Pessoa de sexo não identificado, com cabelo roxo e pele azul, segurando uma xícara de café com vários ícones em alusão ao Manual do Usuário na fumaça e um celular na outra mão. Embaixo, o texto: “Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho”.

Telegram dá primeiros passos para moderar conteúdo extremista no Brasil

O grupo bolsonarista no Telegram “Super Grupo B-38 Oficial”, que conta com 67 mil membros, foi temporariamente suspenso pela plataforma. Ao tentar acessá-lo, uma mensagem é exibida informando que conteúdos ilegais estão sendo removidos pelos moderadores e que, depois disso, ele será reaberto.

O Núcleo, que monitora canais de extrema-direita no Telegram, nota que o aplicativo não informa a natureza da ilegalidade do conteúdo do “B-38 Oficial”, mas que, dias antes da suspensão, circulavam mensagens questionando a urna eletrônica brasileira e incitando os membros a pegarem em armas e atentarem contra políticos da oposição. Via Núcleo.

Spotify ganhou usuários pagantes apesar da polêmica com Joe Rogan

As saídas de Neil Young e Joni Mitchell do Spotify, em protesto ao discurso negacionista do podcaster Joe Rogan, exclusivo da plataforma, não abalaram o crescimento da base de usuários pagantes do serviço de streaming.

O Spotify fechou o primeiro trimestre com 182 milhões de assinantes premium, ou seja, pagantes, aumento de 15% em relação ao ano anterior.

O número já considera as perdas com a saída da empresa da Rússia.

Ao todo, a empresa contabiliza 422 milhões de usuários, entre pagantes e gratuitos, no mundo todo. Via Spotify (em inglês).

Rede de militares no Facebook que espalhava desinformação ambiental é desmantelada

A Meta revelou, em seu último relatório trimestral de transparência (PDF, em inglês), que desmantelou uma rede de “comportamento inautêntico coordenado” relacionada à desinformação ambiental comandada por dois militares. Foi a primeira focada no tema descoberta pela empresa, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

A pedido da Meta, a rede foi analisada pela Graphika, uma empresa de monitoramento de redes sociais, que validou as descobertas.

A rede dos militares propagava informações falsas e destorcidas, com ataques a ONGs e ativistas do meio ambiente e elogios ao trabalho do governo federal no combate ao desmatamento. A estratégia lembra muito a adotada pelo iFood para sabotar a articulação dos entregadores por melhores condições de trabalho, revelada pela Agência Pública na última segunda (4).

A Meta não divulgou os nomes dos militares envolvidos. O Exército, em nota ao Estadão, disse que “não fomenta a desinformação por meio das mídias sociais” e que solicitou mais detalhes à Meta. Via Estadão.

Texto final do PL das Fake News sofre alterações; veja o que muda

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) apresentou nesta quinta (31), no Senado, a versão final do projeto de lei 2630/2020, o PL das Fake News.

A nova redação trouxe algumas mudanças. O lobby de Meta/Facebook e Google (que irritou Orlando) surtiu efeito: o artigo 7º foi alterado e agora permite que dados dos usuários de redes sociais sejam processados por terceiros, mas exige que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) seja respeitada.

Também houve flexibilizações nos prazos para a produção dos relatórios de transparência semestrais das plataformas, e mais detalhes da composição deles agora constam no texto.

Outros pontos polêmicos, como a imunidade parlamentar em redes sociais e a obrigação das plataformas de remunerarem o jornalismo profissional (uma demanda que as próprias empresas de mídia e associações setoriais acham ruim), foram mantidos.

Orlando Silva disse que espera que o PL seja votado no plenário da Câmara semana que vem. A atribuição de pautar a votação cabe ao presidente da casa, o deputado Arthur Lira (PL-AL). Via O Globo, Núcleo, Correio Brasiliense, @cdr_br/Twitter.

