DuckDuckGo anuncia serviço gratuito de proteção de e-mails

O DuckDuckGo anunciou um novo serviço gratuito de proteção a e-mails, chamado Email Protection (é, nada original). Ele gera um endereço @duck.com, gratuito, que encaminha mensagens ao seu endereço verdadeiro removendo rastreadores da mensagem, algo parecido com o comportamento do aplicativo Mail, da Apple, no iOS 15 e macOS 12 . Na solução do DuckDuckGo também é possível gerar “aliases”, ou seja, endereços alternativos para cada serviço/cadastro e, caso um deles passe a ser usado para spam, bloqueá-lo. Essa parte é igual ao Firefox Relay e ao vindouro Hide My Email do iCloud+, da Apple.

O Email Protection está em beta. Para candidatar-se ao serviço e, de quebra, reservar um endereço @duck.com, é preciso baixar o aplicativo do DuckDuckGo para Android ou iOS, abrir as configurações, ir em Beta Features, depois em Email Protection e, por fim, clicar em Join the Private Waitlist. Via DuckDuckGo (em inglês).

O jovem quer acabar com o e-mail / Super apps são “super” mesmo?

Oferecimento: Razor Computadores Extraordinário. Essa palavra cuja origem vem do latim “extraordinarius” significa algo que vai “além de”, que é “fora do comum”. Se utilizada como adjetivo, a palavra representa algo excepcional, e é focando nessa palavra que a Razor fabrica computadores profissionais de altíssima performance: para você alcançar o extraordinário com uma máquina fora […]

Facebook lança Substack com outro nome

Nesta terça (29), o Facebook provou mais uma vez a sua técnica apurada na arte de copiar rivais descaradamente. Dê uma olhada em uma das publicações do Bulletin, sua ferramenta de newsletters. A do Malcolm Gladwell, por exemplo. Um desavisado acharia que está no Substack.

Além de comprometer seu futuro e o dos seus leitores aos caprichos de Mark Zuckerberg, os outros diferenciais do Bulletin são uma medida anticompetitiva (sem taxas sobre o valor das assinaturas) e integração com o Facebook. Via New York Times (em inglês).

Novo recurso da Apple ataca falha de privacidade de newsletters

Um dos novos recursos de privacidade do iOS 15/macOS Monterey é a Mail Privacy Protection. Nas palavras da Apple:

No aplicativo Mail, a Mail Privacy Protection impede os remetentes [de e-mails] de usarem pixels invisíveis para coletarem informações do usuário. O novo recurso ajuda os usuários a impedirem remetentes de saberem quando eles abrem um e-mail e mascara seu endereço IP de modo que ele não seja conectado a outras atividades online ou usado para determinar sua localização.

O recurso será apresentado aos usuários na primeira vez que eles abrirem o Mail após a atualização.

Para empresas como Substack e donos(as) de newsletters, essa novidade foi encarada como uma declaração de guerra. É com esse pixel invisível que se monitora a taxa de abertura dos e-mails, dado que para muitas operações é vital, mas que representa uma violação de privacidade nem sempre consentida ou mesmo conhecida pelos usuários, como alertei neste Manual do Usuário em março de 2020.

Embora o Mail seja meio irrelevante em países como o Brasil, em outros, especialmente os mais ricos, ele é um tanto popular. E, com esse movimento, a Apple reforça (ou cria) uma tendência, levando ao mainstream um recurso até então de nicho — essa mesma proteção é/era um dos diferenciais do Hey, serviço de e-mail do Basecamp.

No NiemanLab, saiu uma longa análise dos novos recursos apresentados pela Apple e seus possíveis impactos no jornalismo. Há comentários negativos de publishers e donos de newsletters referentes à Mail Privacy Protection.

Em tempo: há quase dois anos o Manual não coleta esses dados em sua newsletter. Se fizeram falta em algum momento, não senti.

28% das newsletters do diretório estão no Substack

No último Guia Prático, falamos de newsletters. A Jacque puxou o assunto Substack e, por curiosidade, fiz uma rápida consulta no nosso diretório e descobri que 28% das 100 newsletters listadas lá, ou quase 1/3, são disparadas do Substack.

Como digo no podcast, tenho um pé atrás com o Substack pelo seu modelo de negócio e possíveis mudanças futuras por pressão de investidores. Já aconteceu (mais de uma vez) com o Medium, outra plataforma bancada por capital de risco, pode acontecer com o Substack também.

