Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Com ausência de gigantes e público incerto, CES 2022 mira startups

A CES, maior evento de negócios do setor de tecnologia do mundo, começa nesta quarta (5) em Las Vegas, EUA, no formato presencial. O avanço da variante ômicron do coronavírus fez cerca de 200 empresas desistirem do evento, incluindo algumas gigantes como Amazon, Google e Microsoft. A Consumer Technology Association (CTA), que organiza a CES, foi duramente criticada pela manutenção do formato presencial. Em sua defesa, afirma que impôs protocolos de segurança e que a feira é vital para pequenas empresas, que têm ali a chance de negociar com parceiros do mundo inteiro. Via Estadão.

Pandemia acelerou total de seres humanos conectados à internet

A pandemia de Covid-19 causou uma leve aceleração no número total de seres humanos conectados à internet, segundo a União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês). Entre 2019 e (a estimativa de) 2021, o salto foi de nove pontos percentuais, o que significa que 63% ou 4,9 bilhões de pessoas têm acesso à rede. Em 2020, o crescimento foi de 10,2%, o maior da década. Das 2,9 bilhões de pessoas ainda desconectadas, 96% estão em países em desenvolvimento. Via ITU (em inglês).

Ataque hacker tira do ar sites do Ministério da Saúde e do ConecteSUS

O Ministério da Saúde sofreu um ataque hacker nesta madrugada. Durante horas, o site exibiu uma mensagem do grupo que reclamou a autoria do ataque, o Lapsus$ Group, dizendo que eles haviam sequestrado 50 TB de dados da Saúde, informação ainda não confirmada. Na manhã desta sexta (10), serviços da pasta, como o ConecteSUS, que emite o certificado de vacinação da Covid-19, estavam inacessíveis ou instáveis. Em nota, o Ministério da Saúde informou que a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional foram acionados e que o Datasus está tentando restabelecer os sistemas. Via Folha de S.Paulo, Tecmundo, G1.

Facebook e Instagram derrubam live em que Bolsonaro associou Aids a vacina da Covid

O Facebook derrubou a live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) da última quinta-feira (21) das plataformas Facebook e Instagram. Na transmissão, Bolsonaro dizia que vacinados contra a COVID-19 estariam contraindo AIDS. É quase ridículo ter que explicar isto, porém: é mentira. À Folha de S.Paulo, um porta-voz do Facebook justificou que “nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas”.

Apesar de distorcer, desinformar e mentir praticamente em todas as suas lives semanais, esta é a primeira live e apenas o segundo vídeo de Bolsonaro que Facebook/Instagram derruba. O primeiro derrubado foi um de março de 2020, em que Bolsonaro alardeava o uso da cloroquina no combate à COVID-19. Via Folha de S.Paulo.

Vale notar que o YouTube ainda não tirou o vídeo (com +200 mil views) do ar até as 9h desta segunda-feira (25), apesar de ter mudado suas regras recentemente para ser mais duro com desinformação sobre vacina.

YouTube amplia políticas contra vídeos anti-vacina

O YouTube expandiu suas regras contra desinformação médica na plataforma. A partir de agora, serão removidos vídeos “com alegações falsas de que vacinas aprovadas são perigosas, causam danos crônicos à saúde e não reduzem as chances de transmitir/contrair doenças ou conteúdo com desinformação sobre as substâncias contidas nesses imunizantes”. As novas diretrizes se aplicam a todas as vacinas aprovadas e consideradas seguras pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Elas são retroativas, ou seja, atingem vídeos antigos, mas deve levar algum tempo para que surtam efeito em toda a plataforma. Via YouTube.

Twitter testa ferramenta de denúncias de desinformação relacionada à COVID-19

Um ponto cego muito comum no debate da moderação em plataformas digitais é que, regra geral, não é proibido mentir nelas. Twitter, YouTube, Facebook e afins não preveem, em seus termos de uso, proibições amplas para a disseminação de mentiras. Essas redes proíbem apenas mentiras que possam ter consequências graves, como danos físicos a terceiros. Sim, tem muita mentira que indigna, mas talvez não seja do nosso interesse que essas empresas se tornem árbitras da verdade.

O Twitter cruzou essa linha nesta terça (17). Em testes, a rede social está permitindo que usuários da Austrália, Coreia do Sul e Estados Unidos denunciem “conteúdo enganoso”. Há duas categorias disponíveis, “Política” e “Saúde”, e dentro da última, uma subdivisão entre COVID-19 e outros assuntos.