YouTube proíbe vídeos que questionem a legitimidade das eleições de 2018

O YouTube atualizou suas diretrizes de comunidade referentes às eleições de olho nas de outubro, aqui no Brasil. Além de regras que já existiam, como a proibição de certos conteúdos que desinformam — dia e horário de votar errados, quem pode e que não pode candidatar-se etc. —, a plataforma de vídeos do Google anunciou algumas mudanças, com destaque para a proibição de questionar a legitimidade das eleições de 2018, um dos esportes favoritos do atual presidente, futuro candidato à reeleição e usuário assíduo da plataforma de vídeos Jair Bolsonaro (PL). Via YouTube.

As promessas do Telegram feitas ao STF para combater a desinformação

Saiu melhor que encomenda a pressão que o Supremo Tribunal Federal (STF), via decisões do ministro Alexandre de Moraes, impôs ao Telegram. Ele não só conseguiu estabelecer contato com o aplicativo, como teve as demandas atendidas e excedidas. Leia a íntegra da decisão (PDF).

O Telegram indicou um representante no Brasil, o advogado Alan Campos Elias Thomaz, e informou ao STF uma série de medidas para conter a desinformação na plataforma e colaborar com a Justiça brasileira, como o monitoramento dos 100 canais mais populares (que respondem por 95% das mensagens visualizadas no aplicativo), acordos com agências de checagem nacionais e monitoramento do que a imprensa e o Twitter brasileiros falam do Telegram. Também anunciou mudanças técnicas no app para rotular conteúdos marcados como falsos pelas agências. Via Núcleo, STF.

Grupos do Facebook ganham opção para rejeitar conteúdo falso automaticamente

Já faz alguns anos que os grupos são o motor de crescimento (ou o que sustenta a relevância) do Facebook. Nesta quarta (9), a Meta lançou novas ferramentas para ajudar os administradores de grupos a fazerem seu trabalho.

A mais interessante é uma opção que, se ativada, rejeita automaticamente publicações dos membros “identificadas como portadoras de informações falsas” pelas agências de checagem de fatos parceiras da Meta. Com isso, a empresa espera reduzir a disseminação de desinformação nos grupos. Via Meta.

A guerra cibernética paralela entre Rússia e Ucrânia

A guerra cibernética paralela entre Rússia e Ucrânia, por Shin Suzuki na BBC Brasil:

A ideia militar de desnortear o adversário vem servindo de base para ofensivas hackers nessa guerra. Derrubar a rede de celular e internet tem como objetivo instaurar pânico ao impedir que a população de um país sob ataque se comunique.

“O objetivo é criar confusão, é fazer com que as pessoas se sintam perdidas. Disparar em massa desinformação é parte de uma guerra psicológica, para minimizar as chances de os ucranianos terem uma reação”, afirma Luca Belli.

A pedido da Justiça, Telegram exclui canais de blogueiro bolsonarista

O Telegram finalmente deu sinal de vida às autoridades brasileiras. No sábado (27), atendeu a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes emitida na véspera, do Supremo Tribunal Federal (STF) e tirou do ar três canais do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira. Caso descumprisse a decisão, o Telegram seria multado em R$ 100 mil por dia e bloqueado no Brasil por pelo menos 48 horas.

Apesar do cumprimento, Allan continua ativo no Telegram graças a um “perfil reserva” com 22 mil seguidores. Por ele, vem compartilhando tutoriais de VPN para permitir o acesso aos canais — o bloqueio só está valendo para acessos a partir do Brasil. O uso de perfis reservas foi previsto pela decisão do ministro Alexandre, “comportamento que deve ser restringido”. Via Poder360 (2) (3) (4).

Facebook/Meta, Google, Mercado Livre e Twitter manifestam preocupação com PL das fake news

Facebook/Meta, Google, Mercado Livre e Twitter divulgaram, nesta quarta (24), uma carta aberta criticando o projeto de lei 2630/2020, o chamado PL das Fake News. No texto, as quatro empresas dizem que o PL deixou de tratar de fake news e que “passou a representar uma potencial ameaça para a Internet livre, democrática e aberta que conhecemos hoje”.

O PL das fake news deve ser votado em breve na Câmara dos Deputados, no que depender da vontade do presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL). No dia 15 de fevereiro, ele afirmou que o Plenário poderá votar o requerimento de urgência a qualquer momento. Via G1, Propmark, Câmara dos Deputados/YouTube.

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