Como meu FIFA 15 de caixinha custa mais barato que o download direto da EA?

O digital nos trouxe algumas vantagens claras. É mais barato, por exemplo, distribuir conteúdo assim do que por meio físico. E esse conteúdo é reproduzível com fidelidade total a um custo muito baixo — o de um Ctrl+C, Ctrl+V. Vez ou outra, porém, o mercado nos brinda com situações difíceis de compreender à luz dessas informações.

Um caso típico é o do e-book mais caro que o livro físico: Continue lendo “Como meu FIFA 15 de caixinha custa mais barato que o download direto da EA?”

12 sugestões de presentes pé no chão para o Natal — e outras datas comemorativas

Em anos anteriores vi alguns sites tentarem ajudar seus leitores a decidirem o que comprar para seus entes queridos no Natal. Esses guias têm razão de ser: ao mesmo tempo em que hoje as opções são muitas, escolher algo específico o bastante e acertar em cheio o gosto do outro, ou abrangente de tal forma que não desagrade a ninguém, é uma tarefa complicada.

A maioria desses guias, porém, ignora um detalhe tão importante quanto a escolha: a etiqueta de preço. Afinal, se tivermos uns milhares de Reais à disposição, a tarefa fica mais fácil. Infelizmente, esse cenário está longe da realidade da maioria das pessoas.

Por isso, para 2014 resolvi fazer eu mesmo um guia de compras para o Natal — e que, de quebra, vale para outras datas também. São itens majoritariamente de tecnologia, mas não só, com preços que começam em R$ 9,90 e chega no máximo a R$ 199. Porque é preciso agradar, mas sem comprometer o décimo terceiro ou entrar no ano novo com o limite do cartão estourado, certo? Continue lendo “12 sugestões de presentes pé no chão para o Natal — e outras datas comemorativas”

Promoções da Black Friday de lojas e marcas no Instagram são falsas

Com a proximidade da Black Friday, estão surgindo no Instagram supostos perfis de marcas e lojas do varejo prometendo brindes irresistíveis para quem segui-los, tirar um print screen do perfil da marca (?) e publicá-lo no seu próprio.

Não faça isso, são “promoções” falsas.

Apple, Netshoes e Saraiva no Instagram? Falso.
Clique para ampliar.

Note que além da forma de participação pra lá de esquisita, os perfis trazem erros estranhos. A Apple nunca escreveu “iPhone 6’s” (porque é errado), e não creio que a Saraiva prometeria “R$400,000”, seja lá que valor for esse. E seria estranho a Netshoes escrever seu nome em letra minúscula, usar ponto para separar as casas decimais dos centavos, errar “blackfrday” e escrever “so” em vez de “só”. Esses perfis são uma espécie de spam revigorado — até os erros grotescos dos antigos e-mails permanecem.

O que os criadores desses perfis, que não são as marcas que alegam ser, querem, é obter grandes bases de seguidores rapidamente para vender esses perfis em seguida. Obviamente, os prêmios prometidos são apenas fachada.

Só entre quem eu sigo já vi “prints” de supostos perfis da Netshoes (10 mil seguidores no momento), Apple (43 mil) e Saraiva (2700). Tudo balela. Na dúvida, acesse o site oficial da loja ou empresa e veja se o perfil está listado lá. A Saraiva, por exemplo, atua em seis redes sociais, mas o Instagram não está entre elas. A Netshoes tem perfil, mas esse, oficial, não promete prêmios nem pede coisas malucas aos seguidores. E a Apple… não, né? Perfis relacionados à Apple nesse esquema, aliás, já existem aos montes.

Compartilhe este post nos perfis dos seus amigos que porventura publicarem uma dessas “promoções” no Instagram. Para facilitar, copie e cole este link encurtado: j.mp/bfigfalsa

Lev, o novo e-reader da Saraiva

Lev, o e-reader da Saraiva.A Saraiva lançou hoje o Lev, seu e-reader. Ele chega para competir com a linha Kindle da Amazon, e a Kobo, no Brasil atrelada à Livraria Cultura.

O projeto do Lev é baseado no Cybook Odissey, e-reader da francesa Booken, e a localização do software foi feita pela Saraiva com a ajuda do Centro de Estudos Avançados do Recife (C.E.S.A.R). Ele tem um formato arredondado que pelas fotos parece um tanto esquisito e chega por aqui em duas versões, uma de R$ 299 e outra, com iluminação na tela, por R$ 479 — até o final de agosto em promoção, por R$ 399. Além das lojas físicas e virtual da própria Saraiva, o Lev também será comercializado no Walmart.

As aparentes vantagens em relação ao quase irretocável Kindle Paperwhite são o suporte a arquivos ePub, unanimidade fora dos domínios da Amazon, slot para cartão microSD e um recurso chamado PDF Reflow, que adapta arquivos PDF aos limites da tela de 6 polegadas do Lev. Na teoria é uma ideia pra lá de interessante, resta ver se ela se sustenta na prática. O Lev ainda vem com 14 e-books de graça e se integra à loja e ao app Saraiva Reader, disponível para Android, iOS, Windows e OS X.