Todas as grandes redes sociais, Twitter entre elas, já proibiam desinformação relacionada à COVID-19 com base na política de danos a terceiros. A diferença é que, agora, esse tipo de abuso tem previsão oficial no fluxo de denúncias da plataforma. Ainda bem que foram rápidos — não é como se a pandemia tivesse começado a… sei lá, um ano e meio?

O Twitter não promete muita coisa, porém. “Estamos avaliando se essa abordagem é efetiva, por isso estamos começando em pequena escala”, informou no perfil @TwitterSafety. “Podemos não tomar medidas e não podemos responder a cada denúncia neste experimento, mas as contribuições de vocês nos ajudarão a identificar tendências para que possamos melhorar a velocidade e a escala do nosso trabalho mais amplo em desinformação.” Via @TwitterSafety (em inglês), @Sci_Phile (em inglês).

Roubos de celulares e o risco à sua conta bancária / Comprando eletrônicos no segundo ano da pandemia

Apoie o Manual do Usuário: http://manualdousuario.net/apoie No Guia Prático desta semana, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin falam das quadrilhas “limpa-contas”, que roubam celulares para acessarem aplicativos bancários e limparem valores deles. A onda desses crimes gerou preocupação, especialmente porque algumas vítimas relatam que seus celulares foram levados bloqueados e, mesmo assim, os assaltantes conseguiram acesso […]

Facebook libera conteúdo que sugere que o coronavírus foi criado pelo homem

O Facebook removeu a proibição de postar conteúdo sugerindo que o SARS-CoV-2, o coronavírus causador da COVID-19, tenha sido criado pelo homem. (O tópico ainda consta na versão em português do Brasil, porém; veja um comparativo.) Em nota enviada ao site Politico, um porta-voz da empresa justificou a mudança “à luz das investigações em andamento da origem da COVID-19 e em consulta a especialistas em saúde pública”. Via Politico (em inglês).

De fato, nesta quinta (26), o presidente norte-americano Joe Biden pediu à inteligência do país para que “redobre os esforços” a fim de determinar a origem do coronavírus. Só que, ao contrário do que a regra agora derrubada do Facebook sugere, nenhuma das hipóteses consideradas é a de que o vírus foi criado pelo homem. A nova suspeita é de que ele teria vazado de um laboratório chinês, e não pulado de um animal selvagem para os seres humanos, teoria mais aceita até o momento. O New York Times tem um bom “explainer” (em inglês).

Conforme explica o Politico, “estudos genéticos do vírus encontraram falhas na proteína que ele usa para se conectar a células humanas”, característica que certamente seria evitada por alguém que estivesse criando uma arma biológica.

A vasta lista de tópicos proibidos sobre a pandemia, o vai-e-vem das regras e, agora, este erro conceitual grave do Facebook, demonstram a complexidade que existe na moderação de conteúdo pelas grandes plataformas. Lá vem (mais) uma onda de teorias da conspiração.

Zoom e Spotify lançam novos recursos para eventos virtuais

A reabertura nos países onde a vacinação contra a COVID-19 avança já preocupa empresas que oferecem ferramentas de comunicação remota e viram, na pandemia, seus negócios se expandirem exponencialmente. Para evitar um impacto similar ao do início da pandemia, mas em sentido contrário, elas estão lançando novos recursos.

O Zoom vai expandir sua solução de eventos online, chamada anteriormente de OnZoom. No novo desenho, o Zoom Events suportará grande eventos, com sessões paralelas, conversas por texto informais e métricas diversas. Ainda sem data para chegar. Via Zoom (em inglês).

O Spotify também tem novidades nessa frente. O streaming começou a vender ingressos para “uma experiência de shows virtuais”. Toda quinta-feira, com horário marcado (mas vídeos gravados), exibirá um show de 40–75 minutos. O ingresso custa US$ 15 e já há agendas até 24 de junho. O primeiro será do The Black Keys, nesta quinta (27). Via Spotify (em inglês).

Conheça o PagPhone, o único aparelho que é smartphone, maquininha e conta digital

O PagSeguro lançou o PagPhone, um celular que é também maquininha de cartão. Era esperado que alguém fosse fazer um produto desses (o comercial brinca com a ideia evolutiva), mas me chama que ele tenha chegado neste momento, com uma pandemia provocada por um vírus altamente transmissível. Afinal, é um aparelho que passa pelas mãos de vários clientes o dia todo e depois volta ao bolso e para momentos íntimos do dono. Será que alguém pensou nisso lá dentro? Via PagSeguro.

Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.

— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente. Para o Spotify, […]

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