Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

NFT de post no Twitter de Jack Dorsey volta a ser negociada por valor 99,99% que o da compra anterior

Lembra do NFT do primeiro post de Jack Dorsey no Twitter, vendido por US$ 2,9 milhões em março de 2021?

Seu dono, o empreendedor iraniano de criptoativos Sina Estavi, resolveu colocá-lo à venda em um leilão na OpenSea. Ele esperava arrecadar US$ 48 milhões com a revenda.

Foi um fiasco. Até esta quarta (13), quando a CoinDesk, uma publicação especializada em criptomoedas, noticiou o leilão, o maior lance havia sido de US$ 280, um prejuízo de 99,99%.

Após a publicação, alguns lances maiores foram feitos. No momento em que escrevo esta nota, o maior é de US$ 6,8 mil, o que ainda representa uma queda de 99,76% em relação ao preço original.

Paris Marx, no Twitter:

Quer dizer que aqueles grandes negócios como a venda do Beeple de US$ 69 milhões e o post no Twitter de Jack de US$ 2,9 milhões foram projetados para ganhar manchetes de modo a incentivar as pessoas a despejar dinheiro em bens especulativos onde a maior parte dos ganhos seria capturada por um pequeno número de baleias?

Surpreendente.

É assim que pirâmides começam a desmoronar? Via CoinDesk.

Ative o PIN (senha) do SIM card para evitar prejuízos com Pix caso tenha o celular furtado

A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação da facção PCC na onda de furtos e roubos de celulares para desfalcar contas bancárias via Pix.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta terça (12) detalhou o golpe com base no depoimento de um homem de 22 anos ligado ao esquema:

O homem preso na semana passada contou, segundo a polícia, que insere o chip do celular furtado ou roubado em um segundo aparelho para “quebrar” senhas e então acessar o telefone da vítima.

A partir daí, um segundo “especialista” entra em ação, para “quebrar” senhas bancárias e acessar as contas. “Ainda estamos investigando como fazem isso”, afirma o delegado.

Na sequência vem o “tripeiro”, como é conhecido o responsável pelo gerenciamento dos “conteiros” — pessoas que negociam o uso de seus dados bancários em troca de um percentual do lucro — ou então de contas abertas com documentação falsa. É ele quem coordena saques e transferências.

Compreender o golpe ajuda a levantar defesas mais eficazes.

Com base nesse relato, presume-se que uma das melhores é definir um PIN (senha) para o chip/SIM card. Dessa forma, toda vez que o celular for reiniciado ou o chip/SIM card for inserido em outro aparelho, será necessário inserir o PIN, uma senha numérica de quatro dígitos, para ativá-lo.

A Apple explica como configurar o PIN no iPhone — segundo a reportagem, o modelo de celular mais visado. No Android, procure a opção “Configurar bloqueio do SIM” nas configurações do sistema.

Esta página traz os códigos PIN padrões das operadoras brasileiras.

De volta à Folha:

Tudo, de acordo com o delegado, é muito rápido, para evitar que bancos tenham tempo de bloquear as contas das vítimas. “Tem que ser, no máximo, no mesmo dia”, explica. Por isso, ele ressalta, quem teve o celular levado deve registrar logo o caso, além de avisar o banco.

Vale lembrar que, no caso do iPhone, o acesso ao Buscar, que permite localizar e bloquear ou excluir o conteúdo do celular remotamente, dispensa o segundo fator de autenticação. Se perder o celular, faça isso o mais rápido possível, comunique a operadora, os bancos, troque senhas e registro um boletim de ocorrência. Via Folha de S.Paulo.

Atualização (11h45): Acrescentada orientação de como configurar o PIN do SIM card em celulares Android.

Hackers roubam R$ 3 bilhões em criptomoedas de joguinho; empresa leva seis dias para notar o rombo

Uma falha na blockchain Ronin, usada pelo jogo Axie Infinity (ambos da empresa Sky Mavis), permitiu que alguém roubasse o equivalente a US$ 600 milhões (~R$ 3 bilhões) em criptomoedas de usuários do jogo.

O mais maluco: a Sky Mavis demorou seis dias para descobrir o rombo, e só se deu conta depois que um usuário/jogador tentou converter seu dinheirinho virtual em dinheiro de verdade e não conseguiu.

O hack envolve validadores e outros termos bem técnicos (o blog da Molly White traz uma boa explicação), mas o que importa é que esse caso evidencia que: 1) não existe sistema infalível, por mais que os entusiastas de blockchains pintem eles assim; e 2) a natureza da blockchain, onde as transações são imutáveis, impede que as transferências indevidas sejam revertidas.

A parte (mais ou menos) triste é que, ao contrário de outros criptoativos, Axie Infinity é uma espécie de trabalho em países periféricos, como Indonésia e Brasil. (Aqui no Manual tem um relato da Paula Gomes de como o jogo/trabalho funciona.) Ou seja, uma parte desse dinheiro era/seria gasta com despesas do dia a dia. Via Ronin, Molly White, Kotaku (todos em inglês).

Imposto de Renda 2022 exige declaração de NFTs, bitcoin e outras criptos

Em 2021, a Receita Federal passou a exigir a declaração de criptomoedas, com o bitcoin, no imposto de renda. Neste ano, a exigência foi estendida a outros criptoativos, como NFTs e stablecoins. Os ganhos obtidos com a valorização desses criptoativos são sujeitos à tributação, num esquema parecido com o de ações, ou seja, ganhou auferido na venda dos ativos. Via Bloomberg Línea.