O mercado editorial brasileiro é bastante restrito e o dos e-readers, embora em expansão, responde por menos de 3% dele. Não sei  se há espaço para um terceiro concorrente, mas a Saraiva aposta que sim. É esperar para ver — o e-reader e se haverá demanda por ele.

E-readers são equiparáveis a livros? Para a Comissão de Cultura da Câmara, não — e ela está certa

Um Kindle com Hunger Games aberto.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O Projeto de Lei nº 4.534/2012, em trâmite no Congresso Nacional, tem por objetivo modificar a Lei do Livro, de 2003. Para ser mais preciso, atualizar a definição do que é livro. No meio do debate, surgiu uma polêmica: o e-reader, o equipamento destinado exclusivamente ao consumo dos livros digitais, deve ser tratado como livro? Continue lendo “E-readers são equiparáveis a livros? Para a Comissão de Cultura da Câmara, não — e ela está certa”

O que este Nokia X estava fazendo no Submarino?

Nokia X à venda antes da hora no Brasil.
Imagem: @GordoGeek.

Ontem de manhã um produto curioso apareceu na vitrine virtual do Submarino: o Nokia X, smartphone de baixo custo que roda uma versão especial do Android, por R$ 599 — ou R$ 519 no cartão da loja. Divulguei o link no Twitter questionando se estava diante de um vazamento, um erro operacional ou qualquer coisa do tipo, afinal o Nokia X ainda não foi anunciado oficialmente no Brasil.

A resposta, vi minutos depois, estava na própria página. Não era o Submarino que estava vendendo o Nokia X, mas uma outra loja, a Shopmaxx, através do programa Submarino Marketplace.

Esse programa é parecido com o que a Amazon faz nos EUA. Lojas menores vendem através de uma maior (Amazon ou Submarino, nesses casos) para se aproveitar da exposição e recursos de divulgação mais robustos. Elas expõem seus produtos e lidam com a entrega, mas o processamento dos pedidos é feito pelo Submarino. Para participar do programa, é preciso ser aprovado em uma avaliação da loja maior.

A Shopmaxx é uma dessas. Seus preços estão dentro da normalidade e seus produtos se alternam entre smartphones, equipamentos fotográficos e acessórios. Como o Nokia X foi parar lá, então?

Falsificação ou importação

Existem duas possibilidades. A primeira, que se trata de um aparelho falsificado, como as inúmeras réplicas de iPhone que inundam o mercado cinza. A outra, mais provável, é de que se trata de um produto importado.

Essa prática é relativamente comum em lojas menores, que acabam servindo de atalho para quem quer comprar por aqui, pagando com cartão nacional e podendo parcelar, aparelhos recém-lançados lá fora ou que sequer chegarão ao país.

A própria Shopmaxx, em seu domínio, comercializa vários smartphones da HTC, fabricante que há dois anos abandonou o BrasilOutras também vendem aparelhos da fabricante taiwanesa.

Ah sim, e o Nokia X, que continua disponível na loja da Shopmaxx e por um precinho mais camarada: R$ 397 à vista.

Mesmo sem ter chegado oficialmente ao Brasil, Nokia X já é vendido.
Nokia X à venda no Shopmaxx.

O que dizem Nokia e B2W

Entrei em contato com a assessoria da Nokia para entender se houve equívoco de alguma parte. Eles foram categóricos: “Por enquanto, a Microsoft Devices do Brasil ainda não anunciou preços e disponibilidade dos produto para o mercado.”

Também apontaram que, no anúncio (já removido a pedido da Nokia), a descrição do produto indica que o Nokia X roda Windows Phone, o que não é verdade.

Ao Submarino, mandei um e-mail perguntando quem, nesse caso, arcaria com eventuais reclamações ou problemas com o produto. A página de apresentação do programa diz que a loja parceira determina as condições de venda, os produtos disponibilizados e a entrega, mas não prevê o que acontece em caso de reclamação; no máximo, diz que consumidores em dúvida sobre produtos de parceiros podem recorrer ao SAC para esclarecimentos. A resposta ainda não veio e o post será atualizado quando a receber.

Salvo uma ou outra exceção, o Brasil está bem servido de smartphones e, quando eles chegam, a imprensa cobre com bastante barulho. Embora eu não esteja colocando em xeque a idoneidade da Shopmaxx, comprar um smartphone que não foi lançado oficialmente aqui, nem homologado pela Anatel, implica por si só em alguns riscos — no mínimo a Nokia pode não se sentir obrigada a prestar garantia a um produto não lançado e, nessa, o consumidor ficaria na dependência exclusiva da loja, situação que nunca é uma boa.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!