iFood prepara expansão de entrega com drone no Brasil após aval da Anac

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a Speedbird Aero a realizar entregas comerciais com drones no país. A empresa é parceira do iFood e as duas já haviam realizado testes com a tecnologia em Campinas (SP) e entre Aracaju e Barra dos Coqueiros (SE). A autorização prevê entregas de até 2,5 kg num raio de 3 km. Com a autorização, o iFood quer expandir o programa. Via Anac, Folha de S.Paulo.

Os smartphones dos entregadores

Os smartphones dos entregadores, por Bruno Romani e Tiago Queiroz no Estadão:

Esqueça o iPhone ou o Galaxy S: sob essa perspectiva, o negócio bilionário das plataformas de delivery está escorado num mar de modelos básicos, e quase nunca novos, de Motorola e Samsung — é um retrato mais fiel também do mercado brasileiro de smartphones. Isso significa que a bateria seca mais rápido, o GPS não entende direito a localização e os aplicativos engasgam. Tudo isso, claro, interfere diretamente no trabalho.

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Ainda que fosse mais barato, o smartphone da Apple [iPhone] não seria muito útil no trabalho. Os trabalhadores lembram que os apps para entregadores do iFood e da Rappi só funcionam com Android, sistema operacional do Google. O iFood largou o iPhone em dezembro de 2020. Assim, apenas o Uber Eats é compatível com o celular da Apple.

UberEATS vai deixar de fazer entregas de restaurantes a partir de 8 de março

O serviço de entregas de restaurantes do Uber Eats será desativado no Brasil em 8 de março. A saída da Uber deverá consolidar ainda mais o segmento nos dois líderes, iFood e Rappi. No Brasil, restará o serviço de entregas de mercado e outros estabelecimentos, feito pela Uber em parceria com a startup chilena Cornershop. Outra mudança no app do Uber Eats é que a partir desta quinta (6) a modalidade de pagamento com dinheiro em espécie deixa de ser oferecida. A Uber ressaltou que o serviço de caronas segue funcionando e que o volume de viagens já é maior que no período anterior à pandemia. Via CNN, LABS News.

Bolsonaro sanciona, com vetos, lei com medidas para proteger entregadores de app na pandemia

O projeto de lei (PL) que estabelece medidas protetivas aos entregadores durante a pandemia de covid-19 foi apresentado em 4 de abril de 2020 e só agora, 5 de janeiro de 2022, sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), ou seja, 1 ano e 8 meses de tramitação de uma lei sensível ao tempo. (O enrosco foi na Câmara, que só aprovou o PL em 1º de dezembro de 2021.) Na sanção, Bolsonaro vetou a distribuição de vale-refeição pelos aplicativos por meio dos programas de alimentação do trabalhador, segundo o governo porque isso acarretaria renúncia de receita sem estimativa do impacto no orçamento federal e de medidas compensatórias. Via G1.

Com taxa zero para restaurantes, prefeitura cria aplicativo próprio de delivery no Rio

A cidade do Rio de Janeiro começou a testar o Entrega.Rio, serviço de delivery via aplicativo que não cobra taxa dos restaurantes e promete maior rentabilidade aos entregadores. Nesta fase, que vai até 4 de janeiro de 2022, apenas servidores da prefeitura poderão fazer pedidos. Que ideia maluca, essa: oferecer um serviço a preço de custo para beneficiar restaurantes, entregadores e, no fim, o próprio cliente, que deverá pagar menos pelas refeições. Via Diário do Rio.

Antes de GTA V, já existia um simulador de entregador do iFood no jogo infantil da holding do iFood

Uma correção: GTA V não foi exatamente o primeiro jogo transformado pelo iFood em peça de propaganda. O leitor Juliano César apontou que já existia algo similar no jogo de mundo aberto PK XD. Não encontrei notícias ou comunicados oficiais, mas uma consulta no YouTube revela vários vídeos em que os jogadores vestindo mochilas do iFood participam de “missões” que consistem em entregar pizza para outros personagens em troca de moedas.

A parte mais intrigante: o PK XD nasceu como um jogo do PlayKids, uma plataforma de streaming e atividades infantis, e foi desenvolvido pela Afterverse, que posteriormente o incorporou ao seu portfólio. As duas empresas, PlayKids e Afterverse, são da Movile, a holding que também é dona do… iFood.

