio Substack, certamente para a maioria das newsletters hospedadas lá, seus donos e leitores/inscritos.

Newsletters vivem no e-mail, um local onde as pessoas estão habituadas a ir e que lhes dá controle. É exatamente isso que as diferencia de outros locais como a web, redes sociais e aplicativos. O eterno “renascimento” das newsletters é, em parte, reflexo da ressaca de estímulos que esses outros locais, que dependem de engajamento, despejam em nós. O Substack mostra-se como mais um desses.

“O framework do Substack tem crescido com base no e-mail e na web, mas agora novas coisas são possíveis”, diz o anúncio. Soa como a uma ameaça.

Newsletters já têm um aplicativo. Chama-se “e-mail”.

Por ora, o aplicativo (do Substack) só está disponível para iOS. Android deve vir em seguida. Via Substack (em inglês).

Atualização (14h36): Por padrão, o aplicativo do Substack interrompe o envio de e-mails das newsletters. O Substack declarou guerra ao e-mail.

Fastmail enfrenta instabilidades

Há alguns dias, o Fastmail tem estado bem instável. (Enquanto escrevo isso, minha caixa de entrada pessoal está inacessível.) O motivo é um ataque grande e continuado de negação de serviço (DDoS), que o Fastmail está tentando mitigar.

Outros provedores de e-mails menores, como Mailbox, Posteo e Runbox, também estão sofrendo com ataques DDoS. No Twitter, o perfil do Mailbox informou que trata-se de criminosos chantageando esses provedores e pedindo bitcoins para cessarem os ataques. @Fastmail/Twitter (2) (em inglês), @mailbox_org/Twitter (em inglês).

É chato ficar com o e-mail inacessível, mas pior seria ceder a esse tipo de coisa. O Fastmail tem uma página de status e tem dado atualizações da situação em seu perfil no Twitter.

Intuit compra Mailchimp por US$ 12 bilhões

A Intuit comprou o Mailchimp por US$ 12 bilhões. Em 20 anos de história, o Mailchimp jamais levantou capital externo nem distribuiu participação entre funcionários — hoje, 1,2 mil pessoas trabalham na empresa. Segundo o comunicado à imprensa, o Mailchimp tem 13 milhões de usuários, 2,4 milhões deles ativos, e 800 mil pagantes.

Pouco conhecida fora dos Estados Unidos, a Intuit é bastante presente na vida dos norte-americanos. Estão sob seu guarda-chuva o QuickBooks, uma referência em software contábil para pequenas e médias empresas, e o TurboTax, principal aplicativo para declaração do imposto de renda. A Intuit também é famosa por seu lobby agressivo e táticas no mínimo questionáveis para ocultar dos norte-americanos alternativas gratuitas ao TurboTax. Bom para os donos do Mailchimp, não muito para os funcionários (sem participação, eles dividirão um bônus de US$ 300 milhões, ou 2,5% do valor do negócio, cerca de US$ 250 mil cada) e algo inquietante para os usuários do serviço. Via BusinessWire (em inglês).

Simplify devolve interfaces simples ao Gmail

Print de uma das interfaces do Simplify, com a lista de e-mails centralizada e um campo de busca no topo.
Imagem: Simplify/Divulgação.

Àqueles que realmente não simpatizam com o novo direcionamento do Gmail, mas precisam ou preferem continuar no e-mail do Google, o Simplify é uma interface mais calma, focada em e-mail, que lembra o que o Gmail já foi um dia — com algumas opções de layout à disposição.

O Simplify foi criado pelo ex-googler Michael Leggett. Ele liderou a equipe de design do Gmail de 2008 a 2012 e cofundou e liderou o design do Google Inbox, uma interface alternativa e inteligente para o Gmail, descontinuada pelo Google em 2019. São credenciais de peso. Vale dizer, o Simplify não tem qualquer ligação com o Google.

O Simplify é pago, custa US$ 2/mês (no plano anual). Uma conta comporta até 10 contas do Gmail. E é isso: não há anúncios, rastreadores, cookies ou qualquer outra interferência. É apenas uma “casca” mais agradável para acessar o Gmail. Para alguns, soa estranho pagar para acessar um serviço que é, em essência, gratuito; para mim, é a mesma lógica de pagar pelo Tweetbot ou qualquer app alternativo do Twitter: a experiência de usuário interfere muito no modo como usamos (e somos usados) por serviços digitais e, sendo assim, não me importo em pagar uns trocados para usufruir de uma mais saudável. Dica do Pedro Venturini.