E-mails para o mundo

Acompanho o Basecamp, em idas e vindas, já tem mais de 10 anos. O Jason Fried e o DHH são vozes distoantes da maioria das de tecnologia dos Estados Unidos e, por isso, me chamam muito a atenção. Desde que iniciei minha empresa de e-commerce em 2018, com um time de cinco pessoas todo remoto, […]

Extensões para bloquear pixels espiões do e-mail

Em março de 2020, publiquei neste Manual uma reportagem sobre a falta de privacidade das ferramentas de newsletter. O assunto voltou à tona agora, com mais força, graças a três fatores: o serviço de e-mail pago Hey (que bloqueia pixels espiões por padrão), esta reportagem da BBC e a campanha No To Spy Pixels lançada por Dave Smyth — todos, coincidentemente, britânicos.

Pixels espiões também são usados em e-mails um-para-um, para avisar o remetente quando o destinatário abre sua mensagem.

A renovada atenção a esse assunto ainda não tem força para fazer um Mailchimp ou Substack da vida rever suas políticas e configurações padrões, mas colocou em destaque alguns remédios.

O principal e mais simples deles é bloquear o carregamento de imagens remotas nas mensagens. O Fastmail, por exemplo, publicou um post informando que há anos protege seus usuários dessa maneira. Apps de e-mail não executam JavaScript, o que inviabiliza métodos tradicionais na web de monitoramento do usuário. O método padrão para aferir estatísticas nos e-mails, então, consiste em inserir na mensagem uma imagem minúscula e invisível, o tal “pixel espião”, que ao ser requisitada pelo aplicativo de e-mail ao servidor, “avisa” que a mensagem foi aberta e transmite outros dados, como o endereço IP (que expõe a localização aproximada do usuário).

Bloquear o carregamento de imagens remotas é uma solução básica e funcional, mas pode ser imperfeita por ser do tipo “8 ou 80”, ou seja, ou carrega todas as imagens (incluindo o pixel espião) ou nenhuma. O já citado Hey tem uma lista de bloqueio inteligente que bloqueia apenas os pixels espiões, mantendo o carregamento de outras imagens. Essas passam por um proxy, para que ao serem carregadas não revelem o IP do usuário. Fastmail e Gmail (!) também funcionam assim.

Para quem usa webmail, existem extensões de navegador que bloqueiam pixels espiões, como a Trocker (Chrome, Firefox), PixelBlock 2 (Chrome, apenas para Gmail) e Ugly Email (Chrome e Firefox, apenas para Gmail). O Mail, aplicativo padrão do macOS, tem um plugin gratuito que bloqueia pixels espiões, o MailTrackerBlocker.

Hey World, sistema de blogs baseado em e-mail, está em testes

O pessoal do Basecamp está testando uma novidade: o Hey World, um sistema de blogs baseado no Hey, o serviço de e-mail pago que eles lançaram em 2020. Basta escrever o post dentro do Hey e enviá-lo para um endereço de e-mail especial e pronto, o texto será publicado em um site simples e leve. No momento, funcionários do Basecamp estão testando o recurso; se tudo correr bem, ele será liberado a todos os usuários do Hey. Via @jason/Hey World.

O Hey World lembra muito o Posterous, vendido ao Twitter em 2012 e fechado logo em seguida, e o Posthaven, seu sucessor espiritual. Escreva um e-mail, publique na web. Tomara que isso cole.

Substack prepara aplicativo específico para ler newsletters

“Não seria ótimo se houvesse um lugar onde eu pudesse ir e ver todas aquelas conexões diretas [newsletters] que eu tenho, e que em muitos casos estou pagando? É algo em que estamos muito interessados,” disse Chris Best, CEO do Substack, em entrevista ao The Verge.

O Substack, vale lembrar, é uma startup de newsletters que só fatura quando os assinantes de uma newsletter passam a pagá-la, e que já levantou alguns milhões de dólares em investimento de risco.

Ainda não se sabe como será esse app, embora já exista um formulário para interessados nele. O receio é que seja algo nos moldes do Stoop, um app que mascara o endereço de e-mail do assinante, quebrando a grande vantagem do formato newsletter, ou seja, a conexão direta entre newsletter e assinante. Se for o caso, o Substack virará mais uma plataforma, com um intermediário poderoso, como o YouTube e o Facebook.

Google, pare de tentar arruinar o e-mail

Se você tivesse uma máquina do tempo, voltasse dez anos atrás e acessasse a internet de lá, veria uma rede um tanto diferente. Poucas coisas são resilientes em um meio em que a única constante é que as coisas mudam o tempo todo. O e-mail é uma das poucas exceções que confirmam essa regra.

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