PK XD é fortemente baseado em Roblox. O jogo completou dois anos neste mês de setembro. Os dois títulos da Afterverse, PK XD e Crafty Lands (clone de Minecraft), têm 50 milhões de usuários ativos.

iFood permitirá que você “atue” como entregador no game GTA V

O iFood inovou e lançou o primeiro simulador de emprego precarizado do mercado. A experiência funciona dentro de um servidor brasileiro do jogo GTA V, o Cidade Alta. Nela, o jogador assume o papel de um entregador e pode receber cupons em troca do trabalho — de dinheirinho virtual e de dinheiro de verdade, para usar no app do iFood.

Segundo Paulo Benetti, CEO da Outplay, dona do servidor onde a dinâmica do iFood acontece, “as experiências e os desafios são muito similares ao dia a dia de um entregador da vida real”. Curioso para saber se o entregador virtual passa fome caso sofra um acidente e fique impossibilitado de trabalhar, se ele pode ser desligado a qualquer momento sem explicações ou se tem que fazer mais horas com o tempo porque o valor das entregas vai minguando na medida em que mais entregadores são recrutados. Via Canaltech.

Preço dos combustíveis aperta lucro de motoristas de app e motoboys — que escolhem corridas e pensam em largar a profissão

Desolador o impacto da alta dos combustíveis no trabalho dos motoristas e entregadores de aplicativos. Via G1.

Do gasto diário de um motorista, a gasolina representa entre 40% e 50%. A taxa paga aos aplicativos gira em torno de 25%. Para boa parte dos condutores, há ainda o pagamento de parcelas do veículo ou locação.

A Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp) estima que 25% dos motoristas deixaram de dirigir na cidade, em relação ao total do início de 2020.

Nos apps de delivery, a pandemia teve um efeito contrário ao dos motoristas na pandemia, aumentando a demanda e, com isso, o número de entregadores circulando nas ruas, o que fez cair os preços das corridas. O segundo impacto em um ano, o do aumento no preço dos combustíveis, tem feito muitos deles trabalharem mais — e ficarem mais suscetíveis a acidentes:

O aumento de acidentes de moto é flagrante. Os últimos números do Infosiga SP mostram que o número de acidentes com motociclistas na capital paulista saltou de 1.011 em abril de 2020 para 1.584 em junho de 2021 (alta de 56,6%). As mortes subiram 58,8%, de 17 para 27.

Os super apps da América Latina

No processo de educar o consumidor à lógica dos aplicativos de celular, a Apple, nos primórdios do iPhone, lançou um slogan que colou nas nossas cabeças: “existe um app para isso”. Quase 15 anos depois, para algumas empresas um simples app não consegue mais dar conta do que ela deseja oferecer aos usuários. No lugar […]

Batatas ao murro, punheta de bacalhau e acepipes são “cancelados” pelo iFood

Aquela crença de que basta jogar algoritmos em um problema para que ele seja resolvido magicamente falhou outra vez. O iFood implementou uma lista de termos ofensivos para conter ofensas e xingamentos em sua plataforma. Porém, a lista acabou interferindo em alguns menus, e pratos tradicionais da culinária lusitana, como batatas ao murro e punheta de bacalhau, sumiram dos cardápios. Sobrou até para o “acepipe”, uma espécie de aperitivo, supostamente porque o termo “pipe” teria uma conotação fálica. Donos de restaurantes ficaram indignados, o iFood admitiu o erro e informou que os pratos já voltaram ao cardápio. Via O Globo.

A fome de aquisição do Magalu chega ao delivery

O Magazine Luiza voltou ao interior do Paraná para uma nova aquisição. Depois do Aiqfome, nesta terça (30) a varejista anunciou a compra do GrandChef, sediada em Paranavaí (PR), que fornece um software de gestão para restaurantes. No mesmo comunicado ao mercado, o Magalu também anunciou a compra da ToNoLucro, um app de delivery com atuação em +40 cidades de Goiás, Pará e Tocantins. As duas aquisições visam fortalecer o “food delivery” via super app do Magalu — a empresa faz o caminho contrário de apps que nasceram na entrega de comida e tentam virar super apps, como a Rappi. Via Neofeed.

Na data desta publicação, eu tinha ações do Magazine Luiza (MGLU3).

Um ano de pandemia

Já faz um ano que estamos na pandemia de COVID-19. Parece um tempão, mas ao mesmo tempo parece que foi ontem. No programa de hoje, uma extensão do artigo da newsletter desta semana, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa refletem e debatem as várias fases da pandemia e como a tecnologia ajudou, atrapalhou e se revelou […]

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