Google usa o Gmail como base para solução de produtividade em nuvem

Print de uma tela do Gmail/Workspace, com um “espaço” selecionado e duas colunas de conversas em destaque.
Imagem: Google/Divulgação.

O Google liberou os “espaços” no Workspace nesta quarta (8) e algumas outras novidades para a sua suíte de produtividade, como chamadas de voz a partir do app do Gmail. Não sem razão, tem muita gente dizendo por aí que o Gmail está ficando parecido com o Outlook da Microsoft.

O que chama a atenção nessa investida (por vezes confusa) do Google é que ela está sendo toda feita em cima do Gmail, talvez o (único?) produto de comunicação mais bem sucedido do Google. Há uma demanda real, motivada primeiro pela pandemia, agora e ao menos no futuro próximo por arranjos de trabalho híbrido, por soluções mais robustas de produtividade em ambiente corporativo, mas vale questionar se essa investida não alienará a fatia de usuários que só quer ver seu e-mail — e qual o tamanho dela. Via Google (em inglês).

ProtonMail coleta IP de usuário suspeito de atividades ilícitas na França e entrega às autoridades

O ProtonMail, serviço de e-mail criptografado com sede na Suíça, forneceu à Europol, a pedido da Justiça suíça, os endereço de IP usados pelo grupo ativista francês Youth for Climate para acessar o serviço. Não se sabe, de fonte oficial ou fidedigna, quais atividades do grupo desencadearam o pedido. Relatos desencontrados em redes sociais alegam que o grupo estava invadindo propriedades em Paris.

Nas redes, outros usuários do ProtonMail estão reclamando de uma possível quebra de confiança. O problema estaria em uma frase, no site oficial do serviço, que diz que “por padrão, não mantemos relatórios de IPs que possam ser conectados à sua conta de e-mail anônima”. A política de privacidade, porém, prevê a possibilidade de cessão de dados se requisitados pelas autoridades suíças.

Andy Yen, fundador e CEO do ProtonMail, explicou no Twitter que, “pela lei, o ProtonMail precisa colaborar com investigações criminais suíças”, que a coleta do IP dos usuários “obviamente não é feita por padrão, mas apenas quando legalmente exigida”, e que apesar do histórico de resistência a ordens do tipo por parte do ProtonMail, neste caso não havia alternativas para recorrer da decisão, proferida pelo Departamento de Justiça Federal da Suíça.

Ainda segundo Andy, desde 2015 o ProtonMail publica relatórios anuais de transparência e em 2020 a empresa contestou mais de 700 pedidos de quebra de sigilo dos seus usuários. Via @tenacioustek/Twitter (em inglês), r/ProtonMail (em inglês).

Thunderbird 91 é lançado

Depois de um ano de muito trabalho, o Thunderbird 91 foi lançado nesta quarta (11). A nova versão moderniza o aplicativo em vários aspectos — não à toa, a versão deu um salto, de 78 para 91, alinhada ao Firefox, ou às versões ESR (de suporte estendido). Todas novidades e mudanças no link ao lado. Via Thunderbird (em inglês).

DuckDuckGo anuncia serviço gratuito de proteção de e-mails

O DuckDuckGo anunciou um novo serviço gratuito de proteção a e-mails, chamado Email Protection (é, nada original). Ele gera um endereço @duck.com, gratuito, que encaminha mensagens ao seu endereço verdadeiro removendo rastreadores da mensagem, algo parecido com o comportamento do aplicativo Mail, da Apple, no iOS 15 e macOS 12 . Na solução do DuckDuckGo também é possível gerar “aliases”, ou seja, endereços alternativos para cada serviço/cadastro e, caso um deles passe a ser usado para spam, bloqueá-lo. Essa parte é igual ao Firefox Relay e ao vindouro Hide My Email do iCloud+, da Apple.

O Email Protection está em beta. Para candidatar-se ao serviço e, de quebra, reservar um endereço @duck.com, é preciso baixar o aplicativo do DuckDuckGo para Android ou iOS, abrir as configurações, ir em Beta Features, depois em Email Protection e, por fim, clicar em Join the Private Waitlist. Via DuckDuckGo (em inglês).

O jovem quer acabar com o e-mail / Super apps são “super” mesmo?

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