O prazo para a declaração do IR começou nesta segunda (7) e vai até 29 de abril. Os aplicativos podem ser baixados no site da Receita Federal.

YouTube desmonetiza canais Flow Podcast e Monark

O youtuber Bruno “Monark” Aiub teve seus dois canais, Flow Podcast e Monark, desmonetizados pelo YouTube — em outras palavras, eles não podem mais gerar receita a partir dos anúncios veiculados pela plataforma.

Em nota à imprensa, o YouTube informou que suas políticas proíbem “comportamento ofensivo que coloque em risco a segurança e o bem-estar da comunidade do YouTube” e que ao fazer apologia ao nazismo em uma transmissão no Flow Podcast, Monark as infringiu.

“A violação dessas políticas pode fazer com que o canal seja suspenso do Programa de Parcerias do YouTube e, consequentemente, ser desmonetizado”, disse o YouTube em nota.

Monark ainda pode subir vídeos na plataforma, mas não pode gerar receita a partir deles. Tentativas de burlar a restrição criando novos canais ou usando canais de terceiros violam os termos de uso do YouTube e podem sujeitá-lo à perda definitiva da sua conta.

O YouTube disse, ainda, que usuários suspensos do programa de monetização podem solicitar nova inclusão e que esses pedidos serão “analisados pela plataforma”.

Celular usado em garantia para empréstimo é bloqueado em caso de inadimplência, e MP abre investigação

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) abriu uma investigação contra a Serasa e a SuperSim para apurar uma prática que beira o surrealismo: concessão de crédito com o celular como garantia — se o cliente ficar inadimplente, o celular é bloqueado e passa a fazer apenas chamadas de emergência.

A SuperSim, que trabalha com a modalidade, oferece empréstimos de até R$ 2,5 mil. Para tomá-lo, é preciso ter um celular Android (provavelmente porque o iOS não permite esse tipo de interferência por um aplicativo) e instalar o “super aplicativo” dela. O celular não exclui a análise de crédito e os juros mensais são pesados, entre 12,5% e 17.5%.

“Perderam a noção do bom senso”, resumiu o professor de Direito do Consumidor Ricardo Morishita. Via O Globo. Dica do leitor Rafael Avelino.

Em 2021, uma a cada quatro transações com cartão de crédito foram por aproximação no Brasil

Uma a cada quatro transações com cartão de crédito foram por aproximação no Brasil em 2021. O aumento anual foi de 384,6% e essa modalidade gerou um volume transacional de R$ 198,9 bilhões. A expectativa da Abecs, que representa o setor de meios de pagamento eletrônicos, é que a aproximação responda por metade dos pagamentos com cartão de crédito até o final de 2022. O ambiente ajuda: 90% das maquininhas em operação no país contam com a tecnologia NFC. Via LABS News.

Tap to Pay: iPhones poderão receber pagamento de cartões

A Apple anunciou o Tap to Pay, serviço que transforma qualquer iPhone (do modelo XS em diante) em uma maquininha de cartões apta a receber por aproximação (“contactless”). O recurso chegará primeiro aos Estados Unidos, no iOS 15.4, que já está em testes. Para ser usado, será preciso o uso de aplicativos compatíveis com o recurso. O celular já devorou muitos dispositivos avulsos, da câmera fotográfica ao próprio cartão de crédito; parece que as maquininhas de cartão são os próximos da lista. Via Apple (em inglês), MacMagazine.

Consulta a R$ 8 bilhões esquecidos em contas bancárias retorna dia 14/2

O Banco Central recebeu tantos acessos de brasileiros querendo saber se tem algum trocado daqueles R$ 8 bilhões esquecidos em contas bancárias que o site inteiro caiu. Para dar conta da demanda, o BC tirou o Sistema Valores a Receber (SVR) do ar e avisa, em seu site, que ele retornará no dia 14/2 com a capacidade “fortemente ampliada para atender a todos os cidadãos com estabilidade e segurança”. Via Banco Central.

Facebook aparentemente desistiu de ter moeda própria

A Diem, “stablecoin” do Facebook anteriormente chamada Libra, pode estar com os dias contados antes mesmo de ser lançada.

Segundo a agência Bloomberg, o Facebook/Meta está buscando um comprador para a tecnologia depois que órgãos reguladores dos Estados Unidos sinalizaram que a Diem não teria vida tranquila caso fosse lançada. O objetivo é levantar a maior grana possível para devolvê-la aos parceiros e investidores.

A moeda do Facebook, inicialmente chamada Libra, foi anunciada de surpresa em junho de 2019 com poucas dezenas de parceiros. Ela seria uma “stablecoin”, um tipo de criptomoeda lastreada em moedas fiduciárias — no caso, em uma cesta de moedas fortes, como dólar e euro.

A reação de governos e órgãos reguladores afugentou parte dos parceiros, então o Facebook mudou o projeto (incluindo o nome) para Diem, que passaria a ser baseada apenas no dólar. Mark Zucerberg, CEO do Facebook/Meta, chegou a depôr no Congresso norte-americano por causa da Libra/Diem.

Em 2021, David Marcus, executivo que liderava o projeto, saiu da empresa. Via Bloomberg (em inglês).

E quando mostrar a pobreza dá dinheiro?

Alguns jovens da minoria Yi, na zona rural da província de Sichuan, China, ganham até 40 mil yuan (cerca de R$ 34 mil) por mês ao mostrar a precariedade do lugar em que nasceram. Os influencers locais vendem produtos típicos da região nas lives, ao mesmo tempo em que esperam comover consumidores dos grandes centros […